É basicamente isto.

É basicamente isto.

31 de maio de 2013

Conversa no Palácio de Belém.

Vamos lá ver se não sou processada por esta. Se for, aviso já que estão todos arrolados como testemunhas abonatórias. Se não têm nada de bom a dizer, mintam. Ah, esperem. Isso é capaz de também ser crime.

"Maria - Oh Aníbal, já leste os jornais?
 Aníbal - Li.
 Maria - Leste a entrevista ao Sousa Tavares?
 Aníbal - Oh Maria o Sousa Tavares já morreu.
 Maria - O filho…!
 Aníbal - Mas o nosso filho deu uma entrevista?
 Maria - Não! O filho do Sousa Tavares que morreu.
 Aníbal - Morreu o filho do Sousa Tavares???? Temos que mandar flores.
 Maria – F..... Aníbal, Vê se me entendes: O Miguel Sousa Tavares, filho do Sousa Tavares que morreu, deu uma entrevista!!!
 Aníbal - Ah!!! Aquele que é jornalista!!
 Maria - Sim e advogado.
 Aníbal - Nunca gostei de advogados… e muito menos de jornalistas. Desse Sousa Tavares não se aproveita nada!
 Maria - Sim ok! Foi esse que deu a entrevista.
 Aníbal - É interessante a Entrevista?
 Maria - Então tu não leste?
 Aníbal- Ando aqui às voltas com jornal que deve ser de ontem.
 Maria - Qual jornal?
 Aníbal - O Tal e Qual.
 Maria - Mas esse jornal fechou há uma série de anos…
 Aníbal - Foi? Bem que me estava a parecer estranho o Joaquim Letra estar tão bem conservado…
 Maria - Não há paciência Aníba! Presta atenção. O Sousa Tavares chamou-te palhaço!
 Aníbal - Foi? Que mal educado.
 Maria - É so isso que tens para dizer? Não vais fazer nada?
 Aníbal - Vou! Tenho o número de casa do pai. Vou lhe dizer para ver se põe o filho na ordem….
 Maria - Mas o Sousa Tavares já morreu.
 Aníbal - Mau Mau! Então como é que deu a entrevista?
 Maria - Pxxx que pariu esta mxxx. Para o que estava guardada…
 Aníbal - Não precisas de te chatear. Se não conseguimos falar com o pai, falamos com a mãe… Conhece-la?
 Maria - Oh Anibal desce a terra. A mãe morreu há montes de anos!
 Aníbal - Não estava a falar da tua mãe!
 Maria - Nem eu! Estava a falar da mãe do Sousa Tavares, da Sophia de Mello Breyner.
 Aníbal - Sim. Essa mesmo. temos o número?
 Maria – F... a mulher morreu!!! Percebes?
 Aníbal - Mais flores? Não temos dinheiro para isto…
 Maria - Esquece!
 Aníbal - Então e um tio dele?
 Maria - Um tio???? Qual tio?
 Aníbal - Por exemplo, aquele que é actor! O Sr. Contente!
 Maria - O Nicolau Breyner?
 Aníbal - Esse mesmo. temos o número dele?
 Maria - Mas por alma de quem é que vais ligar ao Nicolau Breyner?
 Aníbal - Para lhe fazer queixa do sobrinho.
 Maria - Mas o Sousa Tavares não é sobrinho do Nicolau Breyner? De onde te saiu essa ideia?
 Aníbal - Tem o apelido da mãe, mas foste tu que falaste nele… 
 Maria - Pois! Tu também tens o mesmo apelido da Ivone Silva e ela não era tua tia, pois não?
 Aníbal - Quem é essa? Não estou a ver.
 Maria - Não estás ver e não vai ver porque também já morreu.
 Aníbal -  Mas o que é que se passa hoje? É só mortos!
 Maria - E eu devo ir a seguir…
 Aníbal - Não digas isso. É pecado.
 Maria - Pecado é ter que te aturar meu Palhaço. Ooops!!! Esquece a entrevista!"

30 de maio de 2013

Mais coisas que os homens nunca entenderão.

Nunca vão saber o prazer que isto nos dá. O prazer que nos dá chegar a casa, e atirá-lo pelo ar. Nem a tortura que é usá-lo, todo o santo dia, para as "moças" manterem um ar jovem!




E não, não me venham dizer que usar gravata é pior. Eu já usei gravata várias vezes. Sei o que é, ok?

29 de maio de 2013

Uma tipa apanha com cada baralho...

Quando me ofereceram o bilhete para o Concerto da Rihanna, não fazia sequer ideia de quem seria responsável pela primeira parte. Só ontem, no próprio dia, descobri que estava a cargo da dupla de DJ'S  GTA (abro aqui um parêntesis para dizer que, para quem é fã deste tipo de música - é o meu caso - esta dupla sabe bem o que faz. Ao ponto de ponderar comprar um ou outro CD. Adiante). Os GTA acabam a sua actuação às 21h, depois de deixar o público completamente eléctrico. Já se sabe que a Rihanna não é uma moça pontual (eu sempre a defender-te, e tu portas-te assim...not cool), portanto a dúvida era só de quanto tempo seria o atraso desta vez. Ok, uma tipa aguenta. Mesmo com 34 anos no lombo, depois de um dia de trabalho e em cima de generosos saltos altos (164 cm não são altura que se apresente para ir a um concerto).
Às tantas, talvez já por volta das 22h, instala-se a confusão numa bancada. Palmas, gargalhadas, máquinas fotográficas em punho. O reboliço era tal, que achei que a própria da Rihanna ia começar o concerto numa bancada, entre os comuns mortais. Antes fosse. Era, nem mais nem menos, do que José Castelo Branco. Numa das bancadas, a acenar ao público e a dançar no seu estilo muito, como dizer, "próprio". Com uma longa trança negra. Eu peço desculpa pela imagem, mas era isto. Ri-me durante um minuto, mais coisa menos coisa, porque realmente o caso é para rir.
Deixei de achar piada quando o vejo a ser filmado e transmitido pela organização em ambos os ecrãs gigantes do Pavilhão. E lá ficámos nisto, uns bons 10 minutos. E o público continuava a aplaudir e a rir e a fotografar. E eu, honestamente, e por muito que seja uma tipa com sentido de humor, pergunto-me porque é que é dado tanto tempo de antena a esta palhaçada? Expliquem-me, Portugueses, expliquem-me. Desabafem. Porque raio não se cansam deste homem? Porque raio seguem tudo o que é programa em que entra? Porque raio eu tenho de aturar isto num Concerto? Até o CR7 lá esteve também, num camarote ao lado, e não teve direito a imagens nos ecrãs, 'ca porra!
Eu imagino a Rihanna a ver o que se passava na Arena, e a perguntar "WTF???". Pois, Rihanna. Nem nós sabemos...nem nós sabemos o que é aquilo.

