É basicamente isto.

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28 de junho de 2013

Os Amores de Verão.

Não fui adolescente há muito tempo ( estão a rir de quê??) , mas há coisas das quais tenho saudades. Que recordo com uma enorme nostalgia (eu vou, claramente, ser uma daquelas velhinhas que dizem "no meu tempo isto, no meu tempo aquilo, no meu tempo é que era!"). Uma delas é, sem dúvida, aquele "frenesim" provocado pelos Amores (sabiamos ainda lá nós o que era o Amor nessa altura, esse sacana que tanto dói como faz milagres por nós, quase na mesma proporção) de Verão. Era uma sensação única. Para quem viveu a sua adolescência nas ditas "estâncias balneares" deste País, a coisa tinha um gosto especial. Quase todos os anos, as mesmas famílias voltavam no Verão. Como qualquer adolescente que se preze, tinha as minhas preferências, ou os meus preferidos, se quiserem. Era qualquer coisa de muito excitante, saber que no próximo Verão lá estaria a minha paixoneta, novamente por perto. Tudo sempre muito platónico, muito inocente, mas o suficiente para tirar o sono a uma miúda e fazer-nos sonhar de olhos abertos. Quem não se recorda destas coisas?
Agora, alguns (ou páram de rir ou vamos ter chatices!) anos depois, não me importava nada que o Verão me trouxesse um novo Amor. Mas não um Amor de Verão. Um que perdure para além desta estação, e que se possa festejar nos próximos anos. Afinal de contas, há lá melhor altura para festejar o nascimento do Amor, do que o Verão? Sendo eu uma pessoa exigente, não vai ser fácil. Era tudo bem mais simples naquela altura, em que o entendimento entre homens e mulheres parecia tão fácil, tão humanamente alcancável. Agora, escaldada q.b. (o Verão tem destas coisas), a expectativa é sempre mais baixa. A miúda que se apaixonava facilmente, tem tendência a desencantar-se quase ao mesmo tempo que se encanta. Mas se há coisa em que tenho fé, é no Verão.

25 de junho de 2013

Tivesse eu uma varinha mágica...

...e a minha primeira opção, seria fazer desaparecer da minha vida aquelas pessoas com as quais temos mesmo de lidar no dia a dia, mas que nos sugam a nossa energia e boa disposição. Muito, mas muito à frente de qualquer outra coisa. À frente do euromilhões, à frente do homem da minha vida ( vejam, vejam bem o quanto esta gente me afecta, para deixar o pobre coitado para trás, perdido no Mundo, continuamente à minha procura), à frente de tudo o resto. Nem sempre tive esta percepção, e há uns anos atrás não tinha noção do quanto isto me poderia afectar, mas cada vez mais tenho como ponto assente : as más vibrações de quem nos rodeia, afectam-nos mais do que gostamos de admitir. Mais do que queremos. Pensem nisto 5 minutos. A forma como conseguem afectar o nosso estado do espírito, a forma como conseguem deixar-nos de nervos em franja, a energia que gastamos a combater esta praga humana.
Lido melhor com determinadas pessoas, desta índole, do que com outras. Os patetas puros, aqueles que não entendem qual o seu lugar, que se acham mais do que os utros mas não têm grande maldade, são pessoas sem noção, simplesmente, não me afectam tanto. Já os mal educados, são capazes de me fazer ganhar cabelos brancos. Os arrogantes, idem. Se há situação em que sinto enormes dificuldades, é em estabelecer um diálogo com quem é arrogante. É um esforço épico, é uma luta gigante entre a vontade de responder à letra e a necessidade de manter a postura. Há outra estirpe com a qual tenho dificuldades em lidar : os de mal com a vida. Constantemente. Quem é que não conhece alguém que se queixa, de tudo, de manhã à noite ? Com e sem razão? Que já acorda mal disposto, que acha que o Mundo cnspira contra si, que acha que tem a pior das sortes, que julga que os outros estão sempre melhor, que é capaz de fazer um dia de sol parecer um dia de trovoada?
Pudesse eu, e o primeiro movimento da minha varinha, seria para fazer desaparacer todas estas pessoas com as quais, infelizmente, sou forçada a lidar quase diariamente. Podemos escolher as amizades, mas é praticamente aqui que começa e acaba o nosso poder de decisão. A nossa liberdade em relação ao tipo de pessoas com quem interagimos.Todos temos obrigações diárias que nos remetem para uma espiral de gente que não escolheríamos como companhia, nem que fossemos as últimas pessoas à face da Terra. 
Acreditem no que vos digo : faz-me mais falta ter o privilégio de lidar apenas com quem quero, do que uma saca cheia de dinheiro. Se bem que...com uma saca cheia de dinheiro, raios me partam se mais algum dia nesta vidinha eu aturo uma pessoa destas. Palpita-me que hoje não me esqueço de jogar no Euromilhões.

