É basicamente isto.

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25 de julho de 2013

O primeiro anti-rugas.

E pronto. Acabou. A partir daqui é sempre a descer. Mulheres, este é para nós. Para mim e para vocês. Nestas alturas, todas nós precisamos de solidariedade feminina. Homens, não há aqui nada hoje para vocês lerem. A não ser que consigam ser compreensivos e entendam esta dor. Se mostrarem sensibilidade para isso, são eleitos os meus leitores favoritos. Não dá direito a grande coisa, mas fica dito. Se estão a pensar vir para aqui dizer que nós somos umas malucas que temos fanicos com isto da idade, não se admirem que a fera hoje rosne.
Há datas que não se esquecem :  a primeira amizade, o primeiro beijo, a primeira vez que conduzimos, o primeiro grande Amor, o primeiro grande desgosto, a primeira vez, a primeira vez que corre bem, a primeira viagem de avião, e, claro está, na vida de uma mulher, o primeiro creme anti-rugas. Toda a gente sabe, por esta hora, que não tenho os apregoados 24 anos. São mais 10, vá. E o inevitável aconteceu : com esta idade, há dias, comprei o meu primeiro anti-rugas. Para as entendidas na matéria, e conscientes, já vou tarde, eu sei. Isto devia ter sido a minha primeira compra dos 30 anos, mas fui ignorando as prateleiras com os sinais luminosos de alerta para essa idade, e continuei a ir para a secção das miúdas que têm 20 aninhos. Lido bem com a idade, e brinco com o assunto precisamente por isso. Mas há dias, já em casa e de creme comprado na mão, a ler o descritivo, confesso que tive uma pequena crise. 10 segundos, mais coisa menos coisa, a pensar no quanto o tempo passa. Há pouco tempo não tinha idade para fazer a depilação, nem para pintar as unhas, e agora uso anti-rugas. Já não é um creme hidratante, é um anti-rugas. Está porreiro, sim senhora. "Mas as rugas dão charme, CM", "mas as rugas são sinal de experiência, CM", "mas ninguém te dá 34 anos, CM", "Mas estás aí para as curvas, CM". Sim, abelhas! É isso, é.
Se me perguntarem, não gostava de voltar aos 20 anos, isso não. Gosto dos 30. Gosto mais. Mas agora podia ficar aqui, a marinar, por uns tempos.
Mais 6 anos, e estou a usar creme para quarentonas! Really?

24 de julho de 2013

Ide gozar com o #$&&$%&%$#!

Não fosse eu uma senhora que, mesmo em momentos de descontrolo e fúria extrema, tenta lembrar-se da educação que Mãe T. e Pai J. me deram, e este título seria outro. Com todas as letras.

Há dias, este senhor que não consigo já adjectivar, brindou-nos com esta merda de afirmação:


Eu até sou daquelas pessoas que tenta manter-se optimista em todas as situações. Que se mantém relativamente calma, e acredita que as coisas melhoram, que a vida é uma merda de vez em quando, mas no dia seguinte pode ser maravilhosa, que não há problema sem solução, que com empenho tudo se ultrapassa. Vivo preocupada como qualquer Português que viveu neste País nos últimos anos, mas tento não entrar em negativismos extremos e compreender que, quando chegamos onde chegámos, vamos ter que lidar com as consequências. Tento não deixar que esta merda desta crise e todo o ambiente à volta dela me afecte mais do que aquilo que inevitavelmente afecta e afectará : o bolso. Mas quando oiço afirmações destas, a coisa muda de figura. Saio do Mundo em que estes tipos e as merdas que dizem já nem me fazem pestanejar, para ficar virada do avesso. Há afirmações e afirmações. E esta, mesmo com toda a merda que este homem já disse, mesmo com toda a merda que outros membros deste governo de merda já disseram, é, na minha opinião, a mais grave que foi dita até aqui. Por vários motivos.

Porque é uma tentativa de desresponsabilização gigante perante o insucesso gritante (e já esperado) das medidas que tomou até agora, com uma mistura de provocação. Não consigo entender esta frase de qualquer outra forma. As pessoas não gastam o dinheiro que não têm. Que até é seu, mas que não têm ao final do mês. E a culpa é vossa, e só vossa. De quem previu ( onde é que esta gente aprendeu a fazer previsões?) que com menos rendimento as pessoas gastariam o suficiente. Este raciocinio já era qualquer coisa de fenomenal antes desta afirmação, mas agora, depois dela, é verdadeira e literalmente bestial.

