É basicamente isto.

É basicamente isto.

22 de janeiro de 2014

Referende-se este Governo, sugiro eu.

Às vezes (quase sempre, na verdade), pergunto-me se a classe política estará a brincar com este País que é de todos nós. Eles estão a monotirizar-nos, enquanto soltam sonoras gargalhadas com a confusão que lançam, não estão?
Aquando da aprovação da Co-adopção, tive oportunidade de aqui manifestar a minha concordância e de aplaudir, de pé, esta vitória. Nos últimos dias, ficámos a saber que, afinal, pretende-se agora que o assunto seja alvo de Referendo. Ainda confusa, como sempre fico nos últimos anos quando vejo os noticiários, tentei perceber que raio se iria, em concreto, perguntar aos Portugueses. Coloquei a hipótese de não ser feita uma pergunta directa sobre um tema cuja aprovação já aconteceu. Enganei-me, claro está. 
A avançar, este referendo irá colocar duas questões aos Portugueses:

1. "Concorda que o cônjuge ou unido de facto do mesmo sexo possa adoptar o filho do seu cônjuge ou unido de facto?

2. "Concorda com a adopção por casais, casados ou unidos de facto, do mesmo sexo?".

Para começar, que se se esclareça já o seguinte:

Sim e Sim, PORRA!!

Mas prossigamos : portanto, a primeira pergunta versa aquilo que, supostamente, já estaria aprovado segundo todos sabemos. A segunda pergunta, versa uma hipótese que nem tinha sido discutida ainda antes. Sim senhora. Está aqui um bonito trabalho, que não existam dúvidas.

Este tema revolta-me, confesso. Custa-me entender que existam sequer dúvidas quanto a estas questões, ou que ainda seja necessário dicutir e referendar assuntos dste cariz. Não há razão alguma neste Mundo, para que uma criança não tenha um Lar, não tenha quem se preocupe consigo, quem eduque, quem oriente, quem ame, quem apoie. Não há. Pouco interessa se é educada por um homem e uma mulher, por dois homens ou por duas mulheres. O que interessa, verdadeiramente, é que, durante o Processo de adopção, se garanta que os adoptantes reunem todas as condições para fazê-lo. Como acontece, quero acreditar, com o processo de adopção de um casal heterossexual. E este assunto anda trouxe novamente à baila, de forma preversa e mesquinha, um sem número de ofensas e faltas de respeito para com os homossexuais. As coisas - é este o nome mais apropriado - que hes são chamadas, são nojentas. São de envergonhar o Povo Português. Tivemos a Amália, o Eusébio, os descobrimentos, mas "somos" um povo pequeno e lamentável.

E, já agora, é só mais isto (não vá alguém esquecer-se que as pessoas não são aquilo que a sua orientação sexual indica. São aquilo que são, na sua essência):

28 comentários:

  1. nós, portugueses, no geral, temos uma mentalidadezinha tão miserável. Oh mente fechada!

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  2. A imagem diz tudo!!!! Fabulosa!
    Bjs
    Maria

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  3. Concordo ctg. Aliás, já abordei o assunto lá no estaminé.

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  4. Vinha aqui, como noutros posts já fiz, comentar apenas com essa imagem :)

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    1. Que nem toda a gente percebe, infelizmente....

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  5. Tal e qual. Concordo contigo.
    Mas isto é mais uma maneira de gastarem dinheiro (porque ele abunda e nós não sabemos).

    Já vieram foi à baila psicólogos a dizer que uma criança criadas por casais do mesmo sexo, iriam sair prejudicadas a nível de desenvolvimento.. É continuo sem entender.

    Beijocas

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    1. Acho que se esquecem, no limite, de dizer que essas crianças serão bem mais prejudicadas se não tiverem quem as crie...

      Bjs

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  6. Não confundas os assuntos. Uma coisa é concordares com a adopção ou co-adopção por casais homosexuais, outra coisa é concordares, ou não, com o referendo.

