É basicamente isto.

É basicamente isto.

30 de agosto de 2013

Just Man Up!

Vou desabafar convosco uma coisa que me aflige de morte. A falta de atitude que por aí anda. Neste caso específico, estou a falar da falta de atitude masculina. Poucas coisas me impressionam de forma tão negativa, como esta lacuna que tanto por aí existe nos nossos tempos. Então um homem - adulto, que sabe o que quer, esclarecido, independente, com personalidade, interessante - algum dia na sua vidinha tem receio de fazer um convite a uma mulher em quem está interessado? Hum? E se recebe um "Não" à primeira (às vezes uma mulher tem mesmo a agenda já preenchida), fica de rastos e desiste com um medo gigante da rejeição? Um homem pensará que isto, de alguma forma, impressiona uma mulher? Isto é coisa de pessoa insegura. Ou pelo menos é isso que do lado de cá vamos registar. E, toda a gente sabe, as mulheres não querem homens inseguros. Querem um homem, para pegar no exemplo, que as convide para um café, para um jantar, sem qualquer tipo de dúvida, receio ou hesitação. Isso sim, marca pontos. Agora, por favor...não vão dar a "volta ao bilhar grande" para fazer uma pergunta tão banal. Não há paciência, homens, garanto-vos que não. Comentava há dias com uma amiga este tema. Que é recorrente naquelas conversas em que as mulheres contam os seus feitos e desaires amorosos umas às outras. Chegamos quase sempre à mesma conclusão : há por aí uma escassez enorme de homens que sabem o que querem, e que sabem como consegui-lo. Que sabem conquistar uma mulher. Que se empenham, sem medos, sem receios.
Qualquer mulher que diga que não quer um homem seguro de si, estará a ser pouco sincera. E atenção. Um homem pode ser sensível q.b., e, ainda assim, ser muito seguro de si. Não há nada mais admirável do que uma pessoa confiante. Não é arrogante, nem presunçoso. É confiante. São coisas muito distintas. Para "meninas", estamos cá nós, ok? Conheço mulheres que dão verdadeiras lições de confiança e atitude a muitos homens. E isto, é para nós um misto de orgulho com profunda desilusão, acreditem.
Se estão interessados numa mulher, se querem conhecê-la melhor, se querem impressioná-la, mostrem-se confiantes. Podem até estar a tremer por dentro, a sentir-se a menos segura das criaturas, mas se nós não percebermos isso, não interessa nada. A confiança, a atitude e a segurança de um homem, impressionam. Impressionam bem mais do que qualquer outra coisa. Faz-nos pensar, invariavelmente, "Um tipo com uma confiança destas, deve ter valor e saber que o tem". Eu sei, leitoras, eu sei. Eu estou a dar-lhes de bandeja este truque. Mas a quantidade de mulheres que por aí se queixam de homens que não sabem como abordá-las, ou não sabem como estabelecer um contacto normal sem parecer ou um presunçoso insuportável, ou um inseguro de primeira, é brutal. É gritante, é bíblica. Não há desculpas, senhores. Agora ide. Ide impressionar as mulheres e não digam que não vos dou uma ajuda de vez em quando.

28 de agosto de 2013

Estou de luto.

Quem me conhece, sabe que está aqui uma grande fã do McDonald's. Gosto de tudo. Dos hamburgueres, dos nuggets, dos gelados, das sobremesas, de tudo! Quando passo perto de um, tenho de olhar na direcção oposta, tenho de me lembrar 20 vezes que aquilo sabe muito bem na altura, mas depois fica uma vida aqui nas "borregas". Às vezes resulta. Nas outras, dali a 5 minutos, estou sentada a lambuzar-me com um menu.

Dito isto, o Jamie (que adoro, mas não sei se lhe perdoo), conseguiu fazer-me perder a fome só de pensar no que logrou provar sobre esta cadeia de fast-food. Já se tinha ouvido de tudo um pouco, mas desta vez é a sério. Damn!!

