É basicamente isto.

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30 de julho de 2013

Experiências Sexuais que correm mal.

Notícia daqui.

Segundo a corporação dos bombeiros de Londres, nos últimos 3 anos, foram socorridas 79 pessoas...presas em algemas. Antes que avancem com outras explicações de cariz não sexual para este número, avanço já eu que foram socorridos 9 homens com anéis presos nos pénis. Acrescentemos um homem com o pénis preso no aspirador e outro na torradeira (auch...). Mais um sem número de "pedidos de ajuda" cujas causas não foram identificadas.


O Livro "Fifty Shades of Grey", é apontado como possível responsável. Acredito. As pessoas nunca interiorizaram aquela máxima que diz "não tentes isto em casa". Não deve haver nada no Mundo, prazer suficiente, que justifique a senhora vergonha que é ter alguém a chegar-nos a casa para socorrer uma destas situações. Por isso, homens, se as vossas mulheres leram ou estão a ler o livro, mantenham-se atentos. Quando vos olham de soslaio, com ar maroto, podem estar a planear a execução do próximo capítulo.

Genial, é o conselho deixado pelo porta-voz dos bombeiros:

"O nosso conselho é simples. Se o anel não serve, não o forcem a entrar»


29 de julho de 2013

Qual é o melhor carro para fazer o Amor? O estudo.

Quem ouviu rádio esta manhã, é bem capaz de ter ouvido esta notícia. Vocês já sabem que eu adoro estes estudos, que me farto de rir com eles, que tento sempre perceber o que poderá ter conduzido aos resultados, por muito que os temas tenham tanta importância como a marca de fraldas que o bebé real usa (e que parece que está ao preço do ouro e já esgotou. Lindo, isto é lindo).

Antes de ouvir a resposta, apostaria assim num Jipe espaçoso, numa carrinha, em qualquer coisa que não o carro que, aparentemente, melhor proporciona o prazer. Adivinham?

Não.

Também não é esse.

Frio.

Esqueçam, esse também não.

É o Ford Fiesta! Óbvio (?)!!

Agora, minha gente, se há por aí alguém que seja o/a feliz proprietário/a de um Fiesta, expliquem-me lá porquê? À vista desarmada, não me parece promissor. Perdi alguma coisa?

Já agora, há mais gente por aí que acha que isto dos carros e de fazer o Amor nos ditos, é a coisa mais desconfortável do mundo? Ou sou só eu que, trapalhona, não nasci para a coisa?

24 de junho de 2013

O Poliamor.

"...é a prática, o desejo, ou a aceitação de ter mais de um relacionamento íntimo simultaneamente com o conhecimento e consentimento de todos os envolvidos..." segundo a definição contida na Wikipédia. Confesso que desconhecia a existência de palavra para este conceito. Nas últimas férias li um artigo sobre este assunto que achei deveras interessante. O assunto em si é, aliás, interessante. Fez-me avaliar a possibilidade de um dia me ver envolvida num relacionamento de poliamor. Se seria capaz, se seria feliz dessa forma.
Basicamente, estamos a falar de "casais" compostos por três elementos, com conhecimento e aceitação de todas as partes, que chegam, muitas vezes, a partilhar o mesmo tecto. O dia a dia é igual ao das restantes pessoas e casais, com algumas (!!) nuances que permitem que a convivência seja o mais saudável possível. Se é verdade que há dias em que jantam os três, também há aqueles em que um dos elementos fica de fora para permitir um jantar romântico aos outros dois. Se existe espaço para programas e conversas que envolvem todos os elementos, também existe espaço para programas a dois. Estamos a falar de relacionamentos que podem envolver duas mulheres e um homem, ou dois homens e uma mulher. Todos afirmam ser possível amar duas pessoas ao mesmo tempo. Não conseguem viver de forma realizada com uma, apenas. A mulher ama aqueles dois homens, e eles "sujeitam-se" a partilhá-la. O homem ama as duas mulheres com quem vive, e estas, por sua vez, aceitam o relacionamento que mantêm com ele de forma partilhada.
A questão de ser possível amar duas pessoas até é, para mim e hoje em dia, pacífica. Acho perfeitamente possível. Sei que a maioria das pessoas não concebe esta hipótese, mas quem já a viveu, como eu, sabe que sim, é possível. Por motivos diferentes, é possível amar duas pessoas completamente distintas em tudo : personalidades, vivências, estilos de vida. Mas o caso já muda de figura se me pergutam se, mesmo amando duas pessoas, conseguiria perspectivar uma vida a três. Aqui, e por muito que cada vez mais me custe dizer que "nunca" farei isto ou aquilo, "nunca" agirei desta ou daquela forma, consigo dizer que muito dificilmente me veria envolvida num relacionamento tipico do Poliamor. Nem como figura central, nem do lado de lá. Não critico quem o faça, até porque, aparentemente e à sua maneira, há quem consiga ser feliz assim. Mas não é vida para mim.
Há quem defenda que é para lá que os relacionamentos caminham. Que as relações a dois, tradicionais, estão condenadas. Cada vez mais. Apesar de não discordar desta visão, a avaliar pelos relacionamentos que vou conhecendo, se é para aqui que caminhamos nesta matéria, vou ficar para trás. Se num futuro próximo (enquanto cá ando) esta for a tendência, estou fora. Não contem comigo.