É esta gente que eu oiço tantos defender que devemos deixar exercer as suas funções, sem interrupções de manifestantes? Devemos deixá-los falar? Discursar, dar palestras, visitar o Povo? Por favor. Se não gozarem com a minha cara, eu prometo que não gozo com a vossa. 

25 de junho de 2013

Tivesse eu uma varinha mágica...

...e a minha primeira opção, seria fazer desaparecer da minha vida aquelas pessoas com as quais temos mesmo de lidar no dia a dia, mas que nos sugam a nossa energia e boa disposição. Muito, mas muito à frente de qualquer outra coisa. À frente do euromilhões, à frente do homem da minha vida ( vejam, vejam bem o quanto esta gente me afecta, para deixar o pobre coitado para trás, perdido no Mundo, continuamente à minha procura), à frente de tudo o resto. Nem sempre tive esta percepção, e há uns anos atrás não tinha noção do quanto isto me poderia afectar, mas cada vez mais tenho como ponto assente : as más vibrações de quem nos rodeia, afectam-nos mais do que gostamos de admitir. Mais do que queremos. Pensem nisto 5 minutos. A forma como conseguem afectar o nosso estado do espírito, a forma como conseguem deixar-nos de nervos em franja, a energia que gastamos a combater esta praga humana.
Lido melhor com determinadas pessoas, desta índole, do que com outras. Os patetas puros, aqueles que não entendem qual o seu lugar, que se acham mais do que os utros mas não têm grande maldade, são pessoas sem noção, simplesmente, não me afectam tanto. Já os mal educados, são capazes de me fazer ganhar cabelos brancos. Os arrogantes, idem. Se há situação em que sinto enormes dificuldades, é em estabelecer um diálogo com quem é arrogante. É um esforço épico, é uma luta gigante entre a vontade de responder à letra e a necessidade de manter a postura. Há outra estirpe com a qual tenho dificuldades em lidar : os de mal com a vida. Constantemente. Quem é que não conhece alguém que se queixa, de tudo, de manhã à noite ? Com e sem razão? Que já acorda mal disposto, que acha que o Mundo cnspira contra si, que acha que tem a pior das sortes, que julga que os outros estão sempre melhor, que é capaz de fazer um dia de sol parecer um dia de trovoada?
Pudesse eu, e o primeiro movimento da minha varinha, seria para fazer desaparacer todas estas pessoas com as quais, infelizmente, sou forçada a lidar quase diariamente. Podemos escolher as amizades, mas é praticamente aqui que começa e acaba o nosso poder de decisão. A nossa liberdade em relação ao tipo de pessoas com quem interagimos.Todos temos obrigações diárias que nos remetem para uma espiral de gente que não escolheríamos como companhia, nem que fossemos as últimas pessoas à face da Terra. 
Acreditem no que vos digo : faz-me mais falta ter o privilégio de lidar apenas com quem quero, do que uma saca cheia de dinheiro. Se bem que...com uma saca cheia de dinheiro, raios me partam se mais algum dia nesta vidinha eu aturo uma pessoa destas. Palpita-me que hoje não me esqueço de jogar no Euromilhões.

20 de junho de 2013

"É insustentável o direito à greve".

Estão sentadinhos? Assim bem seguros? Então já podemos falar disto :

"O presidente do governo regional da Madeira, Alberto João Jardim, defende a proibição da realização de greves nos sectores das forças armadas, forças de segurança, saúde, justiça e transportes."

Em compensação :

"À limitação constitucional do direito à greve, nas referidas áreas, “deve corresponder, por parte do Estado, uma compensação material e social aos trabalhadores desses sectores, visto que embora a respectiva carreira resulte de uma opção pessoal, têm de ser ressarcidos por não beneficiarem da totalidade dos direitos laborais”.

Noticia aqui.

Bom, eu sugiro, já que se pretende mexer na CRP para acabar com o direito à greve para alguns trabalhadores de determinados sectores, que se acabe com o Princípio da Igualdade. Com o Direito à Liberdade (seja como for, ela já é cada vez mais escassa). Com a Liberdade de Expressão (é da maior importância que se acabe depressa com este. Cada vez mais há que calar as pessoas que têm, cada vez mais, razões para protestar). Com a Liberdade de Imprensa (os jornalistas, aqueles bons, também começam a incomodar e a ser inconvenientes). Com o Direito de Manifestação (uma vergonha, que ainda exista). Ia sugerir que se acabe também com o Direio ao Trabalho, mas com este já não precisamos de nos preocupar.

Aproveite-se a revisão que o Sr. Jardim quer, e acabe-se com tudo isto. Esta história dos Direitos está completamente ultrapassada. Aliás, acabe-se com a Constituição da República Portuguesa de uma vez. Tem sido uma valente pedra no sapato do Governo.

