É basicamente isto.

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28 de julho de 2013

Quais são os teus maiores pecados mortais, CM?

Podia deixar esta pergunta aqui em aberto. Aposto que quem me segue há mais tempo, responde a isto de olhos fechados. Não vou dizer que não pratico os outros e que não se manifestam em mim com frequência, mas estes dois têm o dom de viver comigo diariamente. Estamos a falar da Gula e da Preguiça, pois claro. Está aqui uma combinação do fim do Mundo.
 
Podia ser uma mulher que come saladas, peixe e legumes. Uma mulher que consegue resistir à tentação, que não vai ao supermercado com fome. Mas não. Sou o oposto disto. Sou a mulher que desencaminha os outros, que está sempre pronta para petiscar, para provar o novo gelado, para comer mais qualquer coisa. Sou a mulher, pasmem-se, que já ouviu alguns amigos dizer "Caraças, mulher, tu comes "comós" homens" - fico num misto de orgulho e de vergonha, confesso, perante esta. Vou mais para o orgulho, vá.
 
Mas tudo bem." És, portanto, uma miúda que faz desporto para compensar, não é CM?" Então não é? Respondo eu. Fartinha de fazer desporto, é todos os dias a queimar calorias. Pois que não. Quando digo que sou preguiçosa, estou só a referir-me à prática de desporto. Não sou preguiçosa no geral, mas quando a coisa implica enfiar uns ténis nos pés, o caso muda de figura. Não gosto, não tenho força de vontade, não me consigo lembrar de nada que me apeteça menos fazer (talvez comer uma sopa, lá está....). Todos os anos, às vezes todos os semestres, digo que vou fazer qualquer coisa. Vou caminhar, vou correr, vou, desta é que vou. E não vou nada, já se sabe. Já eu estou fartinha de saber.
 
Respondendo à pergunta que todos estão a fazer, peso 58 kgs. Há anos que não passo deste peso. Claro que podia estar melhor, claro que podia ter um corpaço, mas, garantidamente, se engordasse em proporção ao que como, pesaria para cima de 80 kgs. Não é da ruindade, é mesmo ter uma sorte filha da p*** de ter um metabolismo abençoado. Agradeço-lhe, todos os dias. À hora da sobremesa.
 
 
(eu sei que o metabolismo abençoado não é tudo. Há que pensar na saúde. Fica a promessa de alterar este estilo de vida. Só não sei para quando, não me pressionem.)

 

25 de julho de 2013

O primeiro anti-rugas.

E pronto. Acabou. A partir daqui é sempre a descer. Mulheres, este é para nós. Para mim e para vocês. Nestas alturas, todas nós precisamos de solidariedade feminina. Homens, não há aqui nada hoje para vocês lerem. A não ser que consigam ser compreensivos e entendam esta dor. Se mostrarem sensibilidade para isso, são eleitos os meus leitores favoritos. Não dá direito a grande coisa, mas fica dito. Se estão a pensar vir para aqui dizer que nós somos umas malucas que temos fanicos com isto da idade, não se admirem que a fera hoje rosne.
Há datas que não se esquecem :  a primeira amizade, o primeiro beijo, a primeira vez que conduzimos, o primeiro grande Amor, o primeiro grande desgosto, a primeira vez, a primeira vez que corre bem, a primeira viagem de avião, e, claro está, na vida de uma mulher, o primeiro creme anti-rugas. Toda a gente sabe, por esta hora, que não tenho os apregoados 24 anos. São mais 10, vá. E o inevitável aconteceu : com esta idade, há dias, comprei o meu primeiro anti-rugas. Para as entendidas na matéria, e conscientes, já vou tarde, eu sei. Isto devia ter sido a minha primeira compra dos 30 anos, mas fui ignorando as prateleiras com os sinais luminosos de alerta para essa idade, e continuei a ir para a secção das miúdas que têm 20 aninhos. Lido bem com a idade, e brinco com o assunto precisamente por isso. Mas há dias, já em casa e de creme comprado na mão, a ler o descritivo, confesso que tive uma pequena crise. 10 segundos, mais coisa menos coisa, a pensar no quanto o tempo passa. Há pouco tempo não tinha idade para fazer a depilação, nem para pintar as unhas, e agora uso anti-rugas. Já não é um creme hidratante, é um anti-rugas. Está porreiro, sim senhora. "Mas as rugas dão charme, CM", "mas as rugas são sinal de experiência, CM", "mas ninguém te dá 34 anos, CM", "Mas estás aí para as curvas, CM". Sim, abelhas! É isso, é.
Se me perguntarem, não gostava de voltar aos 20 anos, isso não. Gosto dos 30. Gosto mais. Mas agora podia ficar aqui, a marinar, por uns tempos.
Mais 6 anos, e estou a usar creme para quarentonas! Really?

