É basicamente isto.

É basicamente isto.
Mostrar mensagens com a etiqueta do coração. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta do coração. Mostrar todas as mensagens

31 de julho de 2013

As mulheres são umas eternas sonhadoras. Ou então tontas, só.


A maior desgraça que pode acontecer na vida de uma mulher, é amar um homem.  Calma...Eu já sei que o Amor é lindo, que é a melhor coisa do mundo, que nos faz andar nas nuvens, que faz esta vida valer a pena. Tudo muito certo. Mas isto é assim, quando se dá a sorte de amarmos a pessoa certa. Porque amar a pessoa errada, aquela que nos deixa a marinar, que não sabe o que quer da vida, é coisa para ser a maior desgraça que nos pode acontecer. Sobretudo a nós, mulheres, sonhadoras desde o nascimento, e crentes desde que nos disseram que todas as histórias podem ter um final feliz.

Quando uma mulher ama um homem, vai conseguir arranjar todo o tipo de justificação para as maiores sacanices ele lhe faça. Ela consegue. Desenvolve uma imaginação fora de série.Vai acreditar no que sempre disse que não acreditaria, vai buscar esperança e paciência a sítios que desconhecia ter, vai buscar burrice a outros tantos sítios, quando até é, e sempre foi, uma pessoa inteligente. Se não telefona é porque não tem rede, se não enviou uma sms é porque ficou sem bateria, se não consegue estar com ela há duas semanas é porque está cheio de trabalho. Se arranja tempo para tudo menos para ela, é porque o coitado anda stressado e precisa de espairecer. Às vezes, no limite, se é apanhado com outra, se é infiel, a culpa é dela. Dela que talvez não tenha sido compreensiva o suficiente, dela que não lhe deu atenção suficiente, que não realizou as fantasias dele, ou dela que exigiu demasiada atenção. Mas ele vai mudar porque, afinal de contas, ele gosta dela.

Quando uma mulher ama um homem, é capaz de se submeter a tudo. Ou a quase tudo. É capaz de acreditar em tudo. Na sua cabeça, está a passar em câmara lenta o filme do casamento que vão ter, dos filhos que vão trazer ao mundo e da vida maravilhosa, completamente oposta a esta, que o futuro lhes reserva. Quem não conhece mulheres que se tornaram completamente burras, cegas, perante as evidências da falta de interesse de um homem?

Nem todas as mulheres são assim ,é um facto. Há aquelas que os topam à distância e fogem como o diabo da cruz. Com as quais eles não fazem farinha. Que não aceitam "nins", que não aceitam meios termos, que seguem as suas vidas na certeza que tomaram a decisão certa. Mas há tanta mulher que ainda fica tonta na presença destes homens que nunca irão retribuir o que elas sentem. Que são inteligentes, que são independentes e que, depois, perante um homem que amem, vergam quase até quebrar. Ou até quebrar. Posso confessar, sem motivos de orgulho, que eu própria já arranjei justificações para o comportamento masculino, que hoje em dia me fazem abanar a cabeça e pensar "Mas tu estavas drogada, ou quê CM??". Portanto, dizia eu ontem a uma Amiga, que amar a pessoa errada é das coisas mais perigosas desta vida. É uma desgraça. A maior desgraça que pode acontecer na vida de uma mulher, é amar o homem errado.

26 de julho de 2013

O dia dos Avós.

Este ano e, sobretudo, nesta fase, é-me difícil falar deste dia.

Presto-lhe homenagem com uma imagem que me inspira e me enche a alma.



20 de julho de 2013

Das definições do Amor.

"Amo o chão debaixo dos seus pés, e o ar sobre a sua cabeça e tudo o que toca, e cada palavra que pronuncia. Amo todos os seus olhares, todas as suas acções, amo-to todo inteiro e em todas as coisas."
 
Catherine Earnshaw, Monte dos Vendavais

19 de julho de 2013

Mostra-me a tua bagagem. E eu mostro-te a minha.

Ou vice-versa.

Conhecer pessoas novas é fácil. Conhecer pessoas que nos façam ter vontade de conhecer mais, é menos fácil. Conhecer alguém que retribua esta vontade e que nos vicie no seu ser, é o verdadeiro jackpot. Começar a analisar toda a bagagem que esse ser encerra em si, é fatal. Quase tão fatal como inevitável.