Ou isto, ou mande-se este homem para um buraco negro qualquer.

6 de junho de 2013

Onde é que se compra uma boa dose de paciência?

Pessoas que não tem filhos. Este post é para todos, como sempre, mas é sobretudo para as pessoas que não têm ainda descendência. Já experimentaram dizer, à frente de alguém que tem filhos, que andam cansados? Já? Experimentem, que é uma coisa a não perder. Mas antes tomem um Xanax ou qualquer coisinha mais forte.

"Ando tão cansada. Mesmo a precisar de férias. Parece que fui atropelada, credo!"

"O quê, CM?? Cansada ando eu! Essa agora! Não tens filhos, sabes lá tu. Então o que dirás quando os tiveres? Não te queixes sem motivos, que disparate! Cansada estou EU!".

Ora bem, vamos ver se explico isto em bom português : "Vão à merda!!" Perceberam? Pessoas (e são mais as mulheres que padecem deste mal, para minha grande desiluação) com filhos que acham que os outros não podem estar cansados, não podem ter milhentas coisas para fazer, não têm sequer direito a pensar na exaustão, quanto mais a senti-la, não têm outros problemas, não têm vida, não podem queixar-se. Somos uns valentes filhos da mãe, com vidinhas fáceis, que vivemos no bem bom, que andamos cheios de genica e nem precisamos de férias. Aliás, eu estou a pensar em doar (pena ainda não ser possivel, mas há que reverter isto) os meus dias de férias a alguém que tenha filhos. Porque eu, CM, não preciso delas. Sei lá o que é estar cansada. Afinal de contas, só no dia em que for Mãe terei, além de todos os outros direitos que vos estão reservados, direito a estar cansada.

Cabrice minha, queixar-me. Peço desculpa.

Ps- felizmente, conheço Mães normais, que não têm este tipo de discurso. Mas sobre as outras pergunto-me, várias vezes, o que raio terá feito curto-circuito dentro daqueles cérebros.




4 de junho de 2013

Assim vão as coisas na Ordem dos Advogados.

Um grupo de advogados estagiários terá interposto uma Providência Cautelar com vista a acabar com a exigência da realização de provas no âmbito do estágio, e com o seu necessário resultado positivo, para poder ver o seu nome inscrito na Ordem dos Advogados (fora o exame final de admissão).

Foi dado deferimento à Providência Cautelar, e, consequentemente, ordenada a suspensão da realização das provas. Aparentemente, uma "nova" Lei admite, no máximo, um exame de agregação no final do estágio.


Agora aparece Marinho Pinto, que uma vezes defendo, outras acho que viola tudo o que é princípio Deontológico, a dizer que as provas são para realizar porque a decisão só se aplica aos autores da providência cautelar? É assim que vai a Ordem dos Advogados, actualmente.

Honestamente, não recordo os tempos de estágio com qualquer tipo de saudade. A morosidade, a complexidade, a falta de condições práticas para cumprir todos os requisitos sem os quais nem nos poderíamos submeter a exame, o carácter gratuito do estágio. E recordo-me bem da sensação de "tudo por tudo" que se sentia no momento de realização destes exames. Imagino o que seja estar no meio desta confusão, com toda esta incerteza, e com a noção que estão em causa anos de trabalho, trabalho que é árduo. A minha solidariedade para todos os estagiários envolvidos neste processo infeliz.

3 de junho de 2013

Vamos lá a tapar esses regos, sff!

Sendo eu uma moça que habitou no Campo durante 32 Primaveras, até poderia estar aqui a falar  da terra, e da lavoura. De valas e de enxadas para tapá-las. O meu Pai ficaria até, certamente, orgulhoso e teria fé na continuidade do trabalho que desenvolveu durante uma vida. Mas não. Desiludo o Pai, ao mesmo tempo que crio imagens de terror nas vossas cabeças. Estou a falar do rego do rabo, mesmo. Eu peço desculpa, eu sei que a imagem é terrífica, mas daqui para a frente só piora.
Este não é um problema exclusivo do Verão, mas a verdade é que tende a agravar-se nesta Estação. O calor chegou há pouco tempo, e eu já perdi a conta aos regos que vi por aí. Sem pedir. Sem estar preparada. Sem estômago para isto. É um problema tendencialmente feminino, face ao uso de calças de cintura descida. É vê-las, por aí, de fio dental de fora. Uns bons 5 cms de fora, nalguns casos. Com calças que não lhes serviam aos 10 anos, quanto mais aos 30. Gosto particularmente das que vestem 2 números abaixo. Não só lhes temos que ver o rego, como toda aquela carne apertada de ambos os lados da cintura, que grita por ajuda (por um par de calças do seu número, diga-se). E se isto já é escabroso o suficiente, não esquecer que também a classe masculina nos presenteia de quando em vez, com esta visão. Alguns, até, acreditam que usar as calças uns bons centímetros abaixo dos boxers, é que lhes fica bem. E depois não só caem as calças, como descaem os boxers. E neste caso, geralmente - e peço mais uma vez desculpa pela imagem, mas há coisas que têm que se chamar pelos nomes - com o bónus dos pêlos. Pior do que ver um rego, só vê-lo carregado de pêlo.
É vê-los, por aí, em cada esplanada, em cada areal, em cada cadeira com as costas abertas - fim a estas cadeiras, digo eu- enquanto eu tento por tudo acalmar o meu estômago e constato que um dos grandes males da humanidade, é a falta de noção. De todas as espécies.
Por isto, e a bem da minha sanidade mental, o meu apelo no dia de hoje é este : "tapem bem esses regos, pá!!". Agradecida.