Disso do horário da Função Pública.

O Governo pretende alargar o horário da Função Pública, das 35 para as 40 horas semanais. É bom de ver que já está o caos instalado. Está ainda mais instalado uma vez que não está prevista qualquer actualização salarial proporcional ao acréscimo de horas. Vamos por partes.
Se concordo com o aumento de horas? Concordo, pois. No Privado esta é a tendência que predomina. E agora vocês dizem-me que só falo assim porque trabalho no Privado. Errado. Se trabalhasse no Público, por muito que me custasse vergar a mola mais 5 horas semanais, teria de entender que há que aproximar os direitos e deveres de todos os trabalhadores o máximo possível. Não se trata de qualquer tipo de guerra entre privado e público. Não se trata de não ter noção que já existem funcionários a trabalhar estas horas e até muitas mais, sem receber mais um cêntimo por isso. Mas depois existem os outros, os que não produzem, os que não trabalham um minuto a mais. E isto existe quer no privado quer no público.
Se concordo que não exista compensação? Não, não concordo. Ao acréscimo de trabalho, deveria sempre corresponder um acréscimo salarial, num plano ideal, num ideal de justiça. Mas isto não é apenas problema do sector Público. Também no Privado, já há muito e de forma mais ou menos generalizada, o aumento de trabalho não corresponde ao aumento salarial.
Se acredito que a produtividade aumente? Dificilmente. Existirão três atitudes perante esta medida : o FP que aproveitará mais uma hora diária para colocar o seu trabalho em dia, porque tem brio profissonal (este é aquele que, desde sempre, mais produzia mesmo antes da medida); o FP que não produzia em 7 horas e muito menos produzirá em 8 horas, porque não trabalha para o que lhe pagam quanto mais de borla; e o FP que até ia produzindo de forma razoável, mas que ficará revoltado com a medida e acabará por aproveitar para descansar nesta hora "extra".


Não vou aqui entrar no campo da discussão das regalias, e de quem as tem em maior número. A verdade é apenas uma : a "todos" será exigido que se trabalhe mais e receba cada vez menos. Isto parece-me incontestável.

O ideal? O ideal seria encontrar dentro de cada Ministério, cada Instituto, cada organismo público, as cigarras. As maçãs podres. Actuar em relação a estas pessoas e contratar gente com vontade e necessidade de trabalhar. E qualificada. Isto sim. Mas não só no Sector Público. Também o Privado precisa de ser arrumado, limpo. Anda muito boa gente a roçar-se pelos corredores, e isto é transversal aos dois Sectores. Fala-se muito em aumentar a produtividade, mas a verdade é apenas uma : há muita gente com emprego que não quer trabalhar. Que está a ocupar o lugar de gente que,  não só precisa, como tem vontade de trabalhar. E isto não é assim tão difícil de identificar. Acabe-se com a mama.

28 de maio de 2013

É dia de Guilty Pleasure.

Não será bem um guilty pleasure porque não me sinto nadinha culpada, mas alguns de vocês acharão que estou doida e que a moça não canta nada. Por acaso, faço umas boas imitações de algumas músicas, o que poderá querer dizer muita coisa sobre a qualidade vocal da Rhianna...mas adiante.
Gosto de quase tudo o que a rapariga canta. Não gosto da imagem pessoal que transmite, mas não vou lá por isso. Nem me diz respeito, como ela tão bem canta com o seu Chris.

Tive algum receio que a moça levasse assim uma valente tareia na véspera, e cancelasse o concerto (estou a ser mazinha, eu sei), mas até ver, está confirmado. Tenho o CD a tocar em modo repeat desde que cheguei ao emprego. Palpita-me que ainda levo com um agrafador no trombil.



PS- Felizmente, ninguém me dá mais de 25 aninhos com esta cara. Era capaz de me sentir deslocada se não fosse assim...

27 de maio de 2013

CM chama aqui o mulherio!

Alerta encarnado, queridas seguidoras! Red alert! Atentem.

Este homem está em Lisboa (logo agora que não me dá jeito nenhum tirar férias...). Este homem está solteiro. Este homem está solto pelos ruas de Lisboa, e solteiro. O homem não só é lindo, como é simpático e ainda é um lutador e sobrevivente. E eu não sei bem como, mas está mais bonito do que nunca. Damn! Há ou não há coisas fantásticas?

26 de maio de 2013

Desaparecidos.

Estou perante um fenómeno conjunto e inexplicável. Estou preocupadissima. Metade dos meus amigos estão  desaparecidos. Não atendem as minhas chamadas ( alguns terão ficado sem bateria e/ou rede...?), não respondem às minhas mensagens, não sei de nenhum desde o final desta tarde.

Vou começar a contactar as autoridades. Já agora, e como até simpatizo com o senhor, vou tentar averiguar se o JJ se encontra bem ou se o Cardozo ainda o apanhou. 

Estou numa aflição com isto tudo, que só eu.

24 de maio de 2013

A antever assuntos pertinentes desde 1979.

Esta foto tem 2 semanas.

                                                   

Aceito marcações para consultas. Lanço búzios e leio Tarot. 

23 de maio de 2013

Quem quer abrir uma conta que reverta a meu favor? Alguém? Hum?

Cada um faz do seu pilim, do seu carcanhol, do seu dinheiro o que quiser, está bom de ver. Sempre foi assim. Mas a forma como as pessoas resolvem "investir" o seu dinheiro, é um dos temas que sempre mais me intrigou ao longo dos tempos. Não há consenso e nem poderia haver. Cada um vai buscar prazer e alegria momentânea, às mais variadas coisas. Dito isto, o que pensar desta situação?
 