Notícia completa aqui

"De acordo com Oliver, as partes gordurosas da carne são “lavadas” com hidróxido de amônia e, em seguida, são utilizadas na fabricação do “bolo” de carne para encher o hambúrguer. Antes deste processo, de acordo com o apresentador, essa carne já não era apropriada para o consumo humano."


27 de agosto de 2013

Dos Incêndios ao Jornalismo deplorável.


Tenho cometido a injustiça de não falar de um dos maiores flagelos que atingem este País, todos os anos, nesta altua do Ano. Não que os incêndios que têm consumido este País e arrasado com vidas e famílias não me mereçam a devida atenção, mas porque é um assunto que me deixa, fisica e literalmente, mal disposta. Toda a minha vida tive pavor de chamas, ao ponto de terem povoado os meus pesadelos durante um bom tempo. Ligar a televisão e ver imagens diárias de incêndios, deixa-me completamente petrificada, sem acção, agoniada. Juntemos ao facto de inúmeras pessoas perderem tudo o que levou uma vida a construir, as mortes dos Bombeiros que os combatem, e estamos perante um tema que me causa uma repulsa e uma revolta maiores do que quaisquer palavras podem exprimir. Não deve haver nada mais aflitivo, por estes dias, do que ser familiar dos Bombeiros que arriscam as vidas por todos nós. Deve ser um constante viver com o coração nas mãos. A minha vénia a todos e às suas famílias. À coragem demonstrada todos os dias, com um retorno financeiro tão desproporcional. Não tenho qualquer duvida que estamos perante pessoas de corações gigantes.
Depois da agonia com que vejo estas notícias, com que acompanho o repetir de verões anteriores, vem a estupefacção com os Jornalistas que cobrem as notícias dos incêndios. Não pretendo aqui fazer um ataque a esta classe, até porque há o bom, o mediano e o mau jornalista, como em tudo nesta vida. Mas gostava muito de perceber a atitude dos jornalistas nestas situações. Perguntas como "O que é que está a sentir?", "É uma desgraça muito grande o que está a acontecer, não é?", " E agora, que perdeu tudo?", "Como é que tem vivido as últimas horas?", feitas às pessoas que estão ali, expostas, a ver desaparecer tudo o que tinham, é coisa que me causa uma repulsa difícil de quantificar. É mau jornalismo, é exploração, chega a ser, pura e simplesmente, cruel. Custa-me este mundo e o outro, ver o desespero daquelas pessoas que, talvez por não estarem em si, lá vão respondendo a este tipo de questões. Que jornalismo é este? É em prol do sensacionalismo, apenas? Quem é que acha que tem o direito de , num momento de aflição destes, proferir as mais rídiculas e impróprias perguntas? Sou completamente contra a cobertura de incêndios, da forma como é realizada. Não só me parece imprópria ao nível da exploração da desgraça alheia, como sempre achei que o visionar destas imagens, na televisão, por parte dos incendiários, lhes deve dar o gozo que pretendiam e que anseiam. Muitas vezes, será isso que os move. "Isto é obra minha", devem afirmar com os olhos a brilhar.

Já agora, e quanto aos incendiários, quero só acrescentar que não há pena de prisão que me pareça adequada a animais destes. E se não há pena de prisão...está tudo dito.

26 de agosto de 2013

Quereis ver que tenho de voltar à Universidade?


Tropecei num artigo que dá conta das coisas que, tipicamente, acontecem no nosso tempo de Universitários. Depois de ler isto, chego à conclusão que andei a dormir. E nem foi nas aulas. Vou só inscrever-me novamente, e já volto...


