É basicamente isto.

É basicamente isto.

8 de maio de 2013

O Instinto Maternal.

A propósito dos anos que vão passando por mim, parece-me boa altura para aqui falar do meu instinto maternal. Ou da falta dele, neste caso. Quando se é Mulher, e sobretudo quando se passa a barreira dos 30, chega a inevitável pergunta, feita vezes sem conta, das formas mais inapropriadas e pelos mais diversos interlocutores "Não sentes vontade de ser Mãe?". Não, não sinto. Por enquanto. Até este momento, não houve altura da minha vida em que sentisse esse apelo. Nunca tive esse sonho, nunca fui a típica Mulher nesse (e noutros) aspecto (s). Não necessito de um filho para me sentir mais realizada ou para estar de bem com a vida. Para isto também contribuiu, certamente, o facto de não ter conhecido homem, até hoje, que me tenha feito idealizar a Maternidade. Ou conheci/conheço um, mas isso é uma outra história. Seja como for, e por muito que isto choque a maioria das pessoas, a verdade é que sinto, muitas vezes, que nasci desprovida desse instinto. Ou então, está tão escondido, tão no fundo de mim, que ainda não se manifestou. Muitas pessoas me dizem que um dia acordo, e lá está ele. Honestamente, tenho algumas dúvidas que assim seja. Não me sinto nem mais perto, nem mais longe. Sinto-me na mesma, com a mesma ausência dele que sentia há anos e anos atrás.
Isto é entendido por muitas pessoas como normal. O problema acontece quando, e geralmente esta reação vem de outras mulheres, mazinhas umas para as outras como sempre, sou olhada como uma aberração quando dou esta resposta. Já recebi olhares de horror, de estupefacção, de quase nojo (diria eu), de incredulidade.  Já recebi respostas de bradar aos céus, julgamentos de me fazer urticária, reacções de me fazer cegar. "A sério?? Isso é tão estranho", "Não acredito!", Não digas isso, que até te fica mal!", ou "Credo", são alguns exemplos. Pois, a estas pessoas, eu digo o seguinte de forma muito simples : ide lixar-vos!! Mas assim à grande! E só estou a utilizar esta palavra e não outra mais cabeluda, porque, apesar da nerveira que este assunto me causa, ainda me resta a educação.
Não peço, nem alguma vez pedirei, desculpa por não ter instinto maternal. Por ter a coragem de assumir que não me imagino a ser Mãe (até ver). Por gostar da minha vida tal como ela é, com toda a liberdade que isso me proporciona. Por conseguir ser feliz, sem ter que viver para outra pessoa, seja ela uma criança ou não. Eu não julgo as pessoas que optam por ter filhos, a não ser que o façam sem ter condições. Não ando a perguntar como é que conseguem viver vidas em função deles, exclusivamente, e esquecer-se que, antes disso, eram mulheres e homens. Não admito, pelo mesmo motivo, ser julgada pela minha opção. Não sou menos mulher, não tenho menos direitos, não devo ser enfiada num laboratório para estudo, por esse motivo.
Adoro os filhos dos meus Amigos, e Amo de paixão a pequena M., filha da minha "mana". Pela pequena M., aliás, tenho certeza que daria a vida, tal e como qual os Pais dariam. Mas perguntem-me se tenho instinto maternal, e/ou vontade de ser Mãe? Não. até ver, é um não sem qualquer margem para dúvidas. E esta, hein?

51 comentários:

  1. Eu também era desprovida desse instinto... até ter conhecido o homem que fez com que a minha realização pessoal passasse por ser mãe... A mãe dos filhos dele.

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    1. Eu já ficava feliz por encontrar um Amor assim :)

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  2. Eu sempre quis ser mãe até ser tia :)

    Ana

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    1. "Tia" também já posso dizer que me considero. E falta ser Tia oficialmente, estou à espera que o Maninho se chegue à frente!

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  3. Eu acho que é normal seres assim, nem todas as mulheres tem de ser mães cada uma tem o seu instinto, a minha irmã também nunca quis ser mãe, sempre disse que quer ser tia, e eu digo que sim já que sempre tive essa vontade. Cada pessoa é diferente e livre de ser o que quiser!

