É basicamente isto.

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26 de julho de 2013

O dia dos Avós.

Este ano e, sobretudo, nesta fase, é-me difícil falar deste dia.

Presto-lhe homenagem com uma imagem que me inspira e me enche a alma.



24 de junho de 2013

O Poliamor.

"...é a prática, o desejo, ou a aceitação de ter mais de um relacionamento íntimo simultaneamente com o conhecimento e consentimento de todos os envolvidos..." segundo a definição contida na Wikipédia. Confesso que desconhecia a existência de palavra para este conceito. Nas últimas férias li um artigo sobre este assunto que achei deveras interessante. O assunto em si é, aliás, interessante. Fez-me avaliar a possibilidade de um dia me ver envolvida num relacionamento de poliamor. Se seria capaz, se seria feliz dessa forma.
Basicamente, estamos a falar de "casais" compostos por três elementos, com conhecimento e aceitação de todas as partes, que chegam, muitas vezes, a partilhar o mesmo tecto. O dia a dia é igual ao das restantes pessoas e casais, com algumas (!!) nuances que permitem que a convivência seja o mais saudável possível. Se é verdade que há dias em que jantam os três, também há aqueles em que um dos elementos fica de fora para permitir um jantar romântico aos outros dois. Se existe espaço para programas e conversas que envolvem todos os elementos, também existe espaço para programas a dois. Estamos a falar de relacionamentos que podem envolver duas mulheres e um homem, ou dois homens e uma mulher. Todos afirmam ser possível amar duas pessoas ao mesmo tempo. Não conseguem viver de forma realizada com uma, apenas. A mulher ama aqueles dois homens, e eles "sujeitam-se" a partilhá-la. O homem ama as duas mulheres com quem vive, e estas, por sua vez, aceitam o relacionamento que mantêm com ele de forma partilhada.
A questão de ser possível amar duas pessoas até é, para mim e hoje em dia, pacífica. Acho perfeitamente possível. Sei que a maioria das pessoas não concebe esta hipótese, mas quem já a viveu, como eu, sabe que sim, é possível. Por motivos diferentes, é possível amar duas pessoas completamente distintas em tudo : personalidades, vivências, estilos de vida. Mas o caso já muda de figura se me pergutam se, mesmo amando duas pessoas, conseguiria perspectivar uma vida a três. Aqui, e por muito que cada vez mais me custe dizer que "nunca" farei isto ou aquilo, "nunca" agirei desta ou daquela forma, consigo dizer que muito dificilmente me veria envolvida num relacionamento tipico do Poliamor. Nem como figura central, nem do lado de lá. Não critico quem o faça, até porque, aparentemente e à sua maneira, há quem consiga ser feliz assim. Mas não é vida para mim.
Há quem defenda que é para lá que os relacionamentos caminham. Que as relações a dois, tradicionais, estão condenadas. Cada vez mais. Apesar de não discordar desta visão, a avaliar pelos relacionamentos que vou conhecendo, se é para aqui que caminhamos nesta matéria, vou ficar para trás. Se num futuro próximo (enquanto cá ando) esta for a tendência, estou fora. Não contem comigo.

E vocês? Há alguém desse lado com perfil para o Poliamor?


19 de junho de 2013

Life's truly a bitch.

