É basicamente isto.

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Mostrar mensagens com a etiqueta os problemas das mulheres. Mostrar todas as mensagens
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31 de julho de 2013

As mulheres são umas eternas sonhadoras. Ou então tontas, só.


A maior desgraça que pode acontecer na vida de uma mulher, é amar um homem.  Calma...Eu já sei que o Amor é lindo, que é a melhor coisa do mundo, que nos faz andar nas nuvens, que faz esta vida valer a pena. Tudo muito certo. Mas isto é assim, quando se dá a sorte de amarmos a pessoa certa. Porque amar a pessoa errada, aquela que nos deixa a marinar, que não sabe o que quer da vida, é coisa para ser a maior desgraça que nos pode acontecer. Sobretudo a nós, mulheres, sonhadoras desde o nascimento, e crentes desde que nos disseram que todas as histórias podem ter um final feliz.

Quando uma mulher ama um homem, vai conseguir arranjar todo o tipo de justificação para as maiores sacanices ele lhe faça. Ela consegue. Desenvolve uma imaginação fora de série.Vai acreditar no que sempre disse que não acreditaria, vai buscar esperança e paciência a sítios que desconhecia ter, vai buscar burrice a outros tantos sítios, quando até é, e sempre foi, uma pessoa inteligente. Se não telefona é porque não tem rede, se não enviou uma sms é porque ficou sem bateria, se não consegue estar com ela há duas semanas é porque está cheio de trabalho. Se arranja tempo para tudo menos para ela, é porque o coitado anda stressado e precisa de espairecer. Às vezes, no limite, se é apanhado com outra, se é infiel, a culpa é dela. Dela que talvez não tenha sido compreensiva o suficiente, dela que não lhe deu atenção suficiente, que não realizou as fantasias dele, ou dela que exigiu demasiada atenção. Mas ele vai mudar porque, afinal de contas, ele gosta dela.

Quando uma mulher ama um homem, é capaz de se submeter a tudo. Ou a quase tudo. É capaz de acreditar em tudo. Na sua cabeça, está a passar em câmara lenta o filme do casamento que vão ter, dos filhos que vão trazer ao mundo e da vida maravilhosa, completamente oposta a esta, que o futuro lhes reserva. Quem não conhece mulheres que se tornaram completamente burras, cegas, perante as evidências da falta de interesse de um homem?

Nem todas as mulheres são assim ,é um facto. Há aquelas que os topam à distância e fogem como o diabo da cruz. Com as quais eles não fazem farinha. Que não aceitam "nins", que não aceitam meios termos, que seguem as suas vidas na certeza que tomaram a decisão certa. Mas há tanta mulher que ainda fica tonta na presença destes homens que nunca irão retribuir o que elas sentem. Que são inteligentes, que são independentes e que, depois, perante um homem que amem, vergam quase até quebrar. Ou até quebrar. Posso confessar, sem motivos de orgulho, que eu própria já arranjei justificações para o comportamento masculino, que hoje em dia me fazem abanar a cabeça e pensar "Mas tu estavas drogada, ou quê CM??". Portanto, dizia eu ontem a uma Amiga, que amar a pessoa errada é das coisas mais perigosas desta vida. É uma desgraça. A maior desgraça que pode acontecer na vida de uma mulher, é amar o homem errado.

25 de julho de 2013

O primeiro anti-rugas.