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    1. Acho que me vai acontecer o mesmo com o Mano. Ele sempre quis ser Pai, eu contento-me em ser Tia!

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  4. Não penses muito no tema, afinal esta coisa da maternidade/ paternidade, é sempre diferente daquilo que uma pessoa imagina antes de passar por ela. Eu por exemplo já não me imagino sem a minha filhota, e por exemplo se for comprar roupa, vou primeiro ver coisas para ela do que para mim. Será isso deixar de ser homem ou pessoa ou outra coisa qualquer? Eu acho que apenas o meu centro de gravidade está apenas dividido entre mim e ela. Pode ser considerado um pouco piegas, mas como diria um grande pensador da nossa praça, estou-me um bocado nas tintas para isso... E eu não tinha propriamente desejos incontroláveis de ser pai antes de o ser. As coisas tomam o seu próprio caminho e cada um vive as coisas à sua maneira.

    De resto, e não leves a mal, mas parece-me que estás a ver a coisa um pouco ao contrário. Convenhamos que hoje em dia coragem é precisa sim mas para se ter filhos e não o contrário :P

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    1. Não é nada piegas, parece-me perfeitamente normal. Depois de existir um filho na nossa vida, tem que ser ele a prioridade. Sem nunca nos esquecermos de nós, claro. É assunto com o qual vivo tranquila, não penso nele a não ser quando me fazem a pergunta e reagem como se isto fosse inconcebível.

      Nalguns casos concordo que será um acto de coragem, mas noutros, se me permites, é apenas um acto irresponsável. Há tanta gente a ter filhos pelas razões erradas e /ou sem condições para tê-los...

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  5. ... o instinto maternal. :)

    Adoro crianças, sempre adorei, e sempre quis ser mãe!
    Mas assim como tu estás para os filhos estou eu para casamentos de branco na Igreja... e por sonhos cor de rosa sobre princesas que se casam com príncipes... blá blá blá. Não é novidade para ninguém que me farto de dizer que não me quero casar, que nunca tive esse sonho.

    Agora ser mãe... sentir que tens um filho na barriga a crescer, sentir os primeiros pontapés. Os olhinhos pequeninos a brilhar só para ti quando nascem... eu nem imagino a primeira vez que te dizem Mamã :)
    ( Sim vamos cortar os enjo-os, o quase rebolares, o quase não te conseguires mexer... o choro, as birras e sei lá mais! )

    Não acho que sejas um caso para estudo nem pouco mais ou menos, credo! Caso para estudo são as pessoas que acham que somos todos iguais, e temos de viver todos sobre os mesmos moldes!

    E não sei se é de mim... mas vejo bebés a nascerem por todo o lado, e tudo engravida e sei lá.
    Devem ser os meus quase 30, e uma luzinha a aceder-se cada vez com mais força!

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    1. :) não sabia que essa vontade era tão grande! E serás boa Mãe, certamente.

      Tenho que concordar contigo. Oiço falar em crise e nas taxas de natalidade baixas, mas vejo grávidas e bebés por todo o lado! Chiça...

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  6. Eu acho que tu não és nada "anormal", cada pessoa tem o seu tempo e outras nunca têm filhos. As minhas tias não têm e não acredito que agora na casa dos 40 os tenham. Não tenho primos directos. Ninguém é menos ou mais que outro só porque tem ou não filhos.
    As pessoas são todas diferentes e têm opções diferentes. Eu por exemplo, sei que quero muito ter filhos, ainda não, mas não muito mais tarde.
    Acho que também no teu caso tem a ver com o facto de, como tu disseste, não teres ainda encontrado o "pai dos teus filhos".

    bj

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    1. Talvez, TALVEZ, tenha encontrado e o tenha deixado escapar ;)

      Concordo plenamente contigo, não temos que ter todos vidas iguais. Tenho é pena que nem todas as pessoas tenham o bom senso de perceber isso.

      Kiss kiss

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  7. Não sejas politicamente correcta. Quando te olharem de lado ou com ar incrédulo, manda-os cagar à mata ou a palavra cabeluda que precisam ouvir para ver se deixam de ser burros com palas nos olhos.