29 de maio de 2013

Uma tipa apanha com cada baralho...

Quando me ofereceram o bilhete para o Concerto da Rihanna, não fazia sequer ideia de quem seria responsável pela primeira parte. Só ontem, no próprio dia, descobri que estava a cargo da dupla de DJ'S  GTA (abro aqui um parêntesis para dizer que, para quem é fã deste tipo de música - é o meu caso - esta dupla sabe bem o que faz. Ao ponto de ponderar comprar um ou outro CD. Adiante). Os GTA acabam a sua actuação às 21h, depois de deixar o público completamente eléctrico. Já se sabe que a Rihanna não é uma moça pontual (eu sempre a defender-te, e tu portas-te assim...not cool), portanto a dúvida era só de quanto tempo seria o atraso desta vez. Ok, uma tipa aguenta. Mesmo com 34 anos no lombo, depois de um dia de trabalho e em cima de generosos saltos altos (164 cm não são altura que se apresente para ir a um concerto).
Às tantas, talvez já por volta das 22h, instala-se a confusão numa bancada. Palmas, gargalhadas, máquinas fotográficas em punho. O reboliço era tal, que achei que a própria da Rihanna ia começar o concerto numa bancada, entre os comuns mortais. Antes fosse. Era, nem mais nem menos, do que José Castelo Branco. Numa das bancadas, a acenar ao público e a dançar no seu estilo muito, como dizer, "próprio". Com uma longa trança negra. Eu peço desculpa pela imagem, mas era isto. Ri-me durante um minuto, mais coisa menos coisa, porque realmente o caso é para rir.
Deixei de achar piada quando o vejo a ser filmado e transmitido pela organização em ambos os ecrãs gigantes do Pavilhão. E lá ficámos nisto, uns bons 10 minutos. E o público continuava a aplaudir e a rir e a fotografar. E eu, honestamente, e por muito que seja uma tipa com sentido de humor, pergunto-me porque é que é dado tanto tempo de antena a esta palhaçada? Expliquem-me, Portugueses, expliquem-me. Desabafem. Porque raio não se cansam deste homem? Porque raio seguem tudo o que é programa em que entra? Porque raio eu tenho de aturar isto num Concerto? Até o CR7 lá esteve também, num camarote ao lado, e não teve direito a imagens nos ecrãs, 'ca porra!
Eu imagino a Rihanna a ver o que se passava na Arena, e a perguntar "WTF???". Pois, Rihanna. Nem nós sabemos...nem nós sabemos o que é aquilo.

21 de maio de 2013

As despedidas de solteira/o.

Em breve, vou participar de mais uma destas festas de despedida do solteirismo. Seja lá o que for que isso quer dizer para quem, apesar de ainda não casado, tem um compromisso sério com outra pessoa. Adiante. Não sou uma cinzentona que vai agora escrever, sabe-se lá quantas linhas, a maldizer estas despedidas. Nada disso. Adoro uma boa festa e todos os motivos são bem vindos.
O que me parece deveras deprimente, é a forma como, na sua maioria, estas festas se processam. Vejamos:
 
Despedida de Solteira
 
Juntam-se todas as amigas da noiva num qualquer restaurante e/ou bar, esgotam o stock de álcool, guincham umas mais alto do que as outras, metem-se com os homens das mesas ao lado, gritam alto e bom som (não fosse alguém ainda não ter percebido) que a Joaquina vai casar e que é a última oportunidade para todos os outros homens à face da Terra e, nalguns casos, contratam um stripper. Enquanto isto, a noiva, que já nem consegue dizer o nome completo, tem um objecto fálico na cabeça, enquanto parte um bolo que tem um objecto fálico em cima e bebe as bebidas a partir de uma palhinha que tem um objecto fálico. A coitada ri, chora, ri, chora, ri, chora, não sabe se deve casar, quer é ligar ao noivo e dizer o quanto gosta dele, ou o quanto afinal não gosta. Acaba a noite com uma das poucas amigas que conseguiu manter-se sóbria, a agarrar-lhe no cabelo enquanto vomita num qualquer WC público. Vai ter uma ressaca que é coisa para durar uma semaninha, assim por baixo.
 