"Os adeptos do Manchester United abriram um site para contratar Ronaldo. No site, com o nome "Bring Ronaldo home" (tragam Ronaldo para casa, em português), os apoiantes da equipa inglesa podem doar dinheiro. Os adeptos só têm de comprar uma camisola do clube com o nome do português e o número 7, que custa 65 euros, revertendo 12 euros desse valor para a dita conta.

Se no fecho do mercado a contratação de Ronaldo não estiver cumprida, então os 12 euros serão devolvidos aos adeptos. A vontade dos adeptos verem o jogador de volta é enorme, já que o português deixou muitas saudades na cidade inglesa."
 
(DN)
 
Não escondo que sou uma grande adepta de futebol, e que sou capaz de perder horas da minha vida a olhar para aqueles aquelas pernas 11 jogadores a correr atrás da bola. Mas gastar o meu rico e escasso dinheirinho nos esforços para a contratação de um jogador para o meu Clube? Nem mesmo por ti, CR.
 
No plano moral e/ou económico actual, isto causa-me alguma repulsa, sem querer dar lições de moralidade a ninguém. A verdade é que me custa ver que, em conjuntura de crise um pouco por toda a Europa, existam pessoas dispostas a este tipo de acções. Por muito que seja preciso respeitar a forma como cada um gasta o seu dinheiro, não será isto quase uma afronta? Não será isto viver totalmente desfasado do que é a realidade actual? Com tanta Instituição a precisar de donativos, e se estou em condições de doar, não deveria ser essa a prioridade? Para reflectir.

22 de maio de 2013

A terapêutica disto dos Blogs.

Quem me lê é capaz de achar que sou um bom feitio. Uma pessoa de trato fácil. Um Amor, no fundo (sou capaz de já estar a esticar a corda). Está, por isso, na altura de dizer que não será bem assim. Não está aqui um passeio no parque, está mais um osso duro de roer do que qualquer outra coisa. Isto de escrever um blog tem ajudado, de certa forma, a amolecer a "fera" dentro de mim. Passo a explicar. Pessoalmente, e quem lida comigo diariamente sabe bem disto e está a esta hora a confirmar que sim, nem sempre é fácil distinguir aquilo que alguns chamarão de "mau feitio" e que eu, convenientemente, chamo de "meu feitio". Tenho um bocadinho o coração ao pé da boca. Raramente fico com uma resposta atravessada na garganta. Invariavelmente, e sobretudo se estou no limite com alguém ou alguma situação, serei bruta que nem uma porta. Já me disseram que tenho a sensibilidade do tal calhau da calçada, mas isto também já é um exagero. O problema agrava-se perante determinadas situações : injustiças no geral, falta de educação, desrespeitos, faltas de consideração, falta de brio profissional, benfiquistas ( esta é só para ver se continuam atentos! Brincadeira....), e por aí. Basicamente, a coisa complica-se quando me pisam os calos. A partir daqui, nunca se sabe bem. Mas o mais provável, é vir a público o tal "meu feitio". Estou bastante melhor, com o passar dos anos. O coração já está mais longe da boca. Ainda assim, o melhor é ter algum cuidado. Tenho uma Amiga de longa data, que diz que sou absolutamente transparente. Que basta um olhar de um segundo para o meu semblante, para saber se é dia sim ou dia não. Se ainda há margem, ou se a corda vai partir. E isto é a mais pura das verdades. Há quem me chame refilona, inconformada, contestatária e por aí fora. Sou capaz de ser, sim. Mas não sei ser de outra forma, nem sei se devo ser. Tenho pavor a pessoas amorfas, apáticas, que se deixam pisar, que não se impõem. Sempre admirei personalidades fortes. O truque, é não deixar que isto passe para a falta de educação. Sei que mal educada não sou, mas há que tentar não ser tão bruta, por vezes. Tão cruel, ou fria.
E onde é que entra o blog? Precisamente aqui. Assumi o compromisso de escrever para mim e, por muito que seja muito recompensador ter o feedback de quem me lê, nunca escrever para agradar ou de forma hipócrita. E isso é assegurado, faço questão. Mas não deixa de ser verdade que, muitas vezes, quando penso em escrever um post sobre determinada situação ou alguém, estou preparadíssima para dizer cobras e lagartos, para maldizer o mundo, para usar todos os palavrões que conheço. Depois paro e penso "Calma, Cláudia Maria. Estão pessoas do lado de lá. Algumas, pelo menos. Talvez até menores, caramba!". E isto é o suficiente para abordar a questão com mais calma, com mais margem, com mais noção que existem as mais variadas opiniões sobre um assunto e que todas (ou quase) podem ser válidas. E este exercício,tem ajudado, quer acreditem quer não, a fazer o mesmo raciocino no dia a dia. Não sou tão impulsiva como já fui, e nem mesmo como era no início deste blog. Isto da partilha de ideias, de histórias, de vidas, isto da interacção com tanta gente diariamente, é terapêutico. Vão por mim. Muito dinheiro já se poupou em terapia. Obrigada ao blogger e a vocês.

21 de maio de 2013

As despedidas de solteira/o.

Em breve, vou participar de mais uma destas festas de despedida do solteirismo. Seja lá o que for que isso quer dizer para quem, apesar de ainda não casado, tem um compromisso sério com outra pessoa. Adiante. Não sou uma cinzentona que vai agora escrever, sabe-se lá quantas linhas, a maldizer estas despedidas. Nada disso. Adoro uma boa festa e todos os motivos são bem vindos.
O que me parece deveras deprimente, é a forma como, na sua maioria, estas festas se processam. Vejamos:
 
Despedida de Solteira
 
Juntam-se todas as amigas da noiva num qualquer restaurante e/ou bar, esgotam o stock de álcool, guincham umas mais alto do que as outras, metem-se com os homens das mesas ao lado, gritam alto e bom som (não fosse alguém ainda não ter percebido) que a Joaquina vai casar e que é a última oportunidade para todos os outros homens à face da Terra e, nalguns casos, contratam um stripper. Enquanto isto, a noiva, que já nem consegue dizer o nome completo, tem um objecto fálico na cabeça, enquanto parte um bolo que tem um objecto fálico em cima e bebe as bebidas a partir de uma palhinha que tem um objecto fálico. A coitada ri, chora, ri, chora, ri, chora, não sabe se deve casar, quer é ligar ao noivo e dizer o quanto gosta dele, ou o quanto afinal não gosta. Acaba a noite com uma das poucas amigas que conseguiu manter-se sóbria, a agarrar-lhe no cabelo enquanto vomita num qualquer WC público. Vai ter uma ressaca que é coisa para durar uma semaninha, assim por baixo.
 