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    1. AHAHAH! Epá, cagar à mata é expressão que não ouvia há anos! E gosto tanto dela. Vou usar, sim!

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  8. e ninguém tem de julgar isso. Um dia sentirás ou não, o que importa é seres feliz e realizada! bjinho grde

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    1. Nem mais , Mel. E explicar isso a pessoas nada esclarecidas? que cansaço. Bj!!

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  9. A vida para ser a "nossa" vida tem de ser feita à nossa imagem, e não à imagem dos outros!
    Tu tens a tua vida e fazes parte da "nossa", é só isso é que interessa!
    És feliz assim, e tens a pequena M. toda para ti, ela vai dar-te tudo o que uma "sobrinha" pode dar ... e vão ser de certeza muito felizes juntas.
    Sabes que mais, pulgas para estes também! :)

    A tua Mana

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    1. Mana do meu coração...a pequena M. que aproveite agora que lhe dou algum desconto, porque depois vou andar atrás dela para todo o lado! ;)

      Obrigada pelas tuas palavras, sempre certas!

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    2. Concordo com o que a tua mana muito inteligente disse...
      Principalmente [...A vida para ser a "nossa" vida tem de ser feita à nossa imagem, e não à imagem dos outros!...], mas é que, MAIS NADA!
      E que não gosta, mete no canto do prato...

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  10. Para já acho um assunto tão pessoal, que gabo a lata das pessoas darem palpites a esse respeito. Não será o caso, mas nós só tivemos uma criança e a seguir a mãe teve problemas e aos 31 anos deixou de poder ter filhos. Se havia coisa que mais me irritava era virem-me com a merdinha da conversa do casalinho. É evidente que as pessoas não sabiam, mas por isso mesmo deviam fechar a matraca. :/

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    1. Tocaste aí num aspecto importante : a lata! Também ainda me surpreendo. A seguir tentarão dar palpites sobre que aspecto pessoal da vida dos outros? Muito medo de descobrir...

      Há depois mais esse problema: ninguém se lembra que alguém pode não ter filhos porque simplesmente não pode mesmo.

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  11. por isso é que se chama instinto. se não chamava-se obrigação maternal ou "toda-a-gente-tem-filhos-e-eu-também-tenho-que-ter "maternal.o que interessa é fazer o amor

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    1. Bom, com esse final, está tudo dito! ;)

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  12. A tipica mania das pessoas se meterem onde não devem, portanto. Caga nos comentários e responde à letra.

    Tu sabes, porque lês o meu blog, que quero MUITO ser pai. É um sonho, o maior de todos. Mas não critico nem julgo quem não quer. Ser pai/mãe é uma escolha. Todos somos diferentes e como tal não estamos todos formatados para fazer o mesmo percurso de vida.

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    1. Pois sei, e basta ler algumas frases do que escreves sobre o assunto, para ter certeza que não te faltará talento para esse papel :)

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  13. Também nunca tive essa coisa do instinto maternal...a mim faz-me confusão é dizerem que é um sonho desde criança:PORRA! mas respeito...mas nunca se sabe, pode um dia aparecer. Não é coisa que perca muito tempo a pensar nisso

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    1. Também nunca fui a típica mulher nesse aspecto. Não há cá sonhos com casamento e filhos. Talvez tenhamos visto menos filmes da Disney do que o resto das mulheres...

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  14. "Isso até te fica mal" foi top!

    O que fica mal mesmo, são mulheres que são mães,só porque sim. Porque pelos vistos parece menos mal, mas depois têm 0 vocação. E o resultado está aí aos pontapés.

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    1. Dá cá mais 5, pá!! Há por aí mulheres (e homens) que deviam ser proibidos sequer de pensar nisso, quanto mais passar à prática.

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  15. Lembrei-me de um post aqui e que tive o prazer de comentar acerca de a pessoa estar solteira.
    Sabes o que tu és? Uma pessoa sensível e se todas as mulheres tivessem essa mentalidade não havia casos de crianças tristes e abandonadas.

    Tudo acontece por um motivo e não há que ter pressa.

    beijinhos.