Despedida de Solteiro
 
Tem que ter stripper. E álcool, claro, mas um grupo de amigos que não contrate uma stripper para o noivo , ou que não o leve a uma casa de strip, não é um grupo de amigos. E noivo que não alinhe na brincadeira, é um perfeito maricas. Ou pior. A tipa já o prendeu pelos ditos e já o castrou. É ela que veste as calças lá em casa.
 
 
Se um dia eu casar ( e escrevo isto enquanto abano a cabeça da esquerda para a direita, e da direita para a esquerda), por favor, minhas amigas, fixem isto: quero que me levem dois dias para um sítio que tenha calor, boa comida (em quantidade generosa) e boa bebida (q.b.). Só preciso disto e de vocês.

19 de maio de 2013

Vamos falar de Futebol?

Aposto, mas aposto mesmo duas madeixas, que pensam que vou fazer alguma piada acutilante sobre o slb e/ou a arbitragem do jogo do fcp. Não, meu caros, não. Tenho muitas e variadas, mas essas ficaram guardadas para quem tem o (des)prazer de me ter na lista de contactos.
A época acabou. Já posso respirar, e dizer, mais uma vez, que foi a época em que mais sofri. Sofrimento só comparável com aquela semana fatídica de 2005. Ser Sportinguista foi muito complicado esta temporada, foi de apertar o coração, foi ainda mais difícil do que já sabemos à partida que vai ser, à falta de jeito juntou-se uma falta de sorte ainda maior, foi um corrupio de treinadores, tivemos o nosso Vale e Azevedo e agora temos o todo charmoso Bruno Carvalho, perdi a quantidade de palavrões que disse, de insultos que proferi contra os jogadores, a quantidade de unhas roídas. Cabelos brancos sei bem quantos são, esses estão cá e já não vão a lado nenhum,
Ao contrário do que tantos profetizavam, o SCP não acabou enquanto clube de futebol, não desceu de divisão, não ficou em 10ª, não ficou sequer em 7.º Conseguimos um suado 6.º lugar, e uma última exibição de encher o olho, que nos leva a pensar que devia ter sido assim toda a temporada.
Por fim, há que agradecer ao JF o final de época que fez no Sporting, e dar as boas vindas ao Leonardo Jardim. Se esta troca me agrada? Honestamente, não sei. Sei que é o nosso novo treinador, e que, nem que fosse só por isso, já mora cá dentro. Esforço, Dedicação, Devoção e Glória, é o que exijo que traga. E a estrelinha de Campeão, já agora.
 
 

14 de maio de 2013

Ter um olfacto para cima de espectacular, parece bom, não parece?

Pois que não é! O meu olfacto é apuradissimo, como aqui já disse. E se isto dá jeito quando passamos por um daqueles homens perfumados, que nos deixam tontas logo pela manhã e que nos apetece seguir, há alturas na vida em que não dá jeito nenhum. O que dizer ao senhor que esta manhã, em pleno comboio, cheirava ao jantar de ontem? Eu já tentei conceber várias hipóteses para uma pessoa cheirar a fritos logo pela manhã, mas não me ocorre nenhuma outra.
Para rematar este início de dia, temos depois um elevador com cerca de 10 pessoas lá dentro, sendo que 5 delas já podiam ter morrido e cheirar melhor do que cheiram.

Eu sei que passo a vida a pedir às pessoas que tomem o seu banho matinal, mas só faço isto porque é mesmo importante. Eu não sou chata, isto é que é mesmo importante, Ok? Já agora, uma roupa lavada nunca fez alergia a ninguém.

(acabo este post cheia de alergias e coçadeiras! A falta de higiene é um assunto que me transtorna o miolo).

8 de maio de 2013

O Instinto Maternal.