24 de junho de 2013

O Poliamor.

"...é a prática, o desejo, ou a aceitação de ter mais de um relacionamento íntimo simultaneamente com o conhecimento e consentimento de todos os envolvidos..." segundo a definição contida na Wikipédia. Confesso que desconhecia a existência de palavra para este conceito. Nas últimas férias li um artigo sobre este assunto que achei deveras interessante. O assunto em si é, aliás, interessante. Fez-me avaliar a possibilidade de um dia me ver envolvida num relacionamento de poliamor. Se seria capaz, se seria feliz dessa forma.
Basicamente, estamos a falar de "casais" compostos por três elementos, com conhecimento e aceitação de todas as partes, que chegam, muitas vezes, a partilhar o mesmo tecto. O dia a dia é igual ao das restantes pessoas e casais, com algumas (!!) nuances que permitem que a convivência seja o mais saudável possível. Se é verdade que há dias em que jantam os três, também há aqueles em que um dos elementos fica de fora para permitir um jantar romântico aos outros dois. Se existe espaço para programas e conversas que envolvem todos os elementos, também existe espaço para programas a dois. Estamos a falar de relacionamentos que podem envolver duas mulheres e um homem, ou dois homens e uma mulher. Todos afirmam ser possível amar duas pessoas ao mesmo tempo. Não conseguem viver de forma realizada com uma, apenas. A mulher ama aqueles dois homens, e eles "sujeitam-se" a partilhá-la. O homem ama as duas mulheres com quem vive, e estas, por sua vez, aceitam o relacionamento que mantêm com ele de forma partilhada.
A questão de ser possível amar duas pessoas até é, para mim e hoje em dia, pacífica. Acho perfeitamente possível. Sei que a maioria das pessoas não concebe esta hipótese, mas quem já a viveu, como eu, sabe que sim, é possível. Por motivos diferentes, é possível amar duas pessoas completamente distintas em tudo : personalidades, vivências, estilos de vida. Mas o caso já muda de figura se me pergutam se, mesmo amando duas pessoas, conseguiria perspectivar uma vida a três. Aqui, e por muito que cada vez mais me custe dizer que "nunca" farei isto ou aquilo, "nunca" agirei desta ou daquela forma, consigo dizer que muito dificilmente me veria envolvida num relacionamento tipico do Poliamor. Nem como figura central, nem do lado de lá. Não critico quem o faça, até porque, aparentemente e à sua maneira, há quem consiga ser feliz assim. Mas não é vida para mim.
Há quem defenda que é para lá que os relacionamentos caminham. Que as relações a dois, tradicionais, estão condenadas. Cada vez mais. Apesar de não discordar desta visão, a avaliar pelos relacionamentos que vou conhecendo, se é para aqui que caminhamos nesta matéria, vou ficar para trás. Se num futuro próximo (enquanto cá ando) esta for a tendência, estou fora. Não contem comigo.

E vocês? Há alguém desse lado com perfil para o Poliamor?


19 de junho de 2013

Life's truly a bitch.

Às vezes olhamos para trás, e nem é preciso viajar muito no tempo, e percebemos que já nos queixámos de barriga cheia. Que estava tudo no sítio certo, mas a nossa vida parecia-nos contantemente uma casa desarrumada onde não encontrávamos as coisas que nos fazem falta. Isto tem acontecido comigo, mais do que seria de desejar. Se tenho defeito que se pode dizer bastante acentuado, é uma tendência enorme para a insatisfação. Não aquela que nos faz andar infelizes, mas aquela que sentimos quando, mesmo perante a quase perfeição, achamos que podiamos estar melhor. Porque queremos sempre mais, e melhor e podiamos estar onde não estamos e com quem não estamos e porque achamos, erradamente, que se acreditarmos que está tudo no sítio estaremos a acomodar-nos, e a pior coisa na vida é a acomodação. Reconheço, sem problema, esta tendência em mim, e a necessidade de alterá-la. Um dos objectivos a que me propus nos últimos tempos, é precisamente esse.
Esta noção já estava bem enraizada em mim mas, agora, numa fase em que, efectivamente, posso queixar-me de vários aspectos, quer ao nível pessoal quer a nível profissional da minha vida, parece-me ainda maior o erro em que tantas vezes caí ao achar que precisava de mais qualquer coisa. Agora sim, fazem-me falta coisas que não estou a conseguir atingir. Que já tive, que já correram melhor. É um bocadinho aquele velho cliché que diz que só damos valor ao que não temos, mas é bem verdade. Estamos todos carecas de saber isto, mas qual de nós não cai neste erro de vez em quando? É tão fácil, tão simples, tão tentador. Tudo corre bem, mas queremos mais. Não percebemos que chega perfeitamente. Esquecemo-nos que nem sempre foi assim, e que um dia não será. E, agora, numa fase menos boa, numa fase em que, de facto, há que lutar por uma série de coisas e combater uma insatisfação justificada, apetece-me rir de mim mesma enquanto vou dizendo "é para aprenderes". Por sorte, estamos sempre a aprender. Ou quero acreditar nisso. Sempre a crescer e a tempo de alterar o que está menos bem na nossa personalidade. E, mesmo com todos os defeitos que encerro em mim, se há coisa que faço como ninguém, é assumir os meus erros e a minha imperfeição quando tem de ser. Só por isso, acredito que vou a tempo.