Despedida de Solteiro
 
Tem que ter stripper. E álcool, claro, mas um grupo de amigos que não contrate uma stripper para o noivo , ou que não o leve a uma casa de strip, não é um grupo de amigos. E noivo que não alinhe na brincadeira, é um perfeito maricas. Ou pior. A tipa já o prendeu pelos ditos e já o castrou. É ela que veste as calças lá em casa.
 
 
Se um dia eu casar ( e escrevo isto enquanto abano a cabeça da esquerda para a direita, e da direita para a esquerda), por favor, minhas amigas, fixem isto: quero que me levem dois dias para um sítio que tenha calor, boa comida (em quantidade generosa) e boa bebida (q.b.). Só preciso disto e de vocês.

"És mais bonita do que pensas"

Este anúncio da Dove, que é já o video publicitário mais visto no youtube, está maravilhoso. Foi já muito criticado, pelas vozes do contra do costume, porque está a valorizar demasiado a beleza exterior ao invés da inteligência, e bla bla bla, como se uma mulher não pudesse ser bonita, gostar de valorizar essa mesma beleza, e ao mesmo tempo ser inteligente. Epá, honestamente, bardamerda para esta gente que só está bem a criticar tudo.

O video retrata aquela que, para mim, é uma das características princípiais femininas, infelizmente: somos muito duras connosco mesmas. Com os nossos defeitos e imperfeições. Demasiado injustas e exigentes. E, quase sempre, somos bem mais bonitas do que aquilo que vemos no espelho.



20 de maio de 2013

Venham de lá essas Barbas!

Anda por aí uma moda generalizada no sexo masculino : a barba. Ora, se me perguntarem, não conheço homem algum que fique melhor sem ela. Fá-los parecer mais maduros, mais confiantes, mas experientes. Mais homens, no fundo. Se repararem, cada vez que um homem manda a sua barba às urtigas, perde uns 5/6 anos que tinha em cima. E isto, parecendo que sim, não é bom. Se há coisa que não queremos, é andar a passear com um tipo que tem idade para ser o nosso mano mais novo. Ou o nosso filho, nos casos mais extremos. A barba é sinal de charme, senhores. Experimentem e depois venham cá dizer de vossa justiça.

Caso a minha palavra não chegue ( please... uma moça entendida no assunto como eu) , cá ficam as vantagens apontadas, por quem sabe (presumo que existe uma comissão que avalia este tipo de questões pertinentes) para deixar crescer esses pêlos na cara:

1. Homens com barba são mais sexys;
2. A barba protege contra o sol;
3. A barba mostra respeito;
4. A barba economiza tempo (diz que, por ano, um homem perde 2 dias e meio a desfazer a barba);
5. Barba suaviza a pele ( ter barba significa não se cortar nem irritar a pele com uma lâmina de barbear);
6. A barba desacelera o envelhecimento;
7. A barba alivia a asma ( Bigodes que atingem a área nasal podem parar ou impedir que alérgenos entrem no nariz e sejam inalados pelos pulmões);
8. Barba ajuda a combater gripes, constipações e tosses (O pelo é um isolante que mantém o pescoço quente. Barba espessa bloqueia o ar frio e eleva a temperatura do pescoço);
9. Crie um estilo próprio e mude quando quiser;
10. Porque elas gostam e aprovam o visual com barba - este sim, o único e verdadeiro motivo a ter em conta.

Agora...atenção. Não vamos, rapazes, tentar imitar o "Barbas", aquele senhor lá da minha terra que é, ele mesmo, uma espécie de homenagem ao slb. Tende noção, sim?


19 de maio de 2013

Vamos falar de Futebol?

Aposto, mas aposto mesmo duas madeixas, que pensam que vou fazer alguma piada acutilante sobre o slb e/ou a arbitragem do jogo do fcp. Não, meu caros, não. Tenho muitas e variadas, mas essas ficaram guardadas para quem tem o (des)prazer de me ter na lista de contactos.
A época acabou. Já posso respirar, e dizer, mais uma vez, que foi a época em que mais sofri. Sofrimento só comparável com aquela semana fatídica de 2005. Ser Sportinguista foi muito complicado esta temporada, foi de apertar o coração, foi ainda mais difícil do que já sabemos à partida que vai ser, à falta de jeito juntou-se uma falta de sorte ainda maior, foi um corrupio de treinadores, tivemos o nosso Vale e Azevedo e agora temos o todo charmoso Bruno Carvalho, perdi a quantidade de palavrões que disse, de insultos que proferi contra os jogadores, a quantidade de unhas roídas. Cabelos brancos sei bem quantos são, esses estão cá e já não vão a lado nenhum,
Ao contrário do que tantos profetizavam, o SCP não acabou enquanto clube de futebol, não desceu de divisão, não ficou em 10ª, não ficou sequer em 7.º Conseguimos um suado 6.º lugar, e uma última exibição de encher o olho, que nos leva a pensar que devia ter sido assim toda a temporada.
Por fim, há que agradecer ao JF o final de época que fez no Sporting, e dar as boas vindas ao Leonardo Jardim. Se esta troca me agrada? Honestamente, não sei. Sei que é o nosso novo treinador, e que, nem que fosse só por isso, já mora cá dentro. Esforço, Dedicação, Devoção e Glória, é o que exijo que traga. E a estrelinha de Campeão, já agora.
 
 

17 de maio de 2013

Disso da Co-Adopção.