E pronto. Acabou. A partir daqui é sempre a descer. Mulheres, este é para nós. Para mim e para vocês. Nestas alturas, todas nós precisamos de solidariedade feminina. Homens, não há aqui nada hoje para vocês lerem. A não ser que consigam ser compreensivos e entendam esta dor. Se mostrarem sensibilidade para isso, são eleitos os meus leitores favoritos. Não dá direito a grande coisa, mas fica dito. Se estão a pensar vir para aqui dizer que nós somos umas malucas que temos fanicos com isto da idade, não se admirem que a fera hoje rosne.
Há datas que não se esquecem :  a primeira amizade, o primeiro beijo, a primeira vez que conduzimos, o primeiro grande Amor, o primeiro grande desgosto, a primeira vez, a primeira vez que corre bem, a primeira viagem de avião, e, claro está, na vida de uma mulher, o primeiro creme anti-rugas. Toda a gente sabe, por esta hora, que não tenho os apregoados 24 anos. São mais 10, vá. E o inevitável aconteceu : com esta idade, há dias, comprei o meu primeiro anti-rugas. Para as entendidas na matéria, e conscientes, já vou tarde, eu sei. Isto devia ter sido a minha primeira compra dos 30 anos, mas fui ignorando as prateleiras com os sinais luminosos de alerta para essa idade, e continuei a ir para a secção das miúdas que têm 20 aninhos. Lido bem com a idade, e brinco com o assunto precisamente por isso. Mas há dias, já em casa e de creme comprado na mão, a ler o descritivo, confesso que tive uma pequena crise. 10 segundos, mais coisa menos coisa, a pensar no quanto o tempo passa. Há pouco tempo não tinha idade para fazer a depilação, nem para pintar as unhas, e agora uso anti-rugas. Já não é um creme hidratante, é um anti-rugas. Está porreiro, sim senhora. "Mas as rugas dão charme, CM", "mas as rugas são sinal de experiência, CM", "mas ninguém te dá 34 anos, CM", "Mas estás aí para as curvas, CM". Sim, abelhas! É isso, é.
Se me perguntarem, não gostava de voltar aos 20 anos, isso não. Gosto dos 30. Gosto mais. Mas agora podia ficar aqui, a marinar, por uns tempos.
Mais 6 anos, e estou a usar creme para quarentonas! Really?

18 de julho de 2013

O que as Mulheres (realmente) querem.

Há uns tempos escrevi um texto, dirigido aos homens, sobre o que as mulheres querem. Dos homens, entenda-se. Texto largamente ignorado pela classe masculina que continua "às aranhas" sobre o assunto. Adiante.

Hoje partilho convosco o resultado de um estudo (a malta que trabalha nestes estudos deve divertir-se à brava. Recrutem-me, pá) que revela o que as mulheres mais desejam no que diz respeito ao seu próprio corpo.

Parece então que o que queremos é mais ou menos isto, mais ou menos por esta ordem:

- um rabo firme;
- umas pernas firmes;
- uns lábios carnudos;
- um decote perfeito.

Chamem-lhes parvas! Queremos tudo, portanto. E eu sempre ouvi dizer que não se pode ter tudo. Diz que o decote não está nada mal, portanto desse posso abdicar. Pumba!

Nós queremos isto. E eu aposto que os homens sorriem e acenam afirmativamente com a cabeça...

3 de julho de 2013

Venham cá Mulheres, agora é a vossa vez.

Estão a ver as lojas onde compram as vossas peças de roupa? Estão? Boa. Essas lojas colocam umas etiquetas engraçadas nas peças. Costumam ter o preço, o tipo de tecido, etc. Estão a ver uns números mais redondos que lá estão? É aqui que começa a surpesa, tádáaaaa! Isso são os tamanhos da roupa. Não são bichos papões, não são números meramente indicativos, não estão lá só para enfeitar. Ainda que o vosso número seja um 40, não se assustem. Comprem o 40, ou o 42, à cautela. Ninguém vai andar na rua a pedir para ver a etiqueta para confirmar o tamanho e apontar-vos o dedo enquanto largam sonoras gargalhadas. Mas sabem do que se vão rir? De andarem na rua a envergar um 36, quando, claramente, um 36 vestiram quando foram crianças. Só.

Estou a ser mazinha e irónica, eu sei. Estou a meter nojo, provavelmente. Estão vocês aí a pensar que isto é conversa de magra. Não é. Eu visto o 38. Sem qualquer problema. E ainda que passe para o 40 ou 42 em breve, não me apanharão na rua com roupa dois tamanhos abaixo do meu. As mulheres ainda têm muito o complexo de assumir o número de roupa que vestem. Ainda coram da cabeça aos pés para responder que vestem o 40, o 42, o 44. Isto tem de acabar. São mulheres, são adultas, são inteligentes, têm inúmeras qualidades para mostrar ao Mundo, e tremem perante uma etiqueta de roupa? A tremer, que seja pelo preço, não pelo tamanho. Conheço mulheres que vestem números muito acima da maioria, e que têm mais classe em qualquer dia da semana, do que as mulheres que insistem em sair à roupa como se tivessem ido ao roupeiro das filhas adolescentes, ou tivessem feito as compras na seccção de criança. Um dia, as mulheres deste País, vão perceber que não é preciso ser magra, ou querer à força vestir um número pequeno, para ter classe. Muito pelo contrário. Percebam o que vos fica bem, o que vos faz sentir confortável, e arrasem. De cabeça levantada.