Às vezes olhamos para trás, e nem é preciso viajar muito no tempo, e percebemos que já nos queixámos de barriga cheia. Que estava tudo no sítio certo, mas a nossa vida parecia-nos contantemente uma casa desarrumada onde não encontrávamos as coisas que nos fazem falta. Isto tem acontecido comigo, mais do que seria de desejar. Se tenho defeito que se pode dizer bastante acentuado, é uma tendência enorme para a insatisfação. Não aquela que nos faz andar infelizes, mas aquela que sentimos quando, mesmo perante a quase perfeição, achamos que podiamos estar melhor. Porque queremos sempre mais, e melhor e podiamos estar onde não estamos e com quem não estamos e porque achamos, erradamente, que se acreditarmos que está tudo no sítio estaremos a acomodar-nos, e a pior coisa na vida é a acomodação. Reconheço, sem problema, esta tendência em mim, e a necessidade de alterá-la. Um dos objectivos a que me propus nos últimos tempos, é precisamente esse.
Esta noção já estava bem enraizada em mim mas, agora, numa fase em que, efectivamente, posso queixar-me de vários aspectos, quer ao nível pessoal quer a nível profissional da minha vida, parece-me ainda maior o erro em que tantas vezes caí ao achar que precisava de mais qualquer coisa. Agora sim, fazem-me falta coisas que não estou a conseguir atingir. Que já tive, que já correram melhor. É um bocadinho aquele velho cliché que diz que só damos valor ao que não temos, mas é bem verdade. Estamos todos carecas de saber isto, mas qual de nós não cai neste erro de vez em quando? É tão fácil, tão simples, tão tentador. Tudo corre bem, mas queremos mais. Não percebemos que chega perfeitamente. Esquecemo-nos que nem sempre foi assim, e que um dia não será. E, agora, numa fase menos boa, numa fase em que, de facto, há que lutar por uma série de coisas e combater uma insatisfação justificada, apetece-me rir de mim mesma enquanto vou dizendo "é para aprenderes". Por sorte, estamos sempre a aprender. Ou quero acreditar nisso. Sempre a crescer e a tempo de alterar o que está menos bem na nossa personalidade. E, mesmo com todos os defeitos que encerro em mim, se há coisa que faço como ninguém, é assumir os meus erros e a minha imperfeição quando tem de ser. Só por isso, acredito que vou a tempo.

3 de maio de 2013

Carta aberta.

Ao Universo :
Um dia, vou perceber as tuas motivações. Quero mesmo, mesmo e a sério. Nunca tivemos uma relação fácil. Se és tu quem distribui a sorte, convenhamos que não estou propriamente na tua lista de prioridades. Convenhamos que, para mim, o teu plano parece ser outro. Tens que colocar as armadilhas no caminho de alguém, percebo. Já me habituei a identificá-las, já me ensinaste qualquer coisa. Já te mostrei que, ainda que ganhes, vou dar trabalho. Vou ser persistente, vou ser inconformada, vou lutar, vou recusar-me a aceitar o teu desígnio sem espernear. Se já temos uma história juntos, se já sabes disto, se já me viste passar-te a perna uma ou outra vez, continuas a desafiar-me com que objectivo? Às vezes, ainda me enganas, tenho de assumir. Ainda me fazes caminhar precisamente no sentido que escolheste, aquele que me vai colocar à prova, sem que perceba antes de já estar demasiado próximo. Um dia, isto tem que acabar, sabes disso. Ou espero que saibas. Talvez tenhas um desafio tamanho à minha espera, que precises de saber se estou à altura. Mas, por uma vez, podias ter atirado para o meu caminho uma coisa simples. Não precisava de mais uma coisa impossível de concretizar. Imagino as gargalhadas que dás. Eu, honestamente, não estou com vontade de rir. Há partidas que não se pregam. E, para ajudar, despejas-me, ao jeito de cereja no topo do bolo, um balde cheio de desilusão em cima. Ainda consegues colocar-me no caminho pessoas difíceis de "ler" e sobre as quais tento pensar o melhor. Não quero tornar-me numa daquelas pessoas que esperam à partida o pior. Não gosto dessa má vibração. E, precisamente por causa disso, conseguiste enganar-me mais uma vez.
Agora dá-me licença que te ignore em absoluto. Vou estar ocupada a desfazer a merda que fizeste. Outra vez.
PS- tens muito que me compensar.
Atenciosamente,

2 de maio de 2013

Crianças com armas?