22 de julho de 2013

Na pré-época também se vai a jogo.

Abel Ferreira disse ontem, sem dó nem piedade:

"Sabíamos que este jogo ia ser muito mais difícil que o de ontem [com o Benfica]. A única coisa que não podíamos controlar era o resultado, mas sabíamos que tínhamos de preservar a imagem deste clube. Sporting há só um. Estes jogadores estão de parabéns. Eu, e de certeza todos os sportinguistas, estamos muito orgulhosos pelo que eles aqui fizeram".

E disse muito bem. Foi mesmo.

Temos Leão!

2 de julho de 2013

O elogio post mortem.

Um clássico Português, este de começar a elogiar as pessoas depois de "desaparecerem", estejamos a falar de morte ou de gente que, finalmente, percebe que não tem condições para exercer as suas funções e se mete a andar, como o nosso Gaspar. Até aí, dizemos cobras e lagartos, queremos "matar, esfolar", é a pior pessoa do Mundo, não merece o ar que respira, mas quando se dá o desaparecimento, logo o cérebro do Português começa a ter "pena", "simpatia", "solidariedade", logo é feito um exercício de conscencialização, logo aparecem qualidades em pessoas que, até então, só tinham defeitos. Logo nos esquecemos que gritámos pela demissão, logo nos sentimos culpados pelo desfecho da história, quando, na verdade, eles saem de lá quando querem e não quando queremos.
Desde ontem, desde a demissão do Vitor Gaspar, que estou aqui numa dúvida que não se aguenta : estamos a falar do mesmo Ministro das Finanças de quem se falou nos últimos anos? Do mesmo que, às sexta-feiras, anunciava as medidas que nos f****** um bocadinho mais a vida? Do mesmo que foi mentor/portador da miséria que se instalou na vida dos Portugueses? Depois de todas as metas falhadas, depois de todas as medidas erradamente aplicadas, o Vitor Gaspar ainda será visto como herói? Estamos perante, com as devidas diferenças, um fenómeno idêntico ao fenómeno Sócrates, que conseguiu regressar à vida dos Portugueses como alguém que devemos ouvir, alguém que não é visto como criminoso, alguém que não fez uma gestão danosa. 
Percebo que a escolha da nova Ministra das Finanças (estive a dar uma vista de olhos no currículo da senhora, e não sei se foi da temperatura mais baixa, ou por isso mesmo que vim arrepiada até ao trabalho), possa levar-nos a pensar que estamos ainda pior entregues. Afinal, as coisas podem sempre piorar, já se sabe. Mas que nos esqueçamos de tudo o que aconteceu nos últimos meses, e que passemos a nutrir simpatia pelo Gasparzinho (enquanto político, entenda-se), já é coisa que me deixa de pulga atrás da orelha. 

28 de junho de 2013

Os Amores de Verão.

Não fui adolescente há muito tempo ( estão a rir de quê??) , mas há coisas das quais tenho saudades. Que recordo com uma enorme nostalgia (eu vou, claramente, ser uma daquelas velhinhas que dizem "no meu tempo isto, no meu tempo aquilo, no meu tempo é que era!"). Uma delas é, sem dúvida, aquele "frenesim" provocado pelos Amores (sabiamos ainda lá nós o que era o Amor nessa altura, esse sacana que tanto dói como faz milagres por nós, quase na mesma proporção) de Verão. Era uma sensação única. Para quem viveu a sua adolescência nas ditas "estâncias balneares" deste País, a coisa tinha um gosto especial. Quase todos os anos, as mesmas famílias voltavam no Verão. Como qualquer adolescente que se preze, tinha as minhas preferências, ou os meus preferidos, se quiserem. Era qualquer coisa de muito excitante, saber que no próximo Verão lá estaria a minha paixoneta, novamente por perto. Tudo sempre muito platónico, muito inocente, mas o suficiente para tirar o sono a uma miúda e fazer-nos sonhar de olhos abertos. Quem não se recorda destas coisas?
Agora, alguns (ou páram de rir ou vamos ter chatices!) anos depois, não me importava nada que o Verão me trouxesse um novo Amor. Mas não um Amor de Verão. Um que perdure para além desta estação, e que se possa festejar nos próximos anos. Afinal de contas, há lá melhor altura para festejar o nascimento do Amor, do que o Verão? Sendo eu uma pessoa exigente, não vai ser fácil. Era tudo bem mais simples naquela altura, em que o entendimento entre homens e mulheres parecia tão fácil, tão humanamente alcancável. Agora, escaldada q.b. (o Verão tem destas coisas), a expectativa é sempre mais baixa. A miúda que se apaixonava facilmente, tem tendência a desencantar-se quase ao mesmo tempo que se encanta. Mas se há coisa em que tenho fé, é no Verão.