E vocês? Há alguém desse lado com perfil para o Poliamor?


21 de junho de 2013

Anda um Pai a criar uma filha para isto.

Quando ouvi dizer que andava por aí uma mulher a querer ter sexo com 100 mil homens diferentes, depois de rir à gargalhada, detive-me nos motivos que levarão uma mulher a tomar uma decisão destas. Estou dividida, indecisa e baralhada. Vejamos:

a) está desempregada e sem ideias para passar o tempo;
b) percebeu que estas coisas costumam trazer um encaixe (percebem??) financeiro engraçado;
c) está a brincar e daqui a uns dias vem largar um "mas pensam que sou valente badalhoca??"; ou
d) é uma valente badalhoca.

A moça diz que vai varrer a Polónia, e quando "fizer" todo esse território, vai correr Mundo. Neste momento, a minha compaixão vai toda para os homens por aí espalhados. Ainda pensei que a moça fosse assim uma estampa de parar o trânsito, mas a mim parece-me mais que se terá estampado contra qualquer coisa.

Para quem não conhece:



Se o Pai Júlio aqui estivesse, largava já um "que desconsolo" (frase típica sua, que adoro, apesar de ter sido algumas vezes dirigida a mim na altura em que era uma adolescente).

17 de junho de 2013

O que as férias nos ensinam.

É bem verdade que uma pessoa está sempre a aprender, e as férias não constituem uma excepção. Voltei bem mais esclarecida, sobre os mais variados (e pertinentes) assuntos da nossa sociedade. Vou partilhar convosco, porque acredito piamente que isto do partilhar o saber é importante. Vejamos:
- regressar de autocarro, às 3 da manhã, de um Casamento em que se comeu e bebeu como se não houvesse amanhã, é uma péssima ideia. Sobretudo quando se enjoa facilmente. E sobretudo se estamos a falar de uma viagem de uma hora. Divertido, mas arriscadíssimo. Parvo, pronto;
- se uma pessoa tem pouca sorte durante o resto do ano, uma pessoa terá pouca sorte mesmo de férias. Isto é o mesmo que dizer que, à primeira oportunidade, uma pessoa será multada. Uma multa de estacionamento para abrir a pestana. Parquímetro pago até à meia noite, já ouviram falar? Pois que existe. Agora já sei. Tinha acabado de chegar. Not cool;
- nasci para apreciar as coisas boas da vida. Boa comida, boa companhia, boas praias, bom clima, boa diversão, bons livros, boas conversas. E para isto preciso de estar de férias. É mais fácil. Dito isto, confirma-se o que já sei há algum tempo : nasci para ser rica;
- os areais portugueses não mentem : as mulheres estão a envelhecer bem melhor do que os homens. É vê-las, bem feitas e jeitosas, a passear-se ao lado das barrigas de cerveja dos companheiros;
- os homens ainda não perceberam o que vestir na praia. São poucos aqueles que acertam. Ou o calção é demasiado comprido, ou demasiado curto, ou é uma tanga. O calção certo permanece quase um mistério;
- entrar num bar ou numa discoteca para dançar, e encontrar pessoas de 30 ou mais anos, é cada vez mais raro. Uma pessoa, mesmo uma jovem trintinha como eu, sente-se quase como num baile de finalistas do liceu;
- e, por último, aquela que é uma verdade incontornável : acho que nunca na vida, desde que me lembro de ser gente, consegui descansar o suficiente nas férias. Mas é sinal que pouca coisa ficou para fazer, e só isso já me faz sorrir com vontade enquanto escrevo esta frase.





4 de junho de 2013

Assim vão as coisas na Ordem dos Advogados.