Tenho alguma dificuldade em pronunciar-me sobre o caso da criança de 5 anos que matou, acidentalmente, a irmã de 2, nos Estados Unidos. Costumo imaginar a dor da família, o desespero que se vive, uma vida que não volta. Neste caso, imagino até o que será crescer na pele desta criança de 5 anos, na culpa que certamente sentirá um dia. Não é meu hábito falar sem conhecer todos os pormenores, atirar pedras, julgar os outros. Tento não cair nesta tentação. Mas, neste caso, e mesmo esquecendo que podem existir pormenores que desconheço, a pergunta que faço é :

Quem, no seu perfeito juízo, oferece uma arma a uma criança de 5 anos? Que tipo de Pais oferecem armas a crianças, mesmo sendo armas que, aparentemente, são destinadas precisamente às crianças?

Cresci numa casa onde existem duas caçadeiras. O meu Pai (contra a minha vontade - assunto que gerou um sem fim de discussões entre nós), foi caçador durante anos. Precisamente por ser um risco, e mesmo estando as armas fora do meu alcance, sempre estiveram descarregadas. Nunca soube, sequer, onde estavam escondidos os cartuchos. Nem eu, nem o meu irmão.

E hoje em dia querem convencer-me que este tipo de brinquedo é normal? Foi a isto que chegámos. Um simples brinquedo já não chega. Tenho imensa pena, sim. Mas, neste caso, e lamento não ter discernimento para mais, apenas das crianças envolvidas.

30 de abril de 2013

A profissão mais velha do Mundo.

Tenho plena noção do quão sensível este assunto pode ser de abordar. Tenho, até, algum receio de partilhar a minha opinião sobre ele. Não por querer agradar a gregos e troianos, que não ando cá para isso, mas por ter receio de ser injusta de alguma forma.
A minha opinião sobre a Prostituição é quase extremista, a roçar o fundamentalismo. Tenho enormes dificuldades em entender que exista algum tipo de desespero suficiente para fazer uma mulher (vou só referir-me às mulheres, que são quem compõe a maioria deste mercado) enveredar por esta via. Por outro lado, também não consigo conceber que alguém faça deste o seu modo de vida, sem ser por absoluta necessidade. Talvez por ser mulher, tenha tantas dificuldades em conceber esta Profissão. Não tenho a menor dúvida que não existem empregos ao virar da esquina. Estou perfeitamente a par da realidade do País. Também não sou uma lírica que julga que um dia a prostituição desaparecerá. Mas que gostava, lá isso gostava.
Tive oportunidade de conhecer o Red District, ou o Bairro da Luz Vermelha, em Amesterdão. Sabia mais ou menos ao que ia, mas, ainda assim, tinha curiosidade em ver com os meus olhos esta realidade, confesso. Esta "visita" obrigou-me a pensar novamente naquela que é chamada de mais velha profissão do mundo, e nas mulheres que dela vivem. No que as levou a este caminho, nas condições em que o fazem. Hoje, se soubesse a diferença que faz ver umas fotografias ou estar ali, a cêntimetros daquelas montras, não quereria conhecer este bairro. Posso atestar, sem qualquer tipo de exagero, que fiquei nauseada. Ver mulheres, das mais variadas idades (estão lá miúdas com uma vida pela frente, e mulheres que já podem ser avós), de soutien e fio dental, em montras, como se de qualquer outro produto para consumo se tratasse, com pequenas camas ao lado, deu cabo deste estômago. Soubesse eu que o efeito em mim seria aquele, e teria deixado a curiosidade por matar.
Quem me acompanhava perguntou-me se não acho que é pior o que se passa em Portugal. Se não acho pior ver estas mulheres à beira da estrada, sem quaisquer condições. Honestamente? Não sei. A certeza de estar ali um produto, um bem em exposição (com a sua intimidade literalmente exposta a todo o tipo de olhares), é demasiado liberalismo (ou chamem-lhe o que quiserem) para a minha cabeça. Costumo dizer que todas as profissões são dignas, mas, e sem querer ferir susceptibilidades e na certeza que estou a falar de vidas e pessoas que desconheço, não consigo encontrar ali dignidade. Consigo entender que seja desejável que exerçam esta "actividade" com condições que em Portugal não têm. Mas colocá-las em montras? Permitir isto? Não consigo encaixar esta mentalidade.