1.Adormecer nas aulas - não foi por falta de vontade;


2.Escrever um artigo para o jornal ou o site da faculdade - tinha lá eu tempo para isso!!;

3.Ir a festas onde não conhece ninguém e fazer novos amigos - não confirmo, nem desminto;



4.Tornar-se um embaixador da Universidade - e depois quem é que estudava?;



5.Inscrever-se na Tuna - com esta vozinha de rouxinol? Realmente, devia...;



6.Assistir às aulas teóricas de uma disciplina que não é do seu curso - Não me bastavam as minhas, querem ver...;



7.Juntar-se à associação de estudantes - again, e depois quem é que estudava? ;



8.Interessar-se pela cultura de colegas estrangeiros- hum...interessar-me por um colega estrangeiro, conta?;



9.Liderar um protesto esta não me perdoo ;



10.Quebrar as regras e entrar num local de acesso restrito - entrei uma vez na biblioteca sem o cartão...;



11.Desafiar uma Universidade rival para competição para provar a vossa superioridade - não me podiam ter explicado as regras quando me inscrevi? hum?;



12.Fazer imensas diretas - Esta diz-me qualquer coisa;



13.Convencer um professor a dar uma aula no relvado, num dia de sol - Era o bom e o bonito, era...;



14.Sair todas as noites durante uma semana e provar todas as bebidas que ainda não experimentou - fraquinha, eu??;



15.Regatear uma nota com um professor - nunca precisei! Pumba!;



16.Obrigar o seu companheiro de casa a fechar-se no quarto para não ter de assistir às suas cenas escaldantes na sala, sempre que arranja companhia - Vivia com os meus Pais...Damn!;



17.Fazer uma viagem sem destino (e quase sem dinheiro) pela Europa com alguns colegas - pois está claro...;



18.Organizar uma festa em que o dress code é 'tudo menos roupa' - só com censura feita à entrada...;



19.Não dormir durante três dias e três noites para se preparar para um exame - e depois quem é que fazia o exame? ;



20.Planear uma comissão de boas vindas aos caloiros - nunca gostei de praxes;



21.Promover um campeonato de Trivial Pursuit com a matéria do curso - esta dói. Gosto da ideia



22.Arranjar um part-time - simmmmm! feito!;



23.Cantar e dançar músicas pimba semana académica no seu melhor ;



24. Perder tardes à conversa no bar da Universidade - E a jogar sueca e matraquilhos e tudo. Feito! ;



25.Dançar, nem que seja uma vez, em cima de uma mesa - Feito. E ficamos assim sobre isto.


Não fiz, nem queria ter feito, metade destas coisas, confesso. Mas acabei de escrever este post com umas saudades tamanhas destes tempos, que se ninguém me agarra agora, vou só ali e volto daqui a mais 5 anos.


23 de agosto de 2013

Homens que se perderam.


Literalmente. Que foram para a direita enquanto os outros iam para a esquerda. Que nos escaparam. Que são um verdadeiro desperdício. Que a homossexualidade tirou do caminho das mulheres.
Estou a falar dos ditos famosos, mas convenhamos. Conhecer um homem lindissimo, interessante e com charme,  depois decobrir que o moço nunca vai olhar duas vezes para nós, é das maiores desilusões que uma mulher pode apanhar. Qual foi a mulher que nunca sentiu isto? Pois.
A propósito da notícia que deu conta da recente assumida homossexualidade do protagonista do Prison Break ( e aqui faço um parêntesis para confessar que nunca achei a menor piada ao moço e tenho dificuldades em perceber o que as mulheres quase em geral ali viram), comecei a pensar na extensa lista de homens que são homossexuais e que me fazem suspirar com tamanho desperdício.

Vejamos:

Neil Patrick Harris  - o eterno "barney" é gay. Dá para acreditar nisto?

Ricky Martin - nem sequer interessa se tem boa voz ou não. O homem transpira sensualidade. Vai ver-se, é gay. Está certo;




Matt Bomer - nem sei o que dizer. É o fim dos fins.



Cheyenne Jackson - com tanta miúda gira aí, vai ser gay, também;





Luke Macfarlane - Deve ser requisito ser giro que dói para ser gay...




George Michael - nem todas concordarão com este, mas sempre tive um fascinío enorme por ele.



Sintam-se à vontade para acrescentar nomes à lista. É inadmissível o que se passa... 

22 de agosto de 2013

Cheguem aqui, homens.



