É basicamente isto.

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28 de julho de 2013

Quais são os teus maiores pecados mortais, CM?

Podia deixar esta pergunta aqui em aberto. Aposto que quem me segue há mais tempo, responde a isto de olhos fechados. Não vou dizer que não pratico os outros e que não se manifestam em mim com frequência, mas estes dois têm o dom de viver comigo diariamente. Estamos a falar da Gula e da Preguiça, pois claro. Está aqui uma combinação do fim do Mundo.
 
Podia ser uma mulher que come saladas, peixe e legumes. Uma mulher que consegue resistir à tentação, que não vai ao supermercado com fome. Mas não. Sou o oposto disto. Sou a mulher que desencaminha os outros, que está sempre pronta para petiscar, para provar o novo gelado, para comer mais qualquer coisa. Sou a mulher, pasmem-se, que já ouviu alguns amigos dizer "Caraças, mulher, tu comes "comós" homens" - fico num misto de orgulho e de vergonha, confesso, perante esta. Vou mais para o orgulho, vá.
 
Mas tudo bem." És, portanto, uma miúda que faz desporto para compensar, não é CM?" Então não é? Respondo eu. Fartinha de fazer desporto, é todos os dias a queimar calorias. Pois que não. Quando digo que sou preguiçosa, estou só a referir-me à prática de desporto. Não sou preguiçosa no geral, mas quando a coisa implica enfiar uns ténis nos pés, o caso muda de figura. Não gosto, não tenho força de vontade, não me consigo lembrar de nada que me apeteça menos fazer (talvez comer uma sopa, lá está....). Todos os anos, às vezes todos os semestres, digo que vou fazer qualquer coisa. Vou caminhar, vou correr, vou, desta é que vou. E não vou nada, já se sabe. Já eu estou fartinha de saber.
 
Respondendo à pergunta que todos estão a fazer, peso 58 kgs. Há anos que não passo deste peso. Claro que podia estar melhor, claro que podia ter um corpaço, mas, garantidamente, se engordasse em proporção ao que como, pesaria para cima de 80 kgs. Não é da ruindade, é mesmo ter uma sorte filha da p*** de ter um metabolismo abençoado. Agradeço-lhe, todos os dias. À hora da sobremesa.
 
 
(eu sei que o metabolismo abençoado não é tudo. Há que pensar na saúde. Fica a promessa de alterar este estilo de vida. Só não sei para quando, não me pressionem.)

 

19 de julho de 2013

Mostra-me a tua bagagem. E eu mostro-te a minha.

Ou vice-versa.

Conhecer pessoas novas é fácil. Conhecer pessoas que nos façam ter vontade de conhecer mais, é menos fácil. Conhecer alguém que retribua esta vontade e que nos vicie no seu ser, é o verdadeiro jackpot. Começar a analisar toda a bagagem que esse ser encerra em si, é fatal. Quase tão fatal como inevitável.

Teoricamente, e no mundo das probabilidades, sabemos que todos temos bagagem. Ela já não vai a lado nenhum. Todos nós guardamos e acumulamos coisas mais ou menos pesadas. Uns com a coragem de assumi-las, outros nem por isso. Na verdade, se todos fossemos brutalmente honestos sempre que nos damos a conhecer, acusaríamos, invariavelmente, excesso de peso. Isto parece-me pacífico. Porque é que, tendo isto como facto adquirido, tantas vezes analisamos a bagagem alheia até à exaustão? Retiramos conclusões, presumimos, julgamos. Estamos a ser honestos? Não receberíamos a mesma reação do lado de lá, se fossemos? Quem é que não tem esqueletos no armário? Quem é que não gostaria de apagar um qualquer capítulo da sua vida? Este julgamento gratuito tem consequências. As pessoas não se mostram como antes, não abrem o livro, não se revelam na totalidade. Falhamos muito, erramos ainda mais, mas quando alguém, cujo processo de conhecimento iniciámos há pouco, tem a frontalidade de abrir a mala e mostrar-nos o que carrega consigo, assustamo-nos e fugimos? Sim, porque a nossa mala está vazia. Não há lá nada para ninguém ver. Ou até há, mas está tudo organizado e perfeitamente arrumado, no sítio certo, numa perfeição inatacável. Porque é isto que queremos mostrar.

No que me diz respeito, não acredito em vidas muito certinhas. Em adultos sem esqueletos. Tenho alguns, tenho vários. E não estão trancados, mas também não estão à vista de quem não me dá o mesmo benefício da dúvida. A melhor coisa que me pode acontecer, é conhecer alguém que se revela sem pudores. Que sabe que tem bagagem porque está vivo e é humano. Que sabe que esta é a única forma sincera de conhecer alguém. Confio mais depressa nestas pessoas, do que naquela que me apresente uma "folha limpa". Percebo que é cada vez mais difícil mostrar quem somos, perante cada vez maior tendência para julgar os outros. Mas esta é a forma de estar que aceito. Não me pintem cenários cor-de-rosa. Eu não vou, certamente, pintá-los. Falta-me a paciência e a imaginação para criar uma personagem que não existe.

3 de julho de 2013

Venham cá Mulheres, agora é a vossa vez.