Teoricamente, e no mundo das probabilidades, sabemos que todos temos bagagem. Ela já não vai a lado nenhum. Todos nós guardamos e acumulamos coisas mais ou menos pesadas. Uns com a coragem de assumi-las, outros nem por isso. Na verdade, se todos fossemos brutalmente honestos sempre que nos damos a conhecer, acusaríamos, invariavelmente, excesso de peso. Isto parece-me pacífico. Porque é que, tendo isto como facto adquirido, tantas vezes analisamos a bagagem alheia até à exaustão? Retiramos conclusões, presumimos, julgamos. Estamos a ser honestos? Não receberíamos a mesma reação do lado de lá, se fossemos? Quem é que não tem esqueletos no armário? Quem é que não gostaria de apagar um qualquer capítulo da sua vida? Este julgamento gratuito tem consequências. As pessoas não se mostram como antes, não abrem o livro, não se revelam na totalidade. Falhamos muito, erramos ainda mais, mas quando alguém, cujo processo de conhecimento iniciámos há pouco, tem a frontalidade de abrir a mala e mostrar-nos o que carrega consigo, assustamo-nos e fugimos? Sim, porque a nossa mala está vazia. Não há lá nada para ninguém ver. Ou até há, mas está tudo organizado e perfeitamente arrumado, no sítio certo, numa perfeição inatacável. Porque é isto que queremos mostrar.

No que me diz respeito, não acredito em vidas muito certinhas. Em adultos sem esqueletos. Tenho alguns, tenho vários. E não estão trancados, mas também não estão à vista de quem não me dá o mesmo benefício da dúvida. A melhor coisa que me pode acontecer, é conhecer alguém que se revela sem pudores. Que sabe que tem bagagem porque está vivo e é humano. Que sabe que esta é a única forma sincera de conhecer alguém. Confio mais depressa nestas pessoas, do que naquela que me apresente uma "folha limpa". Percebo que é cada vez mais difícil mostrar quem somos, perante cada vez maior tendência para julgar os outros. Mas esta é a forma de estar que aceito. Não me pintem cenários cor-de-rosa. Eu não vou, certamente, pintá-los. Falta-me a paciência e a imaginação para criar uma personagem que não existe.

28 de junho de 2013

Os Amores de Verão.

Não fui adolescente há muito tempo ( estão a rir de quê??) , mas há coisas das quais tenho saudades. Que recordo com uma enorme nostalgia (eu vou, claramente, ser uma daquelas velhinhas que dizem "no meu tempo isto, no meu tempo aquilo, no meu tempo é que era!"). Uma delas é, sem dúvida, aquele "frenesim" provocado pelos Amores (sabiamos ainda lá nós o que era o Amor nessa altura, esse sacana que tanto dói como faz milagres por nós, quase na mesma proporção) de Verão. Era uma sensação única. Para quem viveu a sua adolescência nas ditas "estâncias balneares" deste País, a coisa tinha um gosto especial. Quase todos os anos, as mesmas famílias voltavam no Verão. Como qualquer adolescente que se preze, tinha as minhas preferências, ou os meus preferidos, se quiserem. Era qualquer coisa de muito excitante, saber que no próximo Verão lá estaria a minha paixoneta, novamente por perto. Tudo sempre muito platónico, muito inocente, mas o suficiente para tirar o sono a uma miúda e fazer-nos sonhar de olhos abertos. Quem não se recorda destas coisas?
Agora, alguns (ou páram de rir ou vamos ter chatices!) anos depois, não me importava nada que o Verão me trouxesse um novo Amor. Mas não um Amor de Verão. Um que perdure para além desta estação, e que se possa festejar nos próximos anos. Afinal de contas, há lá melhor altura para festejar o nascimento do Amor, do que o Verão? Sendo eu uma pessoa exigente, não vai ser fácil. Era tudo bem mais simples naquela altura, em que o entendimento entre homens e mulheres parecia tão fácil, tão humanamente alcancável. Agora, escaldada q.b. (o Verão tem destas coisas), a expectativa é sempre mais baixa. A miúda que se apaixonava facilmente, tem tendência a desencantar-se quase ao mesmo tempo que se encanta. Mas se há coisa em que tenho fé, é no Verão.

26 de junho de 2013

Because they can!

Antes de falar do concerto desta noite dos "Bon Jovi", uma nota prévia : é a banda da minha adolescência, aquela que tem, para mim, músicas intemporais, a banda que sempre quis rever, mas se não me tivessem oferecido o bilhete (obrigada gente da minha vida), hoje palpita-me que não meteria estes pezinhos na Bela Vista. Não gostei da atitude da banda em relação à "borla" dada aos Espanhóis, nem percebi a diferença de tratamento se na sua base está a crise. Ninguém explicou ao Jon que Portugal está em crise há muito mais tempo? Que estamos mesmo aqui ao lado e isto seria atitude a contestar? Defendo este homem desde sempre, quer como enorme profissional que sempre mostrou sempre, quer como homem com os pés assentes na terra que sempre me pareceu, coisa rara no mundo em que se move. Desta vez, fiquei desiludida.

Dito isto, pois que de bilhete oferecido pelas minhas mais que tudo, lá vou eu. A última vez que assisti a um concerto dos Bon Jovi, ainda o palco foi o antigo Estádio de Alvalade (respeito! respeito pela casa do Leão e por aquele que foi o palco de concertos gigantes). Era eu na altura uma teenager (in)consciente, que se levantou bem cedo para "acampar" à porta do estádio, mesmo sabend que o concerto só teria início à noite. Horas e horas de espera, com uma t-shirt do próprio Jon orgulhosamente envergada, para ficar mesmo à frente do palco, encostada ao gradeamento. Sim, sou capaz de ter corrido algum risco de vida, mas naquela altura valia tudo para ver de perto aquele homem que tinha (e tem) tudo no sítio. E a voz bem colocada, também.