Uma das grandes questões da humanidade, das maiores dúvidas que me perseguem, é a relação que os homens têm com os carros que conduzem. O que é isso de tratar os carros como se fossem pessoas, como se fossem reliquias sagradas, o que é isso de ficar sem respiração quando o carro está sujo, que suores frios são esses quando alguém se atreve a tocar no "menino" e deixar uma pequena marca? Mas que raio de relação doentia é esta? Conheço poucos homens que não falem do seu carro com os olhos a brilhar, com uma emoção que nem uma boazona que lhes passe à frente consegue proporcionar-lhes. Homens capazes de não arrumar um par de peúgas em casa, mas ter o carro impecavelmente arrumado e limpo. Que ficam estupefactos porque as mulheres não nutrem o mesmo tipo de amor-obsessivo pelos carros que conduzem, que ganham urticária quando entram no carro de uma mulher e detectam talões, recibos e afins largados aqui ou ali. O carro não é santuário, senhores!  Aliás, se fosse um, não o tratavam assim.
Dizia ontem a um amigo, que se ele tratasse tão bem a mulher como trata o carro, estaria próximo de ser o homem perfeito. Por acaso, este amigo nem merece esta afirmação. É um super marido, venera a mulher, e é até capaz de tratá-la com mais carinho do que ao carro. Mas existir por aí muito "bom" homem, que não sabe como mimar uma mulher, não lhe sabe dar o devido valor, não se preocupa se teve um dia bom ou mau, mas depois trata o seu automóvel como se fosse ele que se vai deitar ao seu lado à noite, é coisa que me deixa, no mínimo, curiosa. Estamos a falar de um monte de chapa, certo? Que apenas serve para nos transportar de um local para outro. Que o estimem, que o conservem, que queiram que dure o maior número de anos possível, tudo bem. Mas não nos façam chegar a ter receio de entrar para o dito, sem confirmar se a sola do sapato tem um grão de areia daquela fina da praia. Já cheguei a dar dois passos atrás, depois de abrir as portas de certos carros, sem saber se ia entrar num carro ou num bloco operatório.

Já agora, isso de tentar impressionar as mulheres com a marca e modelo que conduzem, não resulta. Nunca resultou. E se resulta, vão por mim: não é essa a "tal".


21 de agosto de 2013

Par de Ténis -1 vs CM - 0


Não conheço mais nenhuma mulher que não tenha um único par de ténis. Eu não tenho. Já é motivo de gargalhada para os mais próximos. CM vai a um concerto de saltos altos. CM viaja sempre de saltos altos. CM conduzia mota de saltos altos. Um clássico.
Feita a introdução, decidi, como sabem, iniciar a minha vida de desportista e acabar com a eterna desculpa do "eu até ia, eu até participava nisso, eu até vos acompanhava com todo o gosto, mas nem um par de ténis tenho! Fica para a próxima". Acabou-se esta palhaçada. Acabou-se a desculpa do "está calor", do "está a chover", do "estou cansada só de pensar nisso". Desta vez, estou motivadíssima e já, atentem que isto é importante e um enorme progresso, fiz a primeira tentativa de compra do par de ténis. Falhei redondamente, como seria de esperar. Agora, findo o primeiro round, percebo que boicotei por completo a compra. Não havia cor que me enchesse o olho, por muito que os funcionários me tenham mostrado todas; os modelos são feios (não há ténis bonitos, ninguém me tira isto da cabeça); os preços arrepiam-me ( dar dinheiro por qualquer coisa para enfiar nos pés que não tenha, pelo menos, 5cms de salto, parece-me disparatado).

A luta continua, portanto. Mas raios me partam se eu não compro os desgraçados ainda esta semana. raios me partam se daqui a uns dias não venho aqui dizer que estou que não me consigo mexer e que já vejo resultados (deixem uma Mulher sonhar)!

20 de agosto de 2013

Desafio.