Um grupo de advogados estagiários terá interposto uma Providência Cautelar com vista a acabar com a exigência da realização de provas no âmbito do estágio, e com o seu necessário resultado positivo, para poder ver o seu nome inscrito na Ordem dos Advogados (fora o exame final de admissão).

Foi dado deferimento à Providência Cautelar, e, consequentemente, ordenada a suspensão da realização das provas. Aparentemente, uma "nova" Lei admite, no máximo, um exame de agregação no final do estágio.


Agora aparece Marinho Pinto, que uma vezes defendo, outras acho que viola tudo o que é princípio Deontológico, a dizer que as provas são para realizar porque a decisão só se aplica aos autores da providência cautelar? É assim que vai a Ordem dos Advogados, actualmente.

Honestamente, não recordo os tempos de estágio com qualquer tipo de saudade. A morosidade, a complexidade, a falta de condições práticas para cumprir todos os requisitos sem os quais nem nos poderíamos submeter a exame, o carácter gratuito do estágio. E recordo-me bem da sensação de "tudo por tudo" que se sentia no momento de realização destes exames. Imagino o que seja estar no meio desta confusão, com toda esta incerteza, e com a noção que estão em causa anos de trabalho, trabalho que é árduo. A minha solidariedade para todos os estagiários envolvidos neste processo infeliz.

3 de junho de 2013

Vamos lá a tapar esses regos, sff!

Sendo eu uma moça que habitou no Campo durante 32 Primaveras, até poderia estar aqui a falar  da terra, e da lavoura. De valas e de enxadas para tapá-las. O meu Pai ficaria até, certamente, orgulhoso e teria fé na continuidade do trabalho que desenvolveu durante uma vida. Mas não. Desiludo o Pai, ao mesmo tempo que crio imagens de terror nas vossas cabeças. Estou a falar do rego do rabo, mesmo. Eu peço desculpa, eu sei que a imagem é terrífica, mas daqui para a frente só piora.
Este não é um problema exclusivo do Verão, mas a verdade é que tende a agravar-se nesta Estação. O calor chegou há pouco tempo, e eu já perdi a conta aos regos que vi por aí. Sem pedir. Sem estar preparada. Sem estômago para isto. É um problema tendencialmente feminino, face ao uso de calças de cintura descida. É vê-las, por aí, de fio dental de fora. Uns bons 5 cms de fora, nalguns casos. Com calças que não lhes serviam aos 10 anos, quanto mais aos 30. Gosto particularmente das que vestem 2 números abaixo. Não só lhes temos que ver o rego, como toda aquela carne apertada de ambos os lados da cintura, que grita por ajuda (por um par de calças do seu número, diga-se). E se isto já é escabroso o suficiente, não esquecer que também a classe masculina nos presenteia de quando em vez, com esta visão. Alguns, até, acreditam que usar as calças uns bons centímetros abaixo dos boxers, é que lhes fica bem. E depois não só caem as calças, como descaem os boxers. E neste caso, geralmente - e peço mais uma vez desculpa pela imagem, mas há coisas que têm que se chamar pelos nomes - com o bónus dos pêlos. Pior do que ver um rego, só vê-lo carregado de pêlo.
É vê-los, por aí, em cada esplanada, em cada areal, em cada cadeira com as costas abertas - fim a estas cadeiras, digo eu- enquanto eu tento por tudo acalmar o meu estômago e constato que um dos grandes males da humanidade, é a falta de noção. De todas as espécies.
Por isto, e a bem da minha sanidade mental, o meu apelo no dia de hoje é este : "tapem bem esses regos, pá!!". Agradecida.

29 de maio de 2013

Uma tipa apanha com cada baralho...