26 de junho de 2013

Because they can!

Antes de falar do concerto desta noite dos "Bon Jovi", uma nota prévia : é a banda da minha adolescência, aquela que tem, para mim, músicas intemporais, a banda que sempre quis rever, mas se não me tivessem oferecido o bilhete (obrigada gente da minha vida), hoje palpita-me que não meteria estes pezinhos na Bela Vista. Não gostei da atitude da banda em relação à "borla" dada aos Espanhóis, nem percebi a diferença de tratamento se na sua base está a crise. Ninguém explicou ao Jon que Portugal está em crise há muito mais tempo? Que estamos mesmo aqui ao lado e isto seria atitude a contestar? Defendo este homem desde sempre, quer como enorme profissional que sempre mostrou sempre, quer como homem com os pés assentes na terra que sempre me pareceu, coisa rara no mundo em que se move. Desta vez, fiquei desiludida.

Dito isto, pois que de bilhete oferecido pelas minhas mais que tudo, lá vou eu. A última vez que assisti a um concerto dos Bon Jovi, ainda o palco foi o antigo Estádio de Alvalade (respeito! respeito pela casa do Leão e por aquele que foi o palco de concertos gigantes). Era eu na altura uma teenager (in)consciente, que se levantou bem cedo para "acampar" à porta do estádio, mesmo sabend que o concerto só teria início à noite. Horas e horas de espera, com uma t-shirt do próprio Jon orgulhosamente envergada, para ficar mesmo à frente do palco, encostada ao gradeamento. Sim, sou capaz de ter corrido algum risco de vida, mas naquela altura valia tudo para ver de perto aquele homem que tinha (e tem) tudo no sítio. E a voz bem colocada, também.

Os tempos mudam, a histeria passou, mas continuo a saber de cor as letras das músicas mais antigas desta banda. Confesso que conheço muito pouco o trabalho recente. Mas saberei sempre as letras de músicas como "In these arms", "Livin'on a prayer", "Always", "Ths ain't a love song", etc. Hoje, é para cantar até que a voz me doa.

PS- já agora, que o Jon vista aquelas calças de ganga justas que lhe ficam tão bem.

PSII - e sejamos honestos. Já não se fazem músicas como estas.






25 de junho de 2013

Ai a gravata faz calor?

Os homens andam num queixume que só eles, porque acham que agora é que têm mais razões de queixa do que as mulheres, agora é que é, agora é que é mais difícil ser homem. Problema : a gravata. Não aguentam a gravata, com o calor que se faz sentir. Invejam os nossos decotes e a nossa indumentária. Pois sabem o que vos digo? Ainda não é desta que "ganham"! E sabem porquê?

Muito mais calor do que uma gravata, faz o cabelo comprido pá! Experimentem, e digam coisas.

(isto só funciona para os homens de cabelo curto, claro está. A minha solidariedade para com os outros).

20 de junho de 2013

As Mulheres e as fardas.

