É basicamente isto.

É basicamente isto.

28 de junho de 2013

Os Amores de Verão.

Não fui adolescente há muito tempo ( estão a rir de quê??) , mas há coisas das quais tenho saudades. Que recordo com uma enorme nostalgia (eu vou, claramente, ser uma daquelas velhinhas que dizem "no meu tempo isto, no meu tempo aquilo, no meu tempo é que era!"). Uma delas é, sem dúvida, aquele "frenesim" provocado pelos Amores (sabiamos ainda lá nós o que era o Amor nessa altura, esse sacana que tanto dói como faz milagres por nós, quase na mesma proporção) de Verão. Era uma sensação única. Para quem viveu a sua adolescência nas ditas "estâncias balneares" deste País, a coisa tinha um gosto especial. Quase todos os anos, as mesmas famílias voltavam no Verão. Como qualquer adolescente que se preze, tinha as minhas preferências, ou os meus preferidos, se quiserem. Era qualquer coisa de muito excitante, saber que no próximo Verão lá estaria a minha paixoneta, novamente por perto. Tudo sempre muito platónico, muito inocente, mas o suficiente para tirar o sono a uma miúda e fazer-nos sonhar de olhos abertos. Quem não se recorda destas coisas?
Agora, alguns (ou páram de rir ou vamos ter chatices!) anos depois, não me importava nada que o Verão me trouxesse um novo Amor. Mas não um Amor de Verão. Um que perdure para além desta estação, e que se possa festejar nos próximos anos. Afinal de contas, há lá melhor altura para festejar o nascimento do Amor, do que o Verão? Sendo eu uma pessoa exigente, não vai ser fácil. Era tudo bem mais simples naquela altura, em que o entendimento entre homens e mulheres parecia tão fácil, tão humanamente alcancável. Agora, escaldada q.b. (o Verão tem destas coisas), a expectativa é sempre mais baixa. A miúda que se apaixonava facilmente, tem tendência a desencantar-se quase ao mesmo tempo que se encanta. Mas se há coisa em que tenho fé, é no Verão.

27 de junho de 2013

A soneca que vive em mim.

Um dia na minha vida:

7h - toca o despertador. Tenho sono.
8:19 - apanho o comboio. Tenho sono.
8:45- começo a trabalhar. Tenho sono.
11h - tenho sono.
11:30 - ia jurar que estou acordada há 48h. Tenho sono.
12:30 - almoço. Tenho sono.
14h - pareço as crianças depois de almoço. Tenho TANTO sono.
15h - ia jurar que já estou a viver outro dia. Não me lembro de ter tido tanto sono na vida.
16:45 - vou para casa. Vou deitar-me, estou cheia de sono.
17:30 - chego a casa. Devia fazer a sesta. Mas faço qualquer outra coisa.
19h - tenho sono.
20h - janto. Hoje deito-me cedo.
22:30 - devia pensar em deitar-me. Tenho dezenas de séries para ver. Livros à espera. Esplanadas em noites quentes.
24h - deito-me. Vou acordar cheia de sono.

É isto. Eu não sei como vocês conseguem, mas eu sou pessoa que precisa de, pelo menos, 8 horas bem dormidas. Tirem-me isso, e tiram-me tudo.Tiram-me a rapidez de raciocínio, a genica, a boa disposição. Durmo, por norma, 7h. Não chega, estou farta de saber que não chega. Sou a pessoa que tem sempre sono. S-E-M-P-R-E. Vejo pessoas a dormir 5h, 4h, e a estar frescas que nem alfaces, capazes de conquistar o Mundo. Tomam o quê? Qual é o segredo? Ou sou mesmo eu que sou uma menina de primeira, fraca, fraquinha?

Sabem o que vos digo ? Estou cheia de sono.

26 de junho de 2013

Because they can!

Antes de falar do concerto desta noite dos "Bon Jovi", uma nota prévia : é a banda da minha adolescência, aquela que tem, para mim, músicas intemporais, a banda que sempre quis rever, mas se não me tivessem oferecido o bilhete (obrigada gente da minha vida), hoje palpita-me que não meteria estes pezinhos na Bela Vista. Não gostei da atitude da banda em relação à "borla" dada aos Espanhóis, nem percebi a diferença de tratamento se na sua base está a crise. Ninguém explicou ao Jon que Portugal está em crise há muito mais tempo? Que estamos mesmo aqui ao lado e isto seria atitude a contestar? Defendo este homem desde sempre, quer como enorme profissional que sempre mostrou sempre, quer como homem com os pés assentes na terra que sempre me pareceu, coisa rara no mundo em que se move. Desta vez, fiquei desiludida.