Estão a ver as lojas onde compram as vossas peças de roupa? Estão? Boa. Essas lojas colocam umas etiquetas engraçadas nas peças. Costumam ter o preço, o tipo de tecido, etc. Estão a ver uns números mais redondos que lá estão? É aqui que começa a surpesa, tádáaaaa! Isso são os tamanhos da roupa. Não são bichos papões, não são números meramente indicativos, não estão lá só para enfeitar. Ainda que o vosso número seja um 40, não se assustem. Comprem o 40, ou o 42, à cautela. Ninguém vai andar na rua a pedir para ver a etiqueta para confirmar o tamanho e apontar-vos o dedo enquanto largam sonoras gargalhadas. Mas sabem do que se vão rir? De andarem na rua a envergar um 36, quando, claramente, um 36 vestiram quando foram crianças. Só.

Estou a ser mazinha e irónica, eu sei. Estou a meter nojo, provavelmente. Estão vocês aí a pensar que isto é conversa de magra. Não é. Eu visto o 38. Sem qualquer problema. E ainda que passe para o 40 ou 42 em breve, não me apanharão na rua com roupa dois tamanhos abaixo do meu. As mulheres ainda têm muito o complexo de assumir o número de roupa que vestem. Ainda coram da cabeça aos pés para responder que vestem o 40, o 42, o 44. Isto tem de acabar. São mulheres, são adultas, são inteligentes, têm inúmeras qualidades para mostrar ao Mundo, e tremem perante uma etiqueta de roupa? A tremer, que seja pelo preço, não pelo tamanho. Conheço mulheres que vestem números muito acima da maioria, e que têm mais classe em qualquer dia da semana, do que as mulheres que insistem em sair à roupa como se tivessem ido ao roupeiro das filhas adolescentes, ou tivessem feito as compras na seccção de criança. Um dia, as mulheres deste País, vão perceber que não é preciso ser magra, ou querer à força vestir um número pequeno, para ter classe. Muito pelo contrário. Percebam o que vos fica bem, o que vos faz sentir confortável, e arrasem. De cabeça levantada.

Lembrem-se disto : a roupa apertada não só fere a vista, como faz mal à circulação. Agora vão, reflitam, e sejam realistas na próxima ida às compras. Eu sei que as lojas provocam as pessoas com os modelos cada vez mais pequenos, com as montras com aqueles manequins irreais, mas há que sorrir e acenar. Não cair na tentação. Viver bem com quem somos, ok?

PS- para quem não ficou convencido com estes argumentos, chamo aqui os homens para um incentivo : algum de vocês, desse lado, gosta de ver na rua uma mulher a envergar um tamanho de roupa que, claramente, não é o seu? Com carne a sair por sítios que preferiam não ver no pior dos vossos pesadelos? Ajudem a passar a mensagem, de uma vez por todas.

19 de junho de 2013

Life's truly a bitch.

Às vezes olhamos para trás, e nem é preciso viajar muito no tempo, e percebemos que já nos queixámos de barriga cheia. Que estava tudo no sítio certo, mas a nossa vida parecia-nos contantemente uma casa desarrumada onde não encontrávamos as coisas que nos fazem falta. Isto tem acontecido comigo, mais do que seria de desejar. Se tenho defeito que se pode dizer bastante acentuado, é uma tendência enorme para a insatisfação. Não aquela que nos faz andar infelizes, mas aquela que sentimos quando, mesmo perante a quase perfeição, achamos que podiamos estar melhor. Porque queremos sempre mais, e melhor e podiamos estar onde não estamos e com quem não estamos e porque achamos, erradamente, que se acreditarmos que está tudo no sítio estaremos a acomodar-nos, e a pior coisa na vida é a acomodação. Reconheço, sem problema, esta tendência em mim, e a necessidade de alterá-la. Um dos objectivos a que me propus nos últimos tempos, é precisamente esse.
Esta noção já estava bem enraizada em mim mas, agora, numa fase em que, efectivamente, posso queixar-me de vários aspectos, quer ao nível pessoal quer a nível profissional da minha vida, parece-me ainda maior o erro em que tantas vezes caí ao achar que precisava de mais qualquer coisa. Agora sim, fazem-me falta coisas que não estou a conseguir atingir. Que já tive, que já correram melhor. É um bocadinho aquele velho cliché que diz que só damos valor ao que não temos, mas é bem verdade. Estamos todos carecas de saber isto, mas qual de nós não cai neste erro de vez em quando? É tão fácil, tão simples, tão tentador. Tudo corre bem, mas queremos mais. Não percebemos que chega perfeitamente. Esquecemo-nos que nem sempre foi assim, e que um dia não será. E, agora, numa fase menos boa, numa fase em que, de facto, há que lutar por uma série de coisas e combater uma insatisfação justificada, apetece-me rir de mim mesma enquanto vou dizendo "é para aprenderes". Por sorte, estamos sempre a aprender. Ou quero acreditar nisso. Sempre a crescer e a tempo de alterar o que está menos bem na nossa personalidade. E, mesmo com todos os defeitos que encerro em mim, se há coisa que faço como ninguém, é assumir os meus erros e a minha imperfeição quando tem de ser. Só por isso, acredito que vou a tempo.

17 de junho de 2013

O que as férias nos ensinam.