Vamos falar do cliché mais antigo do Mundo? Faço parte da carneirada de mulheres que tem de conter um suspiro/gritinho quando vislumbra uma farda. É inevitável. Cruzo-me com centenas de homens diariamente, mas se um vestir uma farda, é garantido que vou olhar duas vezes. Não há como não olhar. Pode ser um trambolho, mas a farda já me chamou a atenção e, na minha cabeça, está ali um homem bonito e charmoso. Há ali qualquer coisa de deveras atraente, sedutor, atractivo. Não sei se é da sensação de poder que a farda emana, se é a curiosidade em relação ao que fazem estes homens aparentemente cheios de poder no seu dia a dia, não sei se é da vontade de passear de braço dado com eles e mostrá-los ao Mundo, mas é assim e pronto. Ontem, em pleno supermercado, no corredor das bolachas (não falemos disto, adiante, avancemos), tropecei em dois moços com aquela que julgo ser a farda da Marinha Portuguesa (também eles comem bolachas, fica já esta questão esclarecida aqui), e o fenómeno repetiu-se. Eu, que sou distraída ao ponto de ser possível encontrar um conhecido neste mesmo corredor, nem dar por ele e passar pr mal educada, olhei duas vezes (ou três, but who's counting?) e sou capaz de ter fantasiado um bocadinho. Como é óbvio, estes homens têm perfeita noção deste poder que exercem. Ia jurar que trocaram um sorriso à laia de "resulta sempre". Não é à toa que qualquer show de strip masculino que se preze, começa com uma farda de bombeiro, polícia, oficial da marinha ou afim. Algum stripper se veste de Advogado ou de Director Financeiro? Pois que não.
Este episódio fez-me pensar que, em tempos de jovem universitária, podia ter estabelecido um romance que, quiçá, teria resultado num feliz casamento com um jovem destes. O que é que fiz? Não lhe liguei patavina, claro está. Estará agora casado, Pai de filhos e a ser passeado pelo braço de outra.
Aos homens que estarão desse lado a revirar os olhos, desculpem lá, sim? Se vocês podem ter os vossos clichés e gostar das mamalhudas, perder a cabeça com altas, loiras e de olhos azuis, fantasiar com as saias curtas das executivas e etc, fiquem sabendo que nós também temos as nossas fantasias.

Há por aí mulheres que resistam a isto?

PS- palpita-me que em breve, muito breve, sou menina para rever o "Oficial e Cavalheiro". Fardas e Richard Gere? O que é que uma mulher quer mais?

7 de junho de 2013

CM e o seu Bikini XS.

Minha gente linda, vão chamar-me uma mão cheia de nomes feios e cabeludos depois deste post. Ainda assim, e como mulher corajosa que sou, há que dizer as coisas como elas são.

- Vou de férias;
- Vou de férias com o meu Bikini novo, tamanho XS.

Quanto ao primeiro assunto, e antes que passem da parte em me me chamam cabra sortuda do caraças, para a parte em que se lembram que está quase a chover lá fora, deixem-me dizer que, no sítio onde pretendo alapar-me durante uma semana, as temperaturas são estas:






Quanto à segunda questão deste post, não tenho explicação. Antes que me chamem uma cabra miúda magra para caraças, eu acho que os fabricantes estão doidos. Eu não cabia num Bikini XS, para aí desde os 5 anos de idade. Se é que isto chegou a acontecer. Mas já que é assim, ando orgulhosa da vida. Acho até que vou pavonear-me com a etiqueta de fora, nos areais deste País, para que não restem dúvidas.

Coisas que não interessam a ninguém à parte, este blog vai de férias comigo, como é costume. Talvez apareça por cá, mas só para postar uma ou outra foto daquelas que vos vai fazer chamar-me mais umas coisas fofas.

Até já.

6 de junho de 2013

Onde é que se compra uma boa dose de paciência?

Pessoas que não tem filhos. Este post é para todos, como sempre, mas é sobretudo para as pessoas que não têm ainda descendência. Já experimentaram dizer, à frente de alguém que tem filhos, que andam cansados? Já? Experimentem, que é uma coisa a não perder. Mas antes tomem um Xanax ou qualquer coisinha mais forte.

"Ando tão cansada. Mesmo a precisar de férias. Parece que fui atropelada, credo!"

"O quê, CM?? Cansada ando eu! Essa agora! Não tens filhos, sabes lá tu. Então o que dirás quando os tiveres? Não te queixes sem motivos, que disparate! Cansada estou EU!".