Os tempos mudam, a histeria passou, mas continuo a saber de cor as letras das músicas mais antigas desta banda. Confesso que conheço muito pouco o trabalho recente. Mas saberei sempre as letras de músicas como "In these arms", "Livin'on a prayer", "Always", "Ths ain't a love song", etc. Hoje, é para cantar até que a voz me doa.

PS- já agora, que o Jon vista aquelas calças de ganga justas que lhe ficam tão bem.

PSII - e sejamos honestos. Já não se fazem músicas como estas.






24 de junho de 2013

O Poliamor.

"...é a prática, o desejo, ou a aceitação de ter mais de um relacionamento íntimo simultaneamente com o conhecimento e consentimento de todos os envolvidos..." segundo a definição contida na Wikipédia. Confesso que desconhecia a existência de palavra para este conceito. Nas últimas férias li um artigo sobre este assunto que achei deveras interessante. O assunto em si é, aliás, interessante. Fez-me avaliar a possibilidade de um dia me ver envolvida num relacionamento de poliamor. Se seria capaz, se seria feliz dessa forma.
Basicamente, estamos a falar de "casais" compostos por três elementos, com conhecimento e aceitação de todas as partes, que chegam, muitas vezes, a partilhar o mesmo tecto. O dia a dia é igual ao das restantes pessoas e casais, com algumas (!!) nuances que permitem que a convivência seja o mais saudável possível. Se é verdade que há dias em que jantam os três, também há aqueles em que um dos elementos fica de fora para permitir um jantar romântico aos outros dois. Se existe espaço para programas e conversas que envolvem todos os elementos, também existe espaço para programas a dois. Estamos a falar de relacionamentos que podem envolver duas mulheres e um homem, ou dois homens e uma mulher. Todos afirmam ser possível amar duas pessoas ao mesmo tempo. Não conseguem viver de forma realizada com uma, apenas. A mulher ama aqueles dois homens, e eles "sujeitam-se" a partilhá-la. O homem ama as duas mulheres com quem vive, e estas, por sua vez, aceitam o relacionamento que mantêm com ele de forma partilhada.
A questão de ser possível amar duas pessoas até é, para mim e hoje em dia, pacífica. Acho perfeitamente possível. Sei que a maioria das pessoas não concebe esta hipótese, mas quem já a viveu, como eu, sabe que sim, é possível. Por motivos diferentes, é possível amar duas pessoas completamente distintas em tudo : personalidades, vivências, estilos de vida. Mas o caso já muda de figura se me pergutam se, mesmo amando duas pessoas, conseguiria perspectivar uma vida a três. Aqui, e por muito que cada vez mais me custe dizer que "nunca" farei isto ou aquilo, "nunca" agirei desta ou daquela forma, consigo dizer que muito dificilmente me veria envolvida num relacionamento tipico do Poliamor. Nem como figura central, nem do lado de lá. Não critico quem o faça, até porque, aparentemente e à sua maneira, há quem consiga ser feliz assim. Mas não é vida para mim.
Há quem defenda que é para lá que os relacionamentos caminham. Que as relações a dois, tradicionais, estão condenadas. Cada vez mais. Apesar de não discordar desta visão, a avaliar pelos relacionamentos que vou conhecendo, se é para aqui que caminhamos nesta matéria, vou ficar para trás. Se num futuro próximo (enquanto cá ando) esta for a tendência, estou fora. Não contem comigo.

E vocês? Há alguém desse lado com perfil para o Poliamor?


20 de junho de 2013

As Mulheres e as fardas.