Quando me ofereceram o bilhete para o Concerto da Rihanna, não fazia sequer ideia de quem seria responsável pela primeira parte. Só ontem, no próprio dia, descobri que estava a cargo da dupla de DJ'S  GTA (abro aqui um parêntesis para dizer que, para quem é fã deste tipo de música - é o meu caso - esta dupla sabe bem o que faz. Ao ponto de ponderar comprar um ou outro CD. Adiante). Os GTA acabam a sua actuação às 21h, depois de deixar o público completamente eléctrico. Já se sabe que a Rihanna não é uma moça pontual (eu sempre a defender-te, e tu portas-te assim...not cool), portanto a dúvida era só de quanto tempo seria o atraso desta vez. Ok, uma tipa aguenta. Mesmo com 34 anos no lombo, depois de um dia de trabalho e em cima de generosos saltos altos (164 cm não são altura que se apresente para ir a um concerto).
Às tantas, talvez já por volta das 22h, instala-se a confusão numa bancada. Palmas, gargalhadas, máquinas fotográficas em punho. O reboliço era tal, que achei que a própria da Rihanna ia começar o concerto numa bancada, entre os comuns mortais. Antes fosse. Era, nem mais nem menos, do que José Castelo Branco. Numa das bancadas, a acenar ao público e a dançar no seu estilo muito, como dizer, "próprio". Com uma longa trança negra. Eu peço desculpa pela imagem, mas era isto. Ri-me durante um minuto, mais coisa menos coisa, porque realmente o caso é para rir.
Deixei de achar piada quando o vejo a ser filmado e transmitido pela organização em ambos os ecrãs gigantes do Pavilhão. E lá ficámos nisto, uns bons 10 minutos. E o público continuava a aplaudir e a rir e a fotografar. E eu, honestamente, e por muito que seja uma tipa com sentido de humor, pergunto-me porque é que é dado tanto tempo de antena a esta palhaçada? Expliquem-me, Portugueses, expliquem-me. Desabafem. Porque raio não se cansam deste homem? Porque raio seguem tudo o que é programa em que entra? Porque raio eu tenho de aturar isto num Concerto? Até o CR7 lá esteve também, num camarote ao lado, e não teve direito a imagens nos ecrãs, 'ca porra!
Eu imagino a Rihanna a ver o que se passava na Arena, e a perguntar "WTF???". Pois, Rihanna. Nem nós sabemos...nem nós sabemos o que é aquilo.

23 de maio de 2013

Quem quer abrir uma conta que reverta a meu favor? Alguém? Hum?

Cada um faz do seu pilim, do seu carcanhol, do seu dinheiro o que quiser, está bom de ver. Sempre foi assim. Mas a forma como as pessoas resolvem "investir" o seu dinheiro, é um dos temas que sempre mais me intrigou ao longo dos tempos. Não há consenso e nem poderia haver. Cada um vai buscar prazer e alegria momentânea, às mais variadas coisas. Dito isto, o que pensar desta situação?
 
"Os adeptos do Manchester United abriram um site para contratar Ronaldo. No site, com o nome "Bring Ronaldo home" (tragam Ronaldo para casa, em português), os apoiantes da equipa inglesa podem doar dinheiro. Os adeptos só têm de comprar uma camisola do clube com o nome do português e o número 7, que custa 65 euros, revertendo 12 euros desse valor para a dita conta.

Se no fecho do mercado a contratação de Ronaldo não estiver cumprida, então os 12 euros serão devolvidos aos adeptos. A vontade dos adeptos verem o jogador de volta é enorme, já que o português deixou muitas saudades na cidade inglesa."
 
(DN)
 
Não escondo que sou uma grande adepta de futebol, e que sou capaz de perder horas da minha vida a olhar para aqueles aquelas pernas 11 jogadores a correr atrás da bola. Mas gastar o meu rico e escasso dinheirinho nos esforços para a contratação de um jogador para o meu Clube? Nem mesmo por ti, CR.
 
No plano moral e/ou económico actual, isto causa-me alguma repulsa, sem querer dar lições de moralidade a ninguém. A verdade é que me custa ver que, em conjuntura de crise um pouco por toda a Europa, existam pessoas dispostas a este tipo de acções. Por muito que seja preciso respeitar a forma como cada um gasta o seu dinheiro, não será isto quase uma afronta? Não será isto viver totalmente desfasado do que é a realidade actual? Com tanta Instituição a precisar de donativos, e se estou em condições de doar, não deveria ser essa a prioridade? Para reflectir.

21 de maio de 2013

As despedidas de solteira/o.

Em breve, vou participar de mais uma destas festas de despedida do solteirismo. Seja lá o que for que isso quer dizer para quem, apesar de ainda não casado, tem um compromisso sério com outra pessoa. Adiante. Não sou uma cinzentona que vai agora escrever, sabe-se lá quantas linhas, a maldizer estas despedidas. Nada disso. Adoro uma boa festa e todos os motivos são bem vindos.
O que me parece deveras deprimente, é a forma como, na sua maioria, estas festas se processam. Vejamos:
 