A propósito dos anos que vão passando por mim, parece-me boa altura para aqui falar do meu instinto maternal. Ou da falta dele, neste caso. Quando se é Mulher, e sobretudo quando se passa a barreira dos 30, chega a inevitável pergunta, feita vezes sem conta, das formas mais inapropriadas e pelos mais diversos interlocutores "Não sentes vontade de ser Mãe?". Não, não sinto. Por enquanto. Até este momento, não houve altura da minha vida em que sentisse esse apelo. Nunca tive esse sonho, nunca fui a típica Mulher nesse (e noutros) aspecto (s). Não necessito de um filho para me sentir mais realizada ou para estar de bem com a vida. Para isto também contribuiu, certamente, o facto de não ter conhecido homem, até hoje, que me tenha feito idealizar a Maternidade. Ou conheci/conheço um, mas isso é uma outra história. Seja como for, e por muito que isto choque a maioria das pessoas, a verdade é que sinto, muitas vezes, que nasci desprovida desse instinto. Ou então, está tão escondido, tão no fundo de mim, que ainda não se manifestou. Muitas pessoas me dizem que um dia acordo, e lá está ele. Honestamente, tenho algumas dúvidas que assim seja. Não me sinto nem mais perto, nem mais longe. Sinto-me na mesma, com a mesma ausência dele que sentia há anos e anos atrás.
Isto é entendido por muitas pessoas como normal. O problema acontece quando, e geralmente esta reação vem de outras mulheres, mazinhas umas para as outras como sempre, sou olhada como uma aberração quando dou esta resposta. Já recebi olhares de horror, de estupefacção, de quase nojo (diria eu), de incredulidade.  Já recebi respostas de bradar aos céus, julgamentos de me fazer urticária, reacções de me fazer cegar. "A sério?? Isso é tão estranho", "Não acredito!", Não digas isso, que até te fica mal!", ou "Credo", são alguns exemplos. Pois, a estas pessoas, eu digo o seguinte de forma muito simples : ide lixar-vos!! Mas assim à grande! E só estou a utilizar esta palavra e não outra mais cabeluda, porque, apesar da nerveira que este assunto me causa, ainda me resta a educação.
Não peço, nem alguma vez pedirei, desculpa por não ter instinto maternal. Por ter a coragem de assumir que não me imagino a ser Mãe (até ver). Por gostar da minha vida tal como ela é, com toda a liberdade que isso me proporciona. Por conseguir ser feliz, sem ter que viver para outra pessoa, seja ela uma criança ou não. Eu não julgo as pessoas que optam por ter filhos, a não ser que o façam sem ter condições. Não ando a perguntar como é que conseguem viver vidas em função deles, exclusivamente, e esquecer-se que, antes disso, eram mulheres e homens. Não admito, pelo mesmo motivo, ser julgada pela minha opção. Não sou menos mulher, não tenho menos direitos, não devo ser enfiada num laboratório para estudo, por esse motivo.
Adoro os filhos dos meus Amigos, e Amo de paixão a pequena M., filha da minha "mana". Pela pequena M., aliás, tenho certeza que daria a vida, tal e como qual os Pais dariam. Mas perguntem-me se tenho instinto maternal, e/ou vontade de ser Mãe? Não. até ver, é um não sem qualquer margem para dúvidas. E esta, hein?

6 de maio de 2013

Oh senhora!!!!

Eu presumo que seja por casos destes, que todas nós depois temos fama de não conseguir estacionar um carro...Honestamente, nunca tinha visto nada assim! Que pilha de nervos, só de olhar. Tenho 3 teorias que podem, possivelmente, explicar o que aconteceu :

- a senhora estava completamente entornada;
- a senhora estava completamente entornada; ou
- não estando entornada, este video não é verdadeiro.

PS- atenção, esta carapuça não me serve. Já dizia o meu instrutor de condução, que tinha visto poucas mulheres estacionar tão bem. E pois que é mesmo verdade. Consigo estacionar o carro em sítios que nem o diabo desconfia.


2 de maio de 2013

Crianças com armas?

Tenho alguma dificuldade em pronunciar-me sobre o caso da criança de 5 anos que matou, acidentalmente, a irmã de 2, nos Estados Unidos. Costumo imaginar a dor da família, o desespero que se vive, uma vida que não volta. Neste caso, imagino até o que será crescer na pele desta criança de 5 anos, na culpa que certamente sentirá um dia. Não é meu hábito falar sem conhecer todos os pormenores, atirar pedras, julgar os outros. Tento não cair nesta tentação. Mas, neste caso, e mesmo esquecendo que podem existir pormenores que desconheço, a pergunta que faço é :

Quem, no seu perfeito juízo, oferece uma arma a uma criança de 5 anos? Que tipo de Pais oferecem armas a crianças, mesmo sendo armas que, aparentemente, são destinadas precisamente às crianças?