Vamos falar do cliché mais antigo do Mundo? Faço parte da carneirada de mulheres que tem de conter um suspiro/gritinho quando vislumbra uma farda. É inevitável. Cruzo-me com centenas de homens diariamente, mas se um vestir uma farda, é garantido que vou olhar duas vezes. Não há como não olhar. Pode ser um trambolho, mas a farda já me chamou a atenção e, na minha cabeça, está ali um homem bonito e charmoso. Há ali qualquer coisa de deveras atraente, sedutor, atractivo. Não sei se é da sensação de poder que a farda emana, se é a curiosidade em relação ao que fazem estes homens aparentemente cheios de poder no seu dia a dia, não sei se é da vontade de passear de braço dado com eles e mostrá-los ao Mundo, mas é assim e pronto. Ontem, em pleno supermercado, no corredor das bolachas (não falemos disto, adiante, avancemos), tropecei em dois moços com aquela que julgo ser a farda da Marinha Portuguesa (também eles comem bolachas, fica já esta questão esclarecida aqui), e o fenómeno repetiu-se. Eu, que sou distraída ao ponto de ser possível encontrar um conhecido neste mesmo corredor, nem dar por ele e passar pr mal educada, olhei duas vezes (ou três, but who's counting?) e sou capaz de ter fantasiado um bocadinho. Como é óbvio, estes homens têm perfeita noção deste poder que exercem. Ia jurar que trocaram um sorriso à laia de "resulta sempre". Não é à toa que qualquer show de strip masculino que se preze, começa com uma farda de bombeiro, polícia, oficial da marinha ou afim. Algum stripper se veste de Advogado ou de Director Financeiro? Pois que não.
Este episódio fez-me pensar que, em tempos de jovem universitária, podia ter estabelecido um romance que, quiçá, teria resultado num feliz casamento com um jovem destes. O que é que fiz? Não lhe liguei patavina, claro está. Estará agora casado, Pai de filhos e a ser passeado pelo braço de outra.
Aos homens que estarão desse lado a revirar os olhos, desculpem lá, sim? Se vocês podem ter os vossos clichés e gostar das mamalhudas, perder a cabeça com altas, loiras e de olhos azuis, fantasiar com as saias curtas das executivas e etc, fiquem sabendo que nós também temos as nossas fantasias.

Há por aí mulheres que resistam a isto?

PS- palpita-me que em breve, muito breve, sou menina para rever o "Oficial e Cavalheiro". Fardas e Richard Gere? O que é que uma mulher quer mais?

19 de junho de 2013

Life's truly a bitch.

Às vezes olhamos para trás, e nem é preciso viajar muito no tempo, e percebemos que já nos queixámos de barriga cheia. Que estava tudo no sítio certo, mas a nossa vida parecia-nos contantemente uma casa desarrumada onde não encontrávamos as coisas que nos fazem falta. Isto tem acontecido comigo, mais do que seria de desejar. Se tenho defeito que se pode dizer bastante acentuado, é uma tendência enorme para a insatisfação. Não aquela que nos faz andar infelizes, mas aquela que sentimos quando, mesmo perante a quase perfeição, achamos que podiamos estar melhor. Porque queremos sempre mais, e melhor e podiamos estar onde não estamos e com quem não estamos e porque achamos, erradamente, que se acreditarmos que está tudo no sítio estaremos a acomodar-nos, e a pior coisa na vida é a acomodação. Reconheço, sem problema, esta tendência em mim, e a necessidade de alterá-la. Um dos objectivos a que me propus nos últimos tempos, é precisamente esse.
Esta noção já estava bem enraizada em mim mas, agora, numa fase em que, efectivamente, posso queixar-me de vários aspectos, quer ao nível pessoal quer a nível profissional da minha vida, parece-me ainda maior o erro em que tantas vezes caí ao achar que precisava de mais qualquer coisa. Agora sim, fazem-me falta coisas que não estou a conseguir atingir. Que já tive, que já correram melhor. É um bocadinho aquele velho cliché que diz que só damos valor ao que não temos, mas é bem verdade. Estamos todos carecas de saber isto, mas qual de nós não cai neste erro de vez em quando? É tão fácil, tão simples, tão tentador. Tudo corre bem, mas queremos mais. Não percebemos que chega perfeitamente. Esquecemo-nos que nem sempre foi assim, e que um dia não será. E, agora, numa fase menos boa, numa fase em que, de facto, há que lutar por uma série de coisas e combater uma insatisfação justificada, apetece-me rir de mim mesma enquanto vou dizendo "é para aprenderes". Por sorte, estamos sempre a aprender. Ou quero acreditar nisso. Sempre a crescer e a tempo de alterar o que está menos bem na nossa personalidade. E, mesmo com todos os defeitos que encerro em mim, se há coisa que faço como ninguém, é assumir os meus erros e a minha imperfeição quando tem de ser. Só por isso, acredito que vou a tempo.

22 de maio de 2013

A terapêutica disto dos Blogs.