Dito isto, pois que de bilhete oferecido pelas minhas mais que tudo, lá vou eu. A última vez que assisti a um concerto dos Bon Jovi, ainda o palco foi o antigo Estádio de Alvalade (respeito! respeito pela casa do Leão e por aquele que foi o palco de concertos gigantes). Era eu na altura uma teenager (in)consciente, que se levantou bem cedo para "acampar" à porta do estádio, mesmo sabend que o concerto só teria início à noite. Horas e horas de espera, com uma t-shirt do próprio Jon orgulhosamente envergada, para ficar mesmo à frente do palco, encostada ao gradeamento. Sim, sou capaz de ter corrido algum risco de vida, mas naquela altura valia tudo para ver de perto aquele homem que tinha (e tem) tudo no sítio. E a voz bem colocada, também.

Os tempos mudam, a histeria passou, mas continuo a saber de cor as letras das músicas mais antigas desta banda. Confesso que conheço muito pouco o trabalho recente. Mas saberei sempre as letras de músicas como "In these arms", "Livin'on a prayer", "Always", "Ths ain't a love song", etc. Hoje, é para cantar até que a voz me doa.

PS- já agora, que o Jon vista aquelas calças de ganga justas que lhe ficam tão bem.

PSII - e sejamos honestos. Já não se fazem músicas como estas.






25 de junho de 2013

Ai a gravata faz calor?

Os homens andam num queixume que só eles, porque acham que agora é que têm mais razões de queixa do que as mulheres, agora é que é, agora é que é mais difícil ser homem. Problema : a gravata. Não aguentam a gravata, com o calor que se faz sentir. Invejam os nossos decotes e a nossa indumentária. Pois sabem o que vos digo? Ainda não é desta que "ganham"! E sabem porquê?

Muito mais calor do que uma gravata, faz o cabelo comprido pá! Experimentem, e digam coisas.

(isto só funciona para os homens de cabelo curto, claro está. A minha solidariedade para com os outros).

Tivesse eu uma varinha mágica...

...e a minha primeira opção, seria fazer desaparecer da minha vida aquelas pessoas com as quais temos mesmo de lidar no dia a dia, mas que nos sugam a nossa energia e boa disposição. Muito, mas muito à frente de qualquer outra coisa. À frente do euromilhões, à frente do homem da minha vida ( vejam, vejam bem o quanto esta gente me afecta, para deixar o pobre coitado para trás, perdido no Mundo, continuamente à minha procura), à frente de tudo o resto. Nem sempre tive esta percepção, e há uns anos atrás não tinha noção do quanto isto me poderia afectar, mas cada vez mais tenho como ponto assente : as más vibrações de quem nos rodeia, afectam-nos mais do que gostamos de admitir. Mais do que queremos. Pensem nisto 5 minutos. A forma como conseguem afectar o nosso estado do espírito, a forma como conseguem deixar-nos de nervos em franja, a energia que gastamos a combater esta praga humana.
Lido melhor com determinadas pessoas, desta índole, do que com outras. Os patetas puros, aqueles que não entendem qual o seu lugar, que se acham mais do que os utros mas não têm grande maldade, são pessoas sem noção, simplesmente, não me afectam tanto. Já os mal educados, são capazes de me fazer ganhar cabelos brancos. Os arrogantes, idem. Se há situação em que sinto enormes dificuldades, é em estabelecer um diálogo com quem é arrogante. É um esforço épico, é uma luta gigante entre a vontade de responder à letra e a necessidade de manter a postura. Há outra estirpe com a qual tenho dificuldades em lidar : os de mal com a vida. Constantemente. Quem é que não conhece alguém que se queixa, de tudo, de manhã à noite ? Com e sem razão? Que já acorda mal disposto, que acha que o Mundo cnspira contra si, que acha que tem a pior das sortes, que julga que os outros estão sempre melhor, que é capaz de fazer um dia de sol parecer um dia de trovoada?
Pudesse eu, e o primeiro movimento da minha varinha, seria para fazer desaparacer todas estas pessoas com as quais, infelizmente, sou forçada a lidar quase diariamente. Podemos escolher as amizades, mas é praticamente aqui que começa e acaba o nosso poder de decisão. A nossa liberdade em relação ao tipo de pessoas com quem interagimos.Todos temos obrigações diárias que nos remetem para uma espiral de gente que não escolheríamos como companhia, nem que fossemos as últimas pessoas à face da Terra. 
Acreditem no que vos digo : faz-me mais falta ter o privilégio de lidar apenas com quem quero, do que uma saca cheia de dinheiro. Se bem que...com uma saca cheia de dinheiro, raios me partam se mais algum dia nesta vidinha eu aturo uma pessoa destas. Palpita-me que hoje não me esqueço de jogar no Euromilhões.