14 de maio de 2013

Ter um olfacto para cima de espectacular, parece bom, não parece?

Pois que não é! O meu olfacto é apuradissimo, como aqui já disse. E se isto dá jeito quando passamos por um daqueles homens perfumados, que nos deixam tontas logo pela manhã e que nos apetece seguir, há alturas na vida em que não dá jeito nenhum. O que dizer ao senhor que esta manhã, em pleno comboio, cheirava ao jantar de ontem? Eu já tentei conceber várias hipóteses para uma pessoa cheirar a fritos logo pela manhã, mas não me ocorre nenhuma outra.
Para rematar este início de dia, temos depois um elevador com cerca de 10 pessoas lá dentro, sendo que 5 delas já podiam ter morrido e cheirar melhor do que cheiram.

Eu sei que passo a vida a pedir às pessoas que tomem o seu banho matinal, mas só faço isto porque é mesmo importante. Eu não sou chata, isto é que é mesmo importante, Ok? Já agora, uma roupa lavada nunca fez alergia a ninguém.

(acabo este post cheia de alergias e coçadeiras! A falta de higiene é um assunto que me transtorna o miolo).

13 de maio de 2013

Sai uma vida nova, sff.

Honestamente, não sei se este post fará algum sentido. Mas nas últimas 48h, eu própria faço pouco. Gosto da minha vida, tal como é. Gosto da minha vida com as pessoas que fazem parte dela, com o meu núcleo duro e com algumas surpresas que vão aparecendo pelo caminho. Gosto do meu País, da Cidade onde vivo, das minhas rotinas. Gosto da minha vida, a sério que sim. Com dias que podiam durar uma vida de tão bons que são, e com outros em que cada segundo pesa em cada ombro. Não digo que não me falta nada, nem alguém, mas sinto-me bem com aquilo que tenho. Se há uns anos tinha dificuldade em dizer que era uma pessoa feliz, hoje não tenho dúvidas. Sou. Ainda assim, nas últimas horas, nos últimos dois dias, tive certeza que preciso de mudar de ares. Preciso, mesmo e muito, de viver uns tempos noutro local, ainda que não além fronteiras. Preciso de conhecer outras pessoas, mas com a certeza que as minhas se manteriam no mesmo lugar e à minha espera. Preciso de, temporariamente, sair das minhas rotinas e fazer tudo diferente. De não frequentar os mesmos sítios, de não me cruzar com as pessoas do costume. Preciso de exorcizar fantasmas e demónios, e a tropeçar neles a tarefa é mais complicada. Pela primeira vez na vida, era menina para largar tudo e ir um ano para qualquer sítio que desconheço, viver uma realidade que não tenho como minha. E aposto que, pela primeira vez na vida, isso não me assustaria. Preciso de tirar uma espécie de licença da vida que tenho, mas mantê-la porque quero regressar a ela.
Repito, vezes sem conta que preciso. E preciso. Mas falta-me coragem. Ainda não será desta. Por enquanto, tenho de aprender a exorcizar por cá. Eu bem olho para o pulso e leio, diariamente, o "Let it be". Mas agora, precisava de ir. Talvez um dia.

6 de maio de 2013

Estou tão baralhada...Cheguem cá, amigos benfiquistas...

...então, mas...ando há semanas a ouvir a festa dos adeptos do slbairro, a ler "reservados" em todo o lado, a ver cachecóis de campeão, e agora dizem-me que estão todos borrados e que o campeonato ainda vai para o FCP? Terei pintado o cabelo tantas vezes de loiro, que a tinta entranhou? Não percebo nada disto...

5 de maio de 2013

Isto da idade tem muito que se lhe diga.

Uma pessoa sabe que está a ficar velha, porque tem noção que completa 34 Primaveras dentro de menos de 48 horas. Mas ainda que não soubesse, ainda que o calendário a deixasse esquecer, uma pessoa tem a certeza que a idade está a ganhar quando tenta fazer um fim de semana cheio, daqueles de só parar para dormir qualquer coisa, e chega a domingo à noite com a sensação de ter sido atropelada por qualquer coisa não menos pesada do que uma manada. Uma pessoa pensa que faz uma noitada na sexta-feira, e que consegue fazer o mesmo no sábado. Pensa que consegue manter as actividades
programadas para durante o dia, e estar fresca que nem uma alface. Pois, meus caros, isto já não é assim tão possível. Uma pessoa, que  que não consegue adormecer com qualquer tipo de barulho e/ou claridade, adormece no banco de trás do carro numa viagem às 18h. Como se fosse uma criança. Uma pessoa faz os possíveis para não sentir a idade passar, ignora o calendário, mantém o ritmo que tinha na adolescência, mas acaba por levar com a realidade em cheio na cabeça : o passar dos anos é f*****. Lixado, portanto. Essa pessoa pode, ou não, ser a Autora.
 