Lembrem-se disto : a roupa apertada não só fere a vista, como faz mal à circulação. Agora vão, reflitam, e sejam realistas na próxima ida às compras. Eu sei que as lojas provocam as pessoas com os modelos cada vez mais pequenos, com as montras com aqueles manequins irreais, mas há que sorrir e acenar. Não cair na tentação. Viver bem com quem somos, ok?

PS- para quem não ficou convencido com estes argumentos, chamo aqui os homens para um incentivo : algum de vocês, desse lado, gosta de ver na rua uma mulher a envergar um tamanho de roupa que, claramente, não é o seu? Com carne a sair por sítios que preferiam não ver no pior dos vossos pesadelos? Ajudem a passar a mensagem, de uma vez por todas.

20 de junho de 2013

As Mulheres e as fardas.

Vamos falar do cliché mais antigo do Mundo? Faço parte da carneirada de mulheres que tem de conter um suspiro/gritinho quando vislumbra uma farda. É inevitável. Cruzo-me com centenas de homens diariamente, mas se um vestir uma farda, é garantido que vou olhar duas vezes. Não há como não olhar. Pode ser um trambolho, mas a farda já me chamou a atenção e, na minha cabeça, está ali um homem bonito e charmoso. Há ali qualquer coisa de deveras atraente, sedutor, atractivo. Não sei se é da sensação de poder que a farda emana, se é a curiosidade em relação ao que fazem estes homens aparentemente cheios de poder no seu dia a dia, não sei se é da vontade de passear de braço dado com eles e mostrá-los ao Mundo, mas é assim e pronto. Ontem, em pleno supermercado, no corredor das bolachas (não falemos disto, adiante, avancemos), tropecei em dois moços com aquela que julgo ser a farda da Marinha Portuguesa (também eles comem bolachas, fica já esta questão esclarecida aqui), e o fenómeno repetiu-se. Eu, que sou distraída ao ponto de ser possível encontrar um conhecido neste mesmo corredor, nem dar por ele e passar pr mal educada, olhei duas vezes (ou três, but who's counting?) e sou capaz de ter fantasiado um bocadinho. Como é óbvio, estes homens têm perfeita noção deste poder que exercem. Ia jurar que trocaram um sorriso à laia de "resulta sempre". Não é à toa que qualquer show de strip masculino que se preze, começa com uma farda de bombeiro, polícia, oficial da marinha ou afim. Algum stripper se veste de Advogado ou de Director Financeiro? Pois que não.
Este episódio fez-me pensar que, em tempos de jovem universitária, podia ter estabelecido um romance que, quiçá, teria resultado num feliz casamento com um jovem destes. O que é que fiz? Não lhe liguei patavina, claro está. Estará agora casado, Pai de filhos e a ser passeado pelo braço de outra.
Aos homens que estarão desse lado a revirar os olhos, desculpem lá, sim? Se vocês podem ter os vossos clichés e gostar das mamalhudas, perder a cabeça com altas, loiras e de olhos azuis, fantasiar com as saias curtas das executivas e etc, fiquem sabendo que nós também temos as nossas fantasias.

Há por aí mulheres que resistam a isto?

PS- palpita-me que em breve, muito breve, sou menina para rever o "Oficial e Cavalheiro". Fardas e Richard Gere? O que é que uma mulher quer mais?

17 de junho de 2013

O que as férias nos ensinam.

