É basicamente isto.

É basicamente isto.

31 de outubro de 2013

O dia em que Portugal fez as pazes com CR7.

O Português é um povo caricato, no mínimo. É um povo que gosta de dizer mal de tudo o que é Português, para quem os outros são sempre melhores, lá fora é que se está bem. Salva-se o clima e a gastronomia, e, de resto, era colocar por cá uma bomba do tamanho de Portugal Continental ( e das ilhas, já agora) e deixar que isto tudo afundasse. Nunca vi povo tão pouco defensor dos seus, nunca. Mas, atenção. Os Portugueses podem criticar à vontade os portugueses, o País, o que por cá se faz, mas ai de quem, repito, ai de quem, não sendo Português, o faça também. Aí temos o caldo entornado. Era o que mais faltava. E foi isto, precisamente isto, que aconteceu com as declarações patetas do Blatter.
 
Blatter disse aquilo que a larga maioria dos Portugueses afirma sobre CR7 à boca cheia, sem pudores. Aquele que é o melhor futebolista (para mim, o melhor do Mundo) , quiçá o melhor atleta Português, aquele que deveria ser um motivo de orgulho, sempre foi apelidado de vaidoso, de menino mimado, de arrogante, de autoritário, de um sem fim de adjectivos nada abonatórios pelos Portugueses. Os mesmos Portugueses que sempre defenderam a alegada postura mais humilde de Messi, mais recatada, mais politicamente correcta. CR7, precisamente por ser Português, por ser esse o seu fado, sempre precisou mostrar mais. É assim. Não lhe basta ser bom no que faz, é preciso ultrapassar uma série de preconceitos que o atiram para 2º lugar. O maior deles, é mesmo ser Português e fazer parte de um Povo que é o primeiro a criticá-lo. Porque a sua roupa brilha demasiado, porque tem joias, porque tem muitos carros, porque não tem ar de sonso, porque cultiva uma imagem, porque entra em inúmeras campanhas publicitárias. E então, Portugueses, isto faz-vos comichão? Estamos, depois, a falar do mesmo homem que já deu mostras de uma enorme solidariedade, que apoia inúmeras Associações.  Se responde, muitas vezes, às provocações que lhe são feitas? Pois responde. Mas eu, CM, responderia bem pior, no seu lugar. É constantemente provocado, dentro de campo e fora dele. Arrisco-me mesmo a dizer que poucos reagiriam com a mesma maturidade com que vai reagindo.
 
Mas agora o caso mudou de figura. Agora que aparece um Blatter a ridicularizar CR7, a zombar do nosso Português, agora os Portugueses saíram em sua defesa. Os mesmo que acham que CR7 gasta muito dinheiro no cabeleireiro. E na manicure. E na depilação, e, quiçá, na pedicure. Os mesmos que sempre afirmaram preferir Messi a CR7, precisamente pelos mesmos motivos, extra futebol, que Blatter. Não importa que Messi deva milhões ao fisco. Afinal de contas, ele é o bom menino. CR7 é apenas um tipo com o cabelo apresentável, o que é inadmissível.
 
Povo caricato, o meu...

29 de outubro de 2013

O Código do Animal de Companhia.

Ia dizer que não se fala de mais nada, mas fala-se também muito da vida doméstica daquele casal mediático (assunto que neste estaminé ficará para outro dia). Tenho lido muita indignação perante esta notícia, mas parece-me que nos estamos a esquecer que, como em qualquer outro Diploma, terá coisas boas, coisas que fazem sentido, e outras que talvez nem tanto. Poucos leitores concordarão comigo, mas amigos como dantes, sim?

"O Ministério da Agricultura prepara-se para fazer aprovar um diploma legal sobre animais de companhia em que limita a dois o número de cães permitidos por apartamento. No caso dos gatos, esse número sobe para quatro, não sendo porém permitido ter mais do que quatro animais por fogo, a não ser que haja um quintal ou que os bichos morem numa quinta."