    Na minha opinião a existência de um referendo é uma atitude cobarde do governo, mas não é nova. Outros governos fizeram o mesmo em assuntos e temas fracturantes, como o caso do aborto. Se o PSD e o CDS estão no governo de forma legítima devem exercer as suas funções de acordo com os ideais e valores que o partido partilha, sendo que, e isto é importante, cada deputado deve ter o direito de se representar e decidir de forma honesta e independente. O que os eleitores esperam é que o governo tenha a capacidade de decidir.

    Não me interessa se concordas ou não com a adopção/co-adopção.

    Mas adoro este argumento, que por sinal serve para tudo.

    Vejam só: Um violador foi gerado por um casal hetero. Um assassino foi gerado por um casal hetero. Um político foi gerado por um casal hetero. Hitler foi gerado por um casal hetero. Stalin e Lenine foram gerados por um casal hetero.

    E vejam só, surpreendentemente um homossexual foi gerado por um casal hetero!!!!


    Ou seja o denominador comum nos problemas do Mundo é...a existência de casais hetero. Assim, o problema está no facto identificado. Resolvamos o problema de raiz acabem com esses vermes que se unem que nem animais e procriam sem noção da maldade que fazem o mundo. Malditos Hetero!!!

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    1. Precisamente. Eu não concordo com a realização do referendo sobre este assunto. Não só por ser uma atitude cobarde, como dizes e bem, mas porque tenho muito receio que a resultado seja negativo, o que, para mim que concordo com a adopção e co-adopção, seria um mau resultado. E em relação à co-adopção, o assunto estava resolvido.

      Já quanto aos hetero, o argumento que uso não é esse, e está bem explanado no último parágrafo do post. Não tenho contra os hetero, da mesma forma, lá está, não tenho contra os homossexuais. O argumento que é usado, é bem mais simples : não podemos achar que um casal, só por ser hetero, tem mais capacidades de criar uma criança do que um casal que não é. Prova disso é que existem várias crianças a ser abandonadas, mal tratadas, mal educadas, por casais hetero. É durante o processo de adopção que, quer estejamos perante um casal de um ou outro grupo, se determina se estamos perante duas pessoas com capacidades para estar nessa qualidade. Ponto. O resto, são puros preconceitos que, não só não nos deixam evoluir enquantro Povo, como não trazem qualquer benefício aos adoptados.

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    2. Alexandre M. Villaverde23 de janeiro de 2014 às 10:16

      O maior respeito que devemos pelos outros é o respeito pela opinião. A liberdade é um conceito confuso e difícil de gerir e a liberdade de opinião não foge à regra.

      Concordo com a exposição discordo do ponto de vista.



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    3. Alexandre M. Villaverde23 de janeiro de 2014 às 10:30

      Cara CM, se me permite deixe-me dizer-lhe o seguinte. Não obstante o facto de concordar com o seu ponto de vista, não podemos cair na tentação de sermos nós os preconceituosos.

      Primeiro: esse argumento de que os hetero são os maus da fita porque são eles que abandonam as criancinhas é demasiado baixo, mau e fraco. Não é por ser hetero ou homo que torna as pessoas más. Garantidamente que existem homossexuais que serão péssimos pais.

      Quanto ao argumento de que, se temos opiniões diferentes é porque somos preconceituosos é também ele um argumento tacanho. Antes de mais qualquer um de nós tem direito a ter preconceitos, depois não é por alinharmos em lobbies e modas que somos especiais.

      Fica bem dizer que somos a favor disto ou daquilo, mas se o fizermos por consciência não argumentos dessa forma.

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    4. Parece-me que deixei claro, quer no post, quer na resposta aqui deixada, que o que está em causa não é a orientação sexual. Fiz questão de frisar precisamente isso. O que está em causa é a capacidade, ou não, de criar uma criança com tudo o que isso envolve. A questão dos hetero foi "levantada" precisamente para "explicar" que não são pessoas automaticamente aptas a criar uma criança só porque são hetero. Há bons e maus Pais, independentemente da orientação sexual.