Despedida de Solteira
 
Juntam-se todas as amigas da noiva num qualquer restaurante e/ou bar, esgotam o stock de álcool, guincham umas mais alto do que as outras, metem-se com os homens das mesas ao lado, gritam alto e bom som (não fosse alguém ainda não ter percebido) que a Joaquina vai casar e que é a última oportunidade para todos os outros homens à face da Terra e, nalguns casos, contratam um stripper. Enquanto isto, a noiva, que já nem consegue dizer o nome completo, tem um objecto fálico na cabeça, enquanto parte um bolo que tem um objecto fálico em cima e bebe as bebidas a partir de uma palhinha que tem um objecto fálico. A coitada ri, chora, ri, chora, ri, chora, não sabe se deve casar, quer é ligar ao noivo e dizer o quanto gosta dele, ou o quanto afinal não gosta. Acaba a noite com uma das poucas amigas que conseguiu manter-se sóbria, a agarrar-lhe no cabelo enquanto vomita num qualquer WC público. Vai ter uma ressaca que é coisa para durar uma semaninha, assim por baixo.
 
Despedida de Solteiro
 
Tem que ter stripper. E álcool, claro, mas um grupo de amigos que não contrate uma stripper para o noivo , ou que não o leve a uma casa de strip, não é um grupo de amigos. E noivo que não alinhe na brincadeira, é um perfeito maricas. Ou pior. A tipa já o prendeu pelos ditos e já o castrou. É ela que veste as calças lá em casa.
 
 
Se um dia eu casar ( e escrevo isto enquanto abano a cabeça da esquerda para a direita, e da direita para a esquerda), por favor, minhas amigas, fixem isto: quero que me levem dois dias para um sítio que tenha calor, boa comida (em quantidade generosa) e boa bebida (q.b.). Só preciso disto e de vocês.

9 de maio de 2013

Mas ONDE é que eles andam??

Li esta manhã, que os homens Lisboetas estão entre os mais bonitos do Mundo! Mais : são "cosmopolitas, bem-educados, cavalheiros, altos, carismáticos e atléticos"! Estão no Top 5.

Sim senhora, muito boa notícia!! Mas eu tenho uma pergunta pertinente a fazer: esta Cidade onde meto os pés todo o santo dia, não é Lisboa?? Onde é que eles andam, então? Apareçam, não se façam de timidos!!!

8 de maio de 2013

O Instinto Maternal.

A propósito dos anos que vão passando por mim, parece-me boa altura para aqui falar do meu instinto maternal. Ou da falta dele, neste caso. Quando se é Mulher, e sobretudo quando se passa a barreira dos 30, chega a inevitável pergunta, feita vezes sem conta, das formas mais inapropriadas e pelos mais diversos interlocutores "Não sentes vontade de ser Mãe?". Não, não sinto. Por enquanto. Até este momento, não houve altura da minha vida em que sentisse esse apelo. Nunca tive esse sonho, nunca fui a típica Mulher nesse (e noutros) aspecto (s). Não necessito de um filho para me sentir mais realizada ou para estar de bem com a vida. Para isto também contribuiu, certamente, o facto de não ter conhecido homem, até hoje, que me tenha feito idealizar a Maternidade. Ou conheci/conheço um, mas isso é uma outra história. Seja como for, e por muito que isto choque a maioria das pessoas, a verdade é que sinto, muitas vezes, que nasci desprovida desse instinto. Ou então, está tão escondido, tão no fundo de mim, que ainda não se manifestou. Muitas pessoas me dizem que um dia acordo, e lá está ele. Honestamente, tenho algumas dúvidas que assim seja. Não me sinto nem mais perto, nem mais longe. Sinto-me na mesma, com a mesma ausência dele que sentia há anos e anos atrás.
Isto é entendido por muitas pessoas como normal. O problema acontece quando, e geralmente esta reação vem de outras mulheres, mazinhas umas para as outras como sempre, sou olhada como uma aberração quando dou esta resposta. Já recebi olhares de horror, de estupefacção, de quase nojo (diria eu), de incredulidade.  Já recebi respostas de bradar aos céus, julgamentos de me fazer urticária, reacções de me fazer cegar. "A sério?? Isso é tão estranho", "Não acredito!", Não digas isso, que até te fica mal!", ou "Credo", são alguns exemplos. Pois, a estas pessoas, eu digo o seguinte de forma muito simples : ide lixar-vos!! Mas assim à grande! E só estou a utilizar esta palavra e não outra mais cabeluda, porque, apesar da nerveira que este assunto me causa, ainda me resta a educação.
Não peço, nem alguma vez pedirei, desculpa por não ter instinto maternal. Por ter a coragem de assumir que não me imagino a ser Mãe (até ver). Por gostar da minha vida tal como ela é, com toda a liberdade que isso me proporciona. Por conseguir ser feliz, sem ter que viver para outra pessoa, seja ela uma criança ou não. Eu não julgo as pessoas que optam por ter filhos, a não ser que o façam sem ter condições. Não ando a perguntar como é que conseguem viver vidas em função deles, exclusivamente, e esquecer-se que, antes disso, eram mulheres e homens. Não admito, pelo mesmo motivo, ser julgada pela minha opção. Não sou menos mulher, não tenho menos direitos, não devo ser enfiada num laboratório para estudo, por esse motivo.
Adoro os filhos dos meus Amigos, e Amo de paixão a pequena M., filha da minha "mana". Pela pequena M., aliás, tenho certeza que daria a vida, tal e como qual os Pais dariam. Mas perguntem-me se tenho instinto maternal, e/ou vontade de ser Mãe? Não. até ver, é um não sem qualquer margem para dúvidas. E esta, hein?