É bem verdade que uma pessoa está sempre a aprender, e as férias não constituem uma excepção. Voltei bem mais esclarecida, sobre os mais variados (e pertinentes) assuntos da nossa sociedade. Vou partilhar convosco, porque acredito piamente que isto do partilhar o saber é importante. Vejamos:
- regressar de autocarro, às 3 da manhã, de um Casamento em que se comeu e bebeu como se não houvesse amanhã, é uma péssima ideia. Sobretudo quando se enjoa facilmente. E sobretudo se estamos a falar de uma viagem de uma hora. Divertido, mas arriscadíssimo. Parvo, pronto;
- se uma pessoa tem pouca sorte durante o resto do ano, uma pessoa terá pouca sorte mesmo de férias. Isto é o mesmo que dizer que, à primeira oportunidade, uma pessoa será multada. Uma multa de estacionamento para abrir a pestana. Parquímetro pago até à meia noite, já ouviram falar? Pois que existe. Agora já sei. Tinha acabado de chegar. Not cool;
- nasci para apreciar as coisas boas da vida. Boa comida, boa companhia, boas praias, bom clima, boa diversão, bons livros, boas conversas. E para isto preciso de estar de férias. É mais fácil. Dito isto, confirma-se o que já sei há algum tempo : nasci para ser rica;
- os areais portugueses não mentem : as mulheres estão a envelhecer bem melhor do que os homens. É vê-las, bem feitas e jeitosas, a passear-se ao lado das barrigas de cerveja dos companheiros;
- os homens ainda não perceberam o que vestir na praia. São poucos aqueles que acertam. Ou o calção é demasiado comprido, ou demasiado curto, ou é uma tanga. O calção certo permanece quase um mistério;
- entrar num bar ou numa discoteca para dançar, e encontrar pessoas de 30 ou mais anos, é cada vez mais raro. Uma pessoa, mesmo uma jovem trintinha como eu, sente-se quase como num baile de finalistas do liceu;
- e, por último, aquela que é uma verdade incontornável : acho que nunca na vida, desde que me lembro de ser gente, consegui descansar o suficiente nas férias. Mas é sinal que pouca coisa ficou para fazer, e só isso já me faz sorrir com vontade enquanto escrevo esta frase.





6 de junho de 2013

Onde é que se compra uma boa dose de paciência?

Pessoas que não tem filhos. Este post é para todos, como sempre, mas é sobretudo para as pessoas que não têm ainda descendência. Já experimentaram dizer, à frente de alguém que tem filhos, que andam cansados? Já? Experimentem, que é uma coisa a não perder. Mas antes tomem um Xanax ou qualquer coisinha mais forte.

"Ando tão cansada. Mesmo a precisar de férias. Parece que fui atropelada, credo!"

"O quê, CM?? Cansada ando eu! Essa agora! Não tens filhos, sabes lá tu. Então o que dirás quando os tiveres? Não te queixes sem motivos, que disparate! Cansada estou EU!".

Ora bem, vamos ver se explico isto em bom português : "Vão à merda!!" Perceberam? Pessoas (e são mais as mulheres que padecem deste mal, para minha grande desiluação) com filhos que acham que os outros não podem estar cansados, não podem ter milhentas coisas para fazer, não têm sequer direito a pensar na exaustão, quanto mais a senti-la, não têm outros problemas, não têm vida, não podem queixar-se. Somos uns valentes filhos da mãe, com vidinhas fáceis, que vivemos no bem bom, que andamos cheios de genica e nem precisamos de férias. Aliás, eu estou a pensar em doar (pena ainda não ser possivel, mas há que reverter isto) os meus dias de férias a alguém que tenha filhos. Porque eu, CM, não preciso delas. Sei lá o que é estar cansada. Afinal de contas, só no dia em que for Mãe terei, além de todos os outros direitos que vos estão reservados, direito a estar cansada.

Cabrice minha, queixar-me. Peço desculpa.

Ps- felizmente, conheço Mães normais, que não têm este tipo de discurso. Mas sobre as outras pergunto-me, várias vezes, o que raio terá feito curto-circuito dentro daqueles cérebros.




30 de maio de 2013

Mais coisas que os homens nunca entenderão.

Nunca vão saber o prazer que isto nos dá. O prazer que nos dá chegar a casa, e atirá-lo pelo ar. Nem a tortura que é usá-lo, todo o santo dia, para as "moças" manterem um ar jovem!