Quem me lê é capaz de achar que sou um bom feitio. Uma pessoa de trato fácil. Um Amor, no fundo (sou capaz de já estar a esticar a corda). Está, por isso, na altura de dizer que não será bem assim. Não está aqui um passeio no parque, está mais um osso duro de roer do que qualquer outra coisa. Isto de escrever um blog tem ajudado, de certa forma, a amolecer a "fera" dentro de mim. Passo a explicar. Pessoalmente, e quem lida comigo diariamente sabe bem disto e está a esta hora a confirmar que sim, nem sempre é fácil distinguir aquilo que alguns chamarão de "mau feitio" e que eu, convenientemente, chamo de "meu feitio". Tenho um bocadinho o coração ao pé da boca. Raramente fico com uma resposta atravessada na garganta. Invariavelmente, e sobretudo se estou no limite com alguém ou alguma situação, serei bruta que nem uma porta. Já me disseram que tenho a sensibilidade do tal calhau da calçada, mas isto também já é um exagero. O problema agrava-se perante determinadas situações : injustiças no geral, falta de educação, desrespeitos, faltas de consideração, falta de brio profissional, benfiquistas ( esta é só para ver se continuam atentos! Brincadeira....), e por aí. Basicamente, a coisa complica-se quando me pisam os calos. A partir daqui, nunca se sabe bem. Mas o mais provável, é vir a público o tal "meu feitio". Estou bastante melhor, com o passar dos anos. O coração já está mais longe da boca. Ainda assim, o melhor é ter algum cuidado. Tenho uma Amiga de longa data, que diz que sou absolutamente transparente. Que basta um olhar de um segundo para o meu semblante, para saber se é dia sim ou dia não. Se ainda há margem, ou se a corda vai partir. E isto é a mais pura das verdades. Há quem me chame refilona, inconformada, contestatária e por aí fora. Sou capaz de ser, sim. Mas não sei ser de outra forma, nem sei se devo ser. Tenho pavor a pessoas amorfas, apáticas, que se deixam pisar, que não se impõem. Sempre admirei personalidades fortes. O truque, é não deixar que isto passe para a falta de educação. Sei que mal educada não sou, mas há que tentar não ser tão bruta, por vezes. Tão cruel, ou fria.
E onde é que entra o blog? Precisamente aqui. Assumi o compromisso de escrever para mim e, por muito que seja muito recompensador ter o feedback de quem me lê, nunca escrever para agradar ou de forma hipócrita. E isso é assegurado, faço questão. Mas não deixa de ser verdade que, muitas vezes, quando penso em escrever um post sobre determinada situação ou alguém, estou preparadíssima para dizer cobras e lagartos, para maldizer o mundo, para usar todos os palavrões que conheço. Depois paro e penso "Calma, Cláudia Maria. Estão pessoas do lado de lá. Algumas, pelo menos. Talvez até menores, caramba!". E isto é o suficiente para abordar a questão com mais calma, com mais margem, com mais noção que existem as mais variadas opiniões sobre um assunto e que todas (ou quase) podem ser válidas. E este exercício,tem ajudado, quer acreditem quer não, a fazer o mesmo raciocino no dia a dia. Não sou tão impulsiva como já fui, e nem mesmo como era no início deste blog. Isto da partilha de ideias, de histórias, de vidas, isto da interacção com tanta gente diariamente, é terapêutico. Vão por mim. Muito dinheiro já se poupou em terapia. Obrigada ao blogger e a vocês.

15 de maio de 2013

Lembram-se deste senhor?



Cada vez mais, não é? Cheira-me que, com a mania de não querer ficar para trás, estão a tentar tirar-lhe o feito. Cheira-me, pois...

3 de maio de 2013

Carta aberta.

Ao Universo :
Um dia, vou perceber as tuas motivações. Quero mesmo, mesmo e a sério. Nunca tivemos uma relação fácil. Se és tu quem distribui a sorte, convenhamos que não estou propriamente na tua lista de prioridades. Convenhamos que, para mim, o teu plano parece ser outro. Tens que colocar as armadilhas no caminho de alguém, percebo. Já me habituei a identificá-las, já me ensinaste qualquer coisa. Já te mostrei que, ainda que ganhes, vou dar trabalho. Vou ser persistente, vou ser inconformada, vou lutar, vou recusar-me a aceitar o teu desígnio sem espernear. Se já temos uma história juntos, se já sabes disto, se já me viste passar-te a perna uma ou outra vez, continuas a desafiar-me com que objectivo? Às vezes, ainda me enganas, tenho de assumir. Ainda me fazes caminhar precisamente no sentido que escolheste, aquele que me vai colocar à prova, sem que perceba antes de já estar demasiado próximo. Um dia, isto tem que acabar, sabes disso. Ou espero que saibas. Talvez tenhas um desafio tamanho à minha espera, que precises de saber se estou à altura. Mas, por uma vez, podias ter atirado para o meu caminho uma coisa simples. Não precisava de mais uma coisa impossível de concretizar. Imagino as gargalhadas que dás. Eu, honestamente, não estou com vontade de rir. Há partidas que não se pregam. E, para ajudar, despejas-me, ao jeito de cereja no topo do bolo, um balde cheio de desilusão em cima. Ainda consegues colocar-me no caminho pessoas difíceis de "ler" e sobre as quais tento pensar o melhor. Não quero tornar-me numa daquelas pessoas que esperam à partida o pior. Não gosto dessa má vibração. E, precisamente por causa disso, conseguiste enganar-me mais uma vez.
Agora dá-me licença que te ignore em absoluto. Vou estar ocupada a desfazer a merda que fizeste. Outra vez.
PS- tens muito que me compensar.
Atenciosamente,

23 de abril de 2013

Eu tento ser uma pessoa melhor.