Mesmo assim, ainda houve energia para isto. Porque a Mãe T. merece.
 
 
 

23 de abril de 2013

Eu tento ser uma pessoa melhor.

A sério que tento. É capaz de ser disto da idade. Uma pessoa cresce, mesmo. Um dia acorda e é adulta, responsável pelas suas acções. Já não dá para disfarçar. E as coisas começam a ter um peso que não tinham há uns anos. Começa a olhar à volta e a pensar que meio mundo não presta (e estou a ser meiga). Não quer reparar no pior das pessoas, mas já não consegue evitar. Já não apetece olhar para o lado e assobiar.
Sobretudo este Ano, que decidi que tenho de limar várias arestas, e ser uma pessoa mais tolerante, tenho tentado. Sabe quem me é próximo, que não sou perfeita. Estou aqui carregadinha de defeitos. Consigo ser a pessoa mais teimosa e mais intolerante que conheço. Não sou orgulhosa, mas quando atinjo o limite, dificilmente há retorno. Tenho uma capacidade imensa para excluir da minha vida, de uma só vez, a frio, quem já esgotou comigo a quota de oportunidades que lhe estava destinada. A minha Mãe diz, desde cedo, que consigo ser a pessoa mais fria que conhece. Puro gelo, se quiser. Talvez seja verdade. Seja como for, os defeitos estão cá, e nunca me achei melhor do que ninguém. Ainda assim, há uma característica comum a tanta e tanta gente, que é capaz de me fazer perder por completo as estribeiras: quem não conhece alguém que não consegue assumir os erros que comete?  Que não quer arcar com as consequências? Que teima em não crescer? Quem é que não conhece alguém que empurra os seus erros para qualquer lado, que se vira do avesso para "sacudir a água do capote", que não tem brio, que não tem pudor em deturpar factos? Tenho tolerância zero para os troca tintas. Para a irresponsabilidade. ZERO. Gente que se queixa de tudo e de todos, quando são os únicos culpados e responsáveis pelo que corre mal? É gente que me tira do sério, da qual quero distância, a máxima possível. Tenho os meus defeitos, mas se há coisa com que podem contar de mim, é com seriedade. É com actos ponderados, e com o assumir de culpas quando assim tiver de ser. É com a humildade de saber que também falho, e que não há que ter vergonha nisso. É com querer fazer sempre melhor, e dar tudo por tudo em qualquer coisa que assuma fazer. É em honrar compromissos.
 
O que é verdadeiramente importante para mim, e isto aplica-se a qualquer dia do ano, é poder deitar a cabeça naquela almofada maravilhosa, e saber que fiz o que me compete. Mas mais ainda do que isso, é saber que não passei por cima de ninguém, que assumi os meus actos, que sou responsável pelas minhas acções. Pode estar tudo o resto errado, pode tudo correr mal, mas comigo mesma preciso de estar bem. E o meu sonho, o meu verdadeiro sonho, é não ter que lidar com gente que não sabe o que isto é. Gente para quem isto é apenas um lirismo dos outros. Gente a quem podia perguntar como é que adormecem à noite, e que sei que responderiam "Virado para a esquerda. Ou de barriga para baixo, é conforme".

22 de abril de 2013

E a esquisita sou eu?

Eu sei, eu sei que alguns de vocês vão aproveitar para jogar a cartada dos pastéis de natas e dos U2 e das minhas restantes esquisitices. Mas, caramba, há gente pior do que eu. Querem ver?

"Isso é demasiado doce" - a sério que o conceito demasiado doce existe??

"Não gosto de marisco" - Ainda bem, mais fica. Já eu, podia alimentar-me só dessa maravilha.

"Está demasiado calor" - demasiado e calor, são conceitos que não devem ser utilizados na mesma frase.

"Gosto do Inverno" - tão bom. Ter frio, carregar casacos, guarda-chuva, andar constipado. Bom, mas bom.

"Não gosto de Praia" - Colete de forças, já. Sem passar pela casa da partida;

"Não gosto de viajar" - Exacto. Faz todo o sentido, é uma porcaria.

"Não gosto de chocolate" - Deus te perdoe, diria eu se fosse católica.


Sempre que oiço uma destas, abro assim muito os olhos e afasto-me lentamente...não vá pegar-se. 

18 de abril de 2013

As Cinquenta Sombras de Grey.