E não, não me venham dizer que usar gravata é pior. Eu já usei gravata várias vezes. Sei o que é, ok?

21 de maio de 2013

"És mais bonita do que pensas"

Este anúncio da Dove, que é já o video publicitário mais visto no youtube, está maravilhoso. Foi já muito criticado, pelas vozes do contra do costume, porque está a valorizar demasiado a beleza exterior ao invés da inteligência, e bla bla bla, como se uma mulher não pudesse ser bonita, gostar de valorizar essa mesma beleza, e ao mesmo tempo ser inteligente. Epá, honestamente, bardamerda para esta gente que só está bem a criticar tudo.

O video retrata aquela que, para mim, é uma das características princípiais femininas, infelizmente: somos muito duras connosco mesmas. Com os nossos defeitos e imperfeições. Demasiado injustas e exigentes. E, quase sempre, somos bem mais bonitas do que aquilo que vemos no espelho.



6 de maio de 2013

Oh senhora!!!!

Eu presumo que seja por casos destes, que todas nós depois temos fama de não conseguir estacionar um carro...Honestamente, nunca tinha visto nada assim! Que pilha de nervos, só de olhar. Tenho 3 teorias que podem, possivelmente, explicar o que aconteceu :

- a senhora estava completamente entornada;
- a senhora estava completamente entornada; ou
- não estando entornada, este video não é verdadeiro.

PS- atenção, esta carapuça não me serve. Já dizia o meu instrutor de condução, que tinha visto poucas mulheres estacionar tão bem. E pois que é mesmo verdade. Consigo estacionar o carro em sítios que nem o diabo desconfia.


18 de abril de 2013

As Cinquenta Sombras de Grey.

Sim, agora que já o Mundo inteiro falou deste assunto, chegou a minha vez. Posso ser mais lenta, mas também tenho direito.
Andava na dúvida. Ler ou não ler esta trilogia, era a questão. Depois de ver o preço de cada livro, decidi que não ia comprá-los. Os livros estão pela hora da morte, e a dar dinheiro por eles, a E.L.James que me perdoe, mas prefiro investir noutro género. Pedir emprestado era uma hipótese mas, pensando melhor, nunca gostei de pedir livros emprestados. Não me perguntem porquê. Acabei por dizer tantas vezes que tinha curiosidade em ler o assunto do momento, que no Natal fui presenteada com os Volumes I e II. Pelo que ouvia dizer, ia ser canja. Lá para o dia de Reis, tinha os dois Volumes lidos, e estaria mortinha para ler o III, pensava meu. Pois que me enganei redondamente. Acabei de ler o Volume I, apenas ontem. Dia 17 de Abril. O livro que a maioria devorou em 3/4 dias. Eu demorei quase 4 meses. Não tenho nenhum atraso, não é isso. Até sou relativamente rápida a juntar letras, mas isto foi um parto difícil. Tão difícil, que comentei mais do que uma vez que ia meter o livro de lado. Lá cheguei ao final.
"Erótica, apaixonante e profundamente comovedora, a trilogia As Cinquentas Sombras vai obcecar-te, possuir-te, e ficar marcada na tua memória para sempre". A promessa era esta.
Deixa pensar...ah, pois. Não. A não ser que o caso mude muito de figura nos próximos Volumes, não estou nada comovida e/ou obcecada. Muito menos possuída (sem qualquer trocadilho).
O tema é interessante, claro que sim. O mundo da submissão tem muito ainda para explorar, muito para revelar. Não deixa de ser verdade que o tema me fez pensar na quantidade de pessoas que vivem relações desta natureza. Não vou dizer se as acho saudáveis ou não, porque é um campo no qual cada um sabe de si e estabelece os seus próprios limites. Isso sim, é importante. Já no que diz respeito ao livro, acho que o tema está mal explorado. O facto da escritora ter tentado escrever um misto de livro erótico, se lhe quisermos chamar assim, e de romance, faz com que o tema fulcral seja mal aproveitado. A tradução também deixa bastante a desejar. À personagem principal feminina, são atribuídas expressões dignas de uma adolescente de 15 anos ou menos. Não é uma personagem consistente. A personagem principal masculina, é uma espécie de homem perfeito, se aceitarmos que o homem perfeito pode ser sadomasoquista. É um livro de puro entretenimento, como seria de esperar, mas contava que me agarrasse numa espécie de vício que tivesse que alimentar todos os dias, como tanto por aí ouvi dizer. Uma desilusão, portanto.
Como nota final, e consciente que isto vos levará aos mais diversos raciocínios, devo acrescentar que não percebo o que levou mulheres de todos os cantos do mundo a colocar em causa as suas vidas sexuais. Honestamente, isto diz muito sobre a insatisfação que existe neste campo. Tirando os cenários característicos do sadomasoquismo, e esses serão só mesmo para quem se vê a protagoniza-los, o resto do livro não tem NADA de extraordinário neste campo. É preciso ler um livro para pensar em apimentar este campo? Estamos mal, estamos...

