É basicamente isto.

É basicamente isto.

30 de abril de 2013

As claques em todo o seu esplendor...

 
 
 
(foto daqui)

Depois da vitória de ontem do SLB, é assim que está hoje a Estátua do Marquês de Pombal. Ora isto só tem um nome : Vandalismo! Uma vergonha. Honestamente, a mentalidade das claques é uma coisa que me assusta em toda a linha. E estaria aqui a dizer o mesmo, se tivesse acontecido com o SCP.
 
PS- ai do primeiro que se atreva a vir aqui dizer que com o SCP jamais aconteceria, porque para isso há que ganhar campeonatos... Ai do primeiro! 

A profissão mais velha do Mundo.

Tenho plena noção do quão sensível este assunto pode ser de abordar. Tenho, até, algum receio de partilhar a minha opinião sobre ele. Não por querer agradar a gregos e troianos, que não ando cá para isso, mas por ter receio de ser injusta de alguma forma.
A minha opinião sobre a Prostituição é quase extremista, a roçar o fundamentalismo. Tenho enormes dificuldades em entender que exista algum tipo de desespero suficiente para fazer uma mulher (vou só referir-me às mulheres, que são quem compõe a maioria deste mercado) enveredar por esta via. Por outro lado, também não consigo conceber que alguém faça deste o seu modo de vida, sem ser por absoluta necessidade. Talvez por ser mulher, tenha tantas dificuldades em conceber esta Profissão. Não tenho a menor dúvida que não existem empregos ao virar da esquina. Estou perfeitamente a par da realidade do País. Também não sou uma lírica que julga que um dia a prostituição desaparecerá. Mas que gostava, lá isso gostava.
Tive oportunidade de conhecer o Red District, ou o Bairro da Luz Vermelha, em Amesterdão. Sabia mais ou menos ao que ia, mas, ainda assim, tinha curiosidade em ver com os meus olhos esta realidade, confesso. Esta "visita" obrigou-me a pensar novamente naquela que é chamada de mais velha profissão do mundo, e nas mulheres que dela vivem. No que as levou a este caminho, nas condições em que o fazem. Hoje, se soubesse a diferença que faz ver umas fotografias ou estar ali, a cêntimetros daquelas montras, não quereria conhecer este bairro. Posso atestar, sem qualquer tipo de exagero, que fiquei nauseada. Ver mulheres, das mais variadas idades (estão lá miúdas com uma vida pela frente, e mulheres que já podem ser avós), de soutien e fio dental, em montras, como se de qualquer outro produto para consumo se tratasse, com pequenas camas ao lado, deu cabo deste estômago. Soubesse eu que o efeito em mim seria aquele, e teria deixado a curiosidade por matar.
Quem me acompanhava perguntou-me se não acho que é pior o que se passa em Portugal. Se não acho pior ver estas mulheres à beira da estrada, sem quaisquer condições. Honestamente? Não sei. A certeza de estar ali um produto, um bem em exposição (com a sua intimidade literalmente exposta a todo o tipo de olhares), é demasiado liberalismo (ou chamem-lhe o que quiserem) para a minha cabeça. Costumo dizer que todas as profissões são dignas, mas, e sem querer ferir susceptibilidades e na certeza que estou a falar de vidas e pessoas que desconheço, não consigo encontrar ali dignidade. Consigo entender que seja desejável que exerçam esta "actividade" com condições que em Portugal não têm. Mas colocá-las em montras? Permitir isto? Não consigo encaixar esta mentalidade.

29 de abril de 2013

Adivinhem quem está de volta?

Euzinha da Silva! Tinha ficado por lá, por minha vontade, mas as vossas transferências não chegaram e acabei por me resignar. Um País onde o ordenado mínimo ronda os 1400,00 Euros, não é propriamente para o bolso do Português médio. Mas avancemos, até porque o custo de vida também não tem comparação. Parece muito, mas enquadrado na realidade do País, não é.

Amesterdão é uma Cidade a não perder. Estava na minha lista prioritária há já algum tempo, e foi ficando para trás. Não será a minha Cidade de eleição (ainda suspiro por N.Y., onde voltarei um dia), mas é de uma beleza incontornável. Os canais que banham a Cidade, são do mais bonito que estes olhos já avistaram. Os bairros habitacionais são compostos pelos típicos prédios baixos, de uma harmonia inatacável. As bicicletas são rainhas e senhoras nesta Cidade. Não se iludam, são elas que têm prioridade. No primeiro dia, tive certeza que não sairia de lá sem ser atropelada. Parecia-me inevitável. Aparecem de todos os lados, a velocidades assustadoras. Os Pais transportam as crianças nos cestos, como se fossem 2 baguetes. E, não me perguntem como, mas aquilo funciona. Deslocam-se para todo o lado, sempre com o mais feliz dos semblantes, eles de fato e elas de salto alto, se preciso for. É de ficar de cara à banda com tanto à vontade com este meio de transporte. Não fui atropelada, mas ainda não sei bem como. Sorte, calculo.
O problema da Cidade é a alimentação. Se gostam de comer, se têm dificuldades em resistir a tudo a que deviam resistir, então aviso já que vai ser complicado. Entre as Tartes de Maçã com natas (Appelgebak met slagroom ), as Waffles, as Stroopwafel , as batatas fritas em cada quiosque e em cada esquina, as montras cheias de bolos de tamanhos industriais que gritam por quem passa, voltei de lá com mais 2 kgs em cima. Não fui confirmar, mas só porque não preciso de confirmar o óbvio. Aquele povo só não é obeso, porque quem pedala daquela forma pode comer o que quiser.
Por fim, os Holandeses não são, de longe, o Povo frio que contava encontrar. Pelo contrário. São afáveis, simpáticos, sorridentes, bem dispostos. Como é que conseguem esta proeza, com aquele clima, é coisa que já não sei. Em 4 dias, consegui assistir a todas as Estações do Ano em Amesterdão. Tive calor à séria, apanhei chuva, gelei e achei a temperatura perfeita noutras ocasiões.
A não perder, é o que digo a quem não conhece ainda. Saldo largamente positivo.

PS- interessante é a relação dos Holandeses com os guardanapos. Ou a não relação. Naquela Cidade, se querem um guardanapo, peçam-no. Não contem em recebê-lo com a comida. Nem pensar. E, mesmo a pedido, contem com um por pessoa. Muito poupados no papel.