 



O desafio, e o respectivo selo, foi-me atribuído pela querida Jovem Atrapalhada, que se lembrou de mim e me proporcinou assim a possibilidade de vos dar a conhecer mais umas pérolas.

As Regras são as seguintes:

- Colocar o selo no Blog;
- Contar 7 coisas sobre mim;
- Passar o desafio a 15 bloggers.

As 7 pérolas:

- quando vai haver uma mudança repentina no clima, dói-me um joelho. E não falha, o sacaninha;

- já desloquei os cristais do ouvidos. Desde então, há dias em que coisas simples como conduzir na Ponte 25 de abril, andar em escadas rolantes altas, subir escadas com degraus abertos e afins, são coisas que constituem um verdadeiro desafio.

- jogo melhor à Sueca e Matraquilhos, do que a larga maioria dos homens;

- acho que nunca fui pessoa de sonhos, no sentido que a maioria das pessoas lhes dá, mas gostava de abrir um Restaurante. Um dia;

- sofro imenso com saudades de pessoas, lugares, situações... ;

- conduzi mota durante vários anos. Sempre de saltos altos;

- em breve, saltarei de pára-quedas.

Não vou passar o desafio a ninguém em concreto, mas desafio-vos a partilhar aqui as  coisas que quiserem sobre vocês. 7 ou menos, 7 ou mais. As que quiserem.


19 de agosto de 2013

Disso das Férias.



Na certeza que ninguém está interessado, mas que quem ainda manda aqui sou eu, venho falar das férias, essa coisa boa. Nem que seja para (minha) memória futura.

- no primeiro dia de férias, alapada numa esplanada, decido almoçar uma salada. O universo castiga (acredito nisto, foi um sinal) e espero 1h pela dita. Pelo meio, comi o pacote de bolachas que carrego diariamente comigo para situações de emergência. Já sei, "come antes uma maçã, que te faz melhor, CM". Moral da história : saladas, nunca mais. Eu tentei. O que nos leva ao último ponto deste post;

- se dias fantásticos de praia, rodeada pelas pessoas que nos aquecem a alma e que duram quase até ao pôr do sol, não é uma das melhores sensações da vida, então não sei o que é;

- ver homens besuntados em óleo nas praias, não é sexy. Nunca foi e, portanto, não seria agora, no Verão de 2013. A não ser que estejamos a falar do Channing Tatum...;

- ler na praia, ao final do dia quando a temperatura é perfeita, e perder a noção do tempo e do mundo à nossa volta, dá anos de vida;

- um qualquer atrasado mental tentou roubar-me a matrícula do carro. Como o imbecil nem para isso tem jeito, acabou por parti-la e abandoná-la à porta de minha casa. Um porreiro. Que lhe entrem formigas para a pila;

- os estrangeiros que invadem o nosso País no Verão, são necessários. Mexem com a economia, pagam aqueles balúrdios que se pagam pelos almoços nas praias, sem pestanejar. Mas deixá-los entrar de carro em Portugal? Isso já é só complicar (ainda) mais o nosso trânsito. Manifesto-me contra;

- duas mulheres vão para uma praia a 50kms de casa. Pelo caminho terão que percorrer, ainda, uma Serra. O carro entra na reserva na viagem de ida. O que fazem? Seguem, cheias de fé. Resultado? Valente camadão de nervos. Nunca mais. Nunquinha;

- desta vez é que é. Aquela que é a minha resolução de todos os anos, de todos os invernos, de todos os verões, primaveras e outonos, irá avançar agora : vou começar a fazer desporto. Ao ar livre. Os ginásios nunca foram para mim, não se prende uma alma livre dessa forma. Mais novidades sobre este assunto, para breve.










11 de agosto de 2013

Outras dúvidas que nascem nos areais Portugueses.

Ela : " Querido, passe-me o protector"
Ele: " Sim, tenha cuidado. Está ao Sol há muito tempo."

Casais que se tratam por você. Há que respeitar, somos todos diferentes. Mas que isto me faz uma confusão dos raios, faz. Para quê tanto salamaleque?