11 de abril de 2013

Um bombom para os homens.

Como que a provar que isto não é só puxar a brasa à nossa sardinha (e isto soava melhor na minha cabeça, do que escrito), esta ofereço-vos eu, homens.
 
Hoje, completamente apanhada pela euforia que anda no ar com a alegada chegada da Primavera, (porque desta é que é, diz quem sabe) lembrei-me que faço parte do universo de pessoas que tem a roupa de Verão, cuidadosamente, guardada na arrecadação à espera de chegar a sua altura. Entretanto, e como me parece que já passaram alguns anos desde a última vez que fez calor neste País, decido ir até lá e abrir o roupeiro da dita, só para recordar o que está guardado. Adivinha-se o momento seguinte, não adivinha? PÂNICO! DRAMA! Como seria de esperar, não tenho nada para vestir agora que a Primavera lá vem! Estou nua, despida! Não há ali nada que se aproveite. E agora? Regresso a casa enquanto praguejo, porque entretanto também acabo por me lembrar que isto não está de feição para ir gastar os euros na colecção nova.
 
Umas horas depois, caio em mim e percebo que tenho roupa suficiente não só para a Primavera de 2013, como para a de 2014. Talvez até tenha roupa que posso dar.
 
E isto, senhores, é um clássico feminino para o qual não tenho explicação ou justificação que se apresente. Não há início de Estação do Ano, em que as mulheres não jurem a pés juntos que não têm nada para vestir. Não é para entender. O que não tem remédio, remediado está. Não se esqueçam é que somos adoráveis. É tudo o que precisam de saber.

10 de abril de 2013

Coisas que um homem nunca entenderá.

Um homem, por muito boa vontade que tenha, por muito que tente e seja um querido, nunca entenderá os pequenos grandes dramas da vida das mulheres. E hoje, a caminho do trabalho à medida que me revoltava com o Universo, percebi isso.
Um homem nunca entenderá o que é usar o secador de cabelo todas as manhãs, para depois enfrentar a combinação mortífera da chuva e vento, e ver tudo desfeito em segundos. Um homem nunca entenderá o que é tentar manter o equilibro na calçada portuguesa ( que pode ser linda e nossa, mas é uma valente trampa para nós, mulheres que usam saltos altos) quando queremos enfrentar o Mundo de cabeça bem erguida e em cima de uns saltos de 15 cm. Um homem nunca saberá o que custa ter sempre tudo o que faz falta à mão, nas malas que pesam verdadeiras toneladas e que nos fazem andar praticamente tombadas. Muitos, nunca saberão o que custa a depilação, as horas de cabeleireiro, a manicure, a pedicure e o diabo a quatro. Um homem nunca terá a mais pálida noção do que é lidar com os olhares de inveja de outras mulheres e com o veneno que os costuma acompanhar. Nunca saberá o que é ultrapassar aquela semana do mês em que o nosso corpo se revolta dentro de si mesmo, e nos deixa bem claro que quem manda é ele. Nunca terá de mostrar mais trabalho, só porque tem um palmo de cara ou um corpo jeitoso. E ficava aqui toda a noite...
 