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    1. Garantidamente, nunca teria um filho como se de uma planta se tratasse, ou de mais uma assoalhada para a casa. É um assunto muito sério, e tenho pena que tanta gente só perceba isto depois de tê-los. Mas fazer o quê?

      Obrigada, um beijinho

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  16. Eu quando casei tinha tanto que evaporou! A cada dia que passa, cada vez fico mais egoísta (Como diz a minha mãe). Sou feliz com o meu homem e isso basta-me! Temos pena! Quanto ao dia de amanhã não sei!

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    1. E os meus parabéns, não só pela felicidade, como pela coragem de admitir isso perante esta Sociedade que teima em querer que tenhamos todos as mesmas vidas!

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  17. Eu também já ouvi isso tudo, e não só. Sinceramente, quero lá saber o que acham, não são os outros, que me apontam o dedo por eu dizer que não tenho qualquer instinto maternal e nem sei se algum dia o vou ter, que vão criar um hipotético filho meu. Só eu que tenho de acarretar com tudo o que um filho implica, não essas pessoas. Portanto, e para ter filhos só por ter, para não querer saber deles - como muitos não querem saber - prefiro não ter. Deixem-me viver a minha vida, viajar, ir a concertos, gozar o meu casamento a dois e, se um dia acordar com essa tal sensação de "pronto, o relógio está a tocar", tudo bem. Até lá, deixem-me em paz.

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    1. É incrível as respostas que são capazes de dar quando se deparam com alguém que diz directamente que não pensa em ter filhos. Já dei por mim a pensar, nalguns casos concretos, se será ponta de inveja em relação à vida que também tinham anteriormente. Aproveita o casamento e tudo o que te faz feliz, porque isso é que é importante, no final do dia!

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  18. As pessoas encaram certas coisas como algo obrigatório: casar e ter filhos são algumas delas. Por isso é que há por aí muito boa gente que não tem maturidade nenhuma para ter filhos e os tem de qualquer maneira, porque é isso que a sociedade espera delas e lhes incute desde pequeninas.

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    1. É a pressão a funcionar e algumas cabeças fracas a ceder. O que não querer ficar para trás, perante amigos, por ex. É ver a idade a passar e, apesar de existir vontade 0, ainda assim avançar porque está na altura.

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  19. Não tenho instinto maternal e tenho um problema de saúde, pelo que filhos... só se for gatos! :-) Como já estou velha, já ninguém pergunta, mas quando perguntavam, eu respondia logo "não tenho porque não posso, há algum problema?!" REMÉDIO SANTO!!!

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    1. Gata, mesmo não tendo instinto maternal, não deve ser fácil saber que não se pode mesmo. No teu caso, mais ainda, imagino o que te ia na alma cada vez que alguém vinha com a pergunta...oh gente!

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  20. Mulher! Se estivesse aí dava-te um valente abraço! :) eu podia ter escrito isso!

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  21. Tens de vir até ao Saldanha...


    (Não resisti...eheheh ;))

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    1. O Saldanha também tem à venda instinto maternal?? Que mundo!!!

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    2. loool!! Era uma coisa pela qual eu não dava dinheiro...

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  22. Não sei se isto serve de consolo mas estou com 25 a caminhar para os 26 e não sinto vontade nem de casar nem de ter filhos. Talvez por viver onde vivo, não tenho sido pressionada nem questionada, aliás, isso acontece quase apenas quando vou a Portugal. Faz confusão à gente, por exemplo, que eu viva com o meu namorado sem estarmos casados. Gostei da sugestão que alguém deu, de dizer que não tens filhos porque não podes ter (gostava de ver as caras de vergonha!) mas o que esse pessoal mal educado merece é que os ponhas no lugar deles. *

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    1. Isso é outra questão, o facto de:"Ah e tal, e filhos?"... Sabe-se lá se a pessoa pode ter!!
      Uma simples pergunta pode deitar tudo ao chão!!