Sim, agora que já o Mundo inteiro falou deste assunto, chegou a minha vez. Posso ser mais lenta, mas também tenho direito.
Andava na dúvida. Ler ou não ler esta trilogia, era a questão. Depois de ver o preço de cada livro, decidi que não ia comprá-los. Os livros estão pela hora da morte, e a dar dinheiro por eles, a E.L.James que me perdoe, mas prefiro investir noutro género. Pedir emprestado era uma hipótese mas, pensando melhor, nunca gostei de pedir livros emprestados. Não me perguntem porquê. Acabei por dizer tantas vezes que tinha curiosidade em ler o assunto do momento, que no Natal fui presenteada com os Volumes I e II. Pelo que ouvia dizer, ia ser canja. Lá para o dia de Reis, tinha os dois Volumes lidos, e estaria mortinha para ler o III, pensava meu. Pois que me enganei redondamente. Acabei de ler o Volume I, apenas ontem. Dia 17 de Abril. O livro que a maioria devorou em 3/4 dias. Eu demorei quase 4 meses. Não tenho nenhum atraso, não é isso. Até sou relativamente rápida a juntar letras, mas isto foi um parto difícil. Tão difícil, que comentei mais do que uma vez que ia meter o livro de lado. Lá cheguei ao final.
"Erótica, apaixonante e profundamente comovedora, a trilogia As Cinquentas Sombras vai obcecar-te, possuir-te, e ficar marcada na tua memória para sempre". A promessa era esta.
Deixa pensar...ah, pois. Não. A não ser que o caso mude muito de figura nos próximos Volumes, não estou nada comovida e/ou obcecada. Muito menos possuída (sem qualquer trocadilho).
O tema é interessante, claro que sim. O mundo da submissão tem muito ainda para explorar, muito para revelar. Não deixa de ser verdade que o tema me fez pensar na quantidade de pessoas que vivem relações desta natureza. Não vou dizer se as acho saudáveis ou não, porque é um campo no qual cada um sabe de si e estabelece os seus próprios limites. Isso sim, é importante. Já no que diz respeito ao livro, acho que o tema está mal explorado. O facto da escritora ter tentado escrever um misto de livro erótico, se lhe quisermos chamar assim, e de romance, faz com que o tema fulcral seja mal aproveitado. A tradução também deixa bastante a desejar. À personagem principal feminina, são atribuídas expressões dignas de uma adolescente de 15 anos ou menos. Não é uma personagem consistente. A personagem principal masculina, é uma espécie de homem perfeito, se aceitarmos que o homem perfeito pode ser sadomasoquista. É um livro de puro entretenimento, como seria de esperar, mas contava que me agarrasse numa espécie de vício que tivesse que alimentar todos os dias, como tanto por aí ouvi dizer. Uma desilusão, portanto.
Como nota final, e consciente que isto vos levará aos mais diversos raciocínios, devo acrescentar que não percebo o que levou mulheres de todos os cantos do mundo a colocar em causa as suas vidas sexuais. Honestamente, isto diz muito sobre a insatisfação que existe neste campo. Tirando os cenários característicos do sadomasoquismo, e esses serão só mesmo para quem se vê a protagoniza-los, o resto do livro não tem NADA de extraordinário neste campo. É preciso ler um livro para pensar em apimentar este campo? Estamos mal, estamos...

17 de abril de 2013

Eu sei que o Amor existe.

Apesar de me considerar uma pessoa sensível, até mesmo a roçar a lamechas de quando em vez, não tenho por hábito falar deste assunto. Disfarço bem portanto, digamos assim. Vamos ver, então, se consigo explicar um dos meus pontos de vista sobre este tema tão vasto.
Acredito no Amor. Não só no seu poder, na sua grandeza, mas também na sua existência. Acredito no Amor que resulta das Amizades e dos laços de Família. Acredito até no Amor de um homem por uma mulher e vice-versa. No Amor romântico, chamemos-lhe assim. Mas não acredito que exista em quantidades tão elevadas como parece. Acredito até que seja raro, e imensamente difícil de encontrar.
Já gostei de várias pessoas, gostar é simples. É fácil. Basta-nos algumas afinidades, algumas coisas em comum, atracção física e psíquica e, voilá, gostamos. Queremos passar tempo, queremos estar perto, sentimo-nos bem na companhia um do outro. Está tudo certo, no sítio onde deveria estar. Mas Amar? Amar não é isto. É muito mais do que isto. É, com o tempo, conhecer os defeitos, as coisas que nos enlouquecem, o menos positivo, as fragilidades e fraquezas, os segredos, os handicaps e, ainda assim, querer ficar por perto. Dia após dia, mês após mês, ano após ano, e ter certeza que estamos no sítio certo. É querer sempre conhecer mais, partilhar mais, viver mais. É uma admiração constante pelo outro, orgulho na pessoa que é, mesmo com os defeitos que já encontrámos. Gostar não tem a mesma força, o mesmo poder. Gostar é tão fácil.
Amar é raro. É raríssimo, se me permitem. Não tenho dúvidas que as pessoas que estão juntas, na sua maioria, gostam umas das outras. Gostam muito, até, talvez. Mas não sei quantas amarão de facto a pessoa com quem estão. Estão porque há o hábito, há amizade, há pontos em comum, há a companhia. Há o gostar. E isso vai chegando...
Se me perguntarem, terei amado duas pessoas apenas até hoje. E talvez esta noção que tenho entre o que é gostar e o que é amar, noção que nem sempre tive, explique o facto de não ter companheiro neste momento. Os meus namoros de adolescência, foram longos. Daqueles que levam a nossa família a achar que vem para aí casamento. Depois, e à medida que o tempo passou e que os anos passaram com ele, esta diferença começou a ter consequências. Rapidamente percebo se gosto apenas ou se há ali Amor. Rapidamente percebo se devo apostar ou não. E, infelizmente, Amor não é sentimento que veja em abundância por aí. Vejo algum, claro que sim. Fico verdadeiramente espantada quando percebo que duas conseguiram encontrar-se nesta loucura de Mundo, e amar-se à séria. Mas vejo mais pessoas que gostam. Que se gostam. E, para mim que já me conheço, gostar nunca será o suficiente.
Eu sei que o Amor existe, mas não está aí ao virar de cada esquina. O Amor é raro. Se já o encontraram, sabem do que falo.