E não consigo , com uma gargalhada prestes a ser solta, deixar de imaginar como será a conversa "de cama" destes casais...


9 de agosto de 2013

Crianças nuas na Praia.

Expliquem-me isto, Pais.

Todo-o-santo-dia, vejo crianças a rebolar-se nos areais como vieram ao Mundo. Aquela areia toda não será de evitar em sítios onde ninguém deveria ter areia? Hum?

5 de agosto de 2013

Estou a pensar em contratar um Exorcista.

Que acabe com a praga das Crocs nas praias portuguesas. Até se me embaciam as lentes de contacto...

Ps- excepção feita às crianças e adultos com fungos e/ou outras maleitas nos pés.

2 de agosto de 2013

Até um dia destes.

Vou só "ali" buscar mais umas recordações destas, e já volto. É um instantinho, duas semanas passam a correr. Vá, vá, sem choradeiras. Talvez apareça por cá, uma vez ou outra.












(não sei como é que esta foto veio aqui parar! Mas se o encontrar no areal, não volto. Isso é certo.)

1 de agosto de 2013

Vamos à Comporta, então.

Há várias coisas que me preocupam na afirmação "É como brincar aos pobrezinhos". Sim, preocupam, por muito que um lado meu ache que devemos ignorar o disparate na sua forma mais básica, mas já vos explico porquê.

Que toda a afirmação é de uma infelicidade gritante, parece-me pacifico. É mesmo uma frase paupérrima (olha eu a entrar no espírito) que encerra em si vários problemas. Não só a sua autora não tem noção do significado da palavra pobre, como não tem qualquer pudor em diminuir ainda mais quem vive nesta condição : pobrezinhos. Nem pobres são, são assim uma coisa ainda mais pequena e insignificante. Independentemente da forma como pretendia proferir a sua ideia (?), achar que um pobre (um pobrezinho, corrijo) passa férias na Comporta, é o atingir do nível mais extremo da falta de noção. O pobre, vive no desemprego. E mesmo o pobre que está empregado e que tem direito a férias, não tem como pagá-las. E não tem como pagá-las noutros locais, quanto mais na Comporta, que é conhecida por albergar precisamente este tipo de pessoas. Vamos chamar-lhes ricos, para não dizermos outra coisa. Riquinhos, vá.

Ainda assim, honestamente, nem é tanto esta afirmação, por si só, que me preocupa. Revolve-me todas as entranhas, confesso. Deixa-me pasmada, à espera que exista algum tipo de explicação que não a pobreza de espírito pura. Mas o que mais mexe comigo, nem é isto. O que mexe comigo, é que isto é cada vez mais o retrato deste País. É a mentalidade. Um País em que mais de 1/3 da população vive na pobreza ou no limiar da pobreza, enquanto que os outros, os que ditam o poder neste País, ignoram esta realidade inconveniente e desinteressante aos seus olhos. E ainda troçam dela. Ainda a espezinham e menosprezam. Quando um membro de uma das famílias mais poderosas deste País, faz uma afirmação destas, nas circunstâncias actuais, e não tem noção que irá indignar e ferir mais de metade de uma Nação, estamos mal. Estamos muito mal.
A falta de consciência social, é indício da falta de muitas outras coisas, todas importantíssimas.  A pobreza é um assunto sério, demasiado sério. O número de pessoas que vive na pobreza neste País, é assustador. Não se brinca com este assunto. Há quem se espante com o número de indignados perante a afirmação. Há quem ache que se dá demasiada importância à afirmação de uma só pessoa. Eu, por acaso, acho que estamos, cada vez mais, perante a mentalidade deste País. Que é cada vez mais um País de extremos sociais, no qual quem tem poder está convencido de poder dizer e fazer qualquer coisa.  No qual quem vive de forma desafogada não faz, nem nunca fará, ideia do que é ser pobre. Mas acha que pode brincar com o assunto. Estamos bem. Está tudo bem. Os indignados é que não têm sentido de humor algum. Até nisso são pobres.