Digo muitas vezes que adoro ser Mulher. Mas hoje, sobretudo hoje, apetece-me gritar que ser Mulher é a melhor, mas também a mais complicada coisa deste Mundo! Homens, um conselho : não tentem isto em casa. Não duravam meia horinha nesta selva diária que é o nosso Mundo.

4 de abril de 2013

Ai, Ai as Mulheres #3

Ele há coisas que não entendo e que me causam alguma estranheza. Entre muitas, que eu sou muito observadora-curiosa e tenho a mania de saber os "porquês" de tudo, eu gostava mesmo de entender a mania que as Mulheres têm de se meter de mamas ao léu quando querem protestar contra alguma coisa. Ou contra qualquer coisa. Em Portugal parece-me que a moda ainda não pegou, mas quando leio uma notícia de protestos femininos noutros Países, é quase certo que vou ver mamas. Isto é o quê? os homens agradecem, será um facto. Mas depois de tantas mamas à mostra, de tanto topless em todo o Mundo, isto continuará mesmo a ser novidade e a chamar a atenção?
Chamem-me conservadora, mas eu não gosto nadinha de vos ver por aí a mostrar os atributos a cada protesto, senhoras. Uma roupinha em cima, sff...

Fica a promessa de não participar em qualquer manifestação nesses propósitos. E se, por um acaso, isso acontecer, têm o meu aval para me enfiar num colete de forças.

27 de março de 2013

O Amor à Primeira Vista (ou como eu estou tão lixada...)

Dizem os entendidos nestas coisas, que "55 % das pessoas que sentiram Amor à primeira vista, casa com a pessoa em causa e apenas 25% acaba por se divorciar". Parece também que "precisamos apenas de 30 segundos para nos apaixonarmos por alguém ou para percebermos se uma pessoa nos atrai, e se é um possível parceiro".
Aqui chegada, a minha cabeça já deu o nó do costume. Vejam, eu nunca acreditei em Amor à primeira vista. Como assim, Amor? Amor, aquilo tudo que o Amor implica e significa e faz sentir? Eu, à primeira vista, só consigo perceber se me agrada visualmente, se me faz virar a cabeça e olhar duas vezes. Mais do que isto, é demasiado para mim. E agora dizem-me que são estas relações que têm maiores possibilidades de vingar? A sério que há quem ame à primeira vista? Se há, pensado bem, isto é capaz de explicar muita coisa. E se há, pensando melhor, eu também quero! Adiante.
Ainda assim, e admitindo que estamos perante uma realidade, eu pergunto : 30 segundos?? A sério? Peço desculpa, 30 segundos para nos apaixonarmos e percebermos se está ali um possível parceiro? C'um real caneco! Como é que alguém faz isso tudo em 30 segundos? Eu às vezes nem em anos, quanto mais à primeira vista e em 30 segundos.
Honestamente, não sei o que pensar. Se isto é mesmo tudo possível e até acontece a pessoas de carne e osso, está oficialmente provado que eu não percebo nada do assunto. Cada um é para o que nasce, sempre ouvi dizer.

22 de março de 2013

Finalmente, o reconhecimento público.

Há quem tenha uma Rua com o seu nome. Há quem tenha uma Estátua. Eu, como já vos tinha dito, sou um doce de pessoa!

Se isto não é o atingir de um objectivo de vida, não sei o que será!