16 de abril de 2013

A saga do aparelho nos dentes.

A saga continua, pois está claro. Ontem foi dia de consulta mensal de manutenção ( ou dia de apertão, como lhe chamo). Para quem não sabe o que isto é, todos os meses é preciso sentar o rabo naquela cadeira para todo o aparelho voltar a ser ajustado de forma a exercer a pressão que é suposto exercer, e que se vai perdendo ao longo do mês. Depois disto, é aguentar 4/5 dias de dores mais ou menos ensandecedoras, conforme a pressão imposta pelo dentista. Comer é difícil, mas ainda não inventaram aparelho no Mundo que me impeça. Era a primeira bola a sair do saco.
Lá fui eu,  2 anos e meio depois do início desta aventura, determinada a não sair de lá sem a garantia que esta já é das últimas consultas mensais. Finda a consulta, faço a pergunta para um milhão de Euros : "Dra, quando é que podemos acabar com esta relação que tanto faz sofrer uma das partes?" (não foi assim, mas vocês percebem a ideia). E aqui juro que me deu jeito não me ter levantado ainda. A resposta foi "Ahh, mais uns 4 meses, pelo menos". Fiquei pasma a olhar para aquela mulher. Eu tenho tido imensa paciência, mas, por algum motivo, agora já na recta final, estou para lá de impaciente e completamente farta deste ferro todo. Como é que é possível? Há meses, longos meses, que olho para os dentes e vejo tudo certinho. Tudo no lugar, direito. Perfeito. Podia até ser impressão minha, e estar a projectar o futuro, mas não. As pessoas dizem-me o mesmo. Lá perguntei o que falta afinal acontecer mais, e foi-me explicado que falta qualquer coisa que entretanto não registei, porque a explicação foi demasiado técnica. A meio, acho que desisti de perceber. Ela é a dentista. O que é que eu vou fazer? Chegar a casa e arrancar isto com um alicate? Já pensei nisso, uma vez. Tinha tantas dores, que acho que passei à fase em que deixamos de raciocinar, e felizmente, sou moça que não tem caixa de ferramentas em casa. Não sei o que poderia ter acontecido naquele dia.

Temos, portanto, mais 4 meses desta vida. Ok, aceito. Q-U-A-T-R-O  M-E-S-E-S. Nem um dia mais, ou juro que um de vocês vai emprestar-me um alicate.
PS-E é bom que fique com um sorriso perfeito e lindo de morrer. É bom que o meu sorriso, por si só, os faça tombar e cair aos meus pés.

15 de abril de 2013

A minha Margem Sul.

