Já devia há muito ter escrito umas linhas sobre esta série. É só a melhor série que já tive a sorte de ver. Sou uma enorme fã do Seinfeld, mas o “How I Met Your Mother”, conseguiu arrebatar o primeiro lugar do meu coração. Vai na 7ª temporada e está praticamente a começar a 8ª. Não quero sequer imaginar o fim desta série. Vai ser um dia triste. Vai deixar um espaço difícil de ocupar nas minhas horas de ócio.
Para quem não conhece (200 flexões, já), temos um narrador de serviço, o Ted, que conta aos dois (pacientes) filhos, a história (detalhadíssima) da sua vida até ao dia em que conheceu a mãe deles. De forma deliciosamente divertida. É imperdível. A quem não viu um único episódio (150 abdominais, agora) e a quem não a segue religiosamente (100, vá, mais 100 flexões), eu tenho uma só coisa a dizer : emendem essa falha. Não se arrependem.
Deixo-vos as características essenciais das personagens que tão bem compõem o elenco:
Ted – é o eterno romântico. Passou metade da sua vida à procura da mulher perfeita do compromisso ideal, do Amor para a vida. O insatisfeito. Inseguro, também. Costumo dizer que o Ted é a “mulher” da história. Vejam e digam-se se não tenho razão.
Marshall – é o namorado/marido que todas as mulheres idealizam. Atencioso, romântico, com sentido de humor, inteligente e fiel.
Lilly – a namorada/mulher do Marshall. É tudo o que o Marshall é, mas no feminino. Formam o casal perfeito. Daqueles que duvidamos que existam, mas queremos acreditar que sim.
Robin – a minha personagem favorita. Apregoa ao mundo inteiro que não quer compromissos. Que tem alergia a bebés. Que está sempre bem. Que não há nada que um whiskey não resolva. É a capa que a protege. No fundo, não é nada disto. O que talvez explique porque é que simpatizo tanto com a Robin...
Barney – O Barney? É a alma da série. É meia série, só ele, sozinho.É simplesmente indescritível. Mas vou tentar : é um mulherengo que faz listas de todas as mulheres que já teve ; que as pontua; que vive num apartamento pensado para todo o tipo de engate e à prova de qualquer relação duradoura; faz truques de magia; só veste fatos; ninguém sabe que emprego tem, mas nada em dinheiro; é machista que só ele. É uma verdadeira “personagem”, lá está. As expressões “True Story” e “Legend, wait for it, dary!”, são a sua imagem de marca.
Abençoados Carter Bays e Craig Thomas. Os realizadores.
PS- a propósito, o último episódio da 7.ª temporada, deixou-me em pulgas! Não vou falar dele, para não estragar a série a quem queira começar a segui-la, mas é para mim o episódio mais surpreendente até hoje.
CM