Longe vão os tempos em que me apetecia sair todos os fins de semana. Não vão muito longe, é certo, mas longe. Ainda assim, CM vai ser sempre uma miúda pronta para a festa e recusa-se a estar muito tempo sem sacodir o pó do esqueleto. Até aqui tudo certo, é o espirito que conta, e aqueles lugares comuns todos, mas as pessoas de 34 anos têm um problema hoje em dia: é preciso escolher de forma muito criteriosa os sítios a frequentar na noite. Por um sem fim de razões mas, sobretudo, para não passarmos a noite de queixo caído a olhar para as miúdas de 15 anos ao nosso lado. Posso garantir-vos que as miúdas desta idade estão apostadas em parecer uma mistura entre a Ana Malhoa, a Fanny e a Miley Cyrus. "Mas CM, cada qual deve vestir o que quer, e bla bla bla". Epá, deixem-se de merdas. Filha do meu Pai não saía de casa naqueles propósitos, nem que se rasgasse toda. Aliás, ninguém me tira da ideia que elas não saem de casa assim. Não pode ser. Devem sair com uma mochila às costas, carregada com aqueles "adereços", enquanto usam um par de calças e uma blusa decente. O que é que os Pais acham que elas levam nas mochilas, é que já não sei. Vi cuecas à mostra, desconfio que até mamilos vi, vi mais carne à mostra do que em certos dias de praia. E eu até sou uma miúda com espirito jovem, mas não consigo deixar de perguntar-me em que momento passou a ser normal este comportamento? E se é verdade que a coisa tem vindo a piorar nos últimos anos, eu pergunto-me como sairão as miúdas do futuro? Se juntarmos às roupas o comportamento da maioria dos adolescentes na noite, quer parecer-me que o coração dos Pais não aguentaria o choque. Filha minha vinha para casa por uma orelha, isso posso garantir.
A bem da minha sanidade, está na altura de riscar do itinerário determinados sítios da noite. A "malta" ainda é jovem, mas não é assim tão jovem já. Além disso, não tenho roupa adequada a esses sítios. A minha saia mais curta fica-me imediatamente acima do joelho. Um roupão, para os tempos que correm, portanto.