PS 2- encontrei por lá aquele que podia ser o homem da minha vida. E Português e tudo. E dele só sei o nome. Sou uma vergonha, eu sei. Mais um que se me escapa.

Deixo-vos alguns momentos.
 

 

 

 

 
 
( Visita marcante)
 


 


 
(Praça de Dam)

 

 
(Bloemenmarkt, à direita)

 
(Bloemenmarkt)

 
(fechado até dia 01/05. Uma facada no meu coração.)

 
 (Rijksmuseum, ao fundo)
 

 
(Heineken Experience. Divertidíssimo! A não perder)

 

 
(Praça de Dam)

 
(Biblioteca de Amesterdão. E a melhor vista da Cidade)

23 de abril de 2013

Fui.

Fiéis do meu coração, não sei de que outra forma dizer isto, mas vou deixar-vos. Por uns dias apenas, que é lá isso de estar já a correr para o frigorifico à procura do espumante? E o anónimo mau a morrer já de alegria, e a dar aos bracinhos de contentamento. Bom...Dizia eu que vou só ali ver como param outras modas, e já volto. Caso não me queiram de volta, podem fazer transferências bancárias para a minha conta (forneço o NIB por e-mail, aos interessados), sob o mote "Para não mais voltar". De certeza que percebo a dica. Como não há cá posts agendados, que eu ou estou ou não estou, este pequeno espaço vai de férias comigo.
E só porque não sou uma mal educadona de primeira, bom trabalho a quem fica. Quem é amiga, quem é?
 
Estarei por aqui. A adorar, espero eu.
 
 




E a comer isto, provavelmente:
 
 
(imagens retiradas da internet)

Eu tento ser uma pessoa melhor.

A sério que tento. É capaz de ser disto da idade. Uma pessoa cresce, mesmo. Um dia acorda e é adulta, responsável pelas suas acções. Já não dá para disfarçar. E as coisas começam a ter um peso que não tinham há uns anos. Começa a olhar à volta e a pensar que meio mundo não presta (e estou a ser meiga). Não quer reparar no pior das pessoas, mas já não consegue evitar. Já não apetece olhar para o lado e assobiar.
Sobretudo este Ano, que decidi que tenho de limar várias arestas, e ser uma pessoa mais tolerante, tenho tentado. Sabe quem me é próximo, que não sou perfeita. Estou aqui carregadinha de defeitos. Consigo ser a pessoa mais teimosa e mais intolerante que conheço. Não sou orgulhosa, mas quando atinjo o limite, dificilmente há retorno. Tenho uma capacidade imensa para excluir da minha vida, de uma só vez, a frio, quem já esgotou comigo a quota de oportunidades que lhe estava destinada. A minha Mãe diz, desde cedo, que consigo ser a pessoa mais fria que conhece. Puro gelo, se quiser. Talvez seja verdade. Seja como for, os defeitos estão cá, e nunca me achei melhor do que ninguém. Ainda assim, há uma característica comum a tanta e tanta gente, que é capaz de me fazer perder por completo as estribeiras: quem não conhece alguém que não consegue assumir os erros que comete?  Que não quer arcar com as consequências? Que teima em não crescer? Quem é que não conhece alguém que empurra os seus erros para qualquer lado, que se vira do avesso para "sacudir a água do capote", que não tem brio, que não tem pudor em deturpar factos? Tenho tolerância zero para os troca tintas. Para a irresponsabilidade. ZERO. Gente que se queixa de tudo e de todos, quando são os únicos culpados e responsáveis pelo que corre mal? É gente que me tira do sério, da qual quero distância, a máxima possível. Tenho os meus defeitos, mas se há coisa com que podem contar de mim, é com seriedade. É com actos ponderados, e com o assumir de culpas quando assim tiver de ser. É com a humildade de saber que também falho, e que não há que ter vergonha nisso. É com querer fazer sempre melhor, e dar tudo por tudo em qualquer coisa que assuma fazer. É em honrar compromissos.
 
O que é verdadeiramente importante para mim, e isto aplica-se a qualquer dia do ano, é poder deitar a cabeça naquela almofada maravilhosa, e saber que fiz o que me compete. Mas mais ainda do que isso, é saber que não passei por cima de ninguém, que assumi os meus actos, que sou responsável pelas minhas acções. Pode estar tudo o resto errado, pode tudo correr mal, mas comigo mesma preciso de estar bem. E o meu sonho, o meu verdadeiro sonho, é não ter que lidar com gente que não sabe o que isto é. Gente para quem isto é apenas um lirismo dos outros. Gente a quem podia perguntar como é que adormecem à noite, e que sei que responderiam "Virado para a esquerda. Ou de barriga para baixo, é conforme".

22 de abril de 2013

E a esquisita sou eu?

Eu sei, eu sei que alguns de vocês vão aproveitar para jogar a cartada dos pastéis de natas e dos U2 e das minhas restantes esquisitices. Mas, caramba, há gente pior do que eu. Querem ver?

"Isso é demasiado doce" - a sério que o conceito demasiado doce existe??

"Não gosto de marisco" - Ainda bem, mais fica. Já eu, podia alimentar-me só dessa maravilha.

"Está demasiado calor" - demasiado e calor, são conceitos que não devem ser utilizados na mesma frase.

"Gosto do Inverno" - tão bom. Ter frio, carregar casacos, guarda-chuva, andar constipado. Bom, mas bom.

"Não gosto de Praia" - Colete de forças, já. Sem passar pela casa da partida;

"Não gosto de viajar" - Exacto. Faz todo o sentido, é uma porcaria.

"Não gosto de chocolate" - Deus te perdoe, diria eu se fosse católica.


Sempre que oiço uma destas, abro assim muito os olhos e afasto-me lentamente...não vá pegar-se. 

21 de abril de 2013

Sobre o derby.

Gostei muito de ver jogar o Capela. Não, não estou mesmo a falar do Capel.

E é só isto.

19 de abril de 2013

Há gulosos por aí?

Queridas pessoas que acompanham este estaminé, com uma paciência de santo para me aturar, acho que merecem um mimo! Assim um doce para boca.
 
Venho deixar-vos uma sugestão, daquelas de fazer babar o teclado. Se estão de dieta, ou a pensar em iniciar uma, desistam deste post enquanto é tempo. Depois disto, das duas uma : ou se atiram à página para fazer uma encomenda, ou ao frigorifico para deitar mão ao que encontrarem.
 