Já me tinha despedido do blogger por hoje, mas estava aqui com os dedos a puxar por mim, a pensar neste assunto. A travar, também, uma luta interior com os argumentos contra e a favor. Nunca fui contra a homossexualidade, ou, melhor dito, a favor de qualquer tipo de discriminação em função da escolha sexual de cada um. Honestamente, é-me completamente indiferente. Homens, mulheres, hermafroditas, é o que quiserem. Respeito a escolha de cada um, e, honestamente, nem vejo porque motivo me deveria sequer incomodar. A mim e a todos. Não está provado que é coisa que se pegue com a convivência, o que sempre me levou a perguntar qual será o problema das pessoas em aceitar a escolha de cada um? Não fizeram a sua própria escolha? Adiante. Como será bom de entender, pela lógica, também nunca fui contra o casamento entre Homossexuais. Porque raio seria? Em que é que isso me afecta? A mim ou a qualquer outra pessoa? Há espaço para todos, e, felizmente, se a Joaquina decidir enrolar-se com a Francelina, eu não sou obrigada a enrolar-me com a Bernardete. 
O problema, a contradição, surge quando estamos a falar da Adopção. Aqui sim, já tive sentimentos contraditórios. Se por um lado sempre fui contra, em absoluto, qualquer tipo de discriminação, confesso que por algum tempo,achei que aqui nem estaríamos perante um acto discriminatório. Uma criança deve ser criada por uma Mulher e um Homem, com todas as diferenças que isso acarreta. Com todos os ensinamentos e orientações distintos que isso implica, e que serão absolutamente necessários. Mas depois surgia a eterna questão : há casais hétero que têm tanto para ensinar, ou dar, como teria uma pedra da calçada. Há pessoas que, independentemente do género, deviam ser absolutamente proibidas de criar uma criança. Contrariamente, haverão, certamente, casais homossexuais que terão mais para oferecer, a todos os níveis, do que muitos casais hétero. Com o passar do tempo, e de reflexão em reflexão, tenho chegado à conclusão que a adopção não deve ser vista desta perspectiva. O que deve ser tido em conta é se, do outro lado, estão dois seres humanos com capacidade para amar, cuidar, educar, criar, proteger, orientar uma criança. Independentemente do género. Todas as crianças merecem um Lar. Parece-me que ninguém negará que isto é a mais pura das verdades. E se é assim, porquê nega-lo com base no género de quem adopta? Parece-me, por muito que se diga que não, que esta questão vive, ainda e apenas, do puro preconceito. O que me aborrece e me envergonha, porque se há coisa que me custa é viver num País onde é preciso encontrar o preconceito ao virar de cada esquina, onde as pessoas são julgadas, e tratadas como inferiores, face a escolhas perfeitamente legítimas.
O passo dado hoje, com a aprovação do projecto de Lei da co-adopção, parece-me um passo gigante no caminho para a aprovação da Adopção pura por parte dos casais Homossexuais. Posso estar enganada, ou a ser ingenuamente optimista, mas acho que se abriu uma enorme janela. Do chão ao tecto. Isabel Moreira, autora do projecto de Lei, terá chorado no momento da aprovação. E esta é uma emoção que percebo em toda a sua plenitude. É uma luta ganha, na batalha ainda por travar.

Ser Pai não é um part-time.

Não é, mas muitas vezes parece. Tenho consciência que não sou Mãe. Que não sei o que custa, o que exige, o cansaço que acarreta, que não conheço o lado negativo da mesma forma que não conheço o positivo. Nem tudo será um mar de rosas, nem todos os dias serão fáceis. Aceito isto como claro e evidente. Aceito isto como razoável e aceitável. O que já não posso aceitar, é que, a meio desse "emprego" vitalício, se tire uma licença ou uma folga. Aceito até que por vezes seja essa a vontade. De desligar, de descansar, de entrar num Mundo paralelo em que tudo é calmo. Mas não pode ser.
Sempre que me cruzo com uma Mãe ou um Pai que "desligou", que entrou em piloto automático, pergunto-me se será preciso um abanão para o trazer à realidade. Nunca vou entender que, no meio de um restaurante, onde tantas outras pessoas tentam fazer uma refeição descansadas, uma criança grite até à exaustão perante a impassividade dos Pais. Ou perante uma ou duas chamadas de atenção, seguidas da desistência. Eu lamento, caros Pais, mas isto não é aceitável. Como é bom de ver, a culpa nem será das crianças. Muitas estarão habituadas a este comportamento e à respectiva impassividade. Nunca vou entender que uma criança corra, até se cansar, dentro de um restaurante. Mesmo com as sucessivas chamadas de atenção dos próprios funcionários, que não podem andar a desviar-se de crianças enquanto trabalham. Custa-me ver os Pais a olhar para crianças deitadas no chão de uma superfície comercial, a fazer uma birra do tamanho do universo, completamente alheados. No seu Mundo. Como se aquela criança não fosse sua, como se nada se passasse. As mesmas crianças que na praia passam por cima de qualquer toalha alheia, passam uma tarde a correr entre toalhas e chapéus enquanto incomodam meia praia. Os Pais? Os Pais estão na conversa com amigos ou a ler o seu livro. Levaram a criança à praia, mas, chegados lá, é cada um por si.
Toda a minha vida, desde que me lembro, tive dificuldades em ligar com estas situações. Hoje percebo que, quando as pessoas são elas próprias mal educadas, não podem criar filhos educados. Estas crianças vão crescer desta forma, a não ser que tenham a sorte de chegar sozinhas a "bom porto" no que diz respeito à educação. A resposta "mas é uma criança, é normal", serve para tudo. Serve para justificar não só as situações em que , de facto, é normal, como para justificar o que é a falta de educação e de diligência dos próprios Pais. Repetida. E isto não é aceitável. 
Pais, eu acredito que não é fácil. Que há dias em que deve apetecer desligar por completo. Que há crianças mais complicadas. Acredito nisso tudo. Mas sabiam disso antes de decidir ser Pais. Nunca ouvi alguém dizer que ia ser fácil. Se sabendo disso, tomaram a decisão de ter filhos, então acreditem numa coisa : têm a obrigação de educá-los. Desde cedo. Sem intervalos, sem folgas.