11 de março de 2013

Aparelho nos Dentes VS Moda

Há frases que têm o dom de me aborrecer. Logo a seguir ao tão comum "cada um tem o que merece" ( amigos...se isto fosse verdade, onde é que eu estaria neste momento...), vem, actualmente, a mítica "usar aparelho nos dentes está na moda". Então não está? Isto é deveras brilhante. Só mesmo vindo de quem nunca usou esta geringonça.
Aparentemente, há quem ache que isto é um passeio no parque. Não há dor nem desconforto. Só isto justifica que se pense que alguém, no seu perfeito juízo, coloca um monte de arame na boca só porque "está na moda". É que, não parecendo, o aparelho é colocado para fazer pressão, para puxar, repuxar, e o diabo a quatro. É coisa para doer, vão por mim. Não dói sempre, é um facto. Mas dói para caraças quando o colocamos. E dói para cima de muito, todos os meses, na altura da consulta mensal.
Para quem nem assim fica convencido, passemos à questão financeira. Se fosse para andar na moda, mais depressa comprávamos uma Chanel. Ou duas. É que até é mais barata, dá para acreditar? Entre a colocação dos aparelhos (dos vários nalguns casos, como o meu), e as consultas mensais de manutenção (os apertões, como lhes chamo, porque faz-me alguma confusão dizer que vou à manutenção, como se fosse um Fiat Punto), isto é coisa para ficar numa pequena fortuna.
E depois há a questão que verdadeiramente me intriga : na moda? Como assim na moda? Passou a ser bonito andar com arame na boca e ninguém me avisou? Alguém um dia acordou, olhou para o espelho, viu os dentes certinhos da silva e pensou "O que ficava aqui mesmo a matar, era um monte de arame cinzento! Não é cedo, nem é tarde!". E não, não é "chique", não "é bem", é uma questão de saúde e uma valente "pain in the ass".
 
Hoje, quando regressava da consulta de manutenção, a pensar que lá vão já dois anos e meio desta vida, tive pena que não aparecesse uma destas pessoas que lhe chamam moda. É que se pudesse descarregar o quanto estou farta deste arame, com uma valente cabeçada com ele no meio da testa desta gente, tenho certeza que teria voltado muito mais satisfeita a casa.
(peço desculpa pela violência, atribuo às dores que isto de andar na moda dá).
 
Caros leitores, se alguém desse lado já usou parelho, tenho certeza que sabe do que falo. Para quem pensa usar, não é tão mau como parece. Quer dizer, é. Mas, às vezes nem é só a questão estética que está em causa. No meu caso, por exemplo, vai ajudar a resolver uma série de problemas que estavam associados ( e o meu caso não era, nem de longe nem de perto, dos mais grave), como as enxaquecas. É um assunto mais sério do que às vezes parece. E não é mesmo moda.

17 de fevereiro de 2013

Ai, Ai as Mulheres #1

Aqui não se arrasa só com a classe masculina. Não, não. As mulheres estão carregadinhas de defeitos e todos os comportamentos femininos sempre me preocuparam mais do que os masculinos, porque, caramba, há tanto mais potencial numa mulher do que num homem (cá está, a esperada facada não obstante o título do post).

Domingo à tarde. Uma superficie comercial. O cenário de sempre à porta das inúmeras lojas maioritariamente femininas : filas de homens pendurados (alguns literalmente) nos corrimãos; sentados onde calha; com ar de enfado e um verdadeiro "tivesse eu um x-acto no bolso e cortava já os dois pulsos" a bailar no olhar.
Arrastar um homem para um centro comercial, quando queremos passar umas boas horas a olhar para peças de roupa, acessórios e sapatos, é o mesmo que ser arrastada para uma sessão de compras de jogos para a consola - este exemplo não se aplica à autora, que adora um bom jogo, e que se tivesse uma consola, saíria muito menos de casa-  ou para uma loja de ferramentas ou para qualquer outro sítio onde não gostamos de estar mais de 5 minutos. Entendem?  E para quê? Para ver aprovada aquela saia ou aquele vestido? Na maioria das vezes, o desespero ( e estes são aqueles que conseguem, de facto, entrar nas lojas e não se limitam a esperar à porta) vai levá-lo a dizer que sim a qualquer coisa. A um vestido roxo com collants encarnados. A qualquer saco de batatas. A qualquer trapo que não merecia sequer ver a luz do dia. E se o pobre diz que não gosta? Das duas uma : ou estamos gordas, ou é um imprestável. É uma batalha perdida.
Acreditem em mim : sozinhas ou com amigas. É assim que se devem fazer as compras que não lhes interessam a eles. Não é preciso levar o coitado de braço dado para todo o lado. Na dúvida, pensem na tortura que é ir com eles aos sítios que dispensam, comprar o que não vos interessa.
A dependência dos casais que não fazem nada separados, que perdem a individualidade, que se esquecem que continuam a ser pessoas autónomas, causa-me alguma espécie. Muita, para ser sincera.

Lamento, mas nesta estou do lado dos homens. Ninguém merece.