2 de maio de 2013

Crianças com armas?

Tenho alguma dificuldade em pronunciar-me sobre o caso da criança de 5 anos que matou, acidentalmente, a irmã de 2, nos Estados Unidos. Costumo imaginar a dor da família, o desespero que se vive, uma vida que não volta. Neste caso, imagino até o que será crescer na pele desta criança de 5 anos, na culpa que certamente sentirá um dia. Não é meu hábito falar sem conhecer todos os pormenores, atirar pedras, julgar os outros. Tento não cair nesta tentação. Mas, neste caso, e mesmo esquecendo que podem existir pormenores que desconheço, a pergunta que faço é :

Quem, no seu perfeito juízo, oferece uma arma a uma criança de 5 anos? Que tipo de Pais oferecem armas a crianças, mesmo sendo armas que, aparentemente, são destinadas precisamente às crianças?

Cresci numa casa onde existem duas caçadeiras. O meu Pai (contra a minha vontade - assunto que gerou um sem fim de discussões entre nós), foi caçador durante anos. Precisamente por ser um risco, e mesmo estando as armas fora do meu alcance, sempre estiveram descarregadas. Nunca soube, sequer, onde estavam escondidos os cartuchos. Nem eu, nem o meu irmão.

E hoje em dia querem convencer-me que este tipo de brinquedo é normal? Foi a isto que chegámos. Um simples brinquedo já não chega. Tenho imensa pena, sim. Mas, neste caso, e lamento não ter discernimento para mais, apenas das crianças envolvidas.

30 de abril de 2013

A profissão mais velha do Mundo.

Tenho plena noção do quão sensível este assunto pode ser de abordar. Tenho, até, algum receio de partilhar a minha opinião sobre ele. Não por querer agradar a gregos e troianos, que não ando cá para isso, mas por ter receio de ser injusta de alguma forma.
A minha opinião sobre a Prostituição é quase extremista, a roçar o fundamentalismo. Tenho enormes dificuldades em entender que exista algum tipo de desespero suficiente para fazer uma mulher (vou só referir-me às mulheres, que são quem compõe a maioria deste mercado) enveredar por esta via. Por outro lado, também não consigo conceber que alguém faça deste o seu modo de vida, sem ser por absoluta necessidade. Talvez por ser mulher, tenha tantas dificuldades em conceber esta Profissão. Não tenho a menor dúvida que não existem empregos ao virar da esquina. Estou perfeitamente a par da realidade do País. Também não sou uma lírica que julga que um dia a prostituição desaparecerá. Mas que gostava, lá isso gostava.
Tive oportunidade de conhecer o Red District, ou o Bairro da Luz Vermelha, em Amesterdão. Sabia mais ou menos ao que ia, mas, ainda assim, tinha curiosidade em ver com os meus olhos esta realidade, confesso. Esta "visita" obrigou-me a pensar novamente naquela que é chamada de mais velha profissão do mundo, e nas mulheres que dela vivem. No que as levou a este caminho, nas condições em que o fazem. Hoje, se soubesse a diferença que faz ver umas fotografias ou estar ali, a cêntimetros daquelas montras, não quereria conhecer este bairro. Posso atestar, sem qualquer tipo de exagero, que fiquei nauseada. Ver mulheres, das mais variadas idades (estão lá miúdas com uma vida pela frente, e mulheres que já podem ser avós), de soutien e fio dental, em montras, como se de qualquer outro produto para consumo se tratasse, com pequenas camas ao lado, deu cabo deste estômago. Soubesse eu que o efeito em mim seria aquele, e teria deixado a curiosidade por matar.
Quem me acompanhava perguntou-me se não acho que é pior o que se passa em Portugal. Se não acho pior ver estas mulheres à beira da estrada, sem quaisquer condições. Honestamente? Não sei. A certeza de estar ali um produto, um bem em exposição (com a sua intimidade literalmente exposta a todo o tipo de olhares), é demasiado liberalismo (ou chamem-lhe o que quiserem) para a minha cabeça. Costumo dizer que todas as profissões são dignas, mas, e sem querer ferir susceptibilidades e na certeza que estou a falar de vidas e pessoas que desconheço, não consigo encontrar ali dignidade. Consigo entender que seja desejável que exerçam esta "actividade" com condições que em Portugal não têm. Mas colocá-las em montras? Permitir isto? Não consigo encaixar esta mentalidade.