A sério que tento. É capaz de ser disto da idade. Uma pessoa cresce, mesmo. Um dia acorda e é adulta, responsável pelas suas acções. Já não dá para disfarçar. E as coisas começam a ter um peso que não tinham há uns anos. Começa a olhar à volta e a pensar que meio mundo não presta (e estou a ser meiga). Não quer reparar no pior das pessoas, mas já não consegue evitar. Já não apetece olhar para o lado e assobiar.
Sobretudo este Ano, que decidi que tenho de limar várias arestas, e ser uma pessoa mais tolerante, tenho tentado. Sabe quem me é próximo, que não sou perfeita. Estou aqui carregadinha de defeitos. Consigo ser a pessoa mais teimosa e mais intolerante que conheço. Não sou orgulhosa, mas quando atinjo o limite, dificilmente há retorno. Tenho uma capacidade imensa para excluir da minha vida, de uma só vez, a frio, quem já esgotou comigo a quota de oportunidades que lhe estava destinada. A minha Mãe diz, desde cedo, que consigo ser a pessoa mais fria que conhece. Puro gelo, se quiser. Talvez seja verdade. Seja como for, os defeitos estão cá, e nunca me achei melhor do que ninguém. Ainda assim, há uma característica comum a tanta e tanta gente, que é capaz de me fazer perder por completo as estribeiras: quem não conhece alguém que não consegue assumir os erros que comete?  Que não quer arcar com as consequências? Que teima em não crescer? Quem é que não conhece alguém que empurra os seus erros para qualquer lado, que se vira do avesso para "sacudir a água do capote", que não tem brio, que não tem pudor em deturpar factos? Tenho tolerância zero para os troca tintas. Para a irresponsabilidade. ZERO. Gente que se queixa de tudo e de todos, quando são os únicos culpados e responsáveis pelo que corre mal? É gente que me tira do sério, da qual quero distância, a máxima possível. Tenho os meus defeitos, mas se há coisa com que podem contar de mim, é com seriedade. É com actos ponderados, e com o assumir de culpas quando assim tiver de ser. É com a humildade de saber que também falho, e que não há que ter vergonha nisso. É com querer fazer sempre melhor, e dar tudo por tudo em qualquer coisa que assuma fazer. É em honrar compromissos.
 
O que é verdadeiramente importante para mim, e isto aplica-se a qualquer dia do ano, é poder deitar a cabeça naquela almofada maravilhosa, e saber que fiz o que me compete. Mas mais ainda do que isso, é saber que não passei por cima de ninguém, que assumi os meus actos, que sou responsável pelas minhas acções. Pode estar tudo o resto errado, pode tudo correr mal, mas comigo mesma preciso de estar bem. E o meu sonho, o meu verdadeiro sonho, é não ter que lidar com gente que não sabe o que isto é. Gente para quem isto é apenas um lirismo dos outros. Gente a quem podia perguntar como é que adormecem à noite, e que sei que responderiam "Virado para a esquerda. Ou de barriga para baixo, é conforme".

19 de abril de 2013

Desejos de uma rapariga simples para o fim de semana.

Bom, então vamos lá ver. Para este fim de semana, esta menina-mulher quer:
- dar os parabéns à miúda mais gira que conheço. Não sou eu, é a pequena M., um dos amores da minha vida, que é tão gira que já me deixou a comer pó. Um Ano. Um ano a tornar melhor as vidas de quem a rodeia. Dar também os parabéns ao Pais, sobretudo à Mãe, a minha "mana", uma das Mulheres que mais admiro nesta vida;

- jantar já hoje uma daquelas minhas "Massas com tudo". Ou "Massas à Cláudia Maria", se preferirem. Esta semana portei-me bem, e se não fosse ontem a ida ao Mac, tinha ido uma semana sem pecados. Destes. Adiante ;
- dormir até me cansar. Até ter os olhos inchados e a cara cheia de marcas da almofada. Isto dito assim não parece grande coisa, eu sei, mas sabe tão bem. Como há poucas coisinhas no mundo que me façam perder o sono, esta é fácil;
- dar o primeiro mergulho do ano. Apanhar a primeira cor. Estender-me no areal, de música nos ouvidos;
- ver, finalmente, o "Casablanca". Uma das minhas falhas imperdoáveis. Gravado há meses, à espera que lhe dê a devida atenção;
- Por fim, meus Caros, quero assistir à vitória do meu SCP. É fim de semana de derby. Isto só pode significar uma de duas coisas: ou o meu telemóvel, ou o teu, lampião que me conheces, se encherá de mensagens. Um clássico. Às vezes, já aconteceu, fico sem bateria no final do jogo...coincidências da vida. Mas este fim de semana tenho fé! Vamos à Luz mostrar que o Leão está vivo. E ruge!
Estão a ver como uma moça não precisa de muito para ser feliz? Ainda dizem que as mulheres são muito exigentes. Go figure that...

17 de abril de 2013

Eu sei que o Amor existe.