O Blog Muita Bolo é de uma querida Amiga, que foi abençoada pelos deuses com o dom de fazer bolos que nos fazem perder a cabeça. Não só são bonitos, uma coisa com bom gosto, como são deliciosos. Vão por mim que já provei, e que tenho aqui uma  ou outra borrega para provar que sim. Podem também dar uma vista de olhos na página de Facebook.
 
Deixo-vos uma das minhas fotos preferidas, só para abrir o apetite. Passem por lá.


Desejos de uma rapariga simples para o fim de semana.

Bom, então vamos lá ver. Para este fim de semana, esta menina-mulher quer:
- dar os parabéns à miúda mais gira que conheço. Não sou eu, é a pequena M., um dos amores da minha vida, que é tão gira que já me deixou a comer pó. Um Ano. Um ano a tornar melhor as vidas de quem a rodeia. Dar também os parabéns ao Pais, sobretudo à Mãe, a minha "mana", uma das Mulheres que mais admiro nesta vida;

- jantar já hoje uma daquelas minhas "Massas com tudo". Ou "Massas à Cláudia Maria", se preferirem. Esta semana portei-me bem, e se não fosse ontem a ida ao Mac, tinha ido uma semana sem pecados. Destes. Adiante ;
- dormir até me cansar. Até ter os olhos inchados e a cara cheia de marcas da almofada. Isto dito assim não parece grande coisa, eu sei, mas sabe tão bem. Como há poucas coisinhas no mundo que me façam perder o sono, esta é fácil;
- dar o primeiro mergulho do ano. Apanhar a primeira cor. Estender-me no areal, de música nos ouvidos;
- ver, finalmente, o "Casablanca". Uma das minhas falhas imperdoáveis. Gravado há meses, à espera que lhe dê a devida atenção;
- Por fim, meus Caros, quero assistir à vitória do meu SCP. É fim de semana de derby. Isto só pode significar uma de duas coisas: ou o meu telemóvel, ou o teu, lampião que me conheces, se encherá de mensagens. Um clássico. Às vezes, já aconteceu, fico sem bateria no final do jogo...coincidências da vida. Mas este fim de semana tenho fé! Vamos à Luz mostrar que o Leão está vivo. E ruge!
Estão a ver como uma moça não precisa de muito para ser feliz? Ainda dizem que as mulheres são muito exigentes. Go figure that...

18 de abril de 2013

As Cinquenta Sombras de Grey.

Sim, agora que já o Mundo inteiro falou deste assunto, chegou a minha vez. Posso ser mais lenta, mas também tenho direito.
Andava na dúvida. Ler ou não ler esta trilogia, era a questão. Depois de ver o preço de cada livro, decidi que não ia comprá-los. Os livros estão pela hora da morte, e a dar dinheiro por eles, a E.L.James que me perdoe, mas prefiro investir noutro género. Pedir emprestado era uma hipótese mas, pensando melhor, nunca gostei de pedir livros emprestados. Não me perguntem porquê. Acabei por dizer tantas vezes que tinha curiosidade em ler o assunto do momento, que no Natal fui presenteada com os Volumes I e II. Pelo que ouvia dizer, ia ser canja. Lá para o dia de Reis, tinha os dois Volumes lidos, e estaria mortinha para ler o III, pensava meu. Pois que me enganei redondamente. Acabei de ler o Volume I, apenas ontem. Dia 17 de Abril. O livro que a maioria devorou em 3/4 dias. Eu demorei quase 4 meses. Não tenho nenhum atraso, não é isso. Até sou relativamente rápida a juntar letras, mas isto foi um parto difícil. Tão difícil, que comentei mais do que uma vez que ia meter o livro de lado. Lá cheguei ao final.
"Erótica, apaixonante e profundamente comovedora, a trilogia As Cinquentas Sombras vai obcecar-te, possuir-te, e ficar marcada na tua memória para sempre". A promessa era esta.
Deixa pensar...ah, pois. Não. A não ser que o caso mude muito de figura nos próximos Volumes, não estou nada comovida e/ou obcecada. Muito menos possuída (sem qualquer trocadilho).
O tema é interessante, claro que sim. O mundo da submissão tem muito ainda para explorar, muito para revelar. Não deixa de ser verdade que o tema me fez pensar na quantidade de pessoas que vivem relações desta natureza. Não vou dizer se as acho saudáveis ou não, porque é um campo no qual cada um sabe de si e estabelece os seus próprios limites. Isso sim, é importante. Já no que diz respeito ao livro, acho que o tema está mal explorado. O facto da escritora ter tentado escrever um misto de livro erótico, se lhe quisermos chamar assim, e de romance, faz com que o tema fulcral seja mal aproveitado. A tradução também deixa bastante a desejar. À personagem principal feminina, são atribuídas expressões dignas de uma adolescente de 15 anos ou menos. Não é uma personagem consistente. A personagem principal masculina, é uma espécie de homem perfeito, se aceitarmos que o homem perfeito pode ser sadomasoquista. É um livro de puro entretenimento, como seria de esperar, mas contava que me agarrasse numa espécie de vício que tivesse que alimentar todos os dias, como tanto por aí ouvi dizer. Uma desilusão, portanto.
Como nota final, e consciente que isto vos levará aos mais diversos raciocínios, devo acrescentar que não percebo o que levou mulheres de todos os cantos do mundo a colocar em causa as suas vidas sexuais. Honestamente, isto diz muito sobre a insatisfação que existe neste campo. Tirando os cenários característicos do sadomasoquismo, e esses serão só mesmo para quem se vê a protagoniza-los, o resto do livro não tem NADA de extraordinário neste campo. É preciso ler um livro para pensar em apimentar este campo? Estamos mal, estamos...

17 de abril de 2013

Eu sei que o Amor existe.