Ou a Margem certa, como carinhosamente lhe chamo. Já aqui devia ter falado sobre aquela que é a minha casa há quase 34 anos. É uma injustiça e uma valente ingratidão ainda não o ter feito. Esta moça vive na Margem Sul do Tejo desde que nasceu. No dia em que reuni condições para abandonar a casa dos Pais, não tive a menor dúvida : queria continuar a viver na minha Margem, naquela onde o ar sempre se respirou melhor, naquela que me viu crescer, que tem algumas das melhores praias do País( e, na minha opinião, as melhores da zona da grande Lisboa), aquela onde tudo está mais próximo, onde a vida ainda é mais calma do que na grande Cidade. Não trocava esta Margem por nada. Não me imaginava, nem imagino, a viver noutro sítio. É por cá que gosto de estar, sou aquilo a que se pode chamar filha da terra. E fiel.
Explicada que ficou esta Paixão, devo dizer que uma das coisas que mais me aborrece, é a rivalidade entre a Margem Sul e a Margem Norte do Tejo. Não quero comparar dimensões, recursos, variedade cultural ou populacional. O que não me agrada é o desdém que tantas vezes é demostrado pela Margem Sul. Os ares de superioridade em relação a esta Margem. Isto é coisa capaz de me atirar para uma discussão acesa, em defesa da minha menina. Esta Margem tem muito valor. Tem coisas boas e más, como qualquer sítio. Tem as suas vantagens e desvantagens. Zonas problemáticas e zonas fantásticas. Tocam-me nos botões completamente errados, frases como "Margem Sul? Credo!!", "Passar a ponte?? Para quê??". Se perguntar, a 10 pessoas com quem tenha esta troca de ideias, há quantos anos não metem pés na Margem Sul, pelo menos 7 vão responder-me que há muitos. Não tenho dúvidas que se trata de preconceito de quem, na maioria das vezes, nem sabe do que está a falar. Quem conhece tanto da Margem Sul, como eu de Florença (com muita pena minha, já agora.). Temos depois um outro grupo de pessoas, ainda mais engraçado : aquelas que dizem mal, que torcem o nariz, mas que, aparecendo raio de sol ou fim de semana de calor, passam a ponte para invadir a nossa Margem. Isto dá-me um certo gozo. Oiço pouquíssimas pessoas da Margem Norte a elogiar a Margem Sul. Mas quando aparece o Sol, quando chega o calor, a pergunta que faço é : quem serão estas multidões que fazem fila para cá chegar? De onde vêm afinal? E se isto é tão mau, o que é que as leva a enfrentar filas de duas, e mais horas de trânsito?
O falso elitismo é a única coisa que me causa mais asco do que o elitismo puro e duro. Sabeis o que vos digo, pessoas desta estirpe? Ide banhar-vos nas praias de Carcavelos. Ide.
Todos os outros que não sofrem deste pedantismo, são bem vindos. Se precisarem de conselhos sábios sobre sítios a frequentar, sobre os nossos segredos melhor guardados, é chamar por mim. Eu ajudo.

12 de abril de 2013

CM num dia de Sol.

Nos dias de Sol, posso governar o Mundo com uma perna às costas.

Não há aparelho nos dentes que me impeça de sorrir descaradamente. Acredito que caminho numa qualquer rua e vou tropeçar, não numa pedra, mas no homem da minha vida. Sinto-me mais alta. Acho possível entrar numa Nespresso e beber um volutto ao lado de Mr. Clooney. Sinto-me mais magra. Uma malha nos collants não me aflige. O aselha que conduz à minha frente merece a minha simpatia. Tenho quase energia para fazer desporto. Um prato de peixe cozido parece-me um arroz de marisco. Consigo olhar para a pior das pessoas, e ver qualquer coisa boa. Sou feliz numa esplanada com a minha música nos ouvidos. Consulto o saldo bancário, e não me apetece cortar um pulso. Sei que o meu Sporting ainda irá às competições Europeias. Ia jurar que o borracho que vejo quase diariamente no comboio, sorriu para mim. Apetece-me conversar até me cansar. Faço planos, e todos eles têm finais felizes.

E se todos os dias fossem assim?

9 de abril de 2013

Não estou a desejar mal a ninguém, mas...

...honestamente, e por muito que me custe dizer isto, constato que os Portugueses que assistem aos comentários do desgraçado do Sócrates no seu novo espaço semanal, têm o País que merecem. Só tenho pena que todos apanhemos por tabela.

E não, não me esqueci que não é o único culpado. Não me esqueci que são todos iguais ou muitos parecidos e que só muda o cheiro. Mas, e por muito que respeite a liberdade de cada um fazer, ver e ouvir o que bem entender, viver num País em que não sei quantos milhares de pessoas "bebem" as palavras deste homem que já tanto as enganou, causa-me "alguma" vergonha. Ainda assistiremos ao dia em que este homem passará a mártir.



5 de abril de 2013

Provérbios contraditórios.

Sou uma apaixonada pela sabedoria popular, e adoro um bom provérbio. No entanto, e por motivos que neste momento não há necessidade de esmiuçar, deparo-me com a eterna luta entre dois dos nossos mais famosos provérbios. Afinal, como é ? "Quem espera sempre alcança"? ou "Quem espera desespera"? Ou ambos? Na minha modesta, mas sempre partilhada opinião, cada um deve fazer o seu sentido consoante o nosso estado de espirito. Ainda assim, não deixa de ser confuso. Tenho dias. E tenho dias até, em que tenho momentos. Não gosto de esperar, assumo que não. Mas, nos meus bons momentos, acredito que a espera recompensa. Nos outros, canso-me e desespero. E assim sucessivamente. Ora quero o que quero para ontem e cada segundo é uma eternidade, ora aguardo com serenidade e acredito na recompensa.