É bem verdade que uma pessoa está sempre a aprender, e as férias não constituem uma excepção. Voltei bem mais esclarecida, sobre os mais variados (e pertinentes) assuntos da nossa sociedade. Vou partilhar convosco, porque acredito piamente que isto do partilhar o saber é importante. Vejamos:
- regressar de autocarro, às 3 da manhã, de um Casamento em que se comeu e bebeu como se não houvesse amanhã, é uma péssima ideia. Sobretudo quando se enjoa facilmente. E sobretudo se estamos a falar de uma viagem de uma hora. Divertido, mas arriscadíssimo. Parvo, pronto;
- se uma pessoa tem pouca sorte durante o resto do ano, uma pessoa terá pouca sorte mesmo de férias. Isto é o mesmo que dizer que, à primeira oportunidade, uma pessoa será multada. Uma multa de estacionamento para abrir a pestana. Parquímetro pago até à meia noite, já ouviram falar? Pois que existe. Agora já sei. Tinha acabado de chegar. Not cool;
- nasci para apreciar as coisas boas da vida. Boa comida, boa companhia, boas praias, bom clima, boa diversão, bons livros, boas conversas. E para isto preciso de estar de férias. É mais fácil. Dito isto, confirma-se o que já sei há algum tempo : nasci para ser rica;
- os areais portugueses não mentem : as mulheres estão a envelhecer bem melhor do que os homens. É vê-las, bem feitas e jeitosas, a passear-se ao lado das barrigas de cerveja dos companheiros;
- os homens ainda não perceberam o que vestir na praia. São poucos aqueles que acertam. Ou o calção é demasiado comprido, ou demasiado curto, ou é uma tanga. O calção certo permanece quase um mistério;
- entrar num bar ou numa discoteca para dançar, e encontrar pessoas de 30 ou mais anos, é cada vez mais raro. Uma pessoa, mesmo uma jovem trintinha como eu, sente-se quase como num baile de finalistas do liceu;
- e, por último, aquela que é uma verdade incontornável : acho que nunca na vida, desde que me lembro de ser gente, consegui descansar o suficiente nas férias. Mas é sinal que pouca coisa ficou para fazer, e só isso já me faz sorrir com vontade enquanto escrevo esta frase.





6 de junho de 2013

Onde é que se compra uma boa dose de paciência?

Pessoas que não tem filhos. Este post é para todos, como sempre, mas é sobretudo para as pessoas que não têm ainda descendência. Já experimentaram dizer, à frente de alguém que tem filhos, que andam cansados? Já? Experimentem, que é uma coisa a não perder. Mas antes tomem um Xanax ou qualquer coisinha mais forte.

"Ando tão cansada. Mesmo a precisar de férias. Parece que fui atropelada, credo!"

"O quê, CM?? Cansada ando eu! Essa agora! Não tens filhos, sabes lá tu. Então o que dirás quando os tiveres? Não te queixes sem motivos, que disparate! Cansada estou EU!".

Ora bem, vamos ver se explico isto em bom português : "Vão à merda!!" Perceberam? Pessoas (e são mais as mulheres que padecem deste mal, para minha grande desiluação) com filhos que acham que os outros não podem estar cansados, não podem ter milhentas coisas para fazer, não têm sequer direito a pensar na exaustão, quanto mais a senti-la, não têm outros problemas, não têm vida, não podem queixar-se. Somos uns valentes filhos da mãe, com vidinhas fáceis, que vivemos no bem bom, que andamos cheios de genica e nem precisamos de férias. Aliás, eu estou a pensar em doar (pena ainda não ser possivel, mas há que reverter isto) os meus dias de férias a alguém que tenha filhos. Porque eu, CM, não preciso delas. Sei lá o que é estar cansada. Afinal de contas, só no dia em que for Mãe terei, além de todos os outros direitos que vos estão reservados, direito a estar cansada.

Cabrice minha, queixar-me. Peço desculpa.

Ps- felizmente, conheço Mães normais, que não têm este tipo de discurso. Mas sobre as outras pergunto-me, várias vezes, o que raio terá feito curto-circuito dentro daqueles cérebros.




5 de junho de 2013

O poder do perfume masculino.

Homens, venham cá. Caros leitores, não pensem que eu não gosto de vocês e que não dou uma ajuda de vez em quando. Aliás, todos ganhamos, ganham vocês e ganhamos nós, mulheres com quem se cruzam nas ruas deste Mundo. Fixem bem isto, que é um conselho valiosíssimo e de borla, como se quer nos dias que correm : poucas coisas, muito poucas coisas, são tão sensuais num homem, como o toque do perfume certo na quantidade certa.  Um homem pode não ser uma estampa, pode até não estar num grande dia a nível de guarda roupa, pode estar a dever umas idas ao ginásio (e quem não está, não é certo...?), pode ser baixo e nós até temos queda para os altos, pode ser alto e só termos olhos para os baixos, pode ser loiro ou moreno, pode até ser ruivo e ter sardas, mas um homem bem perfumado, tem muito mais probabilidades de nos chamar a atenção. Sempre, mas SEMPRE, que me cruzo com um homem que deixa atrás de si um odor a um qualquer perfume maravilhoso (e convenhamos que raros são os perfumes masculinos que não são melhores do que os femininos) na medida certa, viro a cabeça. Tem, imediatamente, a minha atenção. E, dizem-me as famosas estatísticas com a garantia CM, que isto é assim para 90% das mulheres.
Infelizmente, parece que os homens não são ainda grandes adeptos de perfumaria. É com muita pena e alguma desilusão, que constato, todo o santo dia, que são poucos os que valorizam este "toque" final. Experimentem, homens, experimentem e depois contem-me coisas. Um bom perfume, não só nos chama a atenção, como denota algum cuidado (não vale não tomar banho e despejar o frasco de perfume em cima. Isso não só é batota, como é uma grande badalhoquice) e alguma vaidade q.b., a qual, diga-se sem rodeios, é importante também.
Vá lá moços. Perfumem-se e façam-nos a todos felizes. Com a garantia CM.

