É basicamente isto.

É basicamente isto.

7 de março de 2013

Querem saber para quem a greve é boa?

Eu digo-vos. É boa, por exemplo, para o senhor que esta manhã fez uma viagem de 12 minutos de comboio, com a mão no meu rabo. Modéstia à parte. É esta a utilidade da greve. Em abono do senhor, devo dizer que não tinha alternativa. Era o espaço que havia.

Nota mental : em dias de greve, procurar um lugar junto de outras mulheres.

6 de março de 2013

Quem diz Anita...

...diz Cláudia Maria.

Sejamos sérios, senhores.

Não sei quem é o senhor que diz durante a apresentação do "Movimento dos Reformados Indignados", entre outras coisas, "já mamaram muito à custa dos outros", mas gostava de propôr uma vénia nacional em sua homenagem.
Honestamente, eu acho que há por aí muito "boa" gente que anda a gozar com a desgraça alheia. E não, até nem é por se queixarem dos cortes que as suas reformas sofreram. Percebo. Ninguém quer receber menos. Nem os que recebem muito, nem os que recebem pouco. Todos têm as suas vidas organizadas em conformidade com o valor que auferem. Ou nem todos, mas isso é outra conversa. E todos devemos lutar para manter os direitos e regalias que adquirimos. Até aqui tudo certo. Não vou aqui discutir se alguém, por muito que tenha trabalhado, merece uma pensão de 70 mil euros mensais, nem se todas as regalias que adquiriu são legítimas. A questão é que não se trata de uma conversa entre amigos, uma tertúlia, um desabafo, enquanto fumam mais um ou dois charutos antes de se enfiarem nos carros topo de gama. Este Movimento faz apresentações públicas, manifesta-se perante um povo reformado que, esse sim, vive de reformas miseráveis. E fá-lo de forma indignada, veja-se. Nestas alturas, como tem acontecido tanto nos últimos tempos, eu pergunto-me se o juízo foi perdido por completo. Seria assim tão difícil prever as reacções a um Movimento que, espantemo-nos todos, é liderado pelo ex presidente do BCP? A sua reforma foi cortada e está indignado. Certo. Afrontar o Povo com a sua indignação pública, é que já é errado. É indecoroso.
Tenho alguma pena que não tenha sido formado um movimento contra os valores destas reformas, antes dos cortes. Os "comuns reformados" deixaram que estes senhores auferissem as suas reformas escandalosas sem formarem Movimentos. Em silêncio social.  E agora ligamos as TVs e abrimos os jornais e lá está ela. A indignação de quem não olha para o resto do País, porque o próprio umbigo está bem mais perto.

Algum decoro, senhores. Só algum.

5 de março de 2013

Stalker alert.

Se desaparecer nos próximos tempos, sem uma palavra de apreço ou de despedida aos meus leitores, desconfiem. A sério, desconfiem e presumam que qualquer cenário é possível. Não percam um segundo e alertem as autoridades.
 
Mas deixemo-nos de brincadeiras. Há uma linha muito ténue entre o cortejo e a perseguição. Não necessariamente física. Pode ser feita à distância, das mais variadas formas e através de outros interlocutores, até. A pessoa vai acreditando que, desta forma, faz parte da nossa vida. Sente-se próxima. Quando esta história teve início, há cerca de 7 meses, estava longe de achar que podia estar perante a segunda. Não me interpretem mal : sou completamente a favor de lutar por quem queremos, ou pelo que queremos. Eu própria, não perco uma oportunidade de tentar conhecer melhor alguém que me faça pensar "E se...?". O problema não é esse. O problema, é a reacção, é o que acontece depois.
A história que vos conto, quase que já me fez ponderar a forma como me relaciono. Fez-me perceber que nem sempre a simpatia e educação são vistas como apenas isso. E fez-me perceber da pior forma, com uma apresentação ( que ainda me causa arrepios na espinha...) dos vários sinais que eu dei (not) à outra pessoa. Sinais entendidos como inequívoco interesse para qualquer coisa mais, da minha parte. Fez-me também pensar nas histórias que todos conhecemos que parecem inofensivas de início, e se vão tornando mais "assustadoras" a cada abordagem do outro lado. Há 7 meses, nunca pensei sequer sentir necessidade de partilhar esta história. Pareceu-me um caso de desencontro de vontades banal. Mas agora já chega. A paciência que tive (e sabe quem me conhece que a paciência não é coisa que tenha em grande quantidade) deu lugar a desconforto e a cansaço.
Já tentei tudo o que estava ao meu alcance. Tentei mostrar indisponibilidade logo de início. Passei ao inevitável "tratamento" do silêncio quando percebi que nada que pudesse dizer iria surtir efeito. Em vez de vencer pelo cansaço, fui eu vencida. Acabei por ser obrigada a, do alto da minha já pouca paciência e apenas movida pela educação que me foi dada, ser o mais frontal e assertiva possível. Outra vez. Não funcionou, aparentemente.
E agora chega. Esta história acaba aqui e hoje. Agora. Porque se não acabar, que não reste a mais pequena dúvida que tomarei outro tipo de providências. E sim, sei que me estás a ler.