Vou acabar o post a concluir, com enorme e surpreendente pensamento positivo, pouco ao meu estilo, que "quem espera sempre alcança". E se isto não se concretizar, terei pelo menos certeza, como se não tivesse já hoje em dia, que a vida é uma sacana muito injusta.

4 de abril de 2013

Ai, Ai as Mulheres #3

Ele há coisas que não entendo e que me causam alguma estranheza. Entre muitas, que eu sou muito observadora-curiosa e tenho a mania de saber os "porquês" de tudo, eu gostava mesmo de entender a mania que as Mulheres têm de se meter de mamas ao léu quando querem protestar contra alguma coisa. Ou contra qualquer coisa. Em Portugal parece-me que a moda ainda não pegou, mas quando leio uma notícia de protestos femininos noutros Países, é quase certo que vou ver mamas. Isto é o quê? os homens agradecem, será um facto. Mas depois de tantas mamas à mostra, de tanto topless em todo o Mundo, isto continuará mesmo a ser novidade e a chamar a atenção?
Chamem-me conservadora, mas eu não gosto nadinha de vos ver por aí a mostrar os atributos a cada protesto, senhoras. Uma roupinha em cima, sff...

Fica a promessa de não participar em qualquer manifestação nesses propósitos. E se, por um acaso, isso acontecer, têm o meu aval para me enfiar num colete de forças.

1 de abril de 2013

Viajar, o verdadeiro investimento.

Não tenho qualquer dúvida sobre aquele que é para mim o dinheiro que melhor gasto. Há muitas coisas que me dão prazer, mas as Viagens não têm comparação com qualquer outra coisa. É nisto que gosto de investir aquilo que vou conseguindo poupar e, enquando puder, é precisamente isso que vou fazer : viajar. Os tempos não estão para brincadeiras, mas com alguma disciplina e, sobretudo, com as prioridades bem definidas, é possível. Se, em tempos, era capaz de comprar uma mala , um relógio, 20 cds de música, renovar meio guarda roupa com as poupanças, hoje em dia dou por mim a pensar "isto já me pagava parte de uma viagem para qualquer lado". Há muita gente que me diz que não entende como os outros ainda conseguem viajar. Tenho vontade de responder à letra e começar debitar a lista de coisas em que gastam dinheiro que eu nunca gastaria, mas não o faço. Não preciso de ficar hospedada num quarto de hotel carregado de estrelas, não preciso de viajar rodeada de luxo, preciso é de viajar. De ir, de conhecer, de voltar carregada de fotografias que guardo religiosamente e que revejo sempre que já me sinto de novo "apertada", asfixiada por cá. É o que mais me enriquece, que mais me faz evoluir, o que me enche a alma e o coração de boas recordações, o que me faz adorar este Mundo e tudo o que tem para nos mostrar, é o que me tira a respiração tantas vezes. É nisto que, até ver, quero "investir". E posso dizer que, agora com uma viagem planeada para breve, sinto-me imediatamente outra. De vez em quando, tenho de sair daqui. Adoro o meu País, mas não me chega. Não me vejo a viver em qualquer outro, mas de vez em quando preciso de ir, e de sentir saudades de estar por cá. E volto com menos euros na carteira, mas muito mais completa.

A frase que vos deixo, funciona como uma espécie de mantra para mim. Não podia concordar mais.


O dia mais inútil do Ano.

Podia gostar menos do dia das Mentiras? Aposto que esperavam o "Podia, mas não era a mesma coisa", que é frase à qual não reconheço a menor piada e que me faz sentir mais enjoada do que uma pescada em pleno Tejo, mas na verdade não, não podia. Passar o dia a tentar detectar mentiras e a desconfiar de tudo o que me dizem, é coisa para esgotar a minha paciência. E depois, pensando melhor, não é isso que faço todos os dias? Curiosamente, todos os dias são ditas mentiras, e com uma gravidade bem maior. Nem sequer me apetece aproveitar para dizer tudo aquilo que tenho vontade de dizer e que a minha educação ainda vai proibindo. Podia aproveitar e largar um "mentirinha!!", no fim. Mas nem isso. Em tempos, armada em engraçada, "terminei" um namoro por sms, neste dia. Pensava eu que era um clássico e que em dois segundos seria desmacarada, mas aparentemente exagerei na dose de realismo, e a brincadeira valeu-me um enorme problema para resolver. Na adolescência,de facto, somos um bocado parvos.

Por aqui, o dia não será celebrado. Não há cá histórias da carochinha para ver quem cai nelas.

A todos aqueles que mentem diariamente, que não se limitam a brincar no dia 1 de Abril, que vivem mentiras e fazem os outros vivê-las também, aproveito para dizer que, à semelhança do que se passa com o dia de hoje, também vocês são uns inúteis de primeira. Que as pulgas de mil camelos vos infestem o fundo das calças, é o que vos desejo. Atenciosamente.