Ora bem, vamos ver se explico isto em bom português : "Vão à merda!!" Perceberam? Pessoas (e são mais as mulheres que padecem deste mal, para minha grande desiluação) com filhos que acham que os outros não podem estar cansados, não podem ter milhentas coisas para fazer, não têm sequer direito a pensar na exaustão, quanto mais a senti-la, não têm outros problemas, não têm vida, não podem queixar-se. Somos uns valentes filhos da mãe, com vidinhas fáceis, que vivemos no bem bom, que andamos cheios de genica e nem precisamos de férias. Aliás, eu estou a pensar em doar (pena ainda não ser possivel, mas há que reverter isto) os meus dias de férias a alguém que tenha filhos. Porque eu, CM, não preciso delas. Sei lá o que é estar cansada. Afinal de contas, só no dia em que for Mãe terei, além de todos os outros direitos que vos estão reservados, direito a estar cansada.

Cabrice minha, queixar-me. Peço desculpa.

Ps- felizmente, conheço Mães normais, que não têm este tipo de discurso. Mas sobre as outras pergunto-me, várias vezes, o que raio terá feito curto-circuito dentro daqueles cérebros.




31 de maio de 2013

Conversa no Palácio de Belém.

Vamos lá ver se não sou processada por esta. Se for, aviso já que estão todos arrolados como testemunhas abonatórias. Se não têm nada de bom a dizer, mintam. Ah, esperem. Isso é capaz de também ser crime.

"Maria - Oh Aníbal, já leste os jornais?
 Aníbal - Li.
 Maria - Leste a entrevista ao Sousa Tavares?
 Aníbal - Oh Maria o Sousa Tavares já morreu.
 Maria - O filho…!
 Aníbal - Mas o nosso filho deu uma entrevista?
 Maria - Não! O filho do Sousa Tavares que morreu.
 Aníbal - Morreu o filho do Sousa Tavares???? Temos que mandar flores.
 Maria – F..... Aníbal, Vê se me entendes: O Miguel Sousa Tavares, filho do Sousa Tavares que morreu, deu uma entrevista!!!
 Aníbal - Ah!!! Aquele que é jornalista!!
 Maria - Sim e advogado.
 Aníbal - Nunca gostei de advogados… e muito menos de jornalistas. Desse Sousa Tavares não se aproveita nada!
 Maria - Sim ok! Foi esse que deu a entrevista.
 Aníbal - É interessante a Entrevista?
 Maria - Então tu não leste?
 Aníbal- Ando aqui às voltas com jornal que deve ser de ontem.
 Maria - Qual jornal?
 Aníbal - O Tal e Qual.
 Maria - Mas esse jornal fechou há uma série de anos…
 Aníbal - Foi? Bem que me estava a parecer estranho o Joaquim Letra estar tão bem conservado…
 Maria - Não há paciência Aníba! Presta atenção. O Sousa Tavares chamou-te palhaço!
 Aníbal - Foi? Que mal educado.
 Maria - É so isso que tens para dizer? Não vais fazer nada?
 Aníbal - Vou! Tenho o número de casa do pai. Vou lhe dizer para ver se põe o filho na ordem….
 Maria - Mas o Sousa Tavares já morreu.
 Aníbal - Mau Mau! Então como é que deu a entrevista?
 Maria - Pxxx que pariu esta mxxx. Para o que estava guardada…
 Aníbal - Não precisas de te chatear. Se não conseguimos falar com o pai, falamos com a mãe… Conhece-la?
 Maria - Oh Anibal desce a terra. A mãe morreu há montes de anos!
 Aníbal - Não estava a falar da tua mãe!
 Maria - Nem eu! Estava a falar da mãe do Sousa Tavares, da Sophia de Mello Breyner.
 Aníbal - Sim. Essa mesmo. temos o número?
 Maria – F... a mulher morreu!!! Percebes?
 Aníbal - Mais flores? Não temos dinheiro para isto…
 Maria - Esquece!
 Aníbal - Então e um tio dele?
 Maria - Um tio???? Qual tio?
 Aníbal - Por exemplo, aquele que é actor! O Sr. Contente!
 Maria - O Nicolau Breyner?
 Aníbal - Esse mesmo. temos o número dele?
 Maria - Mas por alma de quem é que vais ligar ao Nicolau Breyner?
 Aníbal - Para lhe fazer queixa do sobrinho.
 Maria - Mas o Sousa Tavares não é sobrinho do Nicolau Breyner? De onde te saiu essa ideia?
 Aníbal - Tem o apelido da mãe, mas foste tu que falaste nele… 
 Maria - Pois! Tu também tens o mesmo apelido da Ivone Silva e ela não era tua tia, pois não?
 Aníbal - Quem é essa? Não estou a ver.
 Maria - Não estás ver e não vai ver porque também já morreu.
 Aníbal -  Mas o que é que se passa hoje? É só mortos!
 Maria - E eu devo ir a seguir…
 Aníbal - Não digas isso. É pecado.
 Maria - Pecado é ter que te aturar meu Palhaço. Ooops!!! Esquece a entrevista!"