22 de abril de 2013

E a esquisita sou eu?

Eu sei, eu sei que alguns de vocês vão aproveitar para jogar a cartada dos pastéis de natas e dos U2 e das minhas restantes esquisitices. Mas, caramba, há gente pior do que eu. Querem ver?

"Isso é demasiado doce" - a sério que o conceito demasiado doce existe??

"Não gosto de marisco" - Ainda bem, mais fica. Já eu, podia alimentar-me só dessa maravilha.

"Está demasiado calor" - demasiado e calor, são conceitos que não devem ser utilizados na mesma frase.

"Gosto do Inverno" - tão bom. Ter frio, carregar casacos, guarda-chuva, andar constipado. Bom, mas bom.

"Não gosto de Praia" - Colete de forças, já. Sem passar pela casa da partida;

"Não gosto de viajar" - Exacto. Faz todo o sentido, é uma porcaria.

"Não gosto de chocolate" - Deus te perdoe, diria eu se fosse católica.


Sempre que oiço uma destas, abro assim muito os olhos e afasto-me lentamente...não vá pegar-se. 

12 de abril de 2013

Com tanto Motel à beira da estrada...

...estas duas almas, acharam que isto era o sítio certo para uma rapidinha. Lá estavam eles, à luz do dia, fora do carro, a tratar do assunto. Não sei se acho mais piada ao facto de acharem que não seriam apanhados, ou ao tipo que nem teve tempo de tirar o boné. Cá para mim, isso do boné é como as meias : é para tirar, sff.



11 de abril de 2013

Um bombom para os homens.

Como que a provar que isto não é só puxar a brasa à nossa sardinha (e isto soava melhor na minha cabeça, do que escrito), esta ofereço-vos eu, homens.
 
Hoje, completamente apanhada pela euforia que anda no ar com a alegada chegada da Primavera, (porque desta é que é, diz quem sabe) lembrei-me que faço parte do universo de pessoas que tem a roupa de Verão, cuidadosamente, guardada na arrecadação à espera de chegar a sua altura. Entretanto, e como me parece que já passaram alguns anos desde a última vez que fez calor neste País, decido ir até lá e abrir o roupeiro da dita, só para recordar o que está guardado. Adivinha-se o momento seguinte, não adivinha? PÂNICO! DRAMA! Como seria de esperar, não tenho nada para vestir agora que a Primavera lá vem! Estou nua, despida! Não há ali nada que se aproveite. E agora? Regresso a casa enquanto praguejo, porque entretanto também acabo por me lembrar que isto não está de feição para ir gastar os euros na colecção nova.
 
Umas horas depois, caio em mim e percebo que tenho roupa suficiente não só para a Primavera de 2013, como para a de 2014. Talvez até tenha roupa que posso dar.
 
E isto, senhores, é um clássico feminino para o qual não tenho explicação ou justificação que se apresente. Não há início de Estação do Ano, em que as mulheres não jurem a pés juntos que não têm nada para vestir. Não é para entender. O que não tem remédio, remediado está. Não se esqueçam é que somos adoráveis. É tudo o que precisam de saber.

9 de abril de 2013

Não estou a desejar mal a ninguém, mas...

...honestamente, e por muito que me custe dizer isto, constato que os Portugueses que assistem aos comentários do desgraçado do Sócrates no seu novo espaço semanal, têm o País que merecem. Só tenho pena que todos apanhemos por tabela.

E não, não me esqueci que não é o único culpado. Não me esqueci que são todos iguais ou muitos parecidos e que só muda o cheiro. Mas, e por muito que respeite a liberdade de cada um fazer, ver e ouvir o que bem entender, viver num País em que não sei quantos milhares de pessoas "bebem" as palavras deste homem que já tanto as enganou, causa-me "alguma" vergonha. Ainda assistiremos ao dia em que este homem passará a mártir.