Apesar de me considerar uma pessoa sensível, até mesmo a roçar a lamechas de quando em vez, não tenho por hábito falar deste assunto. Disfarço bem portanto, digamos assim. Vamos ver, então, se consigo explicar um dos meus pontos de vista sobre este tema tão vasto.
Acredito no Amor. Não só no seu poder, na sua grandeza, mas também na sua existência. Acredito no Amor que resulta das Amizades e dos laços de Família. Acredito até no Amor de um homem por uma mulher e vice-versa. No Amor romântico, chamemos-lhe assim. Mas não acredito que exista em quantidades tão elevadas como parece. Acredito até que seja raro, e imensamente difícil de encontrar.
Já gostei de várias pessoas, gostar é simples. É fácil. Basta-nos algumas afinidades, algumas coisas em comum, atracção física e psíquica e, voilá, gostamos. Queremos passar tempo, queremos estar perto, sentimo-nos bem na companhia um do outro. Está tudo certo, no sítio onde deveria estar. Mas Amar? Amar não é isto. É muito mais do que isto. É, com o tempo, conhecer os defeitos, as coisas que nos enlouquecem, o menos positivo, as fragilidades e fraquezas, os segredos, os handicaps e, ainda assim, querer ficar por perto. Dia após dia, mês após mês, ano após ano, e ter certeza que estamos no sítio certo. É querer sempre conhecer mais, partilhar mais, viver mais. É uma admiração constante pelo outro, orgulho na pessoa que é, mesmo com os defeitos que já encontrámos. Gostar não tem a mesma força, o mesmo poder. Gostar é tão fácil.
Amar é raro. É raríssimo, se me permitem. Não tenho dúvidas que as pessoas que estão juntas, na sua maioria, gostam umas das outras. Gostam muito, até, talvez. Mas não sei quantas amarão de facto a pessoa com quem estão. Estão porque há o hábito, há amizade, há pontos em comum, há a companhia. Há o gostar. E isso vai chegando...
Se me perguntarem, terei amado duas pessoas apenas até hoje. E talvez esta noção que tenho entre o que é gostar e o que é amar, noção que nem sempre tive, explique o facto de não ter companheiro neste momento. Os meus namoros de adolescência, foram longos. Daqueles que levam a nossa família a achar que vem para aí casamento. Depois, e à medida que o tempo passou e que os anos passaram com ele, esta diferença começou a ter consequências. Rapidamente percebo se gosto apenas ou se há ali Amor. Rapidamente percebo se devo apostar ou não. E, infelizmente, Amor não é sentimento que veja em abundância por aí. Vejo algum, claro que sim. Fico verdadeiramente espantada quando percebo que duas conseguiram encontrar-se nesta loucura de Mundo, e amar-se à séria. Mas vejo mais pessoas que gostam. Que se gostam. E, para mim que já me conheço, gostar nunca será o suficiente.
Eu sei que o Amor existe, mas não está aí ao virar de cada esquina. O Amor é raro. Se já o encontraram, sabem do que falo.

12 de abril de 2013

CM num dia de Sol.

Nos dias de Sol, posso governar o Mundo com uma perna às costas.

Não há aparelho nos dentes que me impeça de sorrir descaradamente. Acredito que caminho numa qualquer rua e vou tropeçar, não numa pedra, mas no homem da minha vida. Sinto-me mais alta. Acho possível entrar numa Nespresso e beber um volutto ao lado de Mr. Clooney. Sinto-me mais magra. Uma malha nos collants não me aflige. O aselha que conduz à minha frente merece a minha simpatia. Tenho quase energia para fazer desporto. Um prato de peixe cozido parece-me um arroz de marisco. Consigo olhar para a pior das pessoas, e ver qualquer coisa boa. Sou feliz numa esplanada com a minha música nos ouvidos. Consulto o saldo bancário, e não me apetece cortar um pulso. Sei que o meu Sporting ainda irá às competições Europeias. Ia jurar que o borracho que vejo quase diariamente no comboio, sorriu para mim. Apetece-me conversar até me cansar. Faço planos, e todos eles têm finais felizes.

E se todos os dias fossem assim?

11 de abril de 2013

Da maldade alheia.

Tenho os meus defeitos, as minhas manias e as minhas imperfeições, como toda a gente. Mas se há dia em que agradeço toda a educação que me foi dada, em que me orgulho de ter uma cabeça sã e não ser uma pessoa mesquinha que vê maldade e oportunismo em todo o lado, este é, claramente, o dia.



1 de abril de 2013

Viajar, o verdadeiro investimento.