30 de maio de 2013

Mais coisas que os homens nunca entenderão.

Nunca vão saber o prazer que isto nos dá. O prazer que nos dá chegar a casa, e atirá-lo pelo ar. Nem a tortura que é usá-lo, todo o santo dia, para as "moças" manterem um ar jovem!




E não, não me venham dizer que usar gravata é pior. Eu já usei gravata várias vezes. Sei o que é, ok?

27 de maio de 2013

CM chama aqui o mulherio!

Alerta encarnado, queridas seguidoras! Red alert! Atentem.

Este homem está em Lisboa (logo agora que não me dá jeito nenhum tirar férias...). Este homem está solteiro. Este homem está solto pelos ruas de Lisboa, e solteiro. O homem não só é lindo, como é simpático e ainda é um lutador e sobrevivente. E eu não sei bem como, mas está mais bonito do que nunca. Damn! Há ou não há coisas fantásticas?

26 de maio de 2013

Desaparecidos.

Estou perante um fenómeno conjunto e inexplicável. Estou preocupadissima. Metade dos meus amigos estão  desaparecidos. Não atendem as minhas chamadas ( alguns terão ficado sem bateria e/ou rede...?), não respondem às minhas mensagens, não sei de nenhum desde o final desta tarde.

Vou começar a contactar as autoridades. Já agora, e como até simpatizo com o senhor, vou tentar averiguar se o JJ se encontra bem ou se o Cardozo ainda o apanhou. 

Estou numa aflição com isto tudo, que só eu.

24 de maio de 2013

A antever assuntos pertinentes desde 1979.

Esta foto tem 2 semanas.

                                                   

Aceito marcações para consultas. Lanço búzios e leio Tarot. 

22 de maio de 2013

A terapêutica disto dos Blogs.

Quem me lê é capaz de achar que sou um bom feitio. Uma pessoa de trato fácil. Um Amor, no fundo (sou capaz de já estar a esticar a corda). Está, por isso, na altura de dizer que não será bem assim. Não está aqui um passeio no parque, está mais um osso duro de roer do que qualquer outra coisa. Isto de escrever um blog tem ajudado, de certa forma, a amolecer a "fera" dentro de mim. Passo a explicar. Pessoalmente, e quem lida comigo diariamente sabe bem disto e está a esta hora a confirmar que sim, nem sempre é fácil distinguir aquilo que alguns chamarão de "mau feitio" e que eu, convenientemente, chamo de "meu feitio". Tenho um bocadinho o coração ao pé da boca. Raramente fico com uma resposta atravessada na garganta. Invariavelmente, e sobretudo se estou no limite com alguém ou alguma situação, serei bruta que nem uma porta. Já me disseram que tenho a sensibilidade do tal calhau da calçada, mas isto também já é um exagero. O problema agrava-se perante determinadas situações : injustiças no geral, falta de educação, desrespeitos, faltas de consideração, falta de brio profissional, benfiquistas ( esta é só para ver se continuam atentos! Brincadeira....), e por aí. Basicamente, a coisa complica-se quando me pisam os calos. A partir daqui, nunca se sabe bem. Mas o mais provável, é vir a público o tal "meu feitio". Estou bastante melhor, com o passar dos anos. O coração já está mais longe da boca. Ainda assim, o melhor é ter algum cuidado. Tenho uma Amiga de longa data, que diz que sou absolutamente transparente. Que basta um olhar de um segundo para o meu semblante, para saber se é dia sim ou dia não. Se ainda há margem, ou se a corda vai partir. E isto é a mais pura das verdades. Há quem me chame refilona, inconformada, contestatária e por aí fora. Sou capaz de ser, sim. Mas não sei ser de outra forma, nem sei se devo ser. Tenho pavor a pessoas amorfas, apáticas, que se deixam pisar, que não se impõem. Sempre admirei personalidades fortes. O truque, é não deixar que isto passe para a falta de educação. Sei que mal educada não sou, mas há que tentar não ser tão bruta, por vezes. Tão cruel, ou fria.
E onde é que entra o blog? Precisamente aqui. Assumi o compromisso de escrever para mim e, por muito que seja muito recompensador ter o feedback de quem me lê, nunca escrever para agradar ou de forma hipócrita. E isso é assegurado, faço questão. Mas não deixa de ser verdade que, muitas vezes, quando penso em escrever um post sobre determinada situação ou alguém, estou preparadíssima para dizer cobras e lagartos, para maldizer o mundo, para usar todos os palavrões que conheço. Depois paro e penso "Calma, Cláudia Maria. Estão pessoas do lado de lá. Algumas, pelo menos. Talvez até menores, caramba!". E isto é o suficiente para abordar a questão com mais calma, com mais margem, com mais noção que existem as mais variadas opiniões sobre um assunto e que todas (ou quase) podem ser válidas. E este exercício,tem ajudado, quer acreditem quer não, a fazer o mesmo raciocino no dia a dia. Não sou tão impulsiva como já fui, e nem mesmo como era no início deste blog. Isto da partilha de ideias, de histórias, de vidas, isto da interacção com tanta gente diariamente, é terapêutico. Vão por mim. Muito dinheiro já se poupou em terapia. Obrigada ao blogger e a vocês.