Cresci numa casa onde existem duas caçadeiras. O meu Pai (contra a minha vontade - assunto que gerou um sem fim de discussões entre nós), foi caçador durante anos. Precisamente por ser um risco, e mesmo estando as armas fora do meu alcance, sempre estiveram descarregadas. Nunca soube, sequer, onde estavam escondidos os cartuchos. Nem eu, nem o meu irmão.

E hoje em dia querem convencer-me que este tipo de brinquedo é normal? Foi a isto que chegámos. Um simples brinquedo já não chega. Tenho imensa pena, sim. Mas, neste caso, e lamento não ter discernimento para mais, apenas das crianças envolvidas.

CM, a Gata Fedorenta.

Já aqui disse que não acho piada ao Ricardo Araújo Pereira. Pode ser um bom profissional, mas aquele tipo de humor não me apraz. O que eu não disse, é que esta falta de apreço já vem do tempo do projecto "Gato Fedorento". Enquanto o País quase inteiro ria às bandeiras despregadas com aqueles quatro tipos, eu interrogava-me se o problema seria meu. Gostei de alguns sketches, não digo que não, mas acho que se contam pelos dedos da minha mão direita. Ou da esquerda, também serve.
Há dias, partilhei com um grupo de amigos o momento em que esta relação piorou. E agora vou partilhar convosco:
Não é segredo que me chamo Cláudia Maria. O que ainda não sabem, é que o meu apelido é, pasmem, Lopes da Silva. Por esta altura, os fãs do "Gato Fedorento", já perceberam o problema. Sim, aqueles quatro atreveram-se a fazer uma série inteira com o meu apelido. Depois dos "Fonseca", dos "Meireles", dos "Barbosa", vieram os "Lopes da Silva". E isto já seria o suficiente para imaginarem as piadas que ouvi na altura, não é? Pois que há pior, não saiam dos vossos lugares. Vejam isto, e atentem no minuto 2,44'. Bom, ou quê?



PS- não conheço nenhum dos 4 elementos deste projecto. Mas um dia gostava de lhes perguntar se por acaso nos cruzámos num qualquer sítio e servi de fonte de inspiração. Há muitos Silvas. Há muitos Lopes. Mas Lopes da Silva? E Cláudia Lopes da Silva? Not cool, guys.

30 de abril de 2013

As claques em todo o seu esplendor...

 
 
 
(foto daqui)

Depois da vitória de ontem do SLB, é assim que está hoje a Estátua do Marquês de Pombal. Ora isto só tem um nome : Vandalismo! Uma vergonha. Honestamente, a mentalidade das claques é uma coisa que me assusta em toda a linha. E estaria aqui a dizer o mesmo, se tivesse acontecido com o SCP.
 
PS- ai do primeiro que se atreva a vir aqui dizer que com o SCP jamais aconteceria, porque para isso há que ganhar campeonatos... Ai do primeiro! 

21 de abril de 2013

16 de abril de 2013

A saga do aparelho nos dentes.

A saga continua, pois está claro. Ontem foi dia de consulta mensal de manutenção ( ou dia de apertão, como lhe chamo). Para quem não sabe o que isto é, todos os meses é preciso sentar o rabo naquela cadeira para todo o aparelho voltar a ser ajustado de forma a exercer a pressão que é suposto exercer, e que se vai perdendo ao longo do mês. Depois disto, é aguentar 4/5 dias de dores mais ou menos ensandecedoras, conforme a pressão imposta pelo dentista. Comer é difícil, mas ainda não inventaram aparelho no Mundo que me impeça. Era a primeira bola a sair do saco.
Lá fui eu,  2 anos e meio depois do início desta aventura, determinada a não sair de lá sem a garantia que esta já é das últimas consultas mensais. Finda a consulta, faço a pergunta para um milhão de Euros : "Dra, quando é que podemos acabar com esta relação que tanto faz sofrer uma das partes?" (não foi assim, mas vocês percebem a ideia). E aqui juro que me deu jeito não me ter levantado ainda. A resposta foi "Ahh, mais uns 4 meses, pelo menos". Fiquei pasma a olhar para aquela mulher. Eu tenho tido imensa paciência, mas, por algum motivo, agora já na recta final, estou para lá de impaciente e completamente farta deste ferro todo. Como é que é possível? Há meses, longos meses, que olho para os dentes e vejo tudo certinho. Tudo no lugar, direito. Perfeito. Podia até ser impressão minha, e estar a projectar o futuro, mas não. As pessoas dizem-me o mesmo. Lá perguntei o que falta afinal acontecer mais, e foi-me explicado que falta qualquer coisa que entretanto não registei, porque a explicação foi demasiado técnica. A meio, acho que desisti de perceber. Ela é a dentista. O que é que eu vou fazer? Chegar a casa e arrancar isto com um alicate? Já pensei nisso, uma vez. Tinha tantas dores, que acho que passei à fase em que deixamos de raciocinar, e felizmente, sou moça que não tem caixa de ferramentas em casa. Não sei o que poderia ter acontecido naquele dia.