      Quanto ao preconceito, quer dizer-me, honestamente, que não é esse o motivo que leva a grande maioria dos portugueses a ser contra este instituto? Claro que é. E sim, todos temos direito a ter preconceitos, desde que, com eles, não prejudiquemos os outros. E, nesse caso e na minha opinião, sim, o preconceito está a prejudicar a vida de muitas crianças.

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  7. Típica conversa da CM. Coitadinhos dos homossexuais.

    Sugiro uma campanha:

    Uma criança para cada maricas. Já!!!

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    1. Comentário típico daqueles portugueses que enuncio no último parágrafo. Mas dou-lhe mais uma oportunidade para apresentar um argumento válido.

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    2. Alexandre M. Villaverde23 de janeiro de 2014 às 10:33

      Ninguém é "pequeno" nem menor do que a CM só porque pensa de maneira distinta da sua. É apenas distinto.

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    3. O que torna as pessos pequenas é, neste caso concreto, referir-se a a outras pessoas de forma desrespeitosa, só porque não têm a sua orientação sexual.

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  8. Este é mais um assunto em que por muito que se fale, se discuta ou se opine, nunca será consensual! Felizmente ou infelizmente, nem todos pensamos da mesma maneira e nem actuamos em conformidade ao que muitas vezes nos é imposto! Haverá sempre vozes discordantes, mas ambas com as suas razões! Este tabu da nossa sociedade ainda é motivo de muitos conflitos inclusive familiares(eu que o diga), e no meu ponto de vista, deve-se ás diferenças de gerações! Não quero com isto dizer que pessoas que nasceram nos anos 50,60 e 70 não aceitem a co-adopção ou até mesmo a homossexualidade, mas vejo (e revejo-me) as gerações que se seguiram como mais "open-minds" e mais tolerantes perante este e outros assuntos. Com tanta escrita já me perdi, e o que queria dizer é que este assunto da co-adopção, bem como a interrupção voluntária da gravidez (vulgo aborto) não deveriam ser discutidos ou sequer debatidos por um bando de incompetentes que não têm a mínima ideia do que falam (quero acreditar que no meio de 216, haja alguém que escape)!!

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    1. Plenamente de acordo, sobretudo com o final deste comentário. Também não me parece que sejam assuntos que devam ser colocados à disposição do poder "decisório" do Povo.

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  9. Embora alguns queiram desviar a atenção para outros temas, para mim a tua opinião está bem clara.
    "Este tema revolta-me, confesso. Custa-me entender que existam sequer dúvidas quanto a estas questões, ou que ainda seja necessário dicutir e referendar assuntos dste cariz. Não há razão alguma neste Mundo, para que uma criança não tenha um Lar, não tenha quem se preocupe consigo, quem eduque, quem oriente, quem ame, quem apoie. Não há. Pouco interessa se é educada por um homem e uma mulher, por dois homens ou por duas mulheres. O que interessa, verdadeiramente, é que, durante o Processo de adopção, se garanta que os adoptantes reunem todas as condições para fazê-lo."

    Beijos

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    1. Obrigada, Canca! Por momentos achei que não me tinha explicado de forma clara.

      Beijinhos

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  10. Preocupa-me o referendo...deixar estas decisões (que deviam já ter sido tomadas e legisladas) nas mãos do zé povinho, parece-me arriscado. Há por aí tanta gente que se recusa a tirar de uma vez as palas dos lados dos olhos!

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    1. Nem mais, Ana Ricardo. E não deixa de ser caricato que em quase tudo se estejam a borrifar para a opinião do Povo, mas em tudo o que envolva polémica, o Povo é chamado. Assumir responsabilidades, neste País, e agarrar o touro pelos cornos, é coisa que , como diz o outro, "não assiste".

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