14 de maio de 2013

Ter um olfacto para cima de espectacular, parece bom, não parece?

Pois que não é! O meu olfacto é apuradissimo, como aqui já disse. E se isto dá jeito quando passamos por um daqueles homens perfumados, que nos deixam tontas logo pela manhã e que nos apetece seguir, há alturas na vida em que não dá jeito nenhum. O que dizer ao senhor que esta manhã, em pleno comboio, cheirava ao jantar de ontem? Eu já tentei conceber várias hipóteses para uma pessoa cheirar a fritos logo pela manhã, mas não me ocorre nenhuma outra.
Para rematar este início de dia, temos depois um elevador com cerca de 10 pessoas lá dentro, sendo que 5 delas já podiam ter morrido e cheirar melhor do que cheiram.

Eu sei que passo a vida a pedir às pessoas que tomem o seu banho matinal, mas só faço isto porque é mesmo importante. Eu não sou chata, isto é que é mesmo importante, Ok? Já agora, uma roupa lavada nunca fez alergia a ninguém.

(acabo este post cheia de alergias e coçadeiras! A falta de higiene é um assunto que me transtorna o miolo).

13 de maio de 2013

Sai uma vida nova, sff.

Honestamente, não sei se este post fará algum sentido. Mas nas últimas 48h, eu própria faço pouco. Gosto da minha vida, tal como é. Gosto da minha vida com as pessoas que fazem parte dela, com o meu núcleo duro e com algumas surpresas que vão aparecendo pelo caminho. Gosto do meu País, da Cidade onde vivo, das minhas rotinas. Gosto da minha vida, a sério que sim. Com dias que podiam durar uma vida de tão bons que são, e com outros em que cada segundo pesa em cada ombro. Não digo que não me falta nada, nem alguém, mas sinto-me bem com aquilo que tenho. Se há uns anos tinha dificuldade em dizer que era uma pessoa feliz, hoje não tenho dúvidas. Sou. Ainda assim, nas últimas horas, nos últimos dois dias, tive certeza que preciso de mudar de ares. Preciso, mesmo e muito, de viver uns tempos noutro local, ainda que não além fronteiras. Preciso de conhecer outras pessoas, mas com a certeza que as minhas se manteriam no mesmo lugar e à minha espera. Preciso de, temporariamente, sair das minhas rotinas e fazer tudo diferente. De não frequentar os mesmos sítios, de não me cruzar com as pessoas do costume. Preciso de exorcizar fantasmas e demónios, e a tropeçar neles a tarefa é mais complicada. Pela primeira vez na vida, era menina para largar tudo e ir um ano para qualquer sítio que desconheço, viver uma realidade que não tenho como minha. E aposto que, pela primeira vez na vida, isso não me assustaria. Preciso de tirar uma espécie de licença da vida que tenho, mas mantê-la porque quero regressar a ela.
Repito, vezes sem conta que preciso. E preciso. Mas falta-me coragem. Ainda não será desta. Por enquanto, tenho de aprender a exorcizar por cá. Eu bem olho para o pulso e leio, diariamente, o "Let it be". Mas agora, precisava de ir. Talvez um dia.