Challenge Accepted.

 
 
 
 
Todas as ocasiões me parecem boas para citar o Barney, está claro.

É dia de aceitar (com muito gosto) e de responder ao desafio que me foi lançado pela nossa Suricate.
As regras são estas:

1- Dizer 11 coisas sobre mim;
2- Responder às 11 questões da Suricate;
3- Escolher 11 blogs, com 200 ou menos seguidores a quem passar o desafio;
4- Fazer 11 perguntas aos bloggers nomeados.

11 coisas sobre mim:

1- tenho medo de pássaros;
2- não partilho talheres nem copos com ninguém;
3- tenho adoração por relógios;
4- tenho sempre sono;
     5- o meu chocolate preferido é o branco;
     6- em família chamam-me "Lau" ou "Lauzinha";
     7- como gelado durante todo o ano;
     8- abomino ter que acordar cedo. É ódio de morte, mesmo;
     9- adoro música dos anos 80;
     10-não saio de casa sem um par de óculos de sol, quer chova ou faça sol;
     11-adoro surpresas.

Às  perguntas da Suricate, respondo:

1- Há alguma coisa que te deixe envergonhado(a)? O quê?
A vulgaridade, no geral, envergonha-me. Mas presumo que seja uma pergunta mais pessoal. Envergonhada, não diria. Mas coro com muita facilidade quando o assunto é delicado ou quando fico sem palavras.

2. O que não eras nunca capaz de fazer por ninguém?
Tornar-me sócia do Benfica. Já mo pediram, história verídica. Levando a pergunta a sério, fingir qualquer tipo de sentimento. Sou péssima na arte do fingimento.

3. Se pudesses, o que fazias pelo teu vizinho do lado, por aquela pessoa que passa por ti na rua, por um desconhecido que pudesses ajudar?
Dentro das necessidades de qualquer um deles, o que estivesse ao meu alcance.    

4. Que rotina diária não dispensas?
O banho assim que meto os pés fora da cama. Não funciono sem isto.

5. O que te faz mais feliz durante um dia normalíssimo?
Um telefonema ou uma mensagem especial. Faz toda a diferença.

7. Se pudesses, onde irias já amanhã? E com quem?
Bali, com alguém que não se queixe das 2.876.978 fotos que gosto de tirar.

8. O que mais te magoa?
Qualquer falta de respeito por parte de quem é importante para mim, é capaz de me atirar por terra.

9. Primavera/Verão ou Outono/Inverno?
Esta toda a gente saber responder por mim : Primavera/Verão. Sem pestanejar.

10. Falas outra língua além da tua materna? Qual?
A única que posso dizer que falo, no sentido de conseguir entendê-la e manter uma conversa, é o Inglês. Em relação às outras, não me parece que o que faço seja falá-las...

11. Fecha os olhos um segundo: qual é a primeira palavra que te vem ao pensamento?
Saudade.

Os 11 Blogs a quem passo o desafio:


Aos bloggers desafiados, caso aceitem o desafio, peço que enviem um mail (claudia.nequim.silva@gmail.com), para vos enviar as perguntas que tenho para vocês.

Obrigada Suricate, foi um gosto :)