É basicamente isto.

É basicamente isto.

11 de agosto de 2013

Outras dúvidas que nascem nos areais Portugueses.

Ela : " Querido, passe-me o protector"
Ele: " Sim, tenha cuidado. Está ao Sol há muito tempo."

Casais que se tratam por você. Há que respeitar, somos todos diferentes. Mas que isto me faz uma confusão dos raios, faz. Para quê tanto salamaleque?

E não consigo , com uma gargalhada prestes a ser solta, deixar de imaginar como será a conversa "de cama" destes casais...


9 de agosto de 2013

Crianças nuas na Praia.

Expliquem-me isto, Pais.

Todo-o-santo-dia, vejo crianças a rebolar-se nos areais como vieram ao Mundo. Aquela areia toda não será de evitar em sítios onde ninguém deveria ter areia? Hum?

5 de agosto de 2013

Estou a pensar em contratar um Exorcista.

Que acabe com a praga das Crocs nas praias portuguesas. Até se me embaciam as lentes de contacto...

Ps- excepção feita às crianças e adultos com fungos e/ou outras maleitas nos pés.

2 de agosto de 2013

Até um dia destes.

Vou só "ali" buscar mais umas recordações destas, e já volto. É um instantinho, duas semanas passam a correr. Vá, vá, sem choradeiras. Talvez apareça por cá, uma vez ou outra.












(não sei como é que esta foto veio aqui parar! Mas se o encontrar no areal, não volto. Isso é certo.)

1 de agosto de 2013

Vamos à Comporta, então.

Há várias coisas que me preocupam na afirmação "É como brincar aos pobrezinhos". Sim, preocupam, por muito que um lado meu ache que devemos ignorar o disparate na sua forma mais básica, mas já vos explico porquê.

Que toda a afirmação é de uma infelicidade gritante, parece-me pacifico. É mesmo uma frase paupérrima (olha eu a entrar no espírito) que encerra em si vários problemas. Não só a sua autora não tem noção do significado da palavra pobre, como não tem qualquer pudor em diminuir ainda mais quem vive nesta condição : pobrezinhos. Nem pobres são, são assim uma coisa ainda mais pequena e insignificante. Independentemente da forma como pretendia proferir a sua ideia (?), achar que um pobre (um pobrezinho, corrijo) passa férias na Comporta, é o atingir do nível mais extremo da falta de noção. O pobre, vive no desemprego. E mesmo o pobre que está empregado e que tem direito a férias, não tem como pagá-las. E não tem como pagá-las noutros locais, quanto mais na Comporta, que é conhecida por albergar precisamente este tipo de pessoas. Vamos chamar-lhes ricos, para não dizermos outra coisa. Riquinhos, vá.

Ainda assim, honestamente, nem é tanto esta afirmação, por si só, que me preocupa. Revolve-me todas as entranhas, confesso. Deixa-me pasmada, à espera que exista algum tipo de explicação que não a pobreza de espírito pura. Mas o que mais mexe comigo, nem é isto. O que mexe comigo, é que isto é cada vez mais o retrato deste País. É a mentalidade. Um País em que mais de 1/3 da população vive na pobreza ou no limiar da pobreza, enquanto que os outros, os que ditam o poder neste País, ignoram esta realidade inconveniente e desinteressante aos seus olhos. E ainda troçam dela. Ainda a espezinham e menosprezam. Quando um membro de uma das famílias mais poderosas deste País, faz uma afirmação destas, nas circunstâncias actuais, e não tem noção que irá indignar e ferir mais de metade de uma Nação, estamos mal. Estamos muito mal.
A falta de consciência social, é indício da falta de muitas outras coisas, todas importantíssimas.  A pobreza é um assunto sério, demasiado sério. O número de pessoas que vive na pobreza neste País, é assustador. Não se brinca com este assunto. Há quem se espante com o número de indignados perante a afirmação. Há quem ache que se dá demasiada importância à afirmação de uma só pessoa. Eu, por acaso, acho que estamos, cada vez mais, perante a mentalidade deste País. Que é cada vez mais um País de extremos sociais, no qual quem tem poder está convencido de poder dizer e fazer qualquer coisa.  No qual quem vive de forma desafogada não faz, nem nunca fará, ideia do que é ser pobre. Mas acha que pode brincar com o assunto. Estamos bem. Está tudo bem. Os indignados é que não têm sentido de humor algum. Até nisso são pobres.