30 de maio de 2013

Mais coisas que os homens nunca entenderão.

Nunca vão saber o prazer que isto nos dá. O prazer que nos dá chegar a casa, e atirá-lo pelo ar. Nem a tortura que é usá-lo, todo o santo dia, para as "moças" manterem um ar jovem!




E não, não me venham dizer que usar gravata é pior. Eu já usei gravata várias vezes. Sei o que é, ok?

28 de maio de 2013

É dia de Guilty Pleasure.

Não será bem um guilty pleasure porque não me sinto nadinha culpada, mas alguns de vocês acharão que estou doida e que a moça não canta nada. Por acaso, faço umas boas imitações de algumas músicas, o que poderá querer dizer muita coisa sobre a qualidade vocal da Rhianna...mas adiante.
Gosto de quase tudo o que a rapariga canta. Não gosto da imagem pessoal que transmite, mas não vou lá por isso. Nem me diz respeito, como ela tão bem canta com o seu Chris.

Tive algum receio que a moça levasse assim uma valente tareia na véspera, e cancelasse o concerto (estou a ser mazinha, eu sei), mas até ver, está confirmado. Tenho o CD a tocar em modo repeat desde que cheguei ao emprego. Palpita-me que ainda levo com um agrafador no trombil.



PS- Felizmente, ninguém me dá mais de 25 aninhos com esta cara. Era capaz de me sentir deslocada se não fosse assim...

22 de maio de 2013

A terapêutica disto dos Blogs.

Quem me lê é capaz de achar que sou um bom feitio. Uma pessoa de trato fácil. Um Amor, no fundo (sou capaz de já estar a esticar a corda). Está, por isso, na altura de dizer que não será bem assim. Não está aqui um passeio no parque, está mais um osso duro de roer do que qualquer outra coisa. Isto de escrever um blog tem ajudado, de certa forma, a amolecer a "fera" dentro de mim. Passo a explicar. Pessoalmente, e quem lida comigo diariamente sabe bem disto e está a esta hora a confirmar que sim, nem sempre é fácil distinguir aquilo que alguns chamarão de "mau feitio" e que eu, convenientemente, chamo de "meu feitio". Tenho um bocadinho o coração ao pé da boca. Raramente fico com uma resposta atravessada na garganta. Invariavelmente, e sobretudo se estou no limite com alguém ou alguma situação, serei bruta que nem uma porta. Já me disseram que tenho a sensibilidade do tal calhau da calçada, mas isto também já é um exagero. O problema agrava-se perante determinadas situações : injustiças no geral, falta de educação, desrespeitos, faltas de consideração, falta de brio profissional, benfiquistas ( esta é só para ver se continuam atentos! Brincadeira....), e por aí. Basicamente, a coisa complica-se quando me pisam os calos. A partir daqui, nunca se sabe bem. Mas o mais provável, é vir a público o tal "meu feitio". Estou bastante melhor, com o passar dos anos. O coração já está mais longe da boca. Ainda assim, o melhor é ter algum cuidado. Tenho uma Amiga de longa data, que diz que sou absolutamente transparente. Que basta um olhar de um segundo para o meu semblante, para saber se é dia sim ou dia não. Se ainda há margem, ou se a corda vai partir. E isto é a mais pura das verdades. Há quem me chame refilona, inconformada, contestatária e por aí fora. Sou capaz de ser, sim. Mas não sei ser de outra forma, nem sei se devo ser. Tenho pavor a pessoas amorfas, apáticas, que se deixam pisar, que não se impõem. Sempre admirei personalidades fortes. O truque, é não deixar que isto passe para a falta de educação. Sei que mal educada não sou, mas há que tentar não ser tão bruta, por vezes. Tão cruel, ou fria.
E onde é que entra o blog? Precisamente aqui. Assumi o compromisso de escrever para mim e, por muito que seja muito recompensador ter o feedback de quem me lê, nunca escrever para agradar ou de forma hipócrita. E isso é assegurado, faço questão. Mas não deixa de ser verdade que, muitas vezes, quando penso em escrever um post sobre determinada situação ou alguém, estou preparadíssima para dizer cobras e lagartos, para maldizer o mundo, para usar todos os palavrões que conheço. Depois paro e penso "Calma, Cláudia Maria. Estão pessoas do lado de lá. Algumas, pelo menos. Talvez até menores, caramba!". E isto é o suficiente para abordar a questão com mais calma, com mais margem, com mais noção que existem as mais variadas opiniões sobre um assunto e que todas (ou quase) podem ser válidas. E este exercício,tem ajudado, quer acreditem quer não, a fazer o mesmo raciocino no dia a dia. Não sou tão impulsiva como já fui, e nem mesmo como era no início deste blog. Isto da partilha de ideias, de histórias, de vidas, isto da interacção com tanta gente diariamente, é terapêutico. Vão por mim. Muito dinheiro já se poupou em terapia. Obrigada ao blogger e a vocês.