Não tenho qualquer dúvida sobre aquele que é para mim o dinheiro que melhor gasto. Há muitas coisas que me dão prazer, mas as Viagens não têm comparação com qualquer outra coisa. É nisto que gosto de investir aquilo que vou conseguindo poupar e, enquando puder, é precisamente isso que vou fazer : viajar. Os tempos não estão para brincadeiras, mas com alguma disciplina e, sobretudo, com as prioridades bem definidas, é possível. Se, em tempos, era capaz de comprar uma mala , um relógio, 20 cds de música, renovar meio guarda roupa com as poupanças, hoje em dia dou por mim a pensar "isto já me pagava parte de uma viagem para qualquer lado". Há muita gente que me diz que não entende como os outros ainda conseguem viajar. Tenho vontade de responder à letra e começar debitar a lista de coisas em que gastam dinheiro que eu nunca gastaria, mas não o faço. Não preciso de ficar hospedada num quarto de hotel carregado de estrelas, não preciso de viajar rodeada de luxo, preciso é de viajar. De ir, de conhecer, de voltar carregada de fotografias que guardo religiosamente e que revejo sempre que já me sinto de novo "apertada", asfixiada por cá. É o que mais me enriquece, que mais me faz evoluir, o que me enche a alma e o coração de boas recordações, o que me faz adorar este Mundo e tudo o que tem para nos mostrar, é o que me tira a respiração tantas vezes. É nisto que, até ver, quero "investir". E posso dizer que, agora com uma viagem planeada para breve, sinto-me imediatamente outra. De vez em quando, tenho de sair daqui. Adoro o meu País, mas não me chega. Não me vejo a viver em qualquer outro, mas de vez em quando preciso de ir, e de sentir saudades de estar por cá. E volto com menos euros na carteira, mas muito mais completa.

A frase que vos deixo, funciona como uma espécie de mantra para mim. Não podia concordar mais.


27 de março de 2013

O Amor à Primeira Vista (ou como eu estou tão lixada...)

Dizem os entendidos nestas coisas, que "55 % das pessoas que sentiram Amor à primeira vista, casa com a pessoa em causa e apenas 25% acaba por se divorciar". Parece também que "precisamos apenas de 30 segundos para nos apaixonarmos por alguém ou para percebermos se uma pessoa nos atrai, e se é um possível parceiro".
Aqui chegada, a minha cabeça já deu o nó do costume. Vejam, eu nunca acreditei em Amor à primeira vista. Como assim, Amor? Amor, aquilo tudo que o Amor implica e significa e faz sentir? Eu, à primeira vista, só consigo perceber se me agrada visualmente, se me faz virar a cabeça e olhar duas vezes. Mais do que isto, é demasiado para mim. E agora dizem-me que são estas relações que têm maiores possibilidades de vingar? A sério que há quem ame à primeira vista? Se há, pensado bem, isto é capaz de explicar muita coisa. E se há, pensando melhor, eu também quero! Adiante.
Ainda assim, e admitindo que estamos perante uma realidade, eu pergunto : 30 segundos?? A sério? Peço desculpa, 30 segundos para nos apaixonarmos e percebermos se está ali um possível parceiro? C'um real caneco! Como é que alguém faz isso tudo em 30 segundos? Eu às vezes nem em anos, quanto mais à primeira vista e em 30 segundos.
Honestamente, não sei o que pensar. Se isto é mesmo tudo possível e até acontece a pessoas de carne e osso, está oficialmente provado que eu não percebo nada do assunto. Cada um é para o que nasce, sempre ouvi dizer.

19 de março de 2013

Pai, hoje cozinho eu.

Todos os anos, eu e o mano compramos um presente do dia do Pai. Todos os anos, à semelhança do que acontece com o dia de aniversário e o Natal, o Pai diz que não devíamos ter comprado nada. Que não quer nada, que não precisa de nada. E se isto costuma ser uma frase feita para muita gente, neste caso sei que não é.
O meu Pai é a pessoa menos materialista que conheço. Os bens materiais dizem-lhe muito pouco e sempre disse só precisar dos estritamente essenciais. Durante a minha infância e adolescência, fases em que queremos tudo, lembro-me de achá-lo um forreta de primeira. À medida que fui crescendo, fui ganhando uma admiração cada vez maior por esta sua veia. Não é uma pessoa forreta, é uma pessoa responsável e não encontra a felicidade nas coisas materiais. Dele herdei o sentido de organização e responsabilidade. Aprendi a não dar passos maiores do que a perna. A assumir apenas os compromissos que sei que posso honrar. A não comprar tudo o que vejo pela frente e me apetece. A não cobiçar o que é dos outros. A não ser preconceituosa. Enquanto que meio mundo vive para e de aparências, nunca o vi invejar o que quer que seja ou a avaliar alguém com base no que tem ou no que faz. É um verdadeiro homem de trabalho. Talvez até exageradamente. É Agricultor de profissão, e trabalha, literalmente, de Sol a Sol. Quando alguém lhe diz que já não tem idade para o esforço físico que a profissão lhe exige, diz que quem lhe tira a terra tira tudo.
Acresce a tudo isto, que é um  cozinheiro de mão cheia. E bom garfo, claro, que aqui a moça teve que sair a alguém. Invariavelmente, era quem fazia o jantar lá em casa,  com verdadeiro gosto e sucesso. Diria que se não fosse Agricultor, seria cozinheiro. Hoje, espero que as expectativas não estejam muito elevadas, porque não herdei grandemente essa veia. Não chego aos calcanhares do cozinheiro que é, mas...
Pai, hoje cozinho eu. É o teu presente.