Apesar de me considerar uma pessoa sensível, até mesmo a roçar a lamechas de quando em vez, não tenho por hábito falar deste assunto. Disfarço bem portanto, digamos assim. Vamos ver, então, se consigo explicar um dos meus pontos de vista sobre este tema tão vasto.
Acredito no Amor. Não só no seu poder, na sua grandeza, mas também na sua existência. Acredito no Amor que resulta das Amizades e dos laços de Família. Acredito até no Amor de um homem por uma mulher e vice-versa. No Amor romântico, chamemos-lhe assim. Mas não acredito que exista em quantidades tão elevadas como parece. Acredito até que seja raro, e imensamente difícil de encontrar.
Já gostei de várias pessoas, gostar é simples. É fácil. Basta-nos algumas afinidades, algumas coisas em comum, atracção física e psíquica e, voilá, gostamos. Queremos passar tempo, queremos estar perto, sentimo-nos bem na companhia um do outro. Está tudo certo, no sítio onde deveria estar. Mas Amar? Amar não é isto. É muito mais do que isto. É, com o tempo, conhecer os defeitos, as coisas que nos enlouquecem, o menos positivo, as fragilidades e fraquezas, os segredos, os handicaps e, ainda assim, querer ficar por perto. Dia após dia, mês após mês, ano após ano, e ter certeza que estamos no sítio certo. É querer sempre conhecer mais, partilhar mais, viver mais. É uma admiração constante pelo outro, orgulho na pessoa que é, mesmo com os defeitos que já encontrámos. Gostar não tem a mesma força, o mesmo poder. Gostar é tão fácil.
Amar é raro. É raríssimo, se me permitem. Não tenho dúvidas que as pessoas que estão juntas, na sua maioria, gostam umas das outras. Gostam muito, até, talvez. Mas não sei quantas amarão de facto a pessoa com quem estão. Estão porque há o hábito, há amizade, há pontos em comum, há a companhia. Há o gostar. E isso vai chegando...
Se me perguntarem, terei amado duas pessoas apenas até hoje. E talvez esta noção que tenho entre o que é gostar e o que é amar, noção que nem sempre tive, explique o facto de não ter companheiro neste momento. Os meus namoros de adolescência, foram longos. Daqueles que levam a nossa família a achar que vem para aí casamento. Depois, e à medida que o tempo passou e que os anos passaram com ele, esta diferença começou a ter consequências. Rapidamente percebo se gosto apenas ou se há ali Amor. Rapidamente percebo se devo apostar ou não. E, infelizmente, Amor não é sentimento que veja em abundância por aí. Vejo algum, claro que sim. Fico verdadeiramente espantada quando percebo que duas conseguiram encontrar-se nesta loucura de Mundo, e amar-se à séria. Mas vejo mais pessoas que gostam. Que se gostam. E, para mim que já me conheço, gostar nunca será o suficiente.
Eu sei que o Amor existe, mas não está aí ao virar de cada esquina. O Amor é raro. Se já o encontraram, sabem do que falo.

16 de abril de 2013

Estes dois, podiam falar-me ao ouvido todo o dia...

...todos os dias.

No dia Mundial da voz, tenho uma confisão para vos fazer. Estes dois senhores, têm o tipo de voz (e o resto, mas o resto está à mostra...) que é música para os meus ouvidos.
Moços, já sabem. Se não tiverem quem vos oiça, estou aqui. Têm ali ao lado o meu endereço de e-mail. Com jeito, conseguem o número de telemóvel.


Mr. José Fidalgo




Mr. Bradley Cooper




A saga do aparelho nos dentes.

A saga continua, pois está claro. Ontem foi dia de consulta mensal de manutenção ( ou dia de apertão, como lhe chamo). Para quem não sabe o que isto é, todos os meses é preciso sentar o rabo naquela cadeira para todo o aparelho voltar a ser ajustado de forma a exercer a pressão que é suposto exercer, e que se vai perdendo ao longo do mês. Depois disto, é aguentar 4/5 dias de dores mais ou menos ensandecedoras, conforme a pressão imposta pelo dentista. Comer é difícil, mas ainda não inventaram aparelho no Mundo que me impeça. Era a primeira bola a sair do saco.
Lá fui eu,  2 anos e meio depois do início desta aventura, determinada a não sair de lá sem a garantia que esta já é das últimas consultas mensais. Finda a consulta, faço a pergunta para um milhão de Euros : "Dra, quando é que podemos acabar com esta relação que tanto faz sofrer uma das partes?" (não foi assim, mas vocês percebem a ideia). E aqui juro que me deu jeito não me ter levantado ainda. A resposta foi "Ahh, mais uns 4 meses, pelo menos". Fiquei pasma a olhar para aquela mulher. Eu tenho tido imensa paciência, mas, por algum motivo, agora já na recta final, estou para lá de impaciente e completamente farta deste ferro todo. Como é que é possível? Há meses, longos meses, que olho para os dentes e vejo tudo certinho. Tudo no lugar, direito. Perfeito. Podia até ser impressão minha, e estar a projectar o futuro, mas não. As pessoas dizem-me o mesmo. Lá perguntei o que falta afinal acontecer mais, e foi-me explicado que falta qualquer coisa que entretanto não registei, porque a explicação foi demasiado técnica. A meio, acho que desisti de perceber. Ela é a dentista. O que é que eu vou fazer? Chegar a casa e arrancar isto com um alicate? Já pensei nisso, uma vez. Tinha tantas dores, que acho que passei à fase em que deixamos de raciocinar, e felizmente, sou moça que não tem caixa de ferramentas em casa. Não sei o que poderia ter acontecido naquele dia.

Temos, portanto, mais 4 meses desta vida. Ok, aceito. Q-U-A-T-R-O  M-E-S-E-S. Nem um dia mais, ou juro que um de vocês vai emprestar-me um alicate.
PS-E é bom que fique com um sorriso perfeito e lindo de morrer. É bom que o meu sorriso, por si só, os faça tombar e cair aos meus pés.

15 de abril de 2013

A minha Margem Sul.