20 de maio de 2013

Venham de lá essas Barbas!

Anda por aí uma moda generalizada no sexo masculino : a barba. Ora, se me perguntarem, não conheço homem algum que fique melhor sem ela. Fá-los parecer mais maduros, mais confiantes, mas experientes. Mais homens, no fundo. Se repararem, cada vez que um homem manda a sua barba às urtigas, perde uns 5/6 anos que tinha em cima. E isto, parecendo que sim, não é bom. Se há coisa que não queremos, é andar a passear com um tipo que tem idade para ser o nosso mano mais novo. Ou o nosso filho, nos casos mais extremos. A barba é sinal de charme, senhores. Experimentem e depois venham cá dizer de vossa justiça.

Caso a minha palavra não chegue ( please... uma moça entendida no assunto como eu) , cá ficam as vantagens apontadas, por quem sabe (presumo que existe uma comissão que avalia este tipo de questões pertinentes) para deixar crescer esses pêlos na cara:

1. Homens com barba são mais sexys;
2. A barba protege contra o sol;
3. A barba mostra respeito;
4. A barba economiza tempo (diz que, por ano, um homem perde 2 dias e meio a desfazer a barba);
5. Barba suaviza a pele ( ter barba significa não se cortar nem irritar a pele com uma lâmina de barbear);
6. A barba desacelera o envelhecimento;
7. A barba alivia a asma ( Bigodes que atingem a área nasal podem parar ou impedir que alérgenos entrem no nariz e sejam inalados pelos pulmões);
8. Barba ajuda a combater gripes, constipações e tosses (O pelo é um isolante que mantém o pescoço quente. Barba espessa bloqueia o ar frio e eleva a temperatura do pescoço);
9. Crie um estilo próprio e mude quando quiser;
10. Porque elas gostam e aprovam o visual com barba - este sim, o único e verdadeiro motivo a ter em conta.

Agora...atenção. Não vamos, rapazes, tentar imitar o "Barbas", aquele senhor lá da minha terra que é, ele mesmo, uma espécie de homenagem ao slb. Tende noção, sim?


8 de maio de 2013

O Instinto Maternal.

A propósito dos anos que vão passando por mim, parece-me boa altura para aqui falar do meu instinto maternal. Ou da falta dele, neste caso. Quando se é Mulher, e sobretudo quando se passa a barreira dos 30, chega a inevitável pergunta, feita vezes sem conta, das formas mais inapropriadas e pelos mais diversos interlocutores "Não sentes vontade de ser Mãe?". Não, não sinto. Por enquanto. Até este momento, não houve altura da minha vida em que sentisse esse apelo. Nunca tive esse sonho, nunca fui a típica Mulher nesse (e noutros) aspecto (s). Não necessito de um filho para me sentir mais realizada ou para estar de bem com a vida. Para isto também contribuiu, certamente, o facto de não ter conhecido homem, até hoje, que me tenha feito idealizar a Maternidade. Ou conheci/conheço um, mas isso é uma outra história. Seja como for, e por muito que isto choque a maioria das pessoas, a verdade é que sinto, muitas vezes, que nasci desprovida desse instinto. Ou então, está tão escondido, tão no fundo de mim, que ainda não se manifestou. Muitas pessoas me dizem que um dia acordo, e lá está ele. Honestamente, tenho algumas dúvidas que assim seja. Não me sinto nem mais perto, nem mais longe. Sinto-me na mesma, com a mesma ausência dele que sentia há anos e anos atrás.
Isto é entendido por muitas pessoas como normal. O problema acontece quando, e geralmente esta reação vem de outras mulheres, mazinhas umas para as outras como sempre, sou olhada como uma aberração quando dou esta resposta. Já recebi olhares de horror, de estupefacção, de quase nojo (diria eu), de incredulidade.  Já recebi respostas de bradar aos céus, julgamentos de me fazer urticária, reacções de me fazer cegar. "A sério?? Isso é tão estranho", "Não acredito!", Não digas isso, que até te fica mal!", ou "Credo", são alguns exemplos. Pois, a estas pessoas, eu digo o seguinte de forma muito simples : ide lixar-vos!! Mas assim à grande! E só estou a utilizar esta palavra e não outra mais cabeluda, porque, apesar da nerveira que este assunto me causa, ainda me resta a educação.
Não peço, nem alguma vez pedirei, desculpa por não ter instinto maternal. Por ter a coragem de assumir que não me imagino a ser Mãe (até ver). Por gostar da minha vida tal como ela é, com toda a liberdade que isso me proporciona. Por conseguir ser feliz, sem ter que viver para outra pessoa, seja ela uma criança ou não. Eu não julgo as pessoas que optam por ter filhos, a não ser que o façam sem ter condições. Não ando a perguntar como é que conseguem viver vidas em função deles, exclusivamente, e esquecer-se que, antes disso, eram mulheres e homens. Não admito, pelo mesmo motivo, ser julgada pela minha opção. Não sou menos mulher, não tenho menos direitos, não devo ser enfiada num laboratório para estudo, por esse motivo.
Adoro os filhos dos meus Amigos, e Amo de paixão a pequena M., filha da minha "mana". Pela pequena M., aliás, tenho certeza que daria a vida, tal e como qual os Pais dariam. Mas perguntem-me se tenho instinto maternal, e/ou vontade de ser Mãe? Não. até ver, é um não sem qualquer margem para dúvidas. E esta, hein?

