É basicamente isto.

É basicamente isto.

18 de novembro de 2013

A noite aos 34 anos.

Longe vão os tempos em que me apetecia sair todos os fins de semana. Não vão muito longe, é certo, mas longe. Ainda assim, CM vai ser sempre uma miúda pronta para a festa e recusa-se a estar muito tempo sem sacodir o pó do esqueleto. Até aqui tudo certo, é o espirito que conta, e aqueles lugares comuns todos, mas as pessoas de 34 anos têm um problema hoje em dia: é preciso escolher de forma muito criteriosa os sítios a frequentar na noite. Por um sem fim de razões mas, sobretudo, para não passarmos a noite de queixo caído a olhar para as miúdas de 15 anos ao nosso lado. Posso garantir-vos que as miúdas desta idade estão apostadas em parecer uma mistura entre a Ana Malhoa, a Fanny e a Miley Cyrus. "Mas CM, cada qual deve vestir o que quer, e bla bla bla". Epá, deixem-se de merdas. Filha do meu Pai não saía de casa naqueles propósitos, nem que se rasgasse toda. Aliás, ninguém me tira da ideia que elas não saem de casa assim. Não pode ser. Devem sair com uma mochila às costas, carregada com aqueles "adereços", enquanto usam um par de calças e uma blusa decente. O que é que os Pais acham que elas levam nas mochilas, é que já não sei. Vi cuecas à mostra, desconfio que até mamilos vi, vi mais carne à mostra do que em certos dias de praia. E eu até sou uma miúda com espirito jovem, mas não consigo deixar de perguntar-me em que momento passou a ser normal este comportamento? E se é verdade que a coisa tem vindo a piorar nos últimos anos, eu pergunto-me como sairão as miúdas do futuro? Se juntarmos às roupas o comportamento da maioria dos adolescentes na noite, quer parecer-me que o coração dos Pais não aguentaria o choque. Filha minha vinha para casa por uma orelha, isso posso garantir.
A bem da minha sanidade, está na altura de riscar do itinerário determinados sítios da noite. A "malta" ainda é jovem, mas não é assim tão jovem já. Além disso, não tenho roupa adequada a esses sítios. A minha saia mais curta fica-me imediatamente acima do joelho. Um roupão, para os tempos que correm, portanto.

15 de novembro de 2013

Todos juntos hoje?

Quem por aqui passa, sabe que a moça gosta de futebol. É assim, nasceu com este karma. O que talvez não saibam, é que maior do que o meu amor pelo Sporting Clube de Portugal, é o meu amor pela Selecção Portuguesa. Este coração bate mais forte hoje, portanto. Morrerei, repito, morrerei de desgosto, se Portugal não marcar presença no Mundial de 2014.








(a este rapaz peço que cale, como só ele sabe, a boca aos Blatters e Valdanos deste Mundo, com uma exibição de encher o olho.)  

14 de novembro de 2013

As desvantagens de viver sozinha.