3 de abril de 2013

E o medo que eu tenho das trevas?

Já todos percebemos, por esta altura, que há uma nuvem negra e enorme, carregada de tudo o que é mau, a pairar sobre este País. Já cá anda há algum tempo, mas esta semana, ou eu estou doida, ou a nuvem está mais carregada, mais negra e prontissima a desabar nas nossas cabeças.

Podia estar só a falar daquela que me valeu a molha da minha vida esta manhã, ou dos trovões desta noite, mas não. Há coisas que me assustam bem mais do que estas duas. Por muito que ande na ponta da madeixa com este tempo que nos faz quase esquecer que vivemos num País em que o clima até é das boas coisas que temos, esta semana isso não me afecta tanto. Esta semana, ao que tudo indica, teremos a pronúncia do Tribunal Constitucional sobre o Orçamento de Estado. Depois do tempo - absolutamente rídiculo, como se estivesse em causa uma decisão sobre a cor a usar na próxima estação - que esta decisão está a demorar a ser tomada, quer parecer-me que quase ainda vamos desejar que este assunto ficasse esquecido. Acho que a maioria de nós ainda nem se capacitou do problema que aí vem, se, ao que tudo indica, algumas normas forem chumbadas. A coisa está negra, claro que está, e este Orçamento arrasou com os Portugueses. Mas se há altura em que a Lei de Murphy se poderá aplicar em toda a sua plenitude, é esta. É que, não duvidemos por um só minuto, as coisas podem piorar. Por incrível que pareça, podem piorar e muito.

Aguardo, com um receio que dava tudo para não ter, os próximos capítulos desta longa- metragem.


17 de março de 2013

As Forças da Autoridade.

Muito se falou este fim de semana na morte do rapaz que, alegadamente, não obedeceu a uma ordem da Autoridade e foi perseguido. Acabou morto. As Autoridades alegam que a morte foi provocada pelo despiste, os moradores garantem que a vitima foi morta pelos tiros disparados. A verdadeira causa da morte é desconhecida ainda, e será revelada (ou não...) após a autópsia. O que vou dizer de seguida não significa, de forma alguma, que defendo o que se passou após esta situação. É condenável o que os moradores daquele bairro fizeram depois. As cenas de violência a que sujeitaram todos os habitantes, directa ou indirectamente envolvidos, são lamentáveis.
Não posso deixar de escrever sobre este assunto que, infelizmente, me é sensível. A maioria da população, defende a actuação das autoridades sem mais. Defende  porque correm um enorme risco, sobretudo em bairros problemáticos. Isto não coloco em causa. O perigo é real e conhecido quando é escolhida esta profissão. Mas não posso deixar de afirmar que é perigoso, e nada desejável, defender cegamente a actuação das autoridades em situações que têm este desfecho. Nos últimos tempos, muitas têm sido as situações tornadas públicas, que acabam com mortos e/ou feridos e que envolvem directamente os nosso agentes. Infelizmente, vivi, não na primeira pessoa mas praticamente, uma situação que até hoje me causa arrepios e me deixa verdadeiramente agoniada. Não vou falar dela em concreto, porque, por um lado, está a ser resolvida ainda em sede própria, e porque, por outro, me é especialmente penoso fazê-lo ainda hoje. Mas uma coisa posso afirmar sem sombra de dúvidas e com conhecimento de causa : muito cuidado com o juízo que é feito destas situações. Muita cautela no julgamento que é feito sobre alguém que vive em determinado bairro e que, só por isso, não será flor que se cheire. A forma como olho para o exercício de funções das autoridades e o uso que fazem das suas armas de fogo, mudou, inevitavelmente, para sempre. Nem todos os agentes terão, garantidamente, o discernimento que é necessário para controlar o poder que uma arma representa e para usá-la na medida certa. E garanto-vos que cometem erros. Que umas vezes são fatais, e que outras podiam ter sido.