5 de maio de 2013

Isto da idade tem muito que se lhe diga.

Uma pessoa sabe que está a ficar velha, porque tem noção que completa 34 Primaveras dentro de menos de 48 horas. Mas ainda que não soubesse, ainda que o calendário a deixasse esquecer, uma pessoa tem a certeza que a idade está a ganhar quando tenta fazer um fim de semana cheio, daqueles de só parar para dormir qualquer coisa, e chega a domingo à noite com a sensação de ter sido atropelada por qualquer coisa não menos pesada do que uma manada. Uma pessoa pensa que faz uma noitada na sexta-feira, e que consegue fazer o mesmo no sábado. Pensa que consegue manter as actividades
programadas para durante o dia, e estar fresca que nem uma alface. Pois, meus caros, isto já não é assim tão possível. Uma pessoa, que  que não consegue adormecer com qualquer tipo de barulho e/ou claridade, adormece no banco de trás do carro numa viagem às 18h. Como se fosse uma criança. Uma pessoa faz os possíveis para não sentir a idade passar, ignora o calendário, mantém o ritmo que tinha na adolescência, mas acaba por levar com a realidade em cheio na cabeça : o passar dos anos é f*****. Lixado, portanto. Essa pessoa pode, ou não, ser a Autora.
 
Mesmo assim, ainda houve energia para isto. Porque a Mãe T. merece.
 
 
 

3 de maio de 2013

Carta aberta.

Ao Universo :
Um dia, vou perceber as tuas motivações. Quero mesmo, mesmo e a sério. Nunca tivemos uma relação fácil. Se és tu quem distribui a sorte, convenhamos que não estou propriamente na tua lista de prioridades. Convenhamos que, para mim, o teu plano parece ser outro. Tens que colocar as armadilhas no caminho de alguém, percebo. Já me habituei a identificá-las, já me ensinaste qualquer coisa. Já te mostrei que, ainda que ganhes, vou dar trabalho. Vou ser persistente, vou ser inconformada, vou lutar, vou recusar-me a aceitar o teu desígnio sem espernear. Se já temos uma história juntos, se já sabes disto, se já me viste passar-te a perna uma ou outra vez, continuas a desafiar-me com que objectivo? Às vezes, ainda me enganas, tenho de assumir. Ainda me fazes caminhar precisamente no sentido que escolheste, aquele que me vai colocar à prova, sem que perceba antes de já estar demasiado próximo. Um dia, isto tem que acabar, sabes disso. Ou espero que saibas. Talvez tenhas um desafio tamanho à minha espera, que precises de saber se estou à altura. Mas, por uma vez, podias ter atirado para o meu caminho uma coisa simples. Não precisava de mais uma coisa impossível de concretizar. Imagino as gargalhadas que dás. Eu, honestamente, não estou com vontade de rir. Há partidas que não se pregam. E, para ajudar, despejas-me, ao jeito de cereja no topo do bolo, um balde cheio de desilusão em cima. Ainda consegues colocar-me no caminho pessoas difíceis de "ler" e sobre as quais tento pensar o melhor. Não quero tornar-me numa daquelas pessoas que esperam à partida o pior. Não gosto dessa má vibração. E, precisamente por causa disso, conseguiste enganar-me mais uma vez.
Agora dá-me licença que te ignore em absoluto. Vou estar ocupada a desfazer a merda que fizeste. Outra vez.
PS- tens muito que me compensar.
Atenciosamente,

2 de maio de 2013

CM, a Gata Fedorenta.

Já aqui disse que não acho piada ao Ricardo Araújo Pereira. Pode ser um bom profissional, mas aquele tipo de humor não me apraz. O que eu não disse, é que esta falta de apreço já vem do tempo do projecto "Gato Fedorento". Enquanto o País quase inteiro ria às bandeiras despregadas com aqueles quatro tipos, eu interrogava-me se o problema seria meu. Gostei de alguns sketches, não digo que não, mas acho que se contam pelos dedos da minha mão direita. Ou da esquerda, também serve.
Há dias, partilhei com um grupo de amigos o momento em que esta relação piorou. E agora vou partilhar convosco:
Não é segredo que me chamo Cláudia Maria. O que ainda não sabem, é que o meu apelido é, pasmem, Lopes da Silva. Por esta altura, os fãs do "Gato Fedorento", já perceberam o problema. Sim, aqueles quatro atreveram-se a fazer uma série inteira com o meu apelido. Depois dos "Fonseca", dos "Meireles", dos "Barbosa", vieram os "Lopes da Silva". E isto já seria o suficiente para imaginarem as piadas que ouvi na altura, não é? Pois que há pior, não saiam dos vossos lugares. Vejam isto, e atentem no minuto 2,44'. Bom, ou quê?



PS- não conheço nenhum dos 4 elementos deste projecto. Mas um dia gostava de lhes perguntar se por acaso nos cruzámos num qualquer sítio e servi de fonte de inspiração. Há muitos Silvas. Há muitos Lopes. Mas Lopes da Silva? E Cláudia Lopes da Silva? Not cool, guys.

23 de abril de 2013

Eu tento ser uma pessoa melhor.