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  23. Essa coisa chamada de "instinto maternal" não existe, apesar de as mulheres acharem que sim :) Não se dá nenhum clique, não há nada que, biologicamente, nos faça querer e sentir necessidade de ser mãe. Nada disso. Umas querem, outras não, simples :) E todas estão certas :) Acho que estás muito certa! Os outros? Que se lixem!
    Beijinho

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  24. Eu tenho 32 anos, namoro há 8 e nunca, mas nunca mesmo senti vontade de ter um filho. E não tem nada a haver com aquilo que denominam de "relógio biológico", nem mesmo com o facto de encontrar o homem da minha vida, até porque já o encontrei. É algo que não sinto, é algo intrínseco e que não tem de ser considerado anormal apenas porque não corresponde aos padrões da sociedade ou daquilo que a sociedade considera o que deve ser "normal". Sou tia, amo de paixão a minha sobrinha e, sinceramente, isso basta-me. Não sinto que preciso de ter um filho para atingir o auge da felicidade ou colmatar uma qualquer lacuna ou falta que possa sentir na minha vida. Eu sou assim e quem quiser aceita. Quem não quiser, olha também não é da conta dessas pessoas ;)

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  25. Relativamente a este assunto, há muito pano para mangas...
    Lembro-me com uns 16 anos ver tipas da minha idade já com filhos e eu ficava altamente chocada...
    Ainda nem tinham começado a viver, e já estavam "prisioneiras!"
    Lembro-me de comentar com a minha mãe:"Não tenho instinto maternal absolutamente nenhum!" e a minha mãe dizer:"Olha, eu também não tinha, até que um dia... O teu relógio desperta"!
    Relógio desperta?... Então o meu está todo f&&$%%$#, não tem pilhas...
    Tenho 25 actualmente e mal tenho tempo para mim, e para o meu moço, nem para ter cães!! E nós dois queríamos! Quanto mais filhos?
    O que vale é que o meu moço também ainda não tem o instinto de fazer filhos e ver a mulher a parir, porque se tivesse bem o mandava ir bater [censurado] - não vou ser malcriada no teu blog! lool

    Não sei se acredito no instinto maternal ou não, mas acredito na minha mãe, que é uma mulher de armas, e não é dada a "modas". Há quem tenha filhos por pressão da família (ah pois é!), ou simplesmente porque querem o que os outros têm, ou pensam que é obrigatório depois de se juntarem ou casarem, tipo...

    Perguntam-me: "És feliz tal como estás?"
    "Eh pah, mais uns trocos ao final do mês e menos dores nos ossos era bacano, mas sim! Já mal me aturo a mim e menos ao "rapaz", quando mais ter uma cria com o meu feitio? Nah, não me arrisco".
    Se a minha mãe disse que existe, então existe... Mas nasci com o meu todo f%$#%$#...

    Depois temos a questão da sobrepopulação, que é algo que por acaso me intriga muito e está bastante desenvolvida no novo romance de Dan Brown, "Inferno", que me fez pensar ainda mais nisso...
    Para ter um filho, além de eu ter de estar bem (e de momento não estou), mal sobrevivemos a dois, quanto mais...
    Não é com os tostões que a segurança social dá (?) - descontamos para isso - que dava para dar uma boa vida à criança, e para ver casos de abandono, fome, pancadaria... Chega, ok?

    Este mundo está muito complicado, e quando as pessoas pensam em ter um filho, têm de ter PLENA consciência que vão ter para sempre o coração fora do corpo!

    Sou mulher. Estou junta com um rapaz que é como se fosse filho, já dá muito trabalho, mas gosto dele. Somos só nós dois, nós dois e só para nós dois, estamos muito bem!
    Mais? Mais dinheiro e mais férias, era só o que pedia...

    Há tantas formas de desfrutar da vida!!

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  26. Concordo plenamente com o seu post, cada um tem direito a fazer suas próprias escolhas, e não sei o que tanto as pessoas se preocupam com a vida alheia...
    Também ainda não descobri este instinto, e já estou com 32... mas confesso, que me sinto mal por isso, acho q tenho um certo preconceito comigo mesma, por não ter essa vontade. A sociedade é mto cruel com qualquer coisa e atitude que julguem ser diferente do que colocam como "correto".
    Mas é isso aí, o melhor é superar essas questões e trabalharmos bem nossos sentimentos para que sejamos felizes.
    As vezes me pego confusa com essa questão...
    Parabéns pelo Post...bjus e felicidades sempre!!!

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