Ou a Margem certa, como carinhosamente lhe chamo. Já aqui devia ter falado sobre aquela que é a minha casa há quase 34 anos. É uma injustiça e uma valente ingratidão ainda não o ter feito. Esta moça vive na Margem Sul do Tejo desde que nasceu. No dia em que reuni condições para abandonar a casa dos Pais, não tive a menor dúvida : queria continuar a viver na minha Margem, naquela onde o ar sempre se respirou melhor, naquela que me viu crescer, que tem algumas das melhores praias do País( e, na minha opinião, as melhores da zona da grande Lisboa), aquela onde tudo está mais próximo, onde a vida ainda é mais calma do que na grande Cidade. Não trocava esta Margem por nada. Não me imaginava, nem imagino, a viver noutro sítio. É por cá que gosto de estar, sou aquilo a que se pode chamar filha da terra. E fiel.
Explicada que ficou esta Paixão, devo dizer que uma das coisas que mais me aborrece, é a rivalidade entre a Margem Sul e a Margem Norte do Tejo. Não quero comparar dimensões, recursos, variedade cultural ou populacional. O que não me agrada é o desdém que tantas vezes é demostrado pela Margem Sul. Os ares de superioridade em relação a esta Margem. Isto é coisa capaz de me atirar para uma discussão acesa, em defesa da minha menina. Esta Margem tem muito valor. Tem coisas boas e más, como qualquer sítio. Tem as suas vantagens e desvantagens. Zonas problemáticas e zonas fantásticas. Tocam-me nos botões completamente errados, frases como "Margem Sul? Credo!!", "Passar a ponte?? Para quê??". Se perguntar, a 10 pessoas com quem tenha esta troca de ideias, há quantos anos não metem pés na Margem Sul, pelo menos 7 vão responder-me que há muitos. Não tenho dúvidas que se trata de preconceito de quem, na maioria das vezes, nem sabe do que está a falar. Quem conhece tanto da Margem Sul, como eu de Florença (com muita pena minha, já agora.). Temos depois um outro grupo de pessoas, ainda mais engraçado : aquelas que dizem mal, que torcem o nariz, mas que, aparecendo raio de sol ou fim de semana de calor, passam a ponte para invadir a nossa Margem. Isto dá-me um certo gozo. Oiço pouquíssimas pessoas da Margem Norte a elogiar a Margem Sul. Mas quando aparece o Sol, quando chega o calor, a pergunta que faço é : quem serão estas multidões que fazem fila para cá chegar? De onde vêm afinal? E se isto é tão mau, o que é que as leva a enfrentar filas de duas, e mais horas de trânsito?
O falso elitismo é a única coisa que me causa mais asco do que o elitismo puro e duro. Sabeis o que vos digo, pessoas desta estirpe? Ide banhar-vos nas praias de Carcavelos. Ide.
Todos os outros que não sofrem deste pedantismo, são bem vindos. Se precisarem de conselhos sábios sobre sítios a frequentar, sobre os nossos segredos melhor guardados, é chamar por mim. Eu ajudo.

12 de abril de 2013

Com tanto Motel à beira da estrada...

...estas duas almas, acharam que isto era o sítio certo para uma rapidinha. Lá estavam eles, à luz do dia, fora do carro, a tratar do assunto. Não sei se acho mais piada ao facto de acharem que não seriam apanhados, ou ao tipo que nem teve tempo de tirar o boné. Cá para mim, isso do boné é como as meias : é para tirar, sff.



Ainda o Rodrigo.

É a primeira vez que lanço um apelo neste espaço. Um pedido de ajuda. É-me de todo impossível ficar indiferente a esta situação. É um murro no estômago, um aperto que se sente no coração e na alma. É uma criança, com tudo o que isso significa, com uma vida pela frente cuja existência, neste momento, não depende de si.

Acredito que a maioria de vocês, que fazem parte deste Mundo que é a blogosfera, já conheçam esta causa, mas nunca é demais divulgar.

Deixo aqui  a  seguinte página com mais pormenores:


Os dados que se seguem, e que se destinam a quem possa ajudar, foram retirados do Ansiedades:

Titular: Cátia Vanessa Zeferino Patusco
NIB: 5200 5201 0010 3209 0016.4
IBAN PT50. 5200 5201 0010 3209 00164
SWIFT CDOTPTP1XXX

CM num dia de Sol.

Nos dias de Sol, posso governar o Mundo com uma perna às costas.

Não há aparelho nos dentes que me impeça de sorrir descaradamente. Acredito que caminho numa qualquer rua e vou tropeçar, não numa pedra, mas no homem da minha vida. Sinto-me mais alta. Acho possível entrar numa Nespresso e beber um volutto ao lado de Mr. Clooney. Sinto-me mais magra. Uma malha nos collants não me aflige. O aselha que conduz à minha frente merece a minha simpatia. Tenho quase energia para fazer desporto. Um prato de peixe cozido parece-me um arroz de marisco. Consigo olhar para a pior das pessoas, e ver qualquer coisa boa. Sou feliz numa esplanada com a minha música nos ouvidos. Consulto o saldo bancário, e não me apetece cortar um pulso. Sei que o meu Sporting ainda irá às competições Europeias. Ia jurar que o borracho que vejo quase diariamente no comboio, sorriu para mim. Apetece-me conversar até me cansar. Faço planos, e todos eles têm finais felizes.

E se todos os dias fossem assim?

Belisquem-me!

Mas devagar, que quarta feira quero ir à praia não e quero cá nódoas negras.


11 de abril de 2013

Um bombom para os homens.

Como que a provar que isto não é só puxar a brasa à nossa sardinha (e isto soava melhor na minha cabeça, do que escrito), esta ofereço-vos eu, homens.
 
Hoje, completamente apanhada pela euforia que anda no ar com a alegada chegada da Primavera, (porque desta é que é, diz quem sabe) lembrei-me que faço parte do universo de pessoas que tem a roupa de Verão, cuidadosamente, guardada na arrecadação à espera de chegar a sua altura. Entretanto, e como me parece que já passaram alguns anos desde a última vez que fez calor neste País, decido ir até lá e abrir o roupeiro da dita, só para recordar o que está guardado. Adivinha-se o momento seguinte, não adivinha? PÂNICO! DRAMA! Como seria de esperar, não tenho nada para vestir agora que a Primavera lá vem! Estou nua, despida! Não há ali nada que se aproveite. E agora? Regresso a casa enquanto praguejo, porque entretanto também acabo por me lembrar que isto não está de feição para ir gastar os euros na colecção nova.
 
Umas horas depois, caio em mim e percebo que tenho roupa suficiente não só para a Primavera de 2013, como para a de 2014. Talvez até tenha roupa que posso dar.
 
E isto, senhores, é um clássico feminino para o qual não tenho explicação ou justificação que se apresente. Não há início de Estação do Ano, em que as mulheres não jurem a pés juntos que não têm nada para vestir. Não é para entender. O que não tem remédio, remediado está. Não se esqueçam é que somos adoráveis. É tudo o que precisam de saber.

Da maldade alheia.

Tenho os meus defeitos, as minhas manias e as minhas imperfeições, como toda a gente. Mas se há dia em que agradeço toda a educação que me foi dada, em que me orgulho de ter uma cabeça sã e não ser uma pessoa mesquinha que vê maldade e oportunismo em todo o lado, este é, claramente, o dia.