A sério que tento. É capaz de ser disto da idade. Uma pessoa cresce, mesmo. Um dia acorda e é adulta, responsável pelas suas acções. Já não dá para disfarçar. E as coisas começam a ter um peso que não tinham há uns anos. Começa a olhar à volta e a pensar que meio mundo não presta (e estou a ser meiga). Não quer reparar no pior das pessoas, mas já não consegue evitar. Já não apetece olhar para o lado e assobiar.
Sobretudo este Ano, que decidi que tenho de limar várias arestas, e ser uma pessoa mais tolerante, tenho tentado. Sabe quem me é próximo, que não sou perfeita. Estou aqui carregadinha de defeitos. Consigo ser a pessoa mais teimosa e mais intolerante que conheço. Não sou orgulhosa, mas quando atinjo o limite, dificilmente há retorno. Tenho uma capacidade imensa para excluir da minha vida, de uma só vez, a frio, quem já esgotou comigo a quota de oportunidades que lhe estava destinada. A minha Mãe diz, desde cedo, que consigo ser a pessoa mais fria que conhece. Puro gelo, se quiser. Talvez seja verdade. Seja como for, os defeitos estão cá, e nunca me achei melhor do que ninguém. Ainda assim, há uma característica comum a tanta e tanta gente, que é capaz de me fazer perder por completo as estribeiras: quem não conhece alguém que não consegue assumir os erros que comete?  Que não quer arcar com as consequências? Que teima em não crescer? Quem é que não conhece alguém que empurra os seus erros para qualquer lado, que se vira do avesso para "sacudir a água do capote", que não tem brio, que não tem pudor em deturpar factos? Tenho tolerância zero para os troca tintas. Para a irresponsabilidade. ZERO. Gente que se queixa de tudo e de todos, quando são os únicos culpados e responsáveis pelo que corre mal? É gente que me tira do sério, da qual quero distância, a máxima possível. Tenho os meus defeitos, mas se há coisa com que podem contar de mim, é com seriedade. É com actos ponderados, e com o assumir de culpas quando assim tiver de ser. É com a humildade de saber que também falho, e que não há que ter vergonha nisso. É com querer fazer sempre melhor, e dar tudo por tudo em qualquer coisa que assuma fazer. É em honrar compromissos.
 
O que é verdadeiramente importante para mim, e isto aplica-se a qualquer dia do ano, é poder deitar a cabeça naquela almofada maravilhosa, e saber que fiz o que me compete. Mas mais ainda do que isso, é saber que não passei por cima de ninguém, que assumi os meus actos, que sou responsável pelas minhas acções. Pode estar tudo o resto errado, pode tudo correr mal, mas comigo mesma preciso de estar bem. E o meu sonho, o meu verdadeiro sonho, é não ter que lidar com gente que não sabe o que isto é. Gente para quem isto é apenas um lirismo dos outros. Gente a quem podia perguntar como é que adormecem à noite, e que sei que responderiam "Virado para a esquerda. Ou de barriga para baixo, é conforme".

19 de abril de 2013

Desejos de uma rapariga simples para o fim de semana.

Bom, então vamos lá ver. Para este fim de semana, esta menina-mulher quer:
- dar os parabéns à miúda mais gira que conheço. Não sou eu, é a pequena M., um dos amores da minha vida, que é tão gira que já me deixou a comer pó. Um Ano. Um ano a tornar melhor as vidas de quem a rodeia. Dar também os parabéns ao Pais, sobretudo à Mãe, a minha "mana", uma das Mulheres que mais admiro nesta vida;

- jantar já hoje uma daquelas minhas "Massas com tudo". Ou "Massas à Cláudia Maria", se preferirem. Esta semana portei-me bem, e se não fosse ontem a ida ao Mac, tinha ido uma semana sem pecados. Destes. Adiante ;
- dormir até me cansar. Até ter os olhos inchados e a cara cheia de marcas da almofada. Isto dito assim não parece grande coisa, eu sei, mas sabe tão bem. Como há poucas coisinhas no mundo que me façam perder o sono, esta é fácil;
- dar o primeiro mergulho do ano. Apanhar a primeira cor. Estender-me no areal, de música nos ouvidos;
- ver, finalmente, o "Casablanca". Uma das minhas falhas imperdoáveis. Gravado há meses, à espera que lhe dê a devida atenção;
- Por fim, meus Caros, quero assistir à vitória do meu SCP. É fim de semana de derby. Isto só pode significar uma de duas coisas: ou o meu telemóvel, ou o teu, lampião que me conheces, se encherá de mensagens. Um clássico. Às vezes, já aconteceu, fico sem bateria no final do jogo...coincidências da vida. Mas este fim de semana tenho fé! Vamos à Luz mostrar que o Leão está vivo. E ruge!
Estão a ver como uma moça não precisa de muito para ser feliz? Ainda dizem que as mulheres são muito exigentes. Go figure that...

17 de abril de 2013

Eu sei que o Amor existe.