Temos, portanto, mais 4 meses desta vida. Ok, aceito. Q-U-A-T-R-O  M-E-S-E-S. Nem um dia mais, ou juro que um de vocês vai emprestar-me um alicate.
PS-E é bom que fique com um sorriso perfeito e lindo de morrer. É bom que o meu sorriso, por si só, os faça tombar e cair aos meus pés.

15 de abril de 2013

A minha Margem Sul.

Ou a Margem certa, como carinhosamente lhe chamo. Já aqui devia ter falado sobre aquela que é a minha casa há quase 34 anos. É uma injustiça e uma valente ingratidão ainda não o ter feito. Esta moça vive na Margem Sul do Tejo desde que nasceu. No dia em que reuni condições para abandonar a casa dos Pais, não tive a menor dúvida : queria continuar a viver na minha Margem, naquela onde o ar sempre se respirou melhor, naquela que me viu crescer, que tem algumas das melhores praias do País( e, na minha opinião, as melhores da zona da grande Lisboa), aquela onde tudo está mais próximo, onde a vida ainda é mais calma do que na grande Cidade. Não trocava esta Margem por nada. Não me imaginava, nem imagino, a viver noutro sítio. É por cá que gosto de estar, sou aquilo a que se pode chamar filha da terra. E fiel.
Explicada que ficou esta Paixão, devo dizer que uma das coisas que mais me aborrece, é a rivalidade entre a Margem Sul e a Margem Norte do Tejo. Não quero comparar dimensões, recursos, variedade cultural ou populacional. O que não me agrada é o desdém que tantas vezes é demostrado pela Margem Sul. Os ares de superioridade em relação a esta Margem. Isto é coisa capaz de me atirar para uma discussão acesa, em defesa da minha menina. Esta Margem tem muito valor. Tem coisas boas e más, como qualquer sítio. Tem as suas vantagens e desvantagens. Zonas problemáticas e zonas fantásticas. Tocam-me nos botões completamente errados, frases como "Margem Sul? Credo!!", "Passar a ponte?? Para quê??". Se perguntar, a 10 pessoas com quem tenha esta troca de ideias, há quantos anos não metem pés na Margem Sul, pelo menos 7 vão responder-me que há muitos. Não tenho dúvidas que se trata de preconceito de quem, na maioria das vezes, nem sabe do que está a falar. Quem conhece tanto da Margem Sul, como eu de Florença (com muita pena minha, já agora.). Temos depois um outro grupo de pessoas, ainda mais engraçado : aquelas que dizem mal, que torcem o nariz, mas que, aparecendo raio de sol ou fim de semana de calor, passam a ponte para invadir a nossa Margem. Isto dá-me um certo gozo. Oiço pouquíssimas pessoas da Margem Norte a elogiar a Margem Sul. Mas quando aparece o Sol, quando chega o calor, a pergunta que faço é : quem serão estas multidões que fazem fila para cá chegar? De onde vêm afinal? E se isto é tão mau, o que é que as leva a enfrentar filas de duas, e mais horas de trânsito?
O falso elitismo é a única coisa que me causa mais asco do que o elitismo puro e duro. Sabeis o que vos digo, pessoas desta estirpe? Ide banhar-vos nas praias de Carcavelos. Ide.
Todos os outros que não sofrem deste pedantismo, são bem vindos. Se precisarem de conselhos sábios sobre sítios a frequentar, sobre os nossos segredos melhor guardados, é chamar por mim. Eu ajudo.

9 de abril de 2013

Não estou a desejar mal a ninguém, mas...

...honestamente, e por muito que me custe dizer isto, constato que os Portugueses que assistem aos comentários do desgraçado do Sócrates no seu novo espaço semanal, têm o País que merecem. Só tenho pena que todos apanhemos por tabela.

E não, não me esqueci que não é o único culpado. Não me esqueci que são todos iguais ou muitos parecidos e que só muda o cheiro. Mas, e por muito que respeite a liberdade de cada um fazer, ver e ouvir o que bem entender, viver num País em que não sei quantos milhares de pessoas "bebem" as palavras deste homem que já tanto as enganou, causa-me "alguma" vergonha. Ainda assistiremos ao dia em que este homem passará a mártir.