10 de abril de 2013

Coisas que um homem nunca entenderá.

Um homem, por muito boa vontade que tenha, por muito que tente e seja um querido, nunca entenderá os pequenos grandes dramas da vida das mulheres. E hoje, a caminho do trabalho à medida que me revoltava com o Universo, percebi isso.
Um homem nunca entenderá o que é usar o secador de cabelo todas as manhãs, para depois enfrentar a combinação mortífera da chuva e vento, e ver tudo desfeito em segundos. Um homem nunca entenderá o que é tentar manter o equilibro na calçada portuguesa ( que pode ser linda e nossa, mas é uma valente trampa para nós, mulheres que usam saltos altos) quando queremos enfrentar o Mundo de cabeça bem erguida e em cima de uns saltos de 15 cm. Um homem nunca saberá o que custa ter sempre tudo o que faz falta à mão, nas malas que pesam verdadeiras toneladas e que nos fazem andar praticamente tombadas. Muitos, nunca saberão o que custa a depilação, as horas de cabeleireiro, a manicure, a pedicure e o diabo a quatro. Um homem nunca terá a mais pálida noção do que é lidar com os olhares de inveja de outras mulheres e com o veneno que os costuma acompanhar. Nunca saberá o que é ultrapassar aquela semana do mês em que o nosso corpo se revolta dentro de si mesmo, e nos deixa bem claro que quem manda é ele. Nunca terá de mostrar mais trabalho, só porque tem um palmo de cara ou um corpo jeitoso. E ficava aqui toda a noite...
 
Digo muitas vezes que adoro ser Mulher. Mas hoje, sobretudo hoje, apetece-me gritar que ser Mulher é a melhor, mas também a mais complicada coisa deste Mundo! Homens, um conselho : não tentem isto em casa. Não duravam meia horinha nesta selva diária que é o nosso Mundo.

Esta mulher nasceu com o cu virado para a lua.

Não lhe bastava a fortuna, o talento, a beleza, a fama, o reconhecimento. Não. Tinha que nos esfregar na cara as fotos em que se lambuza, literalmente, com o nosso Diogo. E uma pessoa aqui, sem cahorro e sem Diogo. Logo uma pessoa que adora uma boa roulote. Ele há mulheres de sorte.

PS- e quão charmoso é preciso um homem ser, para ser charmoso mesmo quando é apanhado a comer de boca aberta?




(fotos daqui)

9 de abril de 2013

Não estou a desejar mal a ninguém, mas...

...honestamente, e por muito que me custe dizer isto, constato que os Portugueses que assistem aos comentários do desgraçado do Sócrates no seu novo espaço semanal, têm o País que merecem. Só tenho pena que todos apanhemos por tabela.

E não, não me esqueci que não é o único culpado. Não me esqueci que são todos iguais ou muitos parecidos e que só muda o cheiro. Mas, e por muito que respeite a liberdade de cada um fazer, ver e ouvir o que bem entender, viver num País em que não sei quantos milhares de pessoas "bebem" as palavras deste homem que já tanto as enganou, causa-me "alguma" vergonha. Ainda assistiremos ao dia em que este homem passará a mártir.



8 de abril de 2013

Diz que sou estranha.

Tenho uma pequena lista de coisas que, geralmente, me valem o rótulo de "Tu és estranha!!". Vou partilhar algumas delas, aquelas que de momento me lembro.
 
Não gosto de Pastéis de Nata. Nem mesmo dos de Belém, antes que perguntem.
 
Não gosto de U2. Não só não gosto das músicas, como não gosto da voz do Bono.
 
Não gosto dos Simpsons. Não só não lhes acho a menor piada, como acho as personagens demasiado parvas. Mas, lá está, não o suficiente para terem piada.
 
Não gosto de Xutos e Pontapés. As letras das músicas são uma desgraça e a voz do Tim não me diz nada.
 
Não acho piada ao Ricardo Araújo Pereira. Devo ter rido com vontade de cerca de 10 coisas que fez até hoje. E não falemos da voz que faz nos sketches. Aquilo não é nada.
 
Não suporto reggae. Uma música de reggae por mês, é o limite que estes ouvidos aceitam.
 
Durmo TODAS as noites de tampões nos ouvidos. Preciso de silêncio absoluto para adormecer.
 
De momento, é isto. Agora, têm duas opções : ou me abandonam, ou partilham comigo a vossa estranheza! Eu acho que ficam melhor servidos com a segunda opção, mas não quero influenciar ninguém...
 
 

7 de abril de 2013

Eu chamo-lhe Cagança.

Infelizmente, o tema não é novo. O episódio a que assisti, está longe de ser isolado ou de ser o primeiro do género. Também não será o último. Se há um tipo de gente que me causa assim uma náusea para cima do aceitável, é aquela gente que adora ser tratada por Dr/Dra. Aliás, não adora, que isso era pouco. EXIGE. Este gente exige que, antes do nome, antes de Maria ou António, ou Manel, ou Joaquim, seja colocado o título de Dra. ou Dr. Isso enche-lhes as entranhas de importância. Sentem-se logo assim a subir quatro ou cinco níveis na hierarquia humana. Qual? Aquela que acreditam que existe.
 
Na fila do supermercado, enquanto aguardava a minha vez, tropecei numa destas pessoas. Um homem (não vou chamar-lhe senhor porque a minha definição de senhor não se aplica a qualquer um) exigiu, da forma mais sobranceira que possam imaginar, que a funcionária o tratasse por Dr. Ao que entendi, surgiu um problema com o cartão multibanco do Sr. Dr. A situação já se arrastava há uns minutos, quando a funcionária teve o azar de proferir uma frase semelhante a "O senhor tem que verificar com o seu banco o que se passa, não faço ideia". O homem, já furioso com a demora e os olhares de terceiros, decide largar a seguinte pérola "Para começar, vai tratar-me por Sr. Dr. X! Não sabe ler?" E voilá. Cá está. O cartão multibanco deste homem, ao contrário do que acontece com o seu Cartão do Cidadão, terá o título de Dr. antes do seu nome. Clap, clap, clap. Bela merda, se me permitem, foi o que me apeteceu gritar lá de trás. Ao lado, a senhora que o acompanhava, estava,  ou eu estou doida, genuinamente envergonhada com esta postura. A minha revolta aumentou quando percebi que a funcionária, ao invés de meter a criatura no lugar com a resposta que merecia, pediu desculpa e passou a trata-lo por Sr. Dr. X. Sempre fui contra a máxima "O cliente tem sempre razão". No entanto, também eu lido com o público. Não desta forma, não tão directamente, mas o suficiente para saber que, por vezes, há que ignorar, engolir um sapo e atirar para trás das costas.
 