Apesar de me considerar uma pessoa sensível, até mesmo a roçar a lamechas de quando em vez, não tenho por hábito falar deste assunto. Disfarço bem portanto, digamos assim. Vamos ver, então, se consigo explicar um dos meus pontos de vista sobre este tema tão vasto.
Acredito no Amor. Não só no seu poder, na sua grandeza, mas também na sua existência. Acredito no Amor que resulta das Amizades e dos laços de Família. Acredito até no Amor de um homem por uma mulher e vice-versa. No Amor romântico, chamemos-lhe assim. Mas não acredito que exista em quantidades tão elevadas como parece. Acredito até que seja raro, e imensamente difícil de encontrar.
Já gostei de várias pessoas, gostar é simples. É fácil. Basta-nos algumas afinidades, algumas coisas em comum, atracção física e psíquica e, voilá, gostamos. Queremos passar tempo, queremos estar perto, sentimo-nos bem na companhia um do outro. Está tudo certo, no sítio onde deveria estar. Mas Amar? Amar não é isto. É muito mais do que isto. É, com o tempo, conhecer os defeitos, as coisas que nos enlouquecem, o menos positivo, as fragilidades e fraquezas, os segredos, os handicaps e, ainda assim, querer ficar por perto. Dia após dia, mês após mês, ano após ano, e ter certeza que estamos no sítio certo. É querer sempre conhecer mais, partilhar mais, viver mais. É uma admiração constante pelo outro, orgulho na pessoa que é, mesmo com os defeitos que já encontrámos. Gostar não tem a mesma força, o mesmo poder. Gostar é tão fácil.
Amar é raro. É raríssimo, se me permitem. Não tenho dúvidas que as pessoas que estão juntas, na sua maioria, gostam umas das outras. Gostam muito, até, talvez. Mas não sei quantas amarão de facto a pessoa com quem estão. Estão porque há o hábito, há amizade, há pontos em comum, há a companhia. Há o gostar. E isso vai chegando...
Se me perguntarem, terei amado duas pessoas apenas até hoje. E talvez esta noção que tenho entre o que é gostar e o que é amar, noção que nem sempre tive, explique o facto de não ter companheiro neste momento. Os meus namoros de adolescência, foram longos. Daqueles que levam a nossa família a achar que vem para aí casamento. Depois, e à medida que o tempo passou e que os anos passaram com ele, esta diferença começou a ter consequências. Rapidamente percebo se gosto apenas ou se há ali Amor. Rapidamente percebo se devo apostar ou não. E, infelizmente, Amor não é sentimento que veja em abundância por aí. Vejo algum, claro que sim. Fico verdadeiramente espantada quando percebo que duas conseguiram encontrar-se nesta loucura de Mundo, e amar-se à séria. Mas vejo mais pessoas que gostam. Que se gostam. E, para mim que já me conheço, gostar nunca será o suficiente.
Eu sei que o Amor existe, mas não está aí ao virar de cada esquina. O Amor é raro. Se já o encontraram, sabem do que falo.

12 de abril de 2013

CM num dia de Sol.

Nos dias de Sol, posso governar o Mundo com uma perna às costas.

Não há aparelho nos dentes que me impeça de sorrir descaradamente. Acredito que caminho numa qualquer rua e vou tropeçar, não numa pedra, mas no homem da minha vida. Sinto-me mais alta. Acho possível entrar numa Nespresso e beber um volutto ao lado de Mr. Clooney. Sinto-me mais magra. Uma malha nos collants não me aflige. O aselha que conduz à minha frente merece a minha simpatia. Tenho quase energia para fazer desporto. Um prato de peixe cozido parece-me um arroz de marisco. Consigo olhar para a pior das pessoas, e ver qualquer coisa boa. Sou feliz numa esplanada com a minha música nos ouvidos. Consulto o saldo bancário, e não me apetece cortar um pulso. Sei que o meu Sporting ainda irá às competições Europeias. Ia jurar que o borracho que vejo quase diariamente no comboio, sorriu para mim. Apetece-me conversar até me cansar. Faço planos, e todos eles têm finais felizes.

E se todos os dias fossem assim?

11 de abril de 2013

Um bombom para os homens.

Como que a provar que isto não é só puxar a brasa à nossa sardinha (e isto soava melhor na minha cabeça, do que escrito), esta ofereço-vos eu, homens.
 
Hoje, completamente apanhada pela euforia que anda no ar com a alegada chegada da Primavera, (porque desta é que é, diz quem sabe) lembrei-me que faço parte do universo de pessoas que tem a roupa de Verão, cuidadosamente, guardada na arrecadação à espera de chegar a sua altura. Entretanto, e como me parece que já passaram alguns anos desde a última vez que fez calor neste País, decido ir até lá e abrir o roupeiro da dita, só para recordar o que está guardado. Adivinha-se o momento seguinte, não adivinha? PÂNICO! DRAMA! Como seria de esperar, não tenho nada para vestir agora que a Primavera lá vem! Estou nua, despida! Não há ali nada que se aproveite. E agora? Regresso a casa enquanto praguejo, porque entretanto também acabo por me lembrar que isto não está de feição para ir gastar os euros na colecção nova.
 
Umas horas depois, caio em mim e percebo que tenho roupa suficiente não só para a Primavera de 2013, como para a de 2014. Talvez até tenha roupa que posso dar.
 
E isto, senhores, é um clássico feminino para o qual não tenho explicação ou justificação que se apresente. Não há início de Estação do Ano, em que as mulheres não jurem a pés juntos que não têm nada para vestir. Não é para entender. O que não tem remédio, remediado está. Não se esqueçam é que somos adoráveis. É tudo o que precisam de saber.