É basicamente isto.

É basicamente isto.

23 de janeiro de 2013

I'm loving it.

Sabem os mais atentos, que já fez um ano e picos (adoro esta expressão, andava ansiosa por usá-la!) que arrumei a trouxa e decidi viver sozinha.
Chamem-me menina, mas isto de início assustou-me e de que maneira. E não pelas tarefas unicamente a meu cargo, não tanto pelos encargos, e só um pouco pela responsabilidade de cozinhar para me alimentar. O que me assustou mais, foram os silêncios iníciais. Não estava habituada a isso, e, de repente, aquelas 3 pessoas que iam dando comigo em doida durante 32 anos, faziam-me uma falta dos diabos. Quem diria?
A provar que o Homem é mesmo um bicho de hábitos, todo este tempo depois, tenho que admitir que A-D-O-R-O viver sozinha. Há lá coisa melhor do que fazer o percurso para casa e saber que, uma vez chegada, tenho toda a liberdade para usar o meu tempo como quero? Para jantar à hora que me apetece e se me apetecer, para ocupar todo o sofá, para monopolizar a TV ( um dos meus grandes vícios), para abrir uma garrafa de vinho e beber um só copo ou toda a garrafa sem olhares reprovadores, para ler até cansar a vista, para me deitar à hora que me der na real gana? Há coisas tão pequenas quanto estas, que dão um prazer que não se explica. Sente-se.Depois desta experiência, começo a acreditar que difícil e assutador, será o eventual dia em que precise de partilhar o meu espaço. Que é o mesmo que dizer que, se já era difícil aturar-me, será impossível (?) depois disto. Quem diria?


11 comentários:

  1. Boa tarde! Para já o meu parabens pelo texto, bastante imaginoso. Só um reparo ao texto da doutora.... Se permite? Quando diz(passo a citar) "Que é o mesmo que dizer que, se já era difícil aturar-me, será impossível (?) depois disto." Talvez mais ao comtrario, ser você a não ter paciencia para aturar.... Porque? E a doutora que vai ser invadida, nao invadir, no seu espaço... obrigada. Desculpe a caligrafia... e afins. :P

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    1. Anónimo, não peça desculpa. Até os reparos são bem vindos.

      E tem toda a razão : quanto mais tempo vivemos sozinhos, menos tolerantes nos tornamos. Temos as nossas rotinas, e até alguns caprichos. É preciso ceder, aos poucos.

      Ps- deixe lá isso da doutora. Quando quiser ser tratada dessa forma, coloco ali Dra. antes de CM.

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  2. Como eu te percebo. Estou a passar pelo mesmo. A pior parte é ser sempre a nossa vez de despejar o lixo. E de lavar a loiça. E de limpar a casa.

    Aposto que, apesar de viveres sozinha, continuas a fechar a porta sempre que vais à WC.

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    1. O lixo... A loiça... Como te percebo eu. A limpar a casa, tento pensar que sempre faço exercício.

      E sim, porta sempre trancada! Previsível, eu :)

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  3. Cuidado com o "monstro" que estás a criar...Quem te avisa, teu amigo é...E por experiência própria...;)

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    1. É bem verdade... E tenho noção disso.

      Mas... Já convidei uma pessoa a viver comigo. Que deve ter pensado que era uma espécie de missão impossível. Fraquinho ;)

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    2. Txiiii, como é que é possível não se gostar de uma missão impossível!!!!

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  4. Olá CM, vi parar a este canto, após uma passagem tua pelo meu, que muito agradeço. Desculpa o "tu" mas é uma forma mais simples e descomplicada de tratamento por aqui.
    Quanto ao viver sozinha, como eu por vezes sinto saudades. E muitas. É isso tudo que descreves. É uma liberdade, um sentir-mo-nos a nós próprias que não tem descrição. Eu tive essa experiência quando me separei e antes de ter arranjado namorado / companheiro. E sim, gostei muito do meu passado e gosto do meu presente, mas muitas vezes faz-me uma falta imensa o "entretanto" e que foi o período em que estive apenas me, myself & I (ah, claro, e as minhas filhotas).
    Beijocas e volta sempre

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    1. O "tu" é a única forma de tratamento que se aceita por aqui :)
      Acredito que sintas saudades. Descobrimo-nos muito desta forma, conhecemo-nos melhor. Também existe o reverso, como em tudo. Confesso que há dias menos bons, em que falta qualquer coisa.
      Mas o balanço é extremamente positivo!

      Um beijinho e obrigada pelas palavras

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