Há neste País um fenómeno que não sei se ocorre noutros. É o fenómeno da doutorice aguda. Quem dela sofre, tira um curso superior e acredita que, a partir desse momento, tem o direito de ser tratado de forma superior pelos outros. Elevou-se a um nível que nem todos atingem. Deixou de suportar ser tratado apenas pelo nome que lhe foi dado pelos Pais. Isto para mim, prova uma só coisa que os meus Pais tantas vezes disseram: instrução não é sinónimo de educação. E é bem verdade. O Sr. Dr. pode ter instrução, mas educação? Essa não se pode comprar.
 
Isto é gente que me causa uma repulsa difícil de transmitir. E antes que alguém pense, ou me venha dizer, que isto é dor de cotovelo, eu tenho um curso superior. Mas o dia em que exigir a alguém que me trate por Dra., será o dia em que eu não sou eu. Em que todos os valores que me transmitiram se perderam. Será o dia em que me esqueci de todas as minhas origens e que as pessoas valem muito mais do que aquilo que os cursos ou empregos dizem delas.

5 de abril de 2013

CM, a mais recente fonte de inspiração dos Ecards.

Juro que esta gente me conhece.


Provérbios contraditórios.

Sou uma apaixonada pela sabedoria popular, e adoro um bom provérbio. No entanto, e por motivos que neste momento não há necessidade de esmiuçar, deparo-me com a eterna luta entre dois dos nossos mais famosos provérbios. Afinal, como é ? "Quem espera sempre alcança"? ou "Quem espera desespera"? Ou ambos? Na minha modesta, mas sempre partilhada opinião, cada um deve fazer o seu sentido consoante o nosso estado de espirito. Ainda assim, não deixa de ser confuso. Tenho dias. E tenho dias até, em que tenho momentos. Não gosto de esperar, assumo que não. Mas, nos meus bons momentos, acredito que a espera recompensa. Nos outros, canso-me e desespero. E assim sucessivamente. Ora quero o que quero para ontem e cada segundo é uma eternidade, ora aguardo com serenidade e acredito na recompensa.

Vou acabar o post a concluir, com enorme e surpreendente pensamento positivo, pouco ao meu estilo, que "quem espera sempre alcança". E se isto não se concretizar, terei pelo menos certeza, como se não tivesse já hoje em dia, que a vida é uma sacana muito injusta.

4 de abril de 2013

Ai, Ai as Mulheres #3

Ele há coisas que não entendo e que me causam alguma estranheza. Entre muitas, que eu sou muito observadora-curiosa e tenho a mania de saber os "porquês" de tudo, eu gostava mesmo de entender a mania que as Mulheres têm de se meter de mamas ao léu quando querem protestar contra alguma coisa. Ou contra qualquer coisa. Em Portugal parece-me que a moda ainda não pegou, mas quando leio uma notícia de protestos femininos noutros Países, é quase certo que vou ver mamas. Isto é o quê? os homens agradecem, será um facto. Mas depois de tantas mamas à mostra, de tanto topless em todo o Mundo, isto continuará mesmo a ser novidade e a chamar a atenção?
Chamem-me conservadora, mas eu não gosto nadinha de vos ver por aí a mostrar os atributos a cada protesto, senhoras. Uma roupinha em cima, sff...

Fica a promessa de não participar em qualquer manifestação nesses propósitos. E se, por um acaso, isso acontecer, têm o meu aval para me enfiar num colete de forças.

Olha, vai tu!!

Não é a primeira vez que escrevo sobre os Motociclistas. Se me estás a ler e usas o Motociclo para te deslocares, então talvez seja melhor não avançares. Fica por este parágrafo, que isto é coisa para te enervar um bocadinho.

Motocilistas, orientai-vos sff!!

Eu conduzi mota durante alguns anos. O meu irmão conduziu motas durante vários anos. Tenho amigos que conduzem motas. E mesmo assim, se há gente que me assusta no trânsito e me deixa completamente desorientada, são os motociclistas. Como, senhoras e senhores, como é que é suposto conseguir desviar-me de ti, que me ultrapassas pela esquerda e não bater em ti, que me estás a ultrapassar ao mesmo tempo pela direita? Ultrapassar nem é o termo certo, porque isto acontece tudo dentro da minha faixa de rodagem, e em simultâneo. Assim não dá. Ou me chego para a direita, ou me chego para a esquerda. Ou atropelo um, ou atropelo outro. Eu sei que vocês querem chegar o quanto antes, e que as filas são uma coisa que não vos assiste, mas quereis ser atropelados? Hum? E eu tenho que aturar isso todo o santo dia? Orientem-se. Vocês são um perigo. PERIGO. E não me parece nada correcto o gesto que me foi feito esta manhã, assim mesmo com o dedo do meio. Estava a deixar passar o teu "colega" , minha cavalgadura de todo o tamanho! E se me fazes o gesto, não fujas. Pára um bocadinho para conversarmos sobre isso, meu mariconço.

Honestamente, das duas uma : ou esta relação CM/Motociclistas vai acabar mal, ou um dia descubro que o homem da minha vida é um motociclista e estou desgraçada. Conhecendo o Universo e o seu sentido de humor, aposto as fichas todas na segunda hipótese.


3 de abril de 2013

CM dá o estalo e entra em negação.

Cansada de olhar pela janela e achar que ainda nem amanheceu, pensei para comigo "Chega desta trampa!! Quem tem google, tem tudo!!". Portanto, a partir de já, é aqui que estou. Não neste clima bipolar, mas sim aqui, onde o céu é mais azul. Deixem uma mulher sonhar. Isto com um "bocadinho" de imaginação, vai lá!

Estou a um passinho de aderir aos truques anti depressão, que aconselham a ter sempre por perto imagens que nos fazem sorrir. É arranjar 6 molduras, e estas meninas fazem o resto.








E não, isto não é um post inútil. Foram ou não foram 2 minutos felizes do vosso dia? Ah, bom.

E o medo que eu tenho das trevas?