16 de maio de 2013

Brincadeira...

Pândegos, os senhores.


Mas não vais tapar para sempre essas pernas, pois não?

Mulheres, isto é um dia triste para nós. Uma das coisas boas desta vida, é lavar a vista com o que de melhor o ser humano tem para oferecer. E este senhor tem umas pernas que sim senhora! Abençoadas! Mas, e como nada dura para sempre, parece que quer privar-nos delas. Delas e do resto.

Diz o moço :

"Creio que este é o momento adequado para terminar a carreira, a jogar ao mais alto nível".

Pronto, se tem mesmo de ser, que seja.

Ficam algumas imagens, para memória futura! Que...jogador!




















(e depois ainda enverga um fato desta forma)


PS- Imagens retiradas do google. A meio da pesquisa, esqueci-me que queria fotos do rapaz a jogar à bola. Não se importam, pois não?



15 de maio de 2013

Lembram-se deste senhor?



Cada vez mais, não é? Cheira-me que, com a mania de não querer ficar para trás, estão a tentar tirar-lhe o feito. Cheira-me, pois...

Tropecei no maluco dos malucos.

Tive um dia daqueles que dispenso e que, ao mesmo tempo, anseio às vezes pelo desafio que constitui. Cheio, stressante, estimulante, desafiante. Daqueles em que chegamos ao fim com a certeza que, seja qual for o resultado final, demos o nosso melhor.
Posto isto, estava morta por chegar a casa. Por acender as velas, por ligar os difusores, por atirar-me de qualquer maneira para cima do sofá. Para mal dos meus pecados, antes disso impunha-se uma ida rápida à superfície comercial aqui ao lado. "Ok, tu consegues, CM. Está quase, é só mais um fôlego". Vou eu, toda lampeira, corredor fora, quando me sinto observada. Instintivamente, olho para trás e vejo um homem, na casa dos 40/50 anos, com uma máquina fotográfica de aspecto profissional apontada a mim. Disfarçou de imediato, baixou a máquina e olhou para as montras. "Estás doida, CM! Estás cansada e doida e o senhor não tem culpa!". Avancei. Por descargo de consciência, volto a olhar para trás e toma lá! A mesma coisa. Honestamente, percebi hoje aquelas cenas de filme em que as mulheres começam a acelerar até desatar a correr para chegar ao carro. Ainda pensei em abordar a personagem e dar-lhe dois safanões na máquina. Ao invés, parei eu a observar as montras e esperei que passasse por mim. Ainda olhou para trás, e eu tive certeza que me tinha escapado qualquer coisa nesta situação toda. Vejamos : não sou modelo, não sou figura pública, não estava propriamente num good hair day, não conheço o homem de lado nenhum. A esta hora, vocês estão a pensar que dei o estalo. "Menos café, CM!". Pois não estou doida, acreditem. Se era uma daquelas acções de fotografar as pessoas na rua, aleatoriamente, no seu dia a dia, não sei. Mas que aquela objectiva estava apontada a mim, estava! E agora, que estou no final do post e muito mais paranóica do que no início, lembro-me que vivo sozinha. E vou ver se tranquei a porta...

14 de maio de 2013

Mulheres com "eles" no sítio.

Às vezes acho-me uma mulher de coragem. Tirando o meu medo patológico de pássaros (provado mais uma vez hoje, à hora de almoço, quando envergonhei dois colegas  - que, certamente, não voltarão a sair comigo à rua -  e gritei porque o raio do pombo esvoaçou mesmo ao meu lado), não sou uma maricas ou medricas. Não há muita coisa que me meta medo, no campo da matéria. Mas, depois, quando vejo coisas como esta que aqui vos vou deixar, sinto-me pequena, pequenina, pequenininha.
Tenho um curso de mergulho ( que não tem sido usado, agora que penso nisto...)  e sei o quão assustador, e ao mesmo tempo fantástico, é o mundo subaquático. É uma sensação que não se explica, mas também requer um enorme auto-controlo. Mas isto? Isto deve mesmo ser um Mundo à parte. E se tenho certeza que jamais teria a coragem de experimentar, também sei que adorava tê-la.

Diz a loira (a corajosa, não eu), «Quero contribuir para acabar com o medo irracional das pessoas em relação aos tubarões e divulgar qual é o seu comportamento real e o seu papel no ecossistema marinho. Estamos a exterminar os tubarões. O ser humano só protege o que ama, e só ama o que entende. As pessoas não entendem os tubarões. Quero mudar isso».



(Mulher, digo-te eu, tem-los mais no sítio do que muitos homens!)

Ter um olfacto para cima de espectacular, parece bom, não parece?

Pois que não é! O meu olfacto é apuradissimo, como aqui já disse. E se isto dá jeito quando passamos por um daqueles homens perfumados, que nos deixam tontas logo pela manhã e que nos apetece seguir, há alturas na vida em que não dá jeito nenhum. O que dizer ao senhor que esta manhã, em pleno comboio, cheirava ao jantar de ontem? Eu já tentei conceber várias hipóteses para uma pessoa cheirar a fritos logo pela manhã, mas não me ocorre nenhuma outra.
Para rematar este início de dia, temos depois um elevador com cerca de 10 pessoas lá dentro, sendo que 5 delas já podiam ter morrido e cheirar melhor do que cheiram.

Eu sei que passo a vida a pedir às pessoas que tomem o seu banho matinal, mas só faço isto porque é mesmo importante. Eu não sou chata, isto é que é mesmo importante, Ok? Já agora, uma roupa lavada nunca fez alergia a ninguém.

(acabo este post cheia de alergias e coçadeiras! A falta de higiene é um assunto que me transtorna o miolo).

13 de maio de 2013

Sai uma vida nova, sff.