7 de abril de 2013

Eu chamo-lhe Cagança.

Infelizmente, o tema não é novo. O episódio a que assisti, está longe de ser isolado ou de ser o primeiro do género. Também não será o último. Se há um tipo de gente que me causa assim uma náusea para cima do aceitável, é aquela gente que adora ser tratada por Dr/Dra. Aliás, não adora, que isso era pouco. EXIGE. Este gente exige que, antes do nome, antes de Maria ou António, ou Manel, ou Joaquim, seja colocado o título de Dra. ou Dr. Isso enche-lhes as entranhas de importância. Sentem-se logo assim a subir quatro ou cinco níveis na hierarquia humana. Qual? Aquela que acreditam que existe.
 
Na fila do supermercado, enquanto aguardava a minha vez, tropecei numa destas pessoas. Um homem (não vou chamar-lhe senhor porque a minha definição de senhor não se aplica a qualquer um) exigiu, da forma mais sobranceira que possam imaginar, que a funcionária o tratasse por Dr. Ao que entendi, surgiu um problema com o cartão multibanco do Sr. Dr. A situação já se arrastava há uns minutos, quando a funcionária teve o azar de proferir uma frase semelhante a "O senhor tem que verificar com o seu banco o que se passa, não faço ideia". O homem, já furioso com a demora e os olhares de terceiros, decide largar a seguinte pérola "Para começar, vai tratar-me por Sr. Dr. X! Não sabe ler?" E voilá. Cá está. O cartão multibanco deste homem, ao contrário do que acontece com o seu Cartão do Cidadão, terá o título de Dr. antes do seu nome. Clap, clap, clap. Bela merda, se me permitem, foi o que me apeteceu gritar lá de trás. Ao lado, a senhora que o acompanhava, estava,  ou eu estou doida, genuinamente envergonhada com esta postura. A minha revolta aumentou quando percebi que a funcionária, ao invés de meter a criatura no lugar com a resposta que merecia, pediu desculpa e passou a trata-lo por Sr. Dr. X. Sempre fui contra a máxima "O cliente tem sempre razão". No entanto, também eu lido com o público. Não desta forma, não tão directamente, mas o suficiente para saber que, por vezes, há que ignorar, engolir um sapo e atirar para trás das costas.
 
Há neste País um fenómeno que não sei se ocorre noutros. É o fenómeno da doutorice aguda. Quem dela sofre, tira um curso superior e acredita que, a partir desse momento, tem o direito de ser tratado de forma superior pelos outros. Elevou-se a um nível que nem todos atingem. Deixou de suportar ser tratado apenas pelo nome que lhe foi dado pelos Pais. Isto para mim, prova uma só coisa que os meus Pais tantas vezes disseram: instrução não é sinónimo de educação. E é bem verdade. O Sr. Dr. pode ter instrução, mas educação? Essa não se pode comprar.
 
Isto é gente que me causa uma repulsa difícil de transmitir. E antes que alguém pense, ou me venha dizer, que isto é dor de cotovelo, eu tenho um curso superior. Mas o dia em que exigir a alguém que me trate por Dra., será o dia em que eu não sou eu. Em que todos os valores que me transmitiram se perderam. Será o dia em que me esqueci de todas as minhas origens e que as pessoas valem muito mais do que aquilo que os cursos ou empregos dizem delas.

4 de abril de 2013

Ai, Ai as Mulheres #3

Ele há coisas que não entendo e que me causam alguma estranheza. Entre muitas, que eu sou muito observadora-curiosa e tenho a mania de saber os "porquês" de tudo, eu gostava mesmo de entender a mania que as Mulheres têm de se meter de mamas ao léu quando querem protestar contra alguma coisa. Ou contra qualquer coisa. Em Portugal parece-me que a moda ainda não pegou, mas quando leio uma notícia de protestos femininos noutros Países, é quase certo que vou ver mamas. Isto é o quê? os homens agradecem, será um facto. Mas depois de tantas mamas à mostra, de tanto topless em todo o Mundo, isto continuará mesmo a ser novidade e a chamar a atenção?
Chamem-me conservadora, mas eu não gosto nadinha de vos ver por aí a mostrar os atributos a cada protesto, senhoras. Uma roupinha em cima, sff...

Fica a promessa de não participar em qualquer manifestação nesses propósitos. E se, por um acaso, isso acontecer, têm o meu aval para me enfiar num colete de forças.