Já todos percebemos, por esta altura, que há uma nuvem negra e enorme, carregada de tudo o que é mau, a pairar sobre este País. Já cá anda há algum tempo, mas esta semana, ou eu estou doida, ou a nuvem está mais carregada, mais negra e prontissima a desabar nas nossas cabeças.

Podia estar só a falar daquela que me valeu a molha da minha vida esta manhã, ou dos trovões desta noite, mas não. Há coisas que me assustam bem mais do que estas duas. Por muito que ande na ponta da madeixa com este tempo que nos faz quase esquecer que vivemos num País em que o clima até é das boas coisas que temos, esta semana isso não me afecta tanto. Esta semana, ao que tudo indica, teremos a pronúncia do Tribunal Constitucional sobre o Orçamento de Estado. Depois do tempo - absolutamente rídiculo, como se estivesse em causa uma decisão sobre a cor a usar na próxima estação - que esta decisão está a demorar a ser tomada, quer parecer-me que quase ainda vamos desejar que este assunto ficasse esquecido. Acho que a maioria de nós ainda nem se capacitou do problema que aí vem, se, ao que tudo indica, algumas normas forem chumbadas. A coisa está negra, claro que está, e este Orçamento arrasou com os Portugueses. Mas se há altura em que a Lei de Murphy se poderá aplicar em toda a sua plenitude, é esta. É que, não duvidemos por um só minuto, as coisas podem piorar. Por incrível que pareça, podem piorar e muito.

Aguardo, com um receio que dava tudo para não ter, os próximos capítulos desta longa- metragem.


2 de abril de 2013

Let's talk about Sex, Baby.

Vou armar-me um bocadinho em Marta Crawford, pode ser? Este post está vedado a menores de 18 anos. A partir desta linha, não me responsabilizo.
Eu nem costumo ligar muito aos estudos e estatísticas que se fazem sobre o tema Sexo. E porquê? Porque acho que nesta matéria cada um sabe de si, e não há limites a não ser aqueles que os próprios intervenientes impõem. No entanto, tropecei num artigo que vem ao encontro daquilo que já "digo" há algum tempo, e que é para mim um mito urbano : a importância que os homens acham que as mulheres dão aos preliminares. Atenção, não confundir as coisas. O foco aqui é "OS HOMENS ACHAM".
Finalmente, um estudo veio afirmar que deve ser dada mais atenção à qualidade da relação sexual em si, do que aos preliminares. Ao mesmo tempo, defende o estudo, a importância destes tem sido sobrevalorizada pelos homens. E eu agora podia esmiuçar aqui o assunto, mas não vou fazê-lo. Talvez numa próxima oportunidade.
O fundamental, homens, é que entendam isto de uma vez : nem sempre apetece uma entrada. Mesmo quando apetece, se a entrada for muito demorada, pode desviar as atenções da refeição principal. E, para finalizar, não adianta servir uma entrada digna de restaurante com estrela Michelin, para depois apresentar um peixe cozido sem graça como prato principal.~
Não precisam de agradecer.

1 de abril de 2013

Viajar, o verdadeiro investimento.

Não tenho qualquer dúvida sobre aquele que é para mim o dinheiro que melhor gasto. Há muitas coisas que me dão prazer, mas as Viagens não têm comparação com qualquer outra coisa. É nisto que gosto de investir aquilo que vou conseguindo poupar e, enquando puder, é precisamente isso que vou fazer : viajar. Os tempos não estão para brincadeiras, mas com alguma disciplina e, sobretudo, com as prioridades bem definidas, é possível. Se, em tempos, era capaz de comprar uma mala , um relógio, 20 cds de música, renovar meio guarda roupa com as poupanças, hoje em dia dou por mim a pensar "isto já me pagava parte de uma viagem para qualquer lado". Há muita gente que me diz que não entende como os outros ainda conseguem viajar. Tenho vontade de responder à letra e começar debitar a lista de coisas em que gastam dinheiro que eu nunca gastaria, mas não o faço. Não preciso de ficar hospedada num quarto de hotel carregado de estrelas, não preciso de viajar rodeada de luxo, preciso é de viajar. De ir, de conhecer, de voltar carregada de fotografias que guardo religiosamente e que revejo sempre que já me sinto de novo "apertada", asfixiada por cá. É o que mais me enriquece, que mais me faz evoluir, o que me enche a alma e o coração de boas recordações, o que me faz adorar este Mundo e tudo o que tem para nos mostrar, é o que me tira a respiração tantas vezes. É nisto que, até ver, quero "investir". E posso dizer que, agora com uma viagem planeada para breve, sinto-me imediatamente outra. De vez em quando, tenho de sair daqui. Adoro o meu País, mas não me chega. Não me vejo a viver em qualquer outro, mas de vez em quando preciso de ir, e de sentir saudades de estar por cá. E volto com menos euros na carteira, mas muito mais completa.

A frase que vos deixo, funciona como uma espécie de mantra para mim. Não podia concordar mais.


O dia mais inútil do Ano.

Podia gostar menos do dia das Mentiras? Aposto que esperavam o "Podia, mas não era a mesma coisa", que é frase à qual não reconheço a menor piada e que me faz sentir mais enjoada do que uma pescada em pleno Tejo, mas na verdade não, não podia. Passar o dia a tentar detectar mentiras e a desconfiar de tudo o que me dizem, é coisa para esgotar a minha paciência. E depois, pensando melhor, não é isso que faço todos os dias? Curiosamente, todos os dias são ditas mentiras, e com uma gravidade bem maior. Nem sequer me apetece aproveitar para dizer tudo aquilo que tenho vontade de dizer e que a minha educação ainda vai proibindo. Podia aproveitar e largar um "mentirinha!!", no fim. Mas nem isso. Em tempos, armada em engraçada, "terminei" um namoro por sms, neste dia. Pensava eu que era um clássico e que em dois segundos seria desmacarada, mas aparentemente exagerei na dose de realismo, e a brincadeira valeu-me um enorme problema para resolver. Na adolescência,de facto, somos um bocado parvos.

Por aqui, o dia não será celebrado. Não há cá histórias da carochinha para ver quem cai nelas.

A todos aqueles que mentem diariamente, que não se limitam a brincar no dia 1 de Abril, que vivem mentiras e fazem os outros vivê-las também, aproveito para dizer que, à semelhança do que se passa com o dia de hoje, também vocês são uns inúteis de primeira. Que as pulgas de mil camelos vos infestem o fundo das calças, é o que vos desejo. Atenciosamente.