Honestamente, não sei se este post fará algum sentido. Mas nas últimas 48h, eu própria faço pouco. Gosto da minha vida, tal como é. Gosto da minha vida com as pessoas que fazem parte dela, com o meu núcleo duro e com algumas surpresas que vão aparecendo pelo caminho. Gosto do meu País, da Cidade onde vivo, das minhas rotinas. Gosto da minha vida, a sério que sim. Com dias que podiam durar uma vida de tão bons que são, e com outros em que cada segundo pesa em cada ombro. Não digo que não me falta nada, nem alguém, mas sinto-me bem com aquilo que tenho. Se há uns anos tinha dificuldade em dizer que era uma pessoa feliz, hoje não tenho dúvidas. Sou. Ainda assim, nas últimas horas, nos últimos dois dias, tive certeza que preciso de mudar de ares. Preciso, mesmo e muito, de viver uns tempos noutro local, ainda que não além fronteiras. Preciso de conhecer outras pessoas, mas com a certeza que as minhas se manteriam no mesmo lugar e à minha espera. Preciso de, temporariamente, sair das minhas rotinas e fazer tudo diferente. De não frequentar os mesmos sítios, de não me cruzar com as pessoas do costume. Preciso de exorcizar fantasmas e demónios, e a tropeçar neles a tarefa é mais complicada. Pela primeira vez na vida, era menina para largar tudo e ir um ano para qualquer sítio que desconheço, viver uma realidade que não tenho como minha. E aposto que, pela primeira vez na vida, isso não me assustaria. Preciso de tirar uma espécie de licença da vida que tenho, mas mantê-la porque quero regressar a ela.
Repito, vezes sem conta que preciso. E preciso. Mas falta-me coragem. Ainda não será desta. Por enquanto, tenho de aprender a exorcizar por cá. Eu bem olho para o pulso e leio, diariamente, o "Let it be". Mas agora, precisava de ir. Talvez um dia.

Isto sim, é um protesto!!!



(Last November 25, Feminist March in Santiago)

10 de maio de 2013

Mas quereis ver que isto agora é um blog porno, ou quê?

Caras pessoas que de vez em quando cá vêm parar : se fossem fiéis seguidores como esta gente linda que aqui está ao lado, sabiam que isto é um blog sério, pá! Escusavam de fazer pesquisas que só vos levam à caça dos gambozinos. Bom...vejamos.

Há uns meses, foi o famoso "mangalhos com açucar" a trazer muita gente aqui ao estaminé. NUNCA estes dedos teclaram tal conjugação de palavras até esse dia!

Esta semana, sempre curiosa em relação às palavras-chave utilizadas para chegar aqui, verifico isto:

"elas dão os rabos"

NUNCA, nunca isto aqui foi escrito! Nem sei do que se fala. Nem tenho conhecimento de causa sobre elas. Ou eles. Nem quero ter.

Com tanto blog porno por aí, querem ver que qualquer dia este tem um aviso à navegação para maiores de 18?

9 de maio de 2013

Ser benfiquista é...

(AVISO À NAVEGAÇÃO:  se és benfiquista com o coração ao pé da boca, o melhor é seguires já para o próximo blog. Não leias isto.)
 
...dizer a outros adeptos que não devem queixar-se da arbitragem, que devem é preocupar-se em jogar à bola, que isso são desculpas de mau pagador, que uma má arbitragem não justifica uma derrota, e depois começar com as queixas sobre arbitragem dias antes de determinado jogo. Sim senhora!!! Muito me apraz. Ele há coisas do arco da velha.
 
(peço desculpa, queridos leitores benfiquistas, mas depois de assistir a um queixume sem precedentes durante todo o dia, tinha que desabafar, estava aqui que não aguentava mais).

Mas ONDE é que eles andam??

Li esta manhã, que os homens Lisboetas estão entre os mais bonitos do Mundo! Mais : são "cosmopolitas, bem-educados, cavalheiros, altos, carismáticos e atléticos"! Estão no Top 5.

Sim senhora, muito boa notícia!! Mas eu tenho uma pergunta pertinente a fazer: esta Cidade onde meto os pés todo o santo dia, não é Lisboa?? Onde é que eles andam, então? Apareçam, não se façam de timidos!!!

8 de maio de 2013

O Instinto Maternal.

A propósito dos anos que vão passando por mim, parece-me boa altura para aqui falar do meu instinto maternal. Ou da falta dele, neste caso. Quando se é Mulher, e sobretudo quando se passa a barreira dos 30, chega a inevitável pergunta, feita vezes sem conta, das formas mais inapropriadas e pelos mais diversos interlocutores "Não sentes vontade de ser Mãe?". Não, não sinto. Por enquanto. Até este momento, não houve altura da minha vida em que sentisse esse apelo. Nunca tive esse sonho, nunca fui a típica Mulher nesse (e noutros) aspecto (s). Não necessito de um filho para me sentir mais realizada ou para estar de bem com a vida. Para isto também contribuiu, certamente, o facto de não ter conhecido homem, até hoje, que me tenha feito idealizar a Maternidade. Ou conheci/conheço um, mas isso é uma outra história. Seja como for, e por muito que isto choque a maioria das pessoas, a verdade é que sinto, muitas vezes, que nasci desprovida desse instinto. Ou então, está tão escondido, tão no fundo de mim, que ainda não se manifestou. Muitas pessoas me dizem que um dia acordo, e lá está ele. Honestamente, tenho algumas dúvidas que assim seja. Não me sinto nem mais perto, nem mais longe. Sinto-me na mesma, com a mesma ausência dele que sentia há anos e anos atrás.
Isto é entendido por muitas pessoas como normal. O problema acontece quando, e geralmente esta reação vem de outras mulheres, mazinhas umas para as outras como sempre, sou olhada como uma aberração quando dou esta resposta. Já recebi olhares de horror, de estupefacção, de quase nojo (diria eu), de incredulidade.  Já recebi respostas de bradar aos céus, julgamentos de me fazer urticária, reacções de me fazer cegar. "A sério?? Isso é tão estranho", "Não acredito!", Não digas isso, que até te fica mal!", ou "Credo", são alguns exemplos. Pois, a estas pessoas, eu digo o seguinte de forma muito simples : ide lixar-vos!! Mas assim à grande! E só estou a utilizar esta palavra e não outra mais cabeluda, porque, apesar da nerveira que este assunto me causa, ainda me resta a educação.
Não peço, nem alguma vez pedirei, desculpa por não ter instinto maternal. Por ter a coragem de assumir que não me imagino a ser Mãe (até ver). Por gostar da minha vida tal como ela é, com toda a liberdade que isso me proporciona. Por conseguir ser feliz, sem ter que viver para outra pessoa, seja ela uma criança ou não. Eu não julgo as pessoas que optam por ter filhos, a não ser que o façam sem ter condições. Não ando a perguntar como é que conseguem viver vidas em função deles, exclusivamente, e esquecer-se que, antes disso, eram mulheres e homens. Não admito, pelo mesmo motivo, ser julgada pela minha opção. Não sou menos mulher, não tenho menos direitos, não devo ser enfiada num laboratório para estudo, por esse motivo.
Adoro os filhos dos meus Amigos, e Amo de paixão a pequena M., filha da minha "mana". Pela pequena M., aliás, tenho certeza que daria a vida, tal e como qual os Pais dariam. Mas perguntem-me se tenho instinto maternal, e/ou vontade de ser Mãe? Não. até ver, é um não sem qualquer margem para dúvidas. E esta, hein?