Parece-me perfeitamente razoável. O que não me parece razoável é que, por muito que se diga que cada um faz da sua propriedade o que entende, existam pessoas a achar que é normal e desejável que existam mais de 4 animais destas características por apartamento. Por muito grande que seja o apartamento. Por muito pequenos que sejam os animais. Se um apartamento, só por si, já não é o ideal para alojar um cão ou um gato (animais que necessitam de alguma liberdade para o seu próprio bem estar), será um profundo exagero, a meu ver, fazer conviver um número ainda maior por apartamento. Aqui, podemos é discutir a questão do porte dos animais. É possível que dois labradores e um gato contrariem mais os motivos na base desta limitação, do que 3 yorkshires? Claro que sim. Querendo avançar com este Diploma, este parece-me um aspecto a ter, indubitavelmente, em conta.

Gosto de animais, sempre gostei. Tenho animais desde que me lembro de existir. Fico feliz sempre que vejo alguém defender os direitos dos animais, sempre que vejo alguém tentar proporcionar-lhes um lar e afastá-los de abandonos e maus tratos. Mas, por outro lado, sempre me custou compreender que não se pense se, de facto, existem condições para alojá-los ou não. Não me vou alongar sobre o Diploma ou sobre as excepções que abre, mas esta regra referente a apartamentos, parece-me bastante razoável. Além da qualidade de vida das pessoas e dos próprios animais que convivem dentro daquelas paredes, não esqueçamos que, quando vivemos num apartamento, estamos, necessariamente a partilhar espaço com outras pessoas. Zonas comuns, zonas que pertencem a todos. Zonas frequentadas tantas vezes por quem optou por não viver com animais. Parece-me um número razoável, bastante razoável.

Se acho que o Governos tem questões mais urgentes em mãos? Se acho que existem problemas mais  imperativos? Óbvio que sim. Se concordo que mexe com a liberdade de cada um viver como entende? Mexerá, é um facto. Mas é isso que acontece quando se ultrapassam os limites de razoabilidade e, sobretudo, quando estão em causa questões de saúde pública. Se acho este Diploma um disparate? De todo.

28 de outubro de 2013

Leoa ferida.

Confesso que estava optimista. Mais do que isso, estava confiante. Uma vitória ontem no Estádio do Dragão, e o primeiro lugar da tabela classificativa era nosso. Depois, continuando na onda do optimismo, era só manter. Assim, simples. Manter os bons resultados e as boas exibições. Mas não. Ah, não. Não soubessemos nós, Sportinguistas, que a nossa sina é esta. O meu Sporting está bem melhor, está praticamente irreconhecível face ao Sporting do ano passado, a confiança estava lá, mas existe um problema enraizado há anos : falhamos sempre nos momentos cruciais. Naqueles em que é preciso arregaçar as mangas, mostrar resultados, naqueles que fariam a diferença, falhamos. Não há queixas a fazer da arbitragem, não há justificações de maior, a equipa até não jogou mal. Mas é assim. E agora,a 5 pontos do lider, um clube que não costuma falhar nestes momentos?

Mas pior, muito pior do que isto tudo, é que até o slbairro já igualou os pontos do SCP, PORRA! Até o slbairro...! Metam-me um comprimido debaixo da lingua.

25 de outubro de 2013

Quem tem um Padrinho de Casamento destes, tem tudo.

Sim, é impressionante o tempo de vida que perco com estas notícias. Mas é mais forte do que eu, é assim como aquelas pessoas que passam pelos acidentes e ficam a olhar e abrandam e não conseguem não prestar atenção. Mas podia ser pior. Eu podia ser uma mulher que, na manhã seguinte ao dia de Casamento, se engana no quarto e acaba enrolada com o Padrinho de Casamento. Mas não, sou só um miúda que acha piada a estas coisas.

Voltando à história, a moça quer que o Mundo acredite que se enganou e não deu por isso. Em momento algum. Não, não é bem verdade. Deu por isso, depois de consumado o acto sexual. Vai daí, resolveu processar o Padrinho que se terá aproveitado da situação.

É ou não é um Mundo fantástico, o nosso?

Notícia aqui.

24 de outubro de 2013

O Dia Internacional do Homem.

Quantas apostaram que ia dizer o dia 1 de Abril? Percebo, percebo.

Homens, venham cá, sff. Aproximem-se.