As pessoas nunca estão contentes com o que têm. É mais forte do que nós. A realidade é esta. Se vivemos sozinhos, achamos que deve ser bom mesmo é chegar a casa e ter companhia. Se vivemos acompanhados, queríamos era poder chegar a casa e estar sozinhos, relaxar, ter a televisão só para nós, fazer as refeições à hora que nos der na real gana. Há grandes vantagens e desvantagens nas duas situações. Mas hoje, e à conta de um episódio acontecido esta manhã, vamos falar apenas das desvantagens desta vida independente que levo naquelas quatro paredes. Já precisei de ajuda masculina (calma, suas mentes...calma) para diversas tarefas : trocar lâmpadas, furar paredes, pendurar móveis, ligar todos os aparelhos relacionados com a TV de forma a funcionarem em conjunto, pendurar quadros, arranjar torneiras, etc. Em todos estes momentos, pensei que gostava muito de não precisar de ajuda, mas a verdade é que preciso. Precisei e vou continuar a precisar. Quando achava eu que estavam esgotadas as situações em que teria de dar o braço a torcer à velha máxima "um homem faz muita falta em qualquer casa", eis que hoje a vida decide mostrar-me mais uma.
O cenário: 8 da manhã. Arrasto-me para fora de casa, a muito custo, ainda melindrada com a gripe que não me larga. Decido levar o carro para o trabalho. Está demasiado frio para andar de transportes neste estado. Desço à garagem, entro no carro e aponto o comando ao portão. Ainda demorei uns segundos a perceber que nada aconteceu. Carrego outra vez no botão. Nada. Calma. Saio do carro, e decido encostar praticamente o comando ao portão enquanto carrego furiosamente no botão. Nada. Faço aquela parvoíce que também faço quando o comando da TV não funciona : dou-lhe umas cacetadas. Tento de novo. Nada. Decido que deve ser mau contacto, e vou pelo lado de fora d prédio, toda convencida que isso vai resultar. Nada. Imóvel. Volto para dentro da garagem, e percebo que para abrir manualmente o portão, preciso de mais meio metro de altura. Sim, está lá uma corda que devemos puxar quando isto acontece, mas, pasmem-se, pensando agora nas pessoas que vivem naquele prédio, quer parecer-me que só duas têm estatura suficiente para abrir manualmente o portão. Com isto são umas 8:10 da manhã, e não consigo sair de casa. Depois de perceber que esperar por um vizinho, podia deixar-me ali uma boa parte da manhã, decido que só me resta escolher um felizardo para tocar à campainha e pedir, encarecidamente, que me abra o portão. Assim foi, morta de vergonha.

Às vezes, mas só às vezes, uma mulher não é auto-suficiente.

13 de novembro de 2013

Vaso ruim, afinal, também quebra.

Tenho para mim que vou pagar caro todas as coisas ditas nesta vida terrena. Todas as brincadeiras feitas, todo o escárnio, toda a ironia. Estou fechada há dois dias em casa. FECHADA (sei que está sol porque tenho uns janelões que me permitem vê-lo. Diz que está frio, mas eu não faço a mais pálida ideia). Eu sou a pessoa que NUNCA (quase, mas tão quase nunca, que vai dar ao mesmo) fica doente. Que raramente se constipa, que passa anos - ANOS- sem meter os pés num médico, que diz aos outros "Outra vez doente? 'ca florzinha, pá!!", que se gaba de nem precisar de grandes agasalhos. Resumindo e baralhando, sou a maior do meu bairro, percebem? Até chegarmos a Novembro de 2013, o sacaninha que me conseguiu pregar a maior gripe alguma vez sentida por este corpinho. Tenho a sensação de não ter respirado durante dois dias, e mesmo assim ter sobrevivido. Hoje já se respira, mas a tosse é tanta, que partirei uma costela em breve. Estou tão nasalada, que as miúdas da linha morreriam de inveja, se me ouvissem. A minha vida, nestes dois dias, alterna entre cama, sofá, polar vestido, chávenas de chá a toda a hora, torradas, drogas muitas (compradas na farmácia, mas drogas), mantas e televisão. A coisa é tão grave, que experimentei uma receita de mousse de Oreo, e a pobre está largada no frigorifico há dois dias. Não lhe toquei. Eu era a pessoa que nunca adoecia. Caramba, era uma das poucas coisas nesta vidinha que estavam a meu favor. A única vez que não consegui ir trabalhar por estar doente, foi quando desloquei os cristais dos ouvidos. Foi uma coisa assim em grande, com a sua seriedade. Mas ficar em casa com uma gripe? Isto é merda para me tirar do sério. Que raio de mulher sou eu afinal? É a queda de um mito, pessoas. A queda.
 
Ps- o que raio isto de estar doente vos interessa? Nada, é certo. Mas porra, estou fechada em casa e não posso continuar a telefonar às mesmas pessoas. Aturem-me vocês. Deixem-me receitas caseiras para a coisa passar. Ou ajudem-me só a praguejar contra esta filha de uma grande meretriz que me atirou ao chão.