7 de maio de 2013

6 de maio de 2013

Estou tão baralhada...Cheguem cá, amigos benfiquistas...

...então, mas...ando há semanas a ouvir a festa dos adeptos do slbairro, a ler "reservados" em todo o lado, a ver cachecóis de campeão, e agora dizem-me que estão todos borrados e que o campeonato ainda vai para o FCP? Terei pintado o cabelo tantas vezes de loiro, que a tinta entranhou? Não percebo nada disto...

Pessoas, repitam comigo...

Agora, que o calor está aí em maior força, vão todos fazer o favor de tomar banho, ok? E não ter receio de usar aquela coisa estranha, que se vende em qualquer supermercado, sabem? O...o...o desodorizante, isso!!! Sobretudo se andam de comboio, nos meus horários. Combinado? É que aquilo que me falta em visão, foi-me dado no olfacto. Nada escapa a este nariz...infelizmente!
 
PS- reparem como já estou a baixar os padrões. Já nem peço um odor a perfume.

Oh senhora!!!!

Eu presumo que seja por casos destes, que todas nós depois temos fama de não conseguir estacionar um carro...Honestamente, nunca tinha visto nada assim! Que pilha de nervos, só de olhar. Tenho 3 teorias que podem, possivelmente, explicar o que aconteceu :

- a senhora estava completamente entornada;
- a senhora estava completamente entornada; ou
- não estando entornada, este video não é verdadeiro.

PS- atenção, esta carapuça não me serve. Já dizia o meu instrutor de condução, que tinha visto poucas mulheres estacionar tão bem. E pois que é mesmo verdade. Consigo estacionar o carro em sítios que nem o diabo desconfia.


5 de maio de 2013

Isto da idade tem muito que se lhe diga.

Uma pessoa sabe que está a ficar velha, porque tem noção que completa 34 Primaveras dentro de menos de 48 horas. Mas ainda que não soubesse, ainda que o calendário a deixasse esquecer, uma pessoa tem a certeza que a idade está a ganhar quando tenta fazer um fim de semana cheio, daqueles de só parar para dormir qualquer coisa, e chega a domingo à noite com a sensação de ter sido atropelada por qualquer coisa não menos pesada do que uma manada. Uma pessoa pensa que faz uma noitada na sexta-feira, e que consegue fazer o mesmo no sábado. Pensa que consegue manter as actividades
programadas para durante o dia, e estar fresca que nem uma alface. Pois, meus caros, isto já não é assim tão possível. Uma pessoa, que  que não consegue adormecer com qualquer tipo de barulho e/ou claridade, adormece no banco de trás do carro numa viagem às 18h. Como se fosse uma criança. Uma pessoa faz os possíveis para não sentir a idade passar, ignora o calendário, mantém o ritmo que tinha na adolescência, mas acaba por levar com a realidade em cheio na cabeça : o passar dos anos é f*****. Lixado, portanto. Essa pessoa pode, ou não, ser a Autora.
 
Mesmo assim, ainda houve energia para isto. Porque a Mãe T. merece.
 
 
 

3 de maio de 2013

Carta aberta.

Ao Universo :
Um dia, vou perceber as tuas motivações. Quero mesmo, mesmo e a sério. Nunca tivemos uma relação fácil. Se és tu quem distribui a sorte, convenhamos que não estou propriamente na tua lista de prioridades. Convenhamos que, para mim, o teu plano parece ser outro. Tens que colocar as armadilhas no caminho de alguém, percebo. Já me habituei a identificá-las, já me ensinaste qualquer coisa. Já te mostrei que, ainda que ganhes, vou dar trabalho. Vou ser persistente, vou ser inconformada, vou lutar, vou recusar-me a aceitar o teu desígnio sem espernear. Se já temos uma história juntos, se já sabes disto, se já me viste passar-te a perna uma ou outra vez, continuas a desafiar-me com que objectivo? Às vezes, ainda me enganas, tenho de assumir. Ainda me fazes caminhar precisamente no sentido que escolheste, aquele que me vai colocar à prova, sem que perceba antes de já estar demasiado próximo. Um dia, isto tem que acabar, sabes disso. Ou espero que saibas. Talvez tenhas um desafio tamanho à minha espera, que precises de saber se estou à altura. Mas, por uma vez, podias ter atirado para o meu caminho uma coisa simples. Não precisava de mais uma coisa impossível de concretizar. Imagino as gargalhadas que dás. Eu, honestamente, não estou com vontade de rir. Há partidas que não se pregam. E, para ajudar, despejas-me, ao jeito de cereja no topo do bolo, um balde cheio de desilusão em cima. Ainda consegues colocar-me no caminho pessoas difíceis de "ler" e sobre as quais tento pensar o melhor. Não quero tornar-me numa daquelas pessoas que esperam à partida o pior. Não gosto dessa má vibração. E, precisamente por causa disso, conseguiste enganar-me mais uma vez.
Agora dá-me licença que te ignore em absoluto. Vou estar ocupada a desfazer a merda que fizeste. Outra vez.
PS- tens muito que me compensar.
Atenciosamente,