Depois de passar o Dia da Mulher a lidar com toda uma bipolaridade masculina (ajudada pela ala feminina que ajuda à festa, ridicularizando também este dia), pautada pela divisão entre aqueles que parabenizaram as Mulheres, e entre aqueles que, num desdém absoluto por tudo aquilo que as Mulheres adquiriram à conta de muita luta , dizem coisas interessantes como "o dia da Mulher só existe para irem beber uns copos com as amigas e fazerem mais umas figuras" e "É dia da Mulher, mas esta sandes não se vai fazer sozinha" ( o que eu me ri com esta, mas não posso dizer, não assumirei nunca) , fui alertada por uma Amiga, para um facto que desconhecia por completo:

Sabem o que se assinala no dia 19 de Novembro de cada Ano? Entre outras coisas, certamente, este é, nada mais nada menos, do que o Dia Internacional do Homem. Pois. Sim, sim. Mas não se levantem dos vossos lugares, aproximem-se mais um pouco: o que estará, perguntei-me eu, sempre ávida de informação, na origem da criação deste dia? Eu explico. E quem diz eu, diz a Wikipédia:
"...a criação da data é "uma excelente ideia para equilibrar os gêneros"[1]. Os objetivos principais do Dia Internacional do Homem é melhorar a saúde dos homens (especialmente dos mais jovens), melhorar a relação entre gêneros, promover a igualdade entre gêneros e destacar papéis positivos de homens. É uma ocasião em que homens se reúnem para combater o sexismo e, ao mesmo tempo, celebrar suas conquistas e contribuições na comunidade, na famílias e no casamento, e na criação dos filhos."
Mas calma, muita calma. Há mais. Estão vocês desse lado, já a remexer-se nas cadeiras, enquanto pensam " esta miúda está doida, isto deve festejar-se em duas ou três aldeias lá para trás do sol posto".Podia ser assim, mas não. Podem consultar também aqui ,a longa lista dos Países que assinalam este dia.

Portanto, em resumo, ou eu percebi mal, e vocês farão o favor de me elucidar, ou este dia foi criado porque os meninos se sentiam discriminados? Muito me contam, muito me dizem.

Agora ide e pegai, em prol da igualdade dos géneros, nos aspiradores e nos tachos.

23 de outubro de 2013

Acordei assim como que "pró" lamechas.

Até os mais duros têm dias assim. Dias em que acordam e percebem que, afinal, porra para esta vida, precisamos de outras pessoas. De algumas, pelo menos. Poucas, porque quanto mais forem, maior a probabilidade de nos falharem. E não há nada pior do que sentir na pele a falha de alguém que apostariamos que ali estaria se precisassemos. Hoje, e com esta noção bem enraizada em mim (culpo não só a meteorologia, como toda a Sociedade, pela lamechice que às vezes me acerta em cheio) é tempo de homenagear essas pessoas. Aquelas que têm estado ao meu lado, sobretudo nos últimos tempos. Perdi algumas pelo caminho, umas há muito tempo, outras há pouco. Tenho algumas intermitentes, com quem,  infelizmente, e talvez por culpa de parte a parte, deixei de contar nos momentos em que realmente fariam a diferença. Mas as que tenho, as que fazem parte da minha vida de forma diária, aquelas a quem recorro sem pestanejar quando percebo que não sou assim tão auto-suficiente, essas, caros leitores, são pessoas do caraças. Poderia até usar uma expressão mais "efusiva", mas aqui ainda não se dizem palavrões cabeludos. Quer dizer, vocês podem dizer, eu não. Alguém tem de manter a postura e a imagem disto. Voltando atrás. Se consigo manter a calma quando tudo corre mal, se ainda mantenho a fé na humanidade, se depois de tanta "pancada" ainda acredito nas pessoas, no Amor, na vida, na recompensa que se merece, nos melhores dias que virão, são essas pessoas as responsáveis. Eu terei a minha quota-parte de responsabilidade, mas sem elas seria impossível. E, só por isso, são pessoas do caraças. Pessoas a quem devo tanto, pessoas a quem espero conseguir dar tanto como me dão.
Podemos andar na mó de cima durante dias, semanas, meses e anos. Mas que nunca nos restem dúvidas : quando caímos, são os amigos que nos dão a mão. E, felizmente, no meio de várias desilusões e de algumas mãos perdidas, tenho várias à minha volta. Atentas e preocupadas. E quem tem isto, já tem muito, já tem muitissimo.

Só peço mais uma coisa : apareçam sempre com uma garrafa de tinto.

22 de outubro de 2013

Querem reconhecer-me na rua?

Mais fácil do que imprimir a foto que aqui tenho ao lado, é procurar a miúda loira que quase nunca tem guarda-chuva (sombrinha, para quem acha que faz sentido chamar sombrinha a um objecto cuja utilidade não é fazer sombra) num dia de chuva, mas tem sempre óculos de sol. Sim, o céu pode desabar na minha cabeça, o Noé pode passar ao meu lado na sua arca, mas aquilo que me faz mesmo falta em qualquer dia do ano, são os óculos de sol. Na dúvida, serei a miúda que não tem guarda-chuva, tem óculos de sol, e tem pouco mais roupa vestida do que no Verão. Sim, chegada a altura, vai ser uma Menopausa engraçada, vai. Ou uma gravidez, se isso se der antes.

20 de outubro de 2013

Querendo fazer-me ganhar um camadão de nervos, é isto.

É sabido que faço questão de ir ao Cinema todas as semanas. Duas vezes por semana, numa semana boa (não me venham já dizer que faço vida de rica, que isto, parecendo que não, é dos programas mais baratos que se fazem fora de casa. E tenho cartão de desconto. Avancemos). É coisa que me apraz, portanto. Até aqui, tudo certo. O problema começa dentro da sala de cinema, em concreto. Não sei se sou eu que estou mais sensível do que antes, se a pouca paciência que sempre fui conhecida por ter acabou de vez, mas eu já vou a caminho da sala com a certeza que me vou enervar. Há sempre quem pense que vai para uma sala de cinema para colocar a conversa em dia, há sempre quem comente as cenas do filme e quem atenda o telemóvel. Tudo bem, com isto posso eu bem. Perco a conta aos "SHHHHHHHHHHHHHHHIUUUUUUUUU" que lanço em praticamente todas as sessões de cinema a que assisto. Isto até se vai resolvendo. O que não tem solução, o que me tira do sério, o que me faz perder as estribeiras e ter vontade de pegar num pau, começar numa ponta e terminar só na outra, é o barulho que as pessoas fazem a comer e a beber. Isto é que não se aguenta. São 90 minutos (mais coisa, menos coisa) a ouvir remexer as pipocas (e, não sei se sou eu que tenho o maior azar deste mundo, se toda a gente decidiu comer pipocas no cinema, estou sempre rodeada por baldes de pipocas. De tamanho XL), a ouvir sorver as bebidas que já acabaram há 30 minutos, a ouvir os sacos das gomas (sim, quem come gomas no cinema não se limita a tirar a próxima goma. Não, não, nada disso. É preciso ir buscar aquela que está lá no fundo e dar 30 voltas ao saco), a comer os nachos de boca aberta (a sério...não bastava tudo o resto, alguma alma iluminada também se lembrou que isto é que era uma grande ideia dentro de uma sala de cinema). Estou a tentar explicar por palavras o quanto tudo isto me incomoda, mas seria preciso ir comigo ao cinema para perceber, à séria. Vamos lá ver se nos entendemos : um filme vê-se em silêncio. É por isso que até passa aquele aviso no início dos filmes. É por isso que não se deve falar, ou atender os telemóveis. É também por isto que, mandasse eu, ninguém poderia comer dentro de uma sala de cinema. Muito radical? Epá, lamento. Era assim, e mais nada. Comam antes ou depois do filme. Ou durante, se estiverem em vossas casas. Mas não venham, repito, não venham para o meu lado comer e beber numa sala de cinema. Sobretudo se o fazem sem modos. Não consigo desligar deste barulhos. E um filme é um todo. Não é só imagem, é som. É prestar atenção a todos os detalhes. E eu não consigo prestar atenção a todos os detalhes enquanto vocês procuram a última pipoca do pacote, ou não encontram aquela goma que está lá no fundo no canto esquerdo do saco. Porra! 

18 de outubro de 2013

Se os homens soubessem...

...o quão sensual é cozinharem para nós. Se os homens soubessem o imenso prazer que nos dá vê-los preparar uma refeição para nós, com todo o cuidado. Se soubessem o quão sexy ficam com ar de entendidos dentro da cozinha. Se eles sonhassem a vontade imediata que temos de nos atirar, ali mesmo, so seu pescoço. Se os homens soubessem o quão nos sentimos adoradas quando o fazem. E, mais ainda, quando o fazem bem. Se os homens tivessem noção do quanto nos surpreendem quando, além dos outros dotes que já lhes conhecemos, nos apresentam dotes culinários. Se os homens soubessem tudo isto, cozinhariam mais vezes. Fariam workshops de culinária. Se os homens soubessem disto, saberiam que mais depressa impressionam uma mulher desta forma, do que com horas passadas no ginásio ou com o carro topo de gama que conduzem. Não há nada, nada, mais sensual, do que um bom jantar preparado especialmente  para nós, acompanhado por uma conversa daquelas que nos faz perder a noção do tempo. Se os homens soubessem disto, as mulheres seriam tão mais felizes. E os homens também. 

17 de outubro de 2013

A Febre do Gin.

Ou o quanto eu ando sempre fora de moda. Não me bastava não ter um único par daquelas pantufas de Inverno que as mulheres usam na rua e nos dizem que são botas - o meu sonho, a par de acabar com as crocs, é acabar com esta praga que fere a vista - detesto gin. E, atenção, raramente uso o verbo detestar. É demasiado, na larga maioria das situações. Mas Gin? Querem convencer-me que aquilo de facto é bom? Nunca foi, não é e nunca será. E podem juntar-lhe à vontade maçã e frutos vermelhos e todo o tipo de paneleirices, que aquilo é mau na mesma. Pensei que fosse uma febre de Verão, mas continuo a ver aqueles copos enormes, carregadinhos daquela bebida do demónio por tudo o que é esplanada, bar, discoteca. Já há quem me faça a pergunta "vamos a qualquer lado beber um Gin?". A loucura é tanta, que chegámos a isto. Convites para beber Gin. Nunca ninguém me convidou para ir beber uma vodka limão, o que me ofende ligeiramente, agora que penso nisto. Ou um Martini rosso. Mas é vê-los falar disto, como se estivessem a falar do melhor bife do mundo, que encontraram no sítio mais improvável e que vale tanto a pena, que eu só posso estar doida se recusar. Aquilo é mau, minha gente. E ninguém me tira da cabeça que andam todos a bebê-lo porque está na moda. E se há modas que me irritam, esta é uma delas. E depois temos a cereja bem lá no topo do bolo : cada copo da coisa custa, em média, 10/12 Euros. Uma mina. A coisa está de tal forma descontrolada que, estivesse eu alapada no Governo, era ver-me a propor a criação de uma taxa extraordinária em relação a este consumo. Está ali um filão, Coelho, um filão. Abre a pestana.

Quanto a mim, chamem-me old fashioned, mas continuarei a pedir a minha vodka-limão, o meu Martini rosso e o meu querido Panaché, com a vossa liçença. 

16 de outubro de 2013

15 de outubro de 2013

Tony Carreira, ora anda cá ouvir isto.

Sou fã assumida de um bom programa de descoberta de talentos. Sou, e, apesar de confessar as imensas gargalhadas já dadas durante algumas actuações (peço desculpa, gente do meu País, mas eu também gostava muito de ser cantora, e então? Isso faz com que vista a melhor mini-saia que tenho e me atire para a frente das câmaras e do juri para me esganiçar? Hum?), acho louvável que tanta gente que por aí anda a rebentar de talento, tenha a portunidade que merece de mostrá-lo. Não há nada mais triste do que um talento desperdiçado, seja em que área for. Saber que se tem valor, mas não ter aquilo que neste País faz mexer : os conhecimentos certos.

A par de outros programas do género, a SIC transmite agora o X-Factor. Se por um lado é verdade que parecemos estar sempre a anos luz dos talentos que se encontram lá por fora, a verdade é que também temos pessoas capazes de fazer isto que aqui vos deixo. E faço a pergunta que já foi feita : onde é que este homem andava e como é que ninguém o descobriu antes?



Volto a dizer que os Portugueses têm os fios trocados e os ouvidos a precisar de uma limpeza profunda. Talvez tenhamos perdido, à conta de tanto lixo que se tem feito no panorama musical, a noção do que é uma boa voz. Não está aqui em causa se gostamos do estilo de música, está em causa a qualidade da voz. E o sem número de gente que temos por aí a cantar e a gravar discos, com menos voz do que...eu, vá. Utilizemos o meu exemplo, porque quem já me ouviu cantar sabe do que falo.

Já agora, e aquela Liliane Marise? Mais uma verdadeira descoberta, assim em bom, e que fará esgotar inúmeras salas de espectáculos.

14 de outubro de 2013

A saga CM vs Aparelho nos dentes, chega ao fim! A merecida liberdade.

Porque acredito que a minha alegria é a vossa também, vão lá desempacotar os foguetes que sei que tinham guardados para este momento! Há cerca de um mês, a dentista responsável pela obra de arte, marcou a data para me tirar o arame da boca. Quem usa, ou já usou, aparelho nos dentes, sabe bem o que se sente neste momento : "Ah, sim, claro, está bem! Andamos nisto há mais de 3 anos, e agora daqui a 30 dias acabou, não? Sim, claro! Que tipo de idiota seria eu se acreditasse nisso??!? Sou loira, queres ver?". É mais ou menos isto. Parece mentira, parece impossível. Foram 30 dias a pensar que alguma coisa ia correr mal, que os dentes iam entortar todos, mas todinhos, no espaço de um mês e que seriam necessários mais 3 anos de tortura. Assim por baixo.
Na sexta-feira, parecia uma criança. Consulta marcada para as três da tarde. Olhar constante para o telemóvel à espera que fosse desmarcada. "Ah CM, que exagero. Tanto drama, que tolice!" Calados, digo eu! Mais uma vez, só quem usa ou já usou sabe do que falo. Confesso que ainda tive um breve ataque de riso, quando me lembrei de todas as vezes que pensei em arrancar o raio do aparelho com um alicate e seguir a minha vida. Estava longe de saber que, de facto, é assim. Um alicate e já está. Em segundos. Até pode ter um nome mais pomposo (e terá, porque tudo no consultório dentário tem um nome pomposo que nos faz depois pagar aquela conta que nos faz ter vontade de voltar a ter um aparelho nos dentes para morder em alguém à séria), mas não deixa de ser um alicate. Depois de várias "diligências" que me fizeram estar deitada naquela cadeira à volta de uma hora, lá estava eu, a ver-me ao espelho quase sem me reconhecer. É estranhíssimo. Somos nós na mesma, mas já não nos lembramos que somos assim. A sensação de liberdade e de missão cumprida, é enorme. Pensar agora no dia em que decidi embarcar nesta "aventura" e saí do consultório a pensar que tinha uns longos anos pela frente desta vida, é qualquer coisa. No primeiro dia, saímos com a sensação que é "toda uma vida" a usar aquele arame com aqueles elásticos coloridos. No dia em que nos despedimos dele, chegamos a pensar que afinal até passou depressa. Não, esperem, isso também não, porra! Mas não foi a eternidade que parecia. Vá, assim está bem.
 
Não vos deixo aqui uma foto do resultado final, porque acho deveras "creepy" andar a partilhar fotos de dentes, como já vi por aí. Há uma foto no instragram do blog (já comentada por alguns de vocês, queridos e lindos e maravilhosos), que foi tirada minutos depois do fim da saga.
 
A todos que ainda carregam o arame, os ferrinhos, o que lhe quiserem chamar, nos dentes, a minha enorme solidariedade e um apontamento final: A sério que, um dia, acaba a saga. Acabam as consultas mensais, as dores, o desconforto, os elásticos. Tenho um, e apenas um, receio. Que voltem a dar-me a idade que, de facto, tenho. Damn...

7 de outubro de 2013

Lá bem no fundo.

Na verdade, lá bem no fundo, sei sempre o que é melhor para mim e em que momento. Na verdade, conheço-me bem, demasiado bem. As dúvidas que costumam assolar-me, em momentos decisivos da minha vida, não são dúvidas. São o receio, puro e duro, de fazer o que sei que preciso. Porque, na verdade, conheço-me bem. E tu, que estás desse lado, também te conheces. Todos nos conhecemos. Todos nós sabemos o que queremos e como consegui-lo. O verdadeiro desafio não é esse. O desafio está na decisão, no avançar, no fazer, no deixar de lado o medo. Todas as mudanças são assustadoras. Todas. Poderão ser mais ou menos, porque todos lidamos de forma diferente com o medo do desconhecido, mas não há mudança que não nos faça tremer perante a possibilidade da decepção e da desilusão. Quando mudamos, que seja para melhor, claro está. O problema reside aqui. Não há garantias, não há certezas (ia dizer absolutas, mas existem certezas relativas...? ), não há rede de segurança. Há ali um bichinho diário, dentro de nós, que não grita muito alto, mas também não está em silêncio. Diz-nos que está qualquer coisa errada, que falta qualquer coisa. Não grita, mas faz barulho suficiente. Um barulho silencioso ensurdecedor. E damos por nós, vezes sem conta, dias a fio, na iminência de ignorar o receio inerente a qualquer decisão importante. Estamos decididos. Mas depois já não, outra vez. E o bicho não se cala. O desconforto não passa. Fazemos as nossas vidas da forma mais normal possível, aproveitamos da melhor forma que sabemos, mas lá no fundo, lá bem no fundo, sabemos que falta qualquer coisa. Até sabemos o que é, até sabemos como consegui-la, mas estamos tão confortáveis nos nossos lugares. Faltam algumas coisas, mas não falta tudo. E com isto adquirimos a ideia de estar tudo no lugar certo. Não podemos exigir mais da vida, nem de nós. Afinal de contas, há quem sempre quem esteja pior e nós não estamos assim tão mal, nós estamos remediados. E, aqui chegados, estamos perante aquele que é o meu problema : nunca serei uma pessoa para quem basta estar remediada. E isto poderia ser uma coisa boa, não tivesse eu tanto receio de dar os passos correctos, os passos que sei que são para mim, mas que envolvem riscos e me retiram do conforto em que vivo. Esta merda de crescer, ser adulto, começar a questionar a vida que estamos a construir, tomar consciência do quão rápido a vida se passa enquanto nós agimos condicionados por receios, é lixada. É assim coisa para moer a cabeça. E eu, ultimamente, sinto-me moída.

3 de outubro de 2013

Agora é que foi, Mulheres. Batemos bem lá no fundo.

Que os homens são capazes de nos trocar, num ápice, por outra mulher, já sabíamos. Por outro homem, não tendo eu nada contra mas não deixando de ser mais concorrência, raios os parta, também. Que se queixam que falamos demasiado, que gastamos muito dinheiro, que somos demasiado sensíveis, que mais valia nascer gay, que temos o diabo dentro de nós, que há lá bicho pior, também não é novidade.
Agora, que já prefiram casar-se com bonecas (sim, b-o-n-e-c-a-s!), já é uma afronta. Isto é que não podemos admitir! "Ah, mas esse maluco deve ter uma amante! De carne e osso!". É, tem. Mas não tem carne nem osso. É também ela uma boneca.

Podem fechar as bocas e ler a notícia.

Já agora, apresento-vos as sortudas :



Quão é preciso um homem estar farto de mulheres para chegar a este ponto? Assumamos a nossa culpa, manas companheiras, e pensemos duas vezes no nosso comportamento.


2 de outubro de 2013

Procura-se bom filme de terror.

Não é para relacionamento sério. É mesmo para mim, para sentar o rabo no c***** do sofá ou na p*** da cadeira do Cinema e não achar que desperdicei mais uns bons 90 minutos da minha vida. Adoro um bom filme de terror. Tenho o hábito de ir vendo praticamente tudo o que se faz, de há uns anos para cá. Tenho a pouca sorte - a sério, quando uma tipa não tem sorte, uma tipa não tem sorte, digo isto há anos - de não ter companhia para este tipo de filme. Não tenho uma amiga, um amigo, um familiar, uma cara-metade, um diabo que os carregue a todos, que goste e que me acompanhe. É o tipo de filme que vou ver sozinha ao Cinema ou que acabo por ver em casa. Sozinha. O que dá um jeitaço, quando se trata de filmes de terror. Sobretudo porque os vejo à noite. Sobretudo porque vivo sozinha. Não sou uma maricas de primeira, mas ele há dias em que posso jurar que não me levantaria da cama para ver que barulho foi aquele na sala, a não ser que me viesse um qualquer espirito puxar pelo pé (conversa de quem vê muitos filmes destes, claramente).
Mas dizia eu que, ultrapassada a dor de ser a única criatura do meu circulo que tem fascínio pelo terror, é mais difícil encontrar um bom filme desta categoria, mas assim mesmo bom e nada que se limite a tudo o que já foi feito e dito, do que virar uma qualquer esquina e chocar com o homem dos nossos sonhos. Já vi filmes de terror péssimos, já filmes "assim-assim", mas quase todos têm uma característica comum : ali pelo meio a coisa até vai bem, e está empolgante, e uma pessoa sente um medo genuíno, mas e o final, senhores? O final estraga (quase) sempre tudo. Cai-se num exagero que acaba por atirar o filme mais para a categoria de comédia do que qualquer outra coisa. Ontem vi o "The Conjuring" - assim ao final da tarde, para ter umas horas para recuperar e ver logo de seguida o novo episódio do HIMYM, na esperança de sonhar com o Barney - sim, é gay - e não com os mortos-vivos - e faltou qualquer coisa. Não é mau, é bonzinho, mas não é isto ainda. Curiosamente, os filmes que mais me conseguem agarrar, são os filmes que são protagonizados por crianças. Há qualquer coisa de verdadeiramente assustador nas crianças de camisa de dormir branca até aos pés. Ou isso, ou eu tenho, de facto, problemas.

Gente boa e que partilhe esta "paixão", ajudem lá a loira a acagaçar-se à séria, ok? Recomendem lá coisas de me deixar sem dormir noites a fio. Sem medos! Quer dizer...

1 de outubro de 2013

É ou não é preciso ser uma verdadeira besta?

Não sei se já aqui confessei que sou fumadora. Julgo que não. Há dias alguém me dizia que ver uma mulher a fumar é das coisas mais sexys que existem. Não é a primeira vez que oiço isto mas, à semelhança de todas as outras, recordo-me de pensar que é o maior disparate que já ouvi sobre este assunto. Não há nada de sexy ou de atractivo numa fumadora. Nem num fumador.
Comecei a fumar já depois dos meus 20 anos, o que só torna a coisa mais idiota. Passei a adolescência sem tocar num cigarro, completamente imune às carneiradas que fumavam só porque todo o grupo fumava, e, um belo dia sem que vos saiba explicar porquê e em que circunstâncias, lá estava eu a comprar o maço. Curiosamente, nunca fui capaz de fumar qualquer outro cigarro que não os de mentol. São bem mais fracos, o que significa que se me dão um cigarro dito "normal" a fumar, sou menina para rodopiar e cair tonta no chão. Também não fumo mais de 5 cigarros por dia, salvo raras excepções. Não sou viciada, não vou a correr comprar um maço novo quando se me acaba o anterior. Não tenho suores friores, não peço tabaco, não compro mais de 2 maços por semana. Nem sempre "travo", odeio o cheiro a tabaco, fico agoniada com o cheiro que deixa na roupa e sou incapaz de acender um cigarro dentro de casa. Cada maço custa-me a módica quantia de 4,00 €. E fumar mata, de facto. Está escrito aqui no maço a meu lado, em letras que até eu sou capaz de ver sem as lentes de contacto enfiadas nestes olhinhos. O meu Pai já teve o susto da vida dele quanto, há anos, sofreu um enfarte que em quase tudo se ficou a dever ao tabaco. E é aqui que sou forçada a concordar convosco que me estão a chamar de atrasada mental para cima. Com todos estes factos e mesmo não sendo a tipica viciada, ainda não tomei a decisão de deixar. Ainda não me forcei a isso. O vício é de mão, é de boca, não é tanto da nicotina.  Aquele acto de puxar um cigarro e acendê-lo depois de almoço, depois de beber um café, é qualquer coisa que vicia de uma forma impressionante - se nunca o fizeram, deixem-se estar sossegados. Já fiz contas às viagens que poderia ter feito, aos jantares que me poderia ter oferecido, aos livros que comprava com este valor mensal. E nem assim. Dizem que a mente consegue tudo, e eu sou uma verdadeira defensora dessa teoria. Estupidamente, nunca pensei em deixar de fumar. Fumo pouco, fumo tabaco fraco, não gasto os balúrdios que um verdadeiro viciado gasta. "És uma besta, CM, é o que é. Isso